Por: Miguel Marques
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A ação que faltara nos dias de
abertura do Paris-Nice soltou-se toda esta quarta-feira à tarde, com o mau
tempo, o azar e as curtas subidas explosivas a gerarem caos e drama na corrida
francesa. A 4ª etapa viu Juan Ayuso cair e abandonar, o pelotão desfeito antes
mesmo da primeira subida devido a vento forte e chuva, e Jonas Vingegaard a
vencer no muro final, saltando para a liderança da geral.
Enquanto no Tirreno-Adriatico
os sprinters tiveram o seu duelo, na “Corrida ao Sol” previa‑se que só a subida final
fizesse diferenças. Não foi assim. Desde os primeiros quilómetros, o pelotão
fragmentou-se nos abanicos à saída de Bourges. Cerca de 35 corredores ficaram
na frente, com a Red Bull - BORA - Hansgrohe em maioria, com cinco homens; a
Visma apenas com Edoardo Affini junto de Jonas Vingegaard; e nomes como Kévin
Vauquelin e Lenny Martínez a falharem o primeiro corte.
Oscar Onley também caiu a
partir do grupo dianteiro e, após um problema mecânico, ficou a perseguir o
pequeno pelotão da frente, que rodlava a média muito elevada. Mas a corrida
mudou por completo a 47 quilómetros da meta, quando a Lidl-Trek viveu um autêntico
pesadelo: Juan Ayuso caiu. A camisola amarela voltou à bicicleta, mas segundos
depois desmontou de novo e abandonou, com dores. Vários corredores desistiram
ao longo do dia devido a quedas e às duras condições, com vento forte e chuva
em simultâneo, abrindo fossos enormes.
A queda de Ayuso partiu ainda
mais a corrida, com a BORA já a comandar o grupo da frente e a impor ritmo
elevado com os seus cinco homens, apenas seguidos por Jonas Vingegaard e
Mathias Vacek. O checo cederia depois, ao entrarem na zona mais acidentada da
etapa. Callum Thornley, Nico Denz, Tim e Mick van Dijke trabalharam para
Martínez durante a última hora, até à rampa final no Signal d'Uchon. Embora com
7 quilómetros, os derradeiros 1,8 quilómetros tinham média de 10%, e aí
decidiu-se a etapa, com apenas Tim van Dijke a lançar Martínez e Vingegaard
para a base da chegada em alto.
Atrás, Georg Steinhauser
seguia com pouco mais de 2 minutos, enquanto, a cerca de 4 minutos, um grupo
com Kévin Vauquelin, Lenny Martínez, David Gaudu, Marc Soler e,
surpreendentemente, Jensen Plowright formava a primeira perseguição. Mais
atrás, caos absoluto, com a corrida desfeita em múltiplos grupos.
Jonas Vingegaard esperou pela
subida final para atacar, disparando já dentro do último quilómetro. Martínez
não teve resposta ao arranque do dinamarquês e a diferença cresceu rapidamente.
A meta fixou 41 segundos entre Vingegaard e Martínez, segundo classificado, com
Tim van Dijke a fechar o pódio do dia em terceiro.

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