Por: José Morais
A tensão no Tour de France
ganhou um novo capítulo depois de Jonas Vingegaard, atual segundo classificado
da geral, condenar de forma contundente as vaias dirigidas ao líder da prova,
Tadej Pogacar. O dinamarquês considerou o comportamento “inaceitável” e deixou
um aviso direto aos adeptos: quem vai para assobiar “mais vale não aparecer”.
O ciclista da Visma falou
antes da partida da 11.ª etapa, em Vichy, ainda marcado pelo ambiente hostil
que se fez ouvir no dia anterior. “Ouvi perfeitamente as vaias. Não vejo
qualquer sentido nisso. Se alguém vai a uma corrida só para vaiar um atleta, então
devia ficar em casa”, afirmou, num tom raro de crítica pública.
Apesar de estar a 3m36s do
esloveno na classificação geral, Jonas Vingegaard garantiu que pretende
disputar o Tour “nas montanhas e com as pernas”, recusando qualquer vantagem
psicológica obtida através de comportamentos negativos do público. “Estou aqui
para lutar pelas etapas que me favorecem. Sei bem como é estar de amarelo e ser
o centro de tudo em 2023 senti isso na pele. Não é agradável ouvir vaias, seja
quem for.”
Tadej Pogacar, por sua vez,
não parece abalado. O líder da UAE Team Emirates já tinha comentado o episódio
após vencer a 10.ª etapa, em Le Lioran, e assegurou que as críticas não o
derrubam pelo contrário, alimentam a sua motivação. “Há sempre quem odeie os
campeões. Acontece no ténis, no futebol americano… basta ver o caso do
Djokovic. Essas vaias só fazem a equipa trabalhar ainda mais. É lenha para o
fogo.”
Com a corrida a entrar na fase
decisiva, o duelo entre Tadej Pogacar e Jonas Vingegaard promete
intensificar-se dentro e fora da estrada.

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