Por: Miguel Marques
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O ciclista português João
Almeida não estará na próxima Volta à Itália após um agravamento do seu estado
físico, segundo avançou o diário português Diário de Notícias.
De acordo com a informação
publicada, o corredor da UAE Team Emirates - XRG arrastava problemas desde o
início da época, quando sofreu uma síndrome viral que afetou o seu organismo.
Longe de regredir, a situação derivou em complicações que obrigarão à realização
de novos exames médicos para avaliar o seu estado com maior precisão.
A baixa é um contrarrelógio
para a equipa, sobretudo tendo em conta a sua progressão recente. No ano
passado, Almeida assinou uma grande atuação na Volta a Espanha, onde terminou
na segunda posição, apenas atrás de Jonas Vingegaard. Para esta temporada, estava
previsto que voltasse a ser o grande rival do dinamarquês na prova italiana.
O golpe para o conjunto dos
Emirados é importante, já que perde a sua principal arma para a primeira grande
volta do ano. Além disso, o planeamento da equipa tinha deixado de fora Isaac
del Toro, que na época passada roçou o triunfo ao finalizar também na segunda
posição, o que agrava ainda mais o impacto desta ausência.
O objetivo passa agora por
priorizar a recuperação. Tanto o ciclista como o seu entorno concentram
esforços em superar estes problemas de saúde, com os olhos postos em
compromissos futuros, especialmente a Volta a França, que se torna o grande
desafio caso a evolução seja favorável.
Lista
pobre de favoritos na Volta à Itália
A ausência de João Almeida
deixa o caminho muito aberto a Jonas Vingegaard na próxima Volta à Itália, onde
o nível de candidatos ao triunfo final fica aquém do esperado para uma grande
volta.
Entre os nomes mais destacados
surge Felix Gall, um dos poucos trepadores com algum aval em voltas de três
semanas, embora sem peso suficiente para impor hierarquia clara. Também figura
Giulio Pellizzari, jovem talento chamado a dar um passo em frente, mas ainda
sem experiência real na luta pela geral.
Na mesma linha emergem
corredores como Jay Vine, mais contrastado, mas irregular neste tipo de provas,
ou Egan Bernal, cujo rendimento continua a ser uma incógnita após os seus
problemas físicos nos últimos anos. Podem incluir-se ainda nomes como Richard
Carapaz, vencedor da prova no passado, mas longe da sua melhor versão recente.
Outros presentes, como Ben
O'Connor ou Antonio Tiberi, completam um leque de candidatos sem um dominador
claro, o que reflete um nível competitivo baixo face a outras edições.
Para lá destes nomes, a lista
de participantes inclui perfis afastados da luta pela geral, como sprinters de
topo, à cabeça Jonathan Milan e Dylan Groenewegen ou jovens em desenvolvimento
como Paul Magnier, o que reforça a sensação de uma participação pouco profunda
em termos de favoritos reais.

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