sábado, 5 de setembro de 2020

“Tour: Peters aproveita as descidas para ganhar, Pogacar em modo 'vingança'”


Ciclista francês distanciou-se hoje dos companheiros de fuga na descida para ganhar a oitava etapa da Volta a França.

O francês Nans Peters (AG2R-La Mondiale) distanciou-se hoje dos companheiros de fuga na descida para ganhar a oitava etapa da Volta a França em bicicleta, com o esloveno Tadej Pogacar (UAE Emirates) a recuperar tempo perdido.

Peters, de 26 anos, cumpriu os 141 quilómetros entre Cazères e Loudenvielle, a primeira etapa nos Pirenéus, em 4:02.12 horas, 47 segundos a menos do que o letão Toms Skujins (Trek-Segafredo), segundo, e o espanhol Carlos Verona (Movistar), terceiro.

Na luta pela geral, mais atrás, o dia foi de contrastes: se Pogacar se ‘vingou' do tempo perdido na sexta-feira, depois de um furo o ter feito perder contacto após aceleração da INEOS e com o vento a atrapalhar, o francês Thibaut Pinot (Groupama-FDJ) viu qualquer aspiração de chegar à amarela esfumar-se.

Num dia com várias subidas exigentes, foi nas descidas que o ciclista da AG2R, cujo primeiro nome, Nans, tem origem num programa de televisão dos anos 1970, que começou a construir o triunfo, em mais uma longa escapada, à semelhança da outra grande vitória da carreira, uma etapa na Volta a Itália, em 2019.

Depois de se escapar do grupo principal de fugitivos, com o russo Ilnur Zakarin (CCC), que acabou por ser quarto, foi na descida após Port de Balès, primeiro, e do Col de Peyresourde, depois, que Peters se destacou.

Pogacar recuperou 40 segundos a todos os outros favoritos, ficando ainda longe dos 1.21 minutos perdidos no ‘abanico', mas regressando ao ‘top 10', para o nono lugar, a 48 segundos da amarela.

"Vi os outros a olharem uns para os outros, com toda a gente no limite. Tive a oportunidade de atacar e fui a ‘top' os últimos cinco quilómetros. Na descida, tentei ao máximo e acabei com 40 segundos recuperados, por isso foi um bom dia. Amanhã (domingo) será duro", explicou o esloveno de 21 anos.

Yates mantém os parcos três segundos de vantagem para Roglic, cuja equipa hoje não conseguiu fazer uma maior seleção no grupo de favoritos e ainda viu o holandês Tom Dumoulin perder tempo, seguindo agora em 15.º da geral.

Em terceiro lugar, a nove segundos, está Guillaume Martin (Cofidis), enquanto o quarto lugar é do também francês Romain Bardet (AG2R-La Mondiale), que também atacou nos quilómetros finais, mesmo após uma queda na parte inicial da tirada, e conseguiu subir dois postos.

A 13 segundos do líder seguem quatro colombianos, entre eles o último campeão do ‘Tour', Egan Bernal (INEOS), mas também Nairo Quintana (Arkéa-Samsic), Miguel Ángel López (Astana) e Rigoberto Urán (Education First).

O grande perdedor do dia foi mesmo Pinot, cujas ambições de disputar a vitória final foram devastadas ao perder 25.23 minutos, ainda a ressentir-se dos problemas físicos nas costas que o têm afetado desde o arranque, enquanto o compatriota Julian Alaphilippe (Deceuninck-Quick Step), que já liderou a prova, também já está a 11 minutos da amarela.

Numa etapa curta, os efeitos na geral fizeram-se sentir com vários nomes cada vez mais longe do ‘top 10', como o colombiano Sergio Higuita (Education First) ou o espanhol Alejandro Valverde (Movistar).

O único português em prova, Nelson Oliveira (Movistar), cortou a meta em 58.º lugar, a 24.39 minutos do vencedor, e caiu seis postos na geral, para idêntica posição, já a mais de 44 minutos da camisola amarela.

No domingo, o pelotão volta a correr uma tirada de alta montanha, com duas contagens de primeira categoria, duas de terceira e uma de quarta, ao longo de 153 quilómetros entre Pau e Laruns.

Fonte: Sapo on-line

“Nans Peters vence oitava etapa da Volta à França”


Adam Yates segura a liderança da geral individual

Por: Lusa

Foto: Facebook AG2R-La Mondiale

O francês Nans Peters (AG2R-La Mondiale) venceu este sábado isolado a oitava etapa da Volta a França, fazendo vingar uma fuga, com o britânico Adam Yates (Mitchelton-Scott) a segurar a liderança da geral individual.

Peters, de 26 anos, cumpriu os 141 quilómetros entre Cazères e Loudenvielle, a primeira etapa nos Pirenéus, em 4:02.12 horas, 47 segundos a menos do que o letão Toms Skujins (Trek-Segafredo), segundo colocado, e o espanhol Carlos Verona (Movistar), terceiro.

Nas contas da geral, Adam Iates, que foi 12.º, segue de amarela vestida, com três segundos de vantagem para o esloveno Primoz Roglic (Jumbo-Visma), que chegou com o mesmo tempo, em 16.º, e nove segundos para o francês Guillaume Martin (Cofidis).

No domingo, o pelotão volta a correr uma tirada de alta montanha, com duas contagens de primeira categoria, duas de terceira e uma de quarta, ao longo de 153 quilómetros, entre Pau e Laruns.

Fonte: Record on-line

“Tour: Egan Bernal lembra que prova também se ganha em etapas planas”


O ciclista Egan Bernal lembrou que a Volta a França também se ganha em etapas como a sétima, em que o trabalho da INEOS e o vento distanciaram Tadej Pogacar (UAE Emirates) e Mikel Landa (Bahrain-McLaren) na geral.

“Tínhamos a certeza que, à saída de Castres, tínhamos de estar bem colocados. Vimos que tínhamos de aproveitar a oportunidade para cortar o grupo. A Volta a França também se ganha em etapas como esta”, frisou o campeão em título, no final de uma sétima etapa quase totalmente plana.

Ainda assim, o colombiano da INEOS, que é quarto na geral individual, reconheceu que esperava “um dia duro, mas não tanto”. “Era preciso estar na frente na primeira subida e não houve descanso em toda a jornada”, pontuou.

O trabalho da formação britânica, que pegou na corrida à entrada dos 30 quilómetros finais, numa altura de forte vento lateral provocou ‘estragos’ no pelotão, nomeadamente nas pretensões do esloveno Tadej Pogacar (UAE Emirates), que era terceiro à partida para a sétima etapa, e do espanhol Mikel Landa (Bahrain-McLaren), que cortaram a meta a 01.21 minutos dos restantes favoritos e do vencedor da tirada, o belga Wout van Aert (Jumbo-Visma).

E se o jovem da UAE Emirates foi pronto na reação, desvalorizando o tempo perdido e esclarecendo que ficou cortado devido a uma queda que aconteceu à sua frente, Landa deixou o seu diretor desportivo falar por si.

 “Sabíamos que era um dia difícil, com muito stress por causa do vento. Fizemos um bom trabalho na primeira parte da corrida e seguimos no grupo certo nos primeiros cortes. Infelizmente, tivemos um momento crítico, que nos deixa numa má situação e nos fez perder tempo na geral”, lamentou Gorazd Stangelj.

O diretor da Bahrain-McLaren não poupou o seu líder, dizendo que o espanhol estava “no lugar errado, no momento errado”.

Também o duo para a geral da Trek-Segafredo, o holandês Bauke Mollema e o australiano Richie Porte, foram apanhados no ‘corte’ provocado pela INEOS e chegaram no grupo que cortou a meta a 01.21 minutos.

“Podia ter sido pior. O Richie e eu tivemos a sorte de outras equipas terem ficado também no corte. Aconteceu tudo muito rápido, o corte aconteceu cinco lugares diante de mim, depois de duas rotundas. De seguida, não havia muito a fazer. Cometemos um erro ao estar muito cá atrás quando faltavam 35, 30 quilómetros, é uma pena. Não podíamos perder tempo numa etapa como esta”, admitiu o experiente Mollema, que era 11.º à partida.

Porte também desvalorizou o tempo perdido, considerando que não se tratou de “um enorme desastre, tendo em conta os dois próximos dias”, duas etapas nos Pirenéus.

Já o camisola amarela, o britânico Adam Yates (Mitchelton-Scott), lamentou que a jornada não tenha sido mais tranquila, pois gostaria de ter descansado antes dos Pirenéus.

“A corrida começou muito forte e não tivemos um momento de descanso, tínhamos de estar atentos. Consegui acabar sem problemas, mas foi uma jornada de loucos”, descreveu.

A oitava etapa, que se disputou este sábado, numa ligação de 141 quilómetros entre Cazères-sur-Garonne e Loudenvielle incluiu subidas aos emblemáticos Port de Bàles (contagem de categoria especial) e Col de Peyresourde (primeira categoria), situado a 11,5 quilómetros da meta.

Fonte: Sapo on-line

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