Por: José Morais
Jonas Vingegaard viveu uma
jornada amarga na 10.ª etapa do Tour de França, ao ver Tadej Pogacar reforçar a
liderança e ampliar a diferença para 44 segundos num final que, há dois anos,
tinha sido palco de uma das grandes reviravoltas do dinamarquês. Desta vez, o
cenário foi outro: o líder da Visma-Lease a Bike não conseguiu acompanhar o
esloveno e ainda cedeu terreno a outros candidatos ao pódio.
O regresso às rampas de Lioran
não trouxe boas memórias. Em 2024, Vingegaard anulou a vantagem de Pogacar e
bateu-o ao sprint. Agora, apesar da perda de tempo, o nórdico mostrou-se
surpreendentemente tranquilo e até otimista quanto ao que aí vem.
«Quando o Pogacar atacou, tive
de gerir o meu ritmo. Senti que estava num contrarrelógio», admitiu o
dinamarquês, sublinhando que o desfecho poderia ter sido mais duro. «Felizmente
tive ajuda na última subida. Acho que podia ter sido pior.»
Mesmo sem o brilho habitual,
Vingegaard garante que as sensações estão a melhorar e que o Tour ainda tem
muito para oferecer. As etapas de altitude, tradicionalmente o seu território
favorito, aproximam-se e é nelas que deposita a esperança de recuperar terreno.
«As minhas pernas estão
melhores. Estou ansioso por chegar às subidas longas e às grandes altitudes.
Espero que tenhamos dias melhores», afirmou, deixando claro que a luta pelo
Tour está longe de estar fechada.

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