Por: José Morais
O belga Jasper Philipsen
protagonizou um dos momentos mais insólitos da 11.ª etapa do Tour de França,
numa sequência que misturou penalização, polémica e reviravolta administrativa
em apenas trinta minutos.
A tirada que terminou em
Nevers parecia encerrada com a vitória de Soren Waerenskjold, da Uno‑X, e com Jasper Philipsen a
garantir o terceiro posto no sprint. Porém, poucos minutos depois, o corredor
da Alpecin‑Deceuninck
foi surpreendido com uma decisão dura dos comissários: despromoção imediata
para o 119.º lugar e atribuição de um cartão amarelo por alegada manobra
irregular nos metros finais.
A infração nunca foi detalhada
oficialmente, mas as imagens televisivas mostravam um contacto de ombro entre Jasper
Philipsen e um ciclista da Picnic PostNL a cerca de 450 metros da meta, num
momento em que o pelotão se deslocava para a esquerda em bloco. A interpretação
inicial apontou para comportamento perigoso até que nova análise mudou tudo.
Meia hora depois, Christoph
Roodhooft, presidente do colégio de comissários, reviu as imagens e anulou a
penalização. Jasper Philipsen recuperou o terceiro lugar e voltou ao pódio, num
volte‑face que promete alimentar
discussões sobre critérios e consistência nas decisões da organização.
Aliviado, o belga não escondeu
a satisfação com o desfecho: «Estou muito contente. É uma decisão justa e
mantém a camisola verde ao meu alcance. Amanhã será outra oportunidade»,
afirmou após ser reintegrado na classificação.

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