O colombiano Fernando Gaviria viu o seu Tour de France terminar abruptamente após uma queda violenta no sprint final da 12.ª etapa, em Chalon-sur-Saône. O corredor da Caja Rural-Seguros RGA sofreu uma fratura na clavícula esquerda, confirmada pelos exames realizados imediatamente após a chegada.
O dia que
virou do ataque ao drama
A etapa, marcada por ritmo
frenético e sucessivas investidas nos últimos 25 quilómetros, parecia oferecer
uma das derradeiras oportunidades para os sprinters brilharem. Fernando Gaviria
esteve ativo nas movimentações, tentando responder aos ataques da Lidl-Trek,
liderados por Quinn Simmons e Mads Pedersen.
O pelotão, porém, anulou todas
as tentativas antes da aproximação decisiva a Chalon-sur-Saône.
Nos últimos cinco quilómetros,
a luta pela posição tornou-se feroz. Gaviria, bem acompanhado por Stefano Oldani,
encontrava-se perto do top 10 quando um toque com outro ciclista o projetou
violentamente para o asfalto. A queda deixou-o imediatamente com dores intensas
na zona da clavícula.
Stefano
Oldani descreve o caos
O
italiano relatou o momento com clareza:
“Ele estava muito irritado,
sentia muita dor. O impacto foi realmente forte. Quando o deixei, a cerca de um
quilómetro da meta, o pelotão estava um caos total. Assim que ele saiu da minha
roda, vi-o no chão, ao lado de dois ciclistas da Lotto, e percebi logo que
tinha sido sério.”
O que
significa esta baixa
A saída de Fernando Gaviria
representa um golpe duro para a Caja Rural-Seguros RGA, que contava com o
colombiano para disputar chegadas rápidas e manter visibilidade nas etapas
planas.
A recuperação de uma fratura
de clavícula costuma exigir várias semanas, deixando em aberto o calendário
competitivo do velocista para o restante da temporada.

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