segunda-feira, 5 de maio de 2025

“João Almeida fora do Giro: erro estratégico da UAE pode sair caro!”


Por: Ivan Silva

Em parceria com: https://ciclismoatual.com

Chegou finalmente a semana da Volta à Itália de 2025. A primeira Grande Volta da temporada arranca já esta sexta-feira, 9 de maio, com uma edição que promete emoção e equilíbrio desde o primeiro dia. Sem nomes como Tadej Pogacar, Jonas Vingegaard ou Remco Evenepoel no alinhamento, a luta pela Camisola Rosa está mais aberta do que nunca.

O grande favorito à vitória é Primoz Roglic, mas o esloveno enfrentará uma oposição feroz, sobretudo vinda da UAE Team Emirates – XRG, que apresenta a dupla Juan Ayuso e Adam Yates como líderes. No entanto, a ausência de João Almeida levanta dúvidas e provoca alguma perplexidade entre adeptos e analistas. Terá a UAE cometido um erro estratégico ao deixar de fora o português, que atravessa a melhor fase da sua carreira?

A sensação que começa a emergir é clara: a formação da Emirates poderá já estar a lamentar esta decisão. Com Almeida, o caminho para a vitória na geral poderia estar mais bem pavimentado do que com Ayuso e Yates, ambos talentosos, mas menos consistentes em corridas de três semanas.

 

Uma temporada irrepreensível

 

João Almeida tem apresentado, em 2025, um nível de excelência raro. O português afirmou-se definitivamente como um dos mais completos ciclistas do pelotão, com um alto nível tanto nas subidas como nos contrarrelógios. Vem de duas vitórias consecutivas em corridas por etapas do WorldTour: a Volta ao País Basco e a Volta à Romandia, ambas conquistadas com autoridade e maturidade tática.

Antes disso, tinha sido segundo na Volta à Comunidade Valenciana e na Volta ao Algarve, além de um excelente sexto lugar no Paris-Nice, onde venceu uma etapa frente a Jonas Vingegaard. A regularidade e o crescimento exibidos nos últimos meses confirmam o que muitos já previam: Almeida está no pico da sua forma. Também tem sido notória uma mudança da postura de João Almeida durante as corridas, talvez reflexo daquilo que seja a mudança de métodos de treino e de um aumento de confiança que tem sentido.

João Almeida não se tem deixado descair no pelotão como em tempos o fazia, que muitas vezes o obrigava a fazer grandes recuperações que depois ficaram celebremente conhecidas por "Almeidadas". Em vez disso temos visto um João com uma postura mais ativa nas corridas, sem medo de atacar e com capacidade para sufocar a concorrência antes sequer de terem hipótese de o atacar. Esta evolução faz-nos crer que o João está pronto para demonstrar um outro nível no que diz respeito a Grandes Voltas.

 

Um histórico de excelência no Giro

 

A escolha da UAE Team Emirates torna-se ainda mais difícil de compreender quando se olha para o histórico de Almeida na Volta à Itália. Em quatro participações, o português foi sempre protagonista:

2020: 4.º na geral, depois de vestir a Camisola Rosa durante 15 dias.

2021: 6.º lugar, após recuperar terreno na última semana.

2022: abandono na 18.ª etapa, quando ocupava o 4.º posto da geral.

2023: 3.º classificado, com uma vitória de etapa no Monte Bondone.

Mesmo quando ainda não estava tão consolidado como ciclista de elite, o luso foi um nome constante na luta pela geral. Em 2025, com um nível claramente superior, teria legítimas aspirações à vitória final.

 

Uma oportunidade desperdiçada?

Com Tadej Pogacar focado exclusivamente na Volta a França, onde Almeida será o seu principal apoio nas montanhas, a Corsa Rosa parecia ser o cenário ideal para o português assumir, pela primeira vez, a liderança absoluta numa Grande Volta. No entanto, a UAE optou por Ayuso e Yates, dois ciclistas de grande nível, mas que ainda não mostraram a mesma consistência em provas de três semanas.

Mais preocupante ainda, é o facto de não se prever espaço para Almeida na liderança da Vuelta, que deverá voltar a contar com Pogacar. Ou seja, 2025 pode passar sem que a equipa da Emirates aproveite aquele que é, até agora, o melhor momento desportivo da carreira de João Almeida.

Numa temporada em que se exigia mais ousadia e visão estratégica, a UAE pode ter perdido uma oportunidade única de conquistar a Camisola Rosa com um corredor que, ano após ano, mostrou ser um dos homens mais fiáveis do pelotão internacional.

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“Marianne Vos impõe-se ao sprint numa etapa marcada pelo caos na Volta a Espanha Feminina”


Por: Carlos Silva

Em parceria com: https://ciclismoatual.com

A lendária Marianne Vos somou mais uma vitória à sua notável carreira, conquistando ao sprint a segunda etapa da Volta a Espanha Feminina 2025. Este foi o 256.º triunfo da neerlandesa, ao cabo de um dia marcado pelo caos e pelas condições meteorológicas adversas.

A jornada começou com um ataque madrugador de Elena Cecchini, mas o pelotão manteve-se compacto até à entrada nos 60 quilómetros finais. Com o início da chuva intensa, o sprint intermédio, situado a cerca de 40 km da meta, tornou-se particularmente perigoso, com as ciclistas a disputarem com agressividade os segundos de bonificação que estavam em disputa. Marianne Vos levou a melhor de forma relativamente confortável, conquistando os 6 segundos, reforçando assim as suas aspirações à camisola vermelha.

Pouco depois, Lea Lin Teutenberg tentou surpreender com um ataque solitário, mas a movimentação revelou-se ineficaz, sendo rapidamente anulada pelo grupo principal. Já dentro dos últimos 15 quilómetros, Neve Bradbury viu-se envolvida numa queda que prejudicou a CANYON//SRAM zondacrypto, ao passo que surgiram rumores de que a líder da Team SD Worx-Protime, Anna van der Breggen, teria também caído. Outra queda viria a acontecer alguns quilómetros depois, aumentando a tensão numa fase decisiva da etapa.

Percebendo a oportunidade para provocar cortes, a FDJ - Suez de Demi Vollering assumiu o controlo da frente do pelotão, mantendo um ritmo elevado enquanto um grupo de perseguição tentava fechar o espaço até à meta. A camisola vermelha de Ellen van Dijk não estava inserida no grupo dianteiro aquando do novo corte nos últimos 3 quilómetros. Dentro do quilometro final deu-se uma queda que envolveu ciclistas que estavam nas últimas entenas de metros na disputa pelo sprint.

No final, foi Marianne Vos quem se impôs com autoridade, batendo Letizia Paternoster e Letizia Borghesi no sprint final, naquela que foi mais uma demonstração do seu instinto vencedor.

 

Top 10 Vuelta España Femenina

 

1ª Vos Marianne - Team Visma | Lease a Bike

2ª Paternoster Letizia - Liv AlUla Jayco

3ª Borghesi Letizia - EF Education-Oatly

4ª Henderson Anna - Lidl-Trek

5ª Trinca Colonel Monica - Liv AlUla Jayco

6ª Wollaston Ally - FDJ-SUEZ

7ª Koch Franziska - Team Picnic PostNL

8ª Niewiadoma-Phinney Katarzyna - CANYON//SRAM zondacrypto

9ª Kerbaol Cédrine - EF Education-Oatly

10ª Tomasi Laura - Laboral Kutxa-Fundacion Euskadi

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“Taça de Portugal: Sporting e Olímpico de Oeiras vencem em Monte Gordo”


O Sporting Clube de Portugal (Fem.) e o Outsystems Olímpico de Oeiras (Masc.) venceram o Triatlo de Monte Gordo, a contar para a Taça de Portugal. Letícia Magalhães e Dinis Ferreira, ambos do clube de Alvalade, foram os mais rápidos entre cerca de 300 participantes.

No sector feminino, a equipa do Sporting Clube de Portugal, impulsionada pela vitória de Letícia Magalhães e a segunda posição de Lily Mora, garantiu o lugar mais alto do pódio. Com esta vitória na terceira etapa da Taça de Portugal, as leoas de Alvalade saltaram para o comando da prova. No algarve, o pódio feminino ficou completo com o segundo posto do Alhandra SC e o terceiro do Lusitano Frusoal.

Entre os homens, o Outsystems Olímpico de Oeiras deu seguimento ao bom começo na Taça de Portugal e reforçou a liderança com a vitória no Algarve. O quarteto de encarnado e negro deixou o Sporting CP a cerca de dois minutos de distância, enquanto o Alhandra SC fechou o pódio.

Depois da prova Algarvia, ficam a faltar quatro etapas para a conclusão da Taça de Portugal. A próxima prova está agendada para Serpa.

Fonte: Federação Triatlo Portugal

Ficha Técnica

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