terça-feira, 16 de julho de 2019

“Tour/Geraint Thomas: «Alaphilippe não é necessariamente um adversário à geral»”

Francês comanda com 1.12 minutos de vantagem sobre o galês

Por: Lusa

Foto: Reuters

O galês Geraint Thomas (INEOS) disse esta terça-feira que Julien Alaphilippe (Deceuninck-Quick Step) "não é necessariamente um adversário" na luta pela vitória na Volta a França, apesar de o gaulês liderar após 10 das 21 etapas.

"Estes 10 dias foram ótimos. Poderiam ter sido melhores se estivéssemos a apenas alguns segundos de Julian Alaphilippe em vez de um minuto, mas ele não é necessariamente um adversário [na luta pela vitória]", disse o vencedor da Grande Boucle em 2018.

Alaphilippe comanda com 1.12 minutos de vantagem sobre Thomas e 1.16 para o colombiano Egan Bernal, também da rival INEOS.

"Saberemos mais durante o segundo dia de descanso (em Nimes, em 22 de julho, depois dos Pirenéus). Se ele aumentar a sua liderança nessa altura, ficaremos muito mais preocupados", acrescentou.

Thomas elogiou o "grande começo" de prova da equipa" e destacou, a seu favor, a sua "grande experiência nas grandes voltas" para assumir o seu objetivo: "Queremos a camisola amarela e vencer em Paris".

Alaphilippe assumiu que liderar Volta a França nesta altura é algo que "vai além do que poderia imaginar", pelo que tudo o que conseguir melhor "será apenas um bónus".

"Por enquanto, corro para defender a liderança, homenageá-la. O mais difícil ainda está por vir. O que fiz já é incrível. Mesmo que eu esteja lúcido sobre o que vai acontecer, quando és francês e vestes de amarelo tens todo um país que vibra e sonha. Até agora, sinto-me muito bem, nunca estive tão bem, ainda me sinto bem fresco. Espero surpreender-me, para conseguir coisas bonitas, mas não vou sonhar", frisou.

Alaphilippe disse esperar continuar de amarelo na quarta-feira, após uma etapa com um final adequado para sprinters, recordando a aproximação das etapas de alta montanha nos Pirenéus.

Já Egan Bernal advertiu para a necessidade de manter a "concentração" e evitar a "confiança" excessiva na INEOS, recordando que a etapa de segunda-feira foi complicada para alguns dos favoritos, como o francês Thibaut Pinot (Groupama - FDJ), o espanhol Mikel Landa (Movistar) ou o dinamarquês Jakob Fuglsang (Astana).

"Estamos na luta e vamos tentar fazer o melhor possível. Estamos em boa posição, muito contentes com os resultados até ao momento, contudo ainda falta muito para o fim", insistiu Bernal, reconhecendo que, para persistir na luta, espera perder pouco tempo no contrarrelógio de quinta-feira em Pau, para os seus rivais.

O colombiano Nairo Quintana (Movistar) congratulou-se por chegar a esta fase com menos tempo perdido do que em outros anos - é oitavo a 2.04 minutos -, contudo avoca as dificuldades de se bater com a INEOS de Thomas e Bernal.

"Não será fácil, porém estou em condições e jogaremos os nossos trunfos da melhor forma possível para encurtar as diferenças. E no contrarrelógio é perder o menos tempo possível", disse o especialista em alta montanha.

Na quarta-feira, o pelotão do Tour vai enfrentar 167 quilómetros entre Albi e Toulouse, na 11.ª etapa, sem grandes exigências e propícia para os sprinters.

Fonte: Record on-line

“Agenda de Ciclismo”

Títulos nacionais de XCO e de DHI em disputa no domingo

Por: José Carlos Gomes

O Campeonato Nacional da disciplina olímpica de BTT (XCO) realiza-se, no próximo domingo, no Centro de Ciclismo do Minho, em Souto Santa Maria, Guimarães. Os títulos da disciplina mais radical do BTT (DHI) serão atribuídos em Préstimo, Águeda.

A pista permanente de cross country olímpico (XCO) vimaranense foi a escolhida para o Campeonato Nacional de 2019. A agitação começa no sábado, com os treinos e com os procedimentos administrativos.

As corridas estão marcadas para domingo, abrindo, às 9h00, com as provas de cadetes masculinos e femininos. Às 10h15 compete-se pelos títulos de juniores masculinos e de todas as categorias femininas exceto cadetes. A prova de veteranos e de paraciclismo realiza-se às 12h30. A competição mais aguardada, elite e sub-23 masculinos, está marcada para as 14h30.

A freguesia de Préstimo, concelho de Águeda, também irá encher-se de ciclismo, no próximo fim de semana, com a disputa do Campeonato Nacional de Downhill (DHI). Os treinos acontecem no sábado, preparando corredores e público para os picos de adrenalina de domingo.

A pista de 2250 metros será abordada para a descida de qualificação a partir das 11h00 de domingo. A manga que determinará os campeões corre-se a partir das 14h30.

 

Mais eventos oficiais

20 e 21 de julho: Bike Endurance Weekend, Valongo

20 de julho: 3 Horas de Resistência de Mouquim, Vila Nova de Famalicão

20 de julho: 11.º Passeio da Associação Recreativa e Cultural de Tuías, Marco de Canaveses

20 de julho: Passeio Ciclismo para Todos JAR Rio Meão, Santa Maria da Feira

20 de julho: 5.ª Resistência Noturna de Vagos

21 de julho: 34.º Prémio de Ciclismo Cidade de Barcelos

21 de julho: XXVIII Convívio de Cicloturismo Brandoense, Paços de Brandão. Santa Maria da Feira

21 de julho: 2.ª Maratona BTT do Clube de Ciclismo da Guarda

21 de julho: Circuito de Ciclismo Transwhite, Nadadouro, Caldas da Rainha

21 de julho: Prémio Juvenil da Junta de Freguesia de Paio Pires, Seixal

21 de julho: 1.º Circuito de Ciclismo da Vila de Panóias, Ourique

21 de julho: Taça de Portimão CPT

21 de julho: MadPix BTT, Madalena, Açores

Fonte: FPC

“Papel mais relevante para a bicicleta nas políticas climáticas”

Por: José Carlos Gomes

As organizações portuguesas no âmbito da bicicleta, MUBi - Associação pela Mobilidade Urbana em Bicicleta, ABIMOTA - Associação Nacional das Indústrias das Duas Rodas e Federação Portuguesa de Ciclismo defendem um papel mais proeminente para a utilização da bicicleta na estratégia e políticas nacionais de descarbonização da economia e combate às alterações climáticas.
 

A European Cyclists’ Federation classificou a extensão das medidas visando a transferência modal para a bicicleta incluídas na versão preliminar do Plano Nacional de Energia e Clima (PNEC) de Portugal, e na sua estratégia de redução de emissões carbónicas, de “Insuficiente”, com uma pontuação de 0,5 numa escala de 0 a 10.
 

Numa carta enviada ao Ministro do Ambiente e Transição Energética, a MUBi, a ABIMOTA e a Federação Portuguesa de Ciclismo defendem que a transferência modal do transporte motorizado individual para uma crescente utilização da bicicleta, e a mobilidade activa em geral, deve necessariamente fazer parte da solução para a descarbonização da economia portuguesa e ter um papel muito mais proeminente no PNEC.

 
O sector dos transportes, com registos muito desfavoráveis de elevado consumo energético e emissões de poluentes, constitui um dos grandes desafios no combate às alterações climáticas. A bicicleta é o modo de transporte energeticamente mais eficiente e, a seguir ao modo pedonal, o que menos emissões produz. Com o correcto apoio, a utilização da bicicleta (como modo de transporte em si mesmo e como estímulo à intermodalidade em combinação com outros modos de transporte sustentáveis), poderá contribuir significativamente para a estratégia nacional de descarbonização do sector da mobilidade e transportes.
 

Rui Igreja, dirigente da MUBi, acrescenta que “a estratégia para o futuro da mobilidade não pode assentar na evolução tecnológica e manutenção do status quo da utilização excessiva do automóvel. Tem de passar por políticas sociais e de ordenamento do território de redução de necessidades e distâncias de viagens e pela transferência modal para os modos com menor intensidade energética e carbónica por passageiro-km: os modos activos e transporte colectivo.”

 
Gil Nadais, Secretário Geral da ABIMOTA, afirma que “uma política climática obriga a alterações comportamentais dos cidadãos e deve ser estruturada para obter resultados a curto, médio e longo prazo. O trabalho tem de ser iniciado nas escolas e não é compreensível a mensagem negativa que o governo dá aos pais dos alunos excluindo expressamente do seguro escolar, a deslocação em bicicleta de casa para a escola. Também é de difícil compreensão a falta de incentivos para a utilização da bicicleta, por exemplo, nas deslocações de casa para o trabalho, quando é um meio que comprovadamente dá retorno positivo para a sociedade, nomeadamente ao nível da saúde.”

 
Para Sandro Araújo, Vice-Presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, "a adoção generalizada de padrões de mobilidade sustentável tem de ser acelerada. É necessário incentivar seriamente o uso da bicicleta e outros modos ativos de transporte, particularmente nas cidades, pois são a melhor alternativa que dispomos para reduzir os elevados impactos ambientais do atual recurso ao automóvel particular. Para além do investimento em infraestrutura que torne a circulação mais segura e atrativa para os ciclistas, é preciso mudar comportamentos, e as entidades públicas deveriam também liderar pelo exemplo."

 
Portugal tem até ao final do ano para submeter à Comissão Europeia a versão final do seu Plano Nacional de Energia e Clima para a próxima década, com uma contribuição mais forte da mobilidade activa, e colocando a bicicleta na vanguarda das suas políticas de mobilidade.

 

MUBi – Associação pela Mobilidade Urbana em Bicicleta

Apartado 2558, EC Praça do Município, 1114-001 Lisboa                         

https://mubi.pt        geral@mubi.pt   

           

ABIMOTA - Associação Nacional das Indústrias de Duas Rodas, Ferragens, Mobiliário e Afins

Rua Ramiro Soares de Miranda 133 Brejo, 3750-866 Borralha (Águeda)


           

União Velocipédica Portuguesa – Federação Portuguesa de Ciclismo

Rua de Campolide 237, 1070-030 Lisboa


 
Fonte: FPC

Ficha Técnica

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