Por: Miguel Marques
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A 2ª etapa do Tour
Auvergne-Rhône-Alpes reservava 234,3km de extensão e depois da jornada de
abertura mais dura de sempre do antigo Critérium du Dauphiné, seguia-se a 2ª
etapa mais longa até agora da temporada, superada apenas por uma etapa da Volta
a Itália. São estas tiradas que dão a vertente RESISTÊNCIA ao ciclismo e quem
as ganha fica marcado na nossa memória.
Passando à crónica da etapa,
que tinha os já citados 234,3km, com 5 subidas categorizadas e 3600 metros de
acumulado, um dia com a cara da fuga, ainda para mais na véspera de um
importantíssimo contrarrelógio coletivo. 6 ciclistas adiantaram-se logo nos primeiros
metros, mas a verdadeira fuga só se estabeleceu na primeira subida categorizada
do dia, o Col de Chatain (7.9km à 6.2%). Parecia uma repetição de ontem, com 10
escapados ao pelotão, embora com personagens diferentes: Raúl García Pierna,
Benjamin Thomas, Anthon Charmig, Jordan Jegat, Clément Braz Afonso, Nadav
Raisberg, Vlad Van Mechelen, Baptiste Veistroffer, Henri Renard-Haquin e Alex
Díaz.
A EF Education-EasyPost, do
líder Alex Baudin, assumiu o comando do pelotão, tentando manter a diferença
abaixo dos 5:35, desvantagem do melhor classificado entre os fugitivos, Clément
Braz Afonso. Jegat era outro perigo à solta na frente, tentando recuperar o
tempo perdido ontem, condicionado por um furo antes da última subida
categorizada.
Durante a subida do Col Robert
Marchand (11km à 4.4%), o sol deu lugar à chuva e obrigou o pelotão a reduzir o
ritmo, permitindo que alguns ciclistas atrasados, como João Almeida,
reentrassem no grupo. Foi apenas uma nuvem passageira e a EF voltou a acelerar
o ritmo, numa fase em que a vantagem da fuga superava os 6 minutos, com Dorian
Godon a ceder a 60km da meta. Pouco depois, as primeiras movimentações na fuga,
com Baptiste Veistroffer e Clément Braz Afonso a abrirem alguns metros.
À entrada do Côte des Baraques
(4.2km à 6.6%), a 35km da meta, Decathlon, Netcompany INEOS e Visma juntaram-se
à equipa americana na dianteira do grande grupo e, perante isto, Braz Afonso
arrancou na frente. No final da ascensão, Almeida acabaria por voltar a ceder
no pelotão, mas desta feita não se desligava completamente, mostrando melhorias
relativamente a ontem.
Durante a subida do Col Robert
Marchand (11km à 4.4%), o sol deu lugar à chuva e obrigou o pelotão a reduzir o
ritmo, permitindo que alguns ciclistas atrasados, como João Almeida,
reentrassem no grupo. Foi apenas uma nuvem passageira e a EF voltou a acelerar
o ritmo, numa fase em que a vantagem da fuga superava os 6 minutos, com Dorian
Godon a ceder a 60km da meta. Pouco depois, as primeiras movimentações na fuga,
com Baptiste Veistroffer e Clément Braz Afonso a abrirem alguns metros.
À entrada do Côte des Baraques
(4.2km à 6.6%), a 35km da meta, Decathlon, Netcompany INEOS e Visma juntaram-se
à equipa americana na dianteira do grande grupo e, perante isto, Braz Afonso
arrancou na frente. No final da ascensão, Almeida acabaria por voltar a ceder
no pelotão, mas desta feita não se desligava completamente, mostrando melhorias
relativamente a ontem.
Na descida, Braz Afonso foi
apanhado pelo duo de perseguidores: Van Mechelen e Pierna, uma companhia
indesejada para o também luso descendente, já que os rivais eram bem mais
rápidos em caso de sprint. Não houve colaboração e quase todo o grupo voltava a
reunir-se, estavam agora 7 na frente e tudo reservado para a última subida
categorizada do dia, o Côte de Saint-Vidal (2km à 6.8%).
Thomas tentou surpreender
ainda na fase menos dura, mas acabariam por ficar Charmig, Braz Afonso e
Charmig mais destacados. O dinamarquês da Uno-X Mobility cheirou o sangue e
arrancou forte, quebrando a resistência do desgastado Braz Afonso e do pesado Garcia
Pierna. No pelotão, algumas movimentações, com Maxim Van Gils e Santigo
Buitrago ao ataque, prontamente anulados pela Decathlon CGA CGM. Ultrapassada a
subida, restavam 10km planos e um verdadeiro contrarrelógio pela frente para o
ciclista de 28 anos.
E executou-o na perfeição,
abrindo, inclusive, vantagem para os perseguidores, para poder celebrar com
toda a calma a sua primeira vitória no worldtour e a 2ª enquanto profissional.
Henri Renard-Haquin surpreendeu ao garantir o 2º lugar, batendo Vlad Van
Mechelen no mini sprint. O pelotão chegou a 3:13, ainda bem composto, com Finn
Fisher-Black a ser o mais rápido, garantindo o 9º lugar.

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