Por: José Morais
A Volta a Itália sofreu esta
semana duas baixas de grande impacto. Mikel Landa, uma das referências da
Soudal Quick-Step, está oficialmente fora do Giro após exames confirmarem uma
fratura pélvica resultante da queda sofrida na Volta ao País Basco. A equipa
belga anunciou que o ciclista basco, de 36 anos, terá de cumprir um período de
repouso absoluto, inviabilizando a sua presença na edição deste ano.
Segundo o comunicado, a lesão
revelou-se de diagnóstico difícil, tendo sido detetada apenas após exames
adicionais realizados nos últimos dias. Apesar de a fratura já apresentar
sinais de consolidação, o tempo de recuperação necessário impede qualquer tentativa
de participação na prova italiana. Mikel Landa, que regressara recentemente à
competição após um inverno marcado por problemas de saúde, confessou estar
“desapontado”, mas garantiu estar “totalmente focado” na recuperação e no
regresso à competição.
A ausência do espanhol
representa um novo revés na sua relação com o Giro, prova onde já conquistou
dois pódios (2015 e 2022) e três vitórias em etapas. Na época passada, Mikel
Landa já tinha sido forçado a abandonar a corrida após uma queda violenta que
lhe provocou uma fratura vertebral.
A notícia soma-se à já
confirmada ausência de João Almeida, que também falhará o Giro devido a uma
preparação comprometida por doença. O português, vice-campeão da última Vuelta
e um dos principais candidatos à vitória final, admitiu nas redes sociais que
não conseguiu recuperar a tempo para apresentar o nível competitivo exigido.
“Infelizmente, não estarei à partida como planeado. A doença dos últimos meses
afetou demasiado a minha preparação”, lamentou.
Com estas duas baixas, o
pelotão perde dois nomes de grande relevância para a luta pela classificação
geral, alterando significativamente o equilíbrio competitivo da prova. Para as
equipas e para os adeptos, fica a expectativa de que ambos regressem ainda esta
temporada em plena forma e com novos objetivos traçados.

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