quarta-feira, 25 de janeiro de 2023

“Norte-americano Quinn Simmons vence terceira etapa da Volta a San Juan”


A Volta a San Juan conta com a presença da equipa portuguesa AP Hotels&Resorts-Tavira-Farense, com Carlos Salgueiro

 

Por: Lusa

O ciclista norte-americano Quinn Simmons (Trek-Segafredo) venceu a terceira etapa da Volta a San Juan, na Argentina, com o irlandês Sam Bennett (BORA-hansgrohe) a manter a liderança na classificação geral.

Simmons completou os 170,9 quilómetros, com partida e chegada ao Autódromo de Villicum, com o tempo de 4:39.30 horas, superiorizando-se ao argentino Maxiliano Richeze e a Sam Bennett, segundo e terceiro, respetivamente, com o mesmo tempo do vencedor.

O ciclista norte-americano surpreendeu com um ataque forte dentro do último quilometro e bateu a concorrência, com Richeze, que corre com a camisola da Argentina na última prova como profissional, a ter de contentar-se com o segundo posto.

A geral é liderada pela ciclista irlandês, com seis segundos de vantagem em relação ao neerlandês Fabio Jakobsen (Soudal Quick-Step) e oito sobre o colombiano Fernando Gaviria (Movistar).

A Volta a San Juan conta com a presença da equipa portuguesa AP Hotels&Resorts-Tavira-Farense, com Carlos Salgueiro a voltar a ser o melhor da formação lusa, ao terminar no 21.º lugar a etapa, a dois segundos do vencedor.

Na geral, Carlos Salgueiro é 61.º, a 36 segundos do primeiro, com o espanhol Délio Fernández em 77.º, a 01.40 minutos, e Venceslau Fernandes em 80.º, a 2.16 minutos.

A quarta etapa vai ligar o Autódromo de Villicum ao Barreal, ao longo de 196,5 quilómetros

Fonte: Sapo on-line

“Figueira Champions/ Casino Figueira um sonho tornado realidade”


Fotos: Sérgio Morgado

A conferência de imprensa Figueira Champions/ Casino Figueira teve lugar no Casino Figueira, esta terça-feira de 24 de janeiro e contou com a presença de Carlos Pereira, Diretor de Prova; Afonso Eulálio, ciclista figueirense; Fernando Matos, administrador do Casino Figueira; Carlos Figueiredo, em representação da Turismo Centro Portugal e Manuel Domingues, vereador executivo.


Nas várias intervenções foi destacada a relevância da projeção do concelho no país e no mundo, numa prova que “nasceu de um sonho agora materializado que conta com a presença de 18 equipas no pelotão”, como frisou Carlos Pereira, Diretor de Prova.

É a primeira vez, em 120 anos, que uma clássica mundial se realiza em solo nacional pelo que as mais valias daí decorrentes justificam a adesão, na qualidade de principal sponsor, por parte do Casino Figueira, por se tratar, palavras de Fernando Matos, “de uma ideia original, acima da média, com uma capacidade incrível de aliar o desporto às qualidades paisagísticas de um concelho, com uma beleza natural tão fotogénica”, sem esquecer o “importante fluxo de pessoas, numa época de turismo considerada baixa, alavancando desse modo a economia do meio”.


“Estar cá um dia é bom, estar cá dois é ótimo e três nunca é demais”, frase com que Carlos Figueiredo iniciou a sua intervenção, indo desse modo ao encontro da importância da visibilidade do concelho e da consequente repercussão na economia da região.

Uma prova com as características do Figueira Champions/ Casino Figueira envolve uma grande logística por forma a assegurar que nenhum pormenor é deixado ao acaso, só possível de realizar “graças à entrega dos colaboradores do município e dos Presidentes de Junta de Freguesia que, desde a primeira hora abraçaram a iniciativa”, conforme referiu Manuel Domingues, que destacou ainda a visão do Casino Figueira face às potencialidades que a prova encerra e a presença do jovem figueirense, único ciclista profissional do concelho, presente na competição e que transporta consigo “o dorsal n.º 1, motivo de muito orgulho não só por esta ser a minha terra, mas por estar a competir ao lado dos grandes nomes do ciclismo mundial do momento”.


Já são conhecidos alguns dos nomes das estrelas que vão marcar presença: Rui Costa (Intermarché-Circus-Wanty), Campeão do Mundo de Fundo em 2013; Fabio Jakobsen e Kasper Asgreen, da Soudal Quick-Step e o colega Remi Cavagna, um dos melhores contrarrelogistas do mundo, ao lado de Asgreen; o alemão John Degenkolb (Team DSM); o francês Tony Gallopin (Trek-Segrafredo) e Magnus Cort Nielsen (EF Education-Easypost), um nome sonante que, certamente estará na discussão da corrida, sem esquecer o Campeão Europeu de Contrarrelógio, Stefan Bissegger, seu colega de equipa.


O percurso da prova totaliza 197 quilómetros, num sobe e desce constante pelas 14 freguesias da Figueira da Foz, onde não vai faltar um ambiente dominado por muita adrenalina.

O dia que antecede a prova, o “Granfondo Champions Day”, já conta, atualmente, com 1200 inscritos, terminando as inscrições no dia 30 de janeiro.

O evento terá a transmissão em direto no canal Eurosport, em Portugal e para todo o mundo, assegurada também pela CMTV.

Fonte: Clube Desportivo Fullracing




“Hoje fiquei saudosista…”


Por: José Morais

Fotos: Arquivo Revista Notícias do Pedal

Hoje acordei um pouco saudosista… depois de ter passado os olhos por algumas fotos antigas, retirei três, e relembrei-me de velhos e bons tempos do cicloturismo nacional.

Reconheço de que os tempos são outros, passamos por uma pandemia, mas já antes da mesma, o cicloturismo não era o mesmo de tempos áureos de outras épocas, onde a modalidade servia muitas vezes para o interesse de muitos, fossem políticos, juntas de freguesias, câmaras municipais, e muitas outras entidades ou atividades que utilizavam a modalidade para promoção de algo de interesses próprios.

Infelizmente, alguns se esqueceram da altura em que o cicloturismo nos anos 80 e 90 começou a despertar o interesse de muitos amantes da modalidade, e o que foi o impacto do mesmo na altura, onde se conseguiram tirar muitos de certos vícios, o caso do álcool, o caso de fumadores, e mais importante, o tirar jovens da rua afastando os mesmos dos maus vícios, onde muitos que se iniciaram no cicloturismo, acabaram por ir para a competição, mas que hoje estão esquecidos e abandonados.

É certo, de que depois surgiu o btt e alguns mudaram, depois vieram mais recentemente os granfondos, um pouco diferente do tradicional passeio de cicloturismo, voltado mais para a competição, já que existem classificações, e muitos adoram competir, ao contrário de outros que querem apenas conviver, e descontrair a semana de trabalho.


Porem, a queda do cicloturismo não aconteceu só motivado por novos desafios, deu-se em primeiro, pela falta de apoios à modalidade, seja da parte de empresas ou autarquias, o envelhecimento dos seus praticantes iniciais, mas também pela falta de incentivos a participarem nos passeios, e porque, porque infelizmente muitos organizadores não evoluíram, e mantiveram sempre o mesmo tipo de passeios, talvez… a culpa não seja totalmente deles, mas de quem de direito não apoiou, não evoluiu, ficando e pensando, que ainda continuavam nos anos 80 e 90.

Com estas fotos que ilustro este artigo, e quando me sentei a escrever o mesmo, voltei ao baú das recordações e relembrei os grande eventos cicloturisticos realizados em Portugal, e fiquei triste pelos mesmos terem desaparecido, ignorados e abandonados, e quem não se lembra das grandes clássicas, falo de algumas que muitos participantes juntava, o tradicional Sesimbra/Algarve, o Caldas/Badajoz, que foi também para outras localidades da Estremadura espanhola, o Minho Florido, o Lisboa/Évora, o Porto/Lisboa, eventos que chegaram a juntar milhares de participantes em cada evento.

Mas não só estas grandes clássica realizadas em mais de um dia, existiam o passeio temáticos anuais, o caso do Pinhal Novo, que normalmente abria a época, e chegou a juntar cerca de um milhar de cicloturistas, Trajouce sempre com centenas de participantes, o passeio do Dia Internacional da Mulher, um evento muito especial e carinhoso, e ainda muitos outros passeios de renome por esse país, sempre com grande número de participantes.

Depois existiram ainda eventos muito especiais, relembro a presidência aberta do presidente Mário Soares, que em Sintra juntou cerca de três amantes da modalidade, os passeios de Sintra património Mundial com centenas e centenas de cicloturistas, os passeio do dia da Sida e dia sem Tabaco também com centenas, as primeiras edições da Etapa da Volta organizadas pela Revista Super Ciclismo que foram sem dúvida um grande sucesso, e onde foram pioneiros, já que a atual é uma cópia, não posso deixar passar em branco três outros grandes eventos, os quais tenho o prazer de dizer que foram três projetos meus, e que infelizmente ficaram pelo caminho.


O primeiro, Serra Acima, a subida ao alto da Torre, com partidas de diversos locais do distrito de Castelo Branco, realizado em dois dias, chegou a ter algumas vezes mais de seis centenas de participantes, já que superar a subida ao alto da serra era o desejo de muitos, depois o primeiro passeio do ano realizado sempre no primeiro domingo de janeiro em Lisboa, onde chegaram a participar muitas vezes quase um milhar de participantes, por fim o Lisboa/Santarém, um passeio de agrado de muitos, chegando a ter um pelotão com mais de 1600 cicloturistas que ficou pelo caminho.

Com mais de trinta anos de jornalismo, onde pedalei de maquina fotográfica às costas e gravador no bolso, ainda a participar divulgando a modalidade, recordo com alguma mágoa ao ponto que a modalidade chegou, deixando-a ao abandono, os apoios que deixou de ter, e outros interesses que deixaram para segundo plano o cicloturismo, ficando apenas as dificuldades de que a mesma possa poder vir a subir, os tempos áureos já passaram, a decadência surgiu, e outros incentivos e eventos que não vão surgindo, originam o esquecimento, e será que vai conseguir ser superado pelo cicloturismo.

A finalizar, temos de reconhecer que os tempos são outros, não só as outras vertentes atrativas, existe o envelhecimento dos participantes, com poucos jovens a não aparecerem por não estarem motivados, os apoios foram reduzidos, muitas equipas terminaram, uma falta de sensibilidade muitas vezes para quem ainda organiza por falta de informações de quem de direito poderia dar novas ideias e apoiar mais e melhor, ainda a saturação de muitos por existir sempre uma repetição, não esquecendo as dificuldades económicas de muitos, e os gastos para deslocação para irem pedalar.

Espero que possa estar enganado na queda do cicloturismo, porem temos de admitir algumas falhas na modalidade, alguns desincentivo e o descontentamento de muitos, apesar de ainda alguns carolas que tentam dar o seu melhor e tentam não deixar a modalidade morrer, e continuar com os convívio cicloturisticos, porem hoje foi tempo de recordar alguns belos eventos, que por agora são apenas velhas recordações, neste dia que estou muito saudosista…” 

Boas pedaladas.

Ficha Técnica

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