quinta-feira, 30 de outubro de 2025

“Falta de fundos obriga ao cancelamento de corrida que tinha sido incluída no calendário UCI 2026, que já teve Bernal e Higuita como vencedores”


Por: Miguel Marques

Em parceria com: https://ciclismoatual.com

A Volta à Colombia é uma corrida que deu muito que falar na última década, tendo Egan Bernal ou Sergio Higuita como vencedores, mas nos últimos anos não tem sido disputada. Em 2026 estava previsto o seu regresso, tendo sido oficialmente acrescentada ao calendário da UCI. No entanto, as boas notícias foram de curta duração e está agora confirmado que os organizadores não têm fundos para realizar o evento em fevereiro próximo.

Num comunicado oficial, a organização da corrida confirmou o fim do plano para realizar o evento na época de 2026. A corrida tinha garantido o estatuto de 2.1 no calendário da UCI, como já tinha acontecido no passado, mas não conseguiu garantir uma verba de cerca de 10 mil milhões de pesos colombianos - ou seja, 2,2 milhões de euros - para assegurar que o evento pudesse decorrer como planeado, com as condições e requisitos de segurança adequados a uma corrida deste nível. No entanto, haverá um esforço para manter os patrocinadores que garantiram o seu apoio para um potencial regresso em 2027.

Houve também um esforço concertado para informar sobre os custos da realização de um evento deste tipo e sobre a necessidade desses fundos. Seriam necessários 1,5 mil milhões de pesos para o transporte aéreo de todas as equipas do World Tour e ProTeams, bem como de outras equipas para a realização da corrida; 2,5 mil milhões de pesos para o alojamento e alimentação de todas as equipas participantes durante os vários dias de corrida; 610 milhões de pesos para transportes e operações; 5 milhões para o alojamento e a alimentação de todas as equipas participantes durante os vários dias de corrida; 610 milhões para o transporte e as operações a nível logístico para o pessoal e as equipas; 252 para as taxas de excesso de bagagem para as equipas internacionais; mais de 4 mil milhões para a logística geral, a segurança rodoviária e a preparação técnica; 275 para o staff de apoio que permitiria a realização da prova em segurança, 540 milhões para o prémio monetário, os seguros, as acreditações e outros aspetos que incumbem aos organizadores; para além de outros custos mais residuais...

Em última análise, a realidade que aqui se mostra reflete-se noutras corridas da UCI, que muitas vezes proporcionam espetáculo e emoção na televisão, mas são sempre fruto de meses, ou mesmo anos, de trabalho para garantir que todas as peças do puzzle se encaixam.

Pode visualizar este artigo em: https://ciclismoatual.com/ciclismo/falta-de-fundos-obriga-ao-cancelamento-de-corrida-que-tinha-sido-incluida-no-calendario-uci-2026-que-ja-teve-bernal-e-higuita-como-vencedores

“Pedro Cardoso: como o triatlo salvou uma vida”


Há histórias que transcendem o desporto. Histórias que inspiram e lembram o verdadeiro significado de resiliência. A de Pedro Cardoso é uma dessas histórias uma jornada de 15 anos a lutar contra o cancro, que encontrou no triatlo não apenas um desporto, mas uma razão para continuar a acreditar que, como o próprio diz, “anything is possible”.

Tudo começou há 15 anos, quando Pedro, por iniciativa própria, procurou um estomatologista devido a uma lesão na gengiva. Durante meses, foi-lhe dito que não seria nada de especial. Até ao momento em que uma segunda opinião e uma biópsia confirmaram o diagnóstico de neoplasia.

 

“Ficamos sem chão e marca para sempre a nossa vida. Jamais esquecemos o momento!”, recorda.

 

“O foco foi na resolução do problema e procurar reunir todas as forças e armas para superar esta fase. Começava uma maratona, com muitos altos e baixos, rodeado sempre de medos e muito desconhecimento sobre o futuro.”

A partir daí, Pedro iniciou uma luta que viria a definir toda a sua vida uma batalha física, emocional e mental.

Após uma grande cirurgia, 30 sessões de radioterapia, 2 de quimioterapia e uma perda de 20 quilos, Pedro estava debilitado. Tentou regressar à bicicleta, mas as sensações foram más e, em consulta, ouviu o que seria um dos momentos mais duros da sua vida.

“Foi-me dito que talvez umas caminhadas à beira-rio fossem o limite da atividade física. Nesse momento pensei de facto que a invalidez parecia ter chegado aos 35 anos. Logo após essa primeira reação, não aceitei esta sentença para a vida! Nesse mesmo dia disse que ia provar que eles estavam enganados.”

Foi esse compromisso consigo próprio que marcou o início da sua verdadeira “guerra contra o cancro”.

 

O triatlo como renascimento

 

O triatlo chegou por fases. Pedro já praticava ciclismo, mas a admiração pela modalidade e o exemplo de Vanessa Fernandes acenderam uma nova chama. Voltou a pedalar, começou a correr com dificuldade e, mais tarde, decidiu aprender a nadar novamente.

“Foi um processo muito lento devido a longos períodos em que o vigor e as sequelas da doença não me permitiam fazer desporto. A única coisa que sabia é que não ia desistir. Um dos momentos marcantes foi quando pude voltar a nadar sem limitações. Parecia uma criança no recreio.”

 

Aos poucos, o desporto tornou-se mais do que reabilitação: tornou-se cura emocional.

 

“Sem dúvida que o desporto salva vidas. O triatlo levou-me a patamares muito para além da minha zona de conforto. A mente humana é capaz de coisas fantásticas. É importante querer, acreditar e nunca desistir, mesmo nos momentos mais difíceis!”

 

Orgulhoso por estar há mais de uma década federado na modalidade, Pedro sublinha que o triatlo é um símbolo de resiliência.

 

“Os 10 anos significam um marco face às adversidades que a doença me trouxe. A paixão pelo triatlo permanece inalterada desde o primeiro momento. Aproveito para fazer um convite a todos os aficionados para fazerem parte desta família cada vez maior e mais forte.”

 

Uma mensagem de esperança

 

Hoje, Pedro dedica-se também a inspirar outros através do projeto Anything is Possible, onde partilha a sua história e promove o valor do desporto como força transformadora.

“O cancro podia ter sido uma sentença, mas o desporto foi o meu aliado. Mesmo em contextos difíceis, é possível evoluir e acreditar sem desistir. A mensagem é para serem ativos, lutar, acreditar, nunca desistir porque anything is possible!”

Pedro Cardoso é, hoje, mais do que um triatleta. É um exemplo de coragem, determinação e amor pela vida.

A sua história é um testemunho vivo de que, mesmo quando tudo parece perdido, o espírito humano e o triatlo podem reacender a esperança.

“Quero passar esta mensagem de esperança e acreditar que é possível, mesmo no meio do caos.”

Fonte: Federação Triatlo Portugal

“Espanhol Oier Lazkano suspenso provisoriamente por anomalias no passaporte biológico”


Devido a anomalias no Passaporte Biológico

 

Por: Lusa

Foto: Instagram Oier Lazkano

O espanhol Oier Lazkano (Red Bull-BORA-hansgrohe), 'desaparecido' desde meados de abril, foi suspenso provisoriamente pela União Ciclista Internacional (UCI) devido a anomalias no passaporte biológico, foi hoje anunciado.

O 'desaparecimento' de Lazkano, que correu pela última vez em 13 de abril, quando acabou a Paris-Roubaix na 117.ª posição, 'alimentou' durante meses rumores no panorama velocipédico, mas hoje o motivo foi finalmente revelado.

A federação internacional informou que suspendeu provisoriamente o basco na sequência de "anomalias inexplicáveis" no seu passaporte biológico em 2022, 2023 e 2024, épocas em que representou a Movistar.

"A UCI não fará mais comentários enquanto o processo estiver a decorrer", lê-se em comunicado do organismo.

O passaporte biológico é um 'mecanismo' que se baseia na monitorização de determinados parâmetros biológicos (através de amostras de sangue e de urina), que, de uma forma indireta, podem revelar os efeitos da utilização de substâncias ou métodos proibidos.

Oier Lazkano destacou-se no pelotão internacional particularmente em 2023, ano em que se sagrou campeão nacional de fundo, e 2024, com as suas prestações combativas a valerem-lhe a transferência da Movistar para a Red Bull-BORA-hansgrohe.

Desde que chegou à equipa alemã, aquele que é um dos mais destacados ciclistas espanhóis foi uma deceção, completando apenas 11 dias de competição antes de 'desaparecer' inexplicavelmente em abril.

Durante meses, circularam teorias sobre o desaparecimento do corredor de 25 anos, que apagou mesmo as contas nas redes sociais.

Vencedor de uma etapa na Volta a Portugal, em 2020, quando ainda representava a Caja Rural, Lazkano conta com sete triunfos no currículo, nomeadamente na Clássica de Jaén em 2024, temporada em que foi nono no Critério do Dauphiné e foi o primeiro a coroar o Tourmalet durante a 14.ª etapa da Volta a França.

Este é o segundo caso de dopagem relacionado com a Movistar a ser anunciado nos últimos dois dias, já que na terça-feira a UCI anunciou a suspensão por 20 meses do brasileiro Vinícius Rangel, na sequência de três falhas de localização no espaço de um ano.

Fonte: Record on-line

Ficha Técnica

  • Titulo: Revista Notícias do Pedal
  • Diretor: José Manuel Cunha Morais
  • Subdiretor: Helena Ricardo Morais
  • Periodicidade: Diária
  • Registado: Entidade Reguladora para a Comunicação Social com o nº: 125457
  • Proprietário e Editor: José Manuel Cunha Morais
  • Morada: Rua do Meirinha, 6 Mogos, 2625-608 Vialonga
  • Redacção: José Morais
  • Fotografia e Vídeo: José Morais, Helena Morais
  • Assistência direção, área informática: Hugo Morais
  • Sede de Redacção: Rua do Meirinha, 6 Mogos, 2625-608 Vialonga
  • Contactos: Telefone / Fax: 219525458 - Email: josemanuelmorais@sapo.pt noticiasdopedal@gmail.com - geral.revistanoticiasdopedal.com