domingo, 9 de maio de 2021

“EFAPEL remata Volta ao Algarve 2021 com objetivos cumpridos”


Fotos: João Fonseca Photographer

Terminou hoje a 47.ª Volta ao Algarve, com chegada em alto ao Malhão, Loulé, após uma viagem de 170,1 km que começou em Albufeira. Embora a sorte não tenha favorecido a Equipa Profissional de Ciclismo EFAPEL, o balanço final é positivo e os objetivos ficam cumpridos. O espanhol Javier Moreno foi o melhor classificado da Geral, com a 44.ª posição.

O destaque vai para o contrarrelógio de ontem, onde Rafael Reis mostrou-se a um nível ao alcance de poucos corredores mundiais, terminando num honroso 2.º lugar, com sabor a vitória. Fábio Costa e Javier Moreno também estiveram em evidência, ao serem protagonistas nas fugas da 2.ª e 3.ª etapas, dando visibilidade aos patrocinadores e parceiros, bem como ao território Águeda.


Rúben Pereira, que comanda a EFAPEL, apostou nos corredores mais jovens da equipa, dando-lhes a oportunidade de se estrearem na prova. Fábio Fernandes, o mais jovem do pelotão da Volta ao Algarve, foi um deles. Uma queda no contrarrelógio não o deixou terminar a competição, tal como Frederico Figueiredo, que foi obrigado a desistir após uma queda na 3.ª etapa, quando faltavam 3 km para a meta, onde fraturou o escafóide.

Sobre este domingo, dia de decisões e muito sobe e desce, a etapa começou com uma fuga de 13 unidades que se estabeleceu perto dos 30 km, mas depois desintegrou-se com a chegada das três subidas finais. A EFAPEL apresentou-se combativa com os seus cinco atletas, tentando estar na frente embora com dificuldades. A equipa fez todo o trabalho para levar Javier Moreno a chegar o melhor possível à subida final, até ao Malhão, onde cruzou o risco em 32.º lugar. João Rodrigues (W52-FC Porto) foi o 2.º a chegar, mas conquista a Volta ao Algarve 2021.


“Esta Volta ao Algarve não correu como tínhamos planeado, porque surgiram percalços desde o 1.º dia, que condicionaram o resultado da prova. Ainda assim os objetivos estão cumpridos. Realçamos o 2.º lugar do Rafael Reis no dia de ontem, um contrarrelógio muito exigente e um dia que para nós foi muito importante. Queríamos mais, não foi uma corrida que saiu na perfeição e a sorte não esteve do nosso lado, mas terminamos de cabeça erguida e já a pensar no próximo desafio”, resumiu o diretor desportivo da EFAPEL, Rúben Pereira.


 

CLASSIFICAÇÕES:

 

47.ª VOLTA AO ALGARVE

5.ª ETAPA: Albufeira - Alto do Malhão (Loulé) » 170,1 km

 

CLASSIFICAÇÃO GERAL INDIVIDUAL - AMARELA (após a 5.ª Etapa)

 

1.º João Rodrigues (W52-FC Porto), 19h03m56s

44.º Javier Moreno (EFAPEL), a 12m02s

64.º Rafael Reis (EFAPEL), a 18m11s

89.º Karel Hník (EFAPEL), a 27m09s

128.º André Domingues (EFAPEL), a 36m57s

130.º Fábio Costa (EFAPEL), a 37m31s

 

CLASSIFICAÇÃO GERAL EQUIPAS

 

1.ª W52-FC Porto, 57h13m47s

20.ª EFAPEL, a 38m54s

 

CLASSIFICAÇÃO GERAL PONTOS – VERDE

 

1.º Sam Bennett (Deceuninck-Quick-Step), 50 Pontos

19.º Javier Moreno (EFAPEL), 6 Pontos

 

CLASSIFICAÇÃO GERAL MONTANHA – AZUL

 

1.º Luís Fernandes (Rádio Popular-Boavista), 16 Pontos

8.º Javier Moreno (EFAPEL), 7 Pontos

 

CLASSIFICAÇÃO GERAL JUVENTUDE – BRANCA

 

1.º Sean Quinn (Hagens Berman Axeon), 19h06m26s

22.º André Domingues (EFAPEL), 19h40m53s

23.º Fábio Costa (EFAPEL), 19h41m27s

Fonte: Efapel

“1ª Taça de Portugal de Enduro presented by Shimano”


José Borges e Sophie Bagnall conquistam a vitória em Lorvão

Por: Ana Nunes

Lorvão recebeu neste domingo a 1ª Taça de Portugal de Enduro presented by Shimano. José Borges venceu na categoria masculina de Elite e Sophie Bagnall no setor feminino.

Nesta primeira prova pontuável para a Taça de Portugal de Enduro presented by Shimano foi José Borges a destacar-se na categoria de Elite Masculina. O atleta do Clube BTT Matosinhos disputou a corrida com Marco Veiga (Ciclos Quintena Giant), vencendo com uma diferença de 11 segundos. Sauro Agostinho (Casa do Povo de Abrunheira)fechou na terceira posição, a 13 segundos.

No setor feminino Sophie Bagnall (Gravity Bc) venceu a prova com uma vantagem de oito segundos sobre Maaris Meier (Maiatos), que fechou na segunda posição. Logo a seguir chegou Tânia Lima (AXPO/FirstBike Team/Vila d), a 21 segundos de Bagnall.


Na prova de juniores masculinos esteve em destaque André Fernandes (Caniço Riders), que destronou a concorrência com uma vantagem confortável de 18 segundos, deixando Zoe Del-Rio (Xsm Clube Ciclista) na segunda posição. O terceiro classificado foi Afonso Sousa (Casa do Povo de Abrunheira), que fechou o pódio a 44 segundos do vencedor.

Na categoria de cadetes masculinos foi Rodrigo Araújo (Clube BTT Matosinhos) a vencer, com apenas três segundos de vantagem sobre Marco Fernandes (Clube BTT Matosinhos). Lucas Leite (BTT Enduro Terras de Bouro) fechou o pódio em terceiro.


Nas categorias de veteranos, Gonçalo Gaspar (Individual) foi o melhor em masters 30 e em masters 40 foi Hélder Padilha (Vasconha BTT Vouzela). Na categoria de masters 50 o vencedor foi João Gonçalves (Belmira Cruz-Centro Ciclismo) e em masters 60 foi Carlos Marques (União Desportiva Lorvanense). No setor feminino foi Bianca Oliveira a terminar na primeira posição.

Na categoria de Escolas/Juvenis foi André Maia (Maiatos) a vencer a prova e em E-MTB foi Gonçalo Martins (Individual) a levar a melhor.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“As promessas falhadas da Cofina na 47ª Volta ao Algarve, CM TV a televisão oficial que deixou muito a desejar”


Não só pelos órgãos de comunicação social oficiais, mas muitos outros falharam

 

Por: José Morais

Fotos, CM TV e FPC

Depois do final da 47ª edição da Volta ao Algarve em bicicleta, com a vitória de João Rodrigues da W52-FC Porto, temos de dar os parabéns pelo seu empenho, e pela vitória ter falado português, é animo e força que o ciclismo nacional necessita, e são vitórias destas que motivam os ciclistas, que infelizmente em Portugal este ano muito tem sofrido por falta de provas ao contrário de outros países onde se tem realizado as mesmas.

Até aqui tudo bem, porem, aquele que é o desporto do povo como dizem, infelizmente não consegue chegar a todos, a pandemia que nos evadiu deu origem a muitas restrições, uma delas é o de ter publico nas partidas e chegadas, algo que não é permitido, porem, como nem todos os portugueses lhes passa a caravana à porta, existe a televisão para mostrar a todos que vibram com a modalidade, porem aqui começa o problema.

Ora vejamos, a televisão pública, aquela que todos nós pagamos em impostos, não tem interesse e não transmite, e a Federação Portuguesa de Ciclismo tenta interessados, a Cofina surge assim interessada, é feito um acordo em que os órgão de comunicação do grupo dava cobertura exclusiva, falava-se da CM TV e do Record, onde este grupo prometia dar diariamente destaque ao evento, com a CM TV televisão oficial a dar 90 minutos diários, onde alem da transmissão dos últimos quilómetros da etapa, e ainda entrevistas antes e após as etapas.

Tudo bonito, publicidade, mas no final apenas não ficou no papel, já que na realidade nada disso aconteceu, diariamente e fazendo bem as contas, pouco mais de meia hora era transmitido, as transmissões programadas teriam início pelas 16,30 e terminavam pelas 18 horas, hora isso nunca aconteceu, e fazendo bem as contas existiram dias em que pouco mais de meia davam na totalidade, já que pelo meio existiam intervalos de 15 minutos pelo menos duas vezes.

 

Vejam o filme da 5ºª etapa na CM TV

 

E vejamos o último dia na quinta etapa, talvez a que mais transmitiram, a CM TV iniciou pelas 16,21 quando estava previsto para as 16,13, neste último dia finalmente Hugo Sabido falava 1 minuto depois de entrarem em direto, algo que nas outras etapas só quase 20 minutos dizia boa tarde, algo nada agradável. A emissão iniciava-se nos 38 últimos quilómetros, mas três minutos depois seguiu-se logo um intervalo às 16.24, com a entrada em direto às 16,37, estava-se já a 27 km do fim, foram 10 kms que os espectadores não assistiram, pelo meio uma entrevista a João Rodrigues dada antes da partida, e eram 17,27 quando o vencedor da etapa corta a meta, apresentam a classificação provisória, a única vez que o fizeram, e encerram a emissão.

Mais uma vez as falhas, as entrevistas no final da etapa, a cerimónia do pódio que nunca deram, e tanto que se poderia mostrar, como por exemplo dar algumas imagens da partida e durante a corrida, antes da transmissão em direto.


 

Frase infeliz

Quase no início da transmissão alguém que comentava como o Hugo Sabido referia todo contente “Estamos em direto num canal para todo o Portugal” e deixo a pergunta, quando é que a CM TV é um canal aberto para todos? Mas se na televisão a o Grupo Cofina falhou em grande, também no que diz ao Record não se ficou a trás, já que tudo o que publicaram diariamente com exceção do último dia, eram notícias provenientes da Lusa.

Porem, como comunicação social oficial da Volta ao Algarve, porque o Record não fez com a Volta ao Algarve, como está a fazer com o Giro, com o filme em direto da etapa, é certo de que a organização da Volta ao Algarve o fazia no seu site, mas não seria importante ter a mesma iniciativa com a Volta portuguesa, é certo de que não tem as figuras de topo do ciclismo mundial como tem o Giro, mas por favor defenda o que é nacional, e o que de bom fazemos.

Porem, e já agora dando uma achega à comunicação social nacional, li uma notícia num site de referência no ciclismo nacional, onde se falava num “Jornalismo de contenção” já que a sala de imprensa da Volta ao Algarve estava deserta, onde apenas a jornalista da Lusa marcava presença diária, algo nada visto nas grandes provas nacionais, já que os outros órgãos deveriam ter ficado em casa, fazendo assim uma analise negativa ao jornalismo desportivo do país, e por exemplo A Bola, aquele que se diz o melhor diário desportivo,  nem  uma linha publicou no dia 7 no  seu site e nunca marcou presença um dia , ou o Record que apesar de ter assinado acordo com a Federação Portuguesa de Ciclismo, seguiu o mesmo rumo.

Pois é, isto é o jornalismo que Portugal possui, não falo em jornalistas, que existem grandes profissionais com gosto no que fazem mas não os deixam fazer o trabalho, mas sim nas redações e responsáveis, que ignoram totalmente o ciclismo em Portugal, são muito pobres nas sua notícia informativas, e sem capacidades financeiras onde existe muita pobreza, porem são muitos sites informativos do ciclismo que Portugal possui, que consegue chegar a milhares de leitores com as notícias da modalidade que tanto gostam.

A finalizar, ao longo de 5 dias, eu como muitos, estávamos na expetativa de como seriam as transmissões da CM TV, é certo de que havia a alternativa da Eurosport, mas eu tinha de ver com os meus olhos o que acontecia, se era um canal nacional e português que se gabou, que prometeu, merecia audiências se as merece-se, algo que penso que não alcançou, e que ficou muito aquém, assisti aos dois, e fiz os filmes diários da CM TV do que ia acontecendo, já para se criticar temos de saber o que fazemos, temos de ver sobre o que criticamos, não é criticar por criticar, mas as verdades tem de ser ditas, e fica aqui um recardo à Federação Portuguesa de Ciclismo que seria importante rever o contrato com a Cofina em defesa da honra do ciclismo e de todos que estão envolvidos no mesmo.

Viva o ciclismo nacional.   

Ficha Técnica

  • Titulo: Revista Notícias do Pedal
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