Por: Miguel Marques
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Tadej Pogacar marcou
território de imediato na Volta à Romandia 2026, atacando na subida decisiva
para Ovronnaz antes de concluir o trabalho num sprint reduzido para vencer a 1ª
etapa.
O movimento do esloveno nas
rampas mais duras abriu a corrida, mas não o suficiente para seguir isolado.
Lenny Martinez respondeu primeiro, com Florian Lipowitz a recuperar e a
juntar-se no final da derradeira subida, antes de Jorgen Nordhagen fazer a ponte
para formar um quarteto que viria a decidir a etapa.
Fuga
neutralizada após controlo inicial
Mais cedo na etapa, Oscar
Onley, uma das apostas externas para a geral da INEOS Grenadiers, abandonou por
doença, tal como Hamish McKenzie.
A fuga do dia, com sete
ciclistas, marcou a fase inicial, alcançando mais de três minutos depois de se
formar pouco após a partida. O grupo incluía Louis Vervaeke, Sam Oomen, Pietro
Mattio, Patrick Gamper, Roland Thalmann, Dillon Corkery e Alexy Faure Prost.
Porém, a pressão constante do
pelotão foi reduzindo a diferença e a fuga desfez-se na ascensão final. Corkery
foi o primeiro a ceder e a ser alcançado, enquanto sucessivas acelerações foram
encolhendo ainda mais o grupo. Roland Thalmann, ainda assim, deixou marca, ao
somar a pontuação máxima nas três passagens por La Rasse e posicionar-se bem na
classificação da montanha.
Movimento
de Pogacar molda a corrida
A corrida virou na subida para
Ovronnaz, onde Pogacar desferiu o primeiro grande ataque da semana. Só Martinez
conseguiu, de início, segurar a roda, a confirmar a forma do francês em subida,
enquanto Lipowitz limitou perdas e regressou ao grupo da frente quando a
inclinação abrandou.
Apesar da força da aceleração,
o ataque não foi decisivo. Pogacar não conseguiu sacudir por completo os
rivais, permitindo um ligeiro reagrupamento no topo e na descida.
Quarteto
resiste à perseguição
Depois do alto, a frente da
corrida voltou a juntar-se. Pogacar, Lipowitz e Martinez foram alcançados por
Nordhagen, que fez uma corrida de trás para a frente e fechou a ponte para
formar um quarteto que rapidamente se afirmou como o movimento decisivo da
etapa.
Atrás, um grupo perseguidor
com Primoz Roglic, Antonio Tiberi e Sergio Higuita tentou organizar a resposta,
reduzindo a diferença para cerca de 20 segundos já dentro dos quilómetros
finais. Mas os líderes mantiveram a vantagem no falso plano até à meta, com
cooperação suficiente para travar a perseguição.
Pogacar
conclui no sprint
Os quatro entraram juntos no
último quilómetro, lançando o sprint pela vitória. Ninguém colaborou com o
campeão do mundo a partir desse momento e Nordhagen tentou arrancar de longe,
Lenny aproveitou para lançar o sprint, mas a resposta de Pogacar foi demolidora,
foi o mais forte na linha, triunfando diante de Lipowitz e Martinez, com
Nordhagen a fechar o grupo.
O grupo perseguidor cortou a
meta 21 segundos depois, liderado por Albert Philipsen, confirmando a natureza
decisiva da seleção em Ovronnaz e estabelecendo as primeiras diferenças
significativas na classificação geral.

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