sábado, 23 de novembro de 2019

“Maria 'Tata' Martins assina pela equipa britânica Drops”

Ciclista portuguesa vai deixar a equipa espanhola Sopela, na qual correu nos últimos dois anos

Por: Lusa

Foto: Twitter

A ciclista portuguesa Maria 'Tata' Martins, de 20 anos, vai deixar a equipa espanhola Sopela, na qual correu nos últimos dois anos, para reforçar a Drops Cycling Team, anunciou a formação britânica.

Bob Varney, diretor de equipa da Drops, destacou a "determinação e tenacidade" da atleta ribatejana, considerando que 'Tata' vai ter muito sucesso na nova equipa, de acordo com as declarações reproduzidas no 'site' da formação do Reino Unido.

Entre outros bons resultados já obtidos nos últimos tempos, a jovem 'sprinter' ganhou a medalha de ouro na Scratch Race European Champions, em outubro, ficou em sexto lugar no The Madrid Challenge World Tour e arrecadou a quarta posição no Europeu sub-23 de estrada. E tem os olhos postos na qualificação para os próximos Jogos Olímpicos (Tóquio2020).

"É um grande prazer fazer parte da equipa Drops no próximo ano. Estou agradecida pela oportunidade que me dão para provar aquilo que posso fazer naquilo que mais gosto de fazer. Vai ser um ano super importante e tenho a certeza que vamos alcançar grandes feitos juntos", comentou Maria Martins.

Fonte: Record on-line

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

“FIGURAS MARCANTES DO CICLISMO LUSO”

Hoje falamos de: António Augusto Carvalho

Foram várias as figuras do pelotão nacional que marcaram as principais fases da evolução do ciclismo português, e das quais nos iremos ocupar neste capítulo, desde as proezas de José Bento Pessoa, nos finais do Século XVIII, aos inesquecíveis José Maria Nicolau e Alfredo Trindade, até aos históricos Alves Barbosa, Joaquim Agostinho e Marco Chagas.

Pelo meio ficaram Ribeiro da Silva, a dinastia dominadora do FC Porto (dos Moreira, Dias Santos, Sousa Cardoso, Mário Silva, José Pacheco, entre outros), os dois José Martins (o do Benfica e o da Coelima), José Albuquerque (o popular “Faísca”), o “leão” João Roque e os benfiquistas Peixoto Alves, Fernando Mendes e Francisco Valada, para terminar em Joaquim Gomes, Fernando Carvalho, Jorge Silva, Orlando Rodrigues, Vítor Gamito, Nuno Ribeiro e José Azevedo. 

Todos eles estão envolvidos na reconstituição, que a seguir fazemos, das breves biografias daqueles que elegemos como principais marcos históricos da evolução do ciclismo português


ANTÓNIO AUGUSTO DE CARVALHO

Nascimento: 1903 Naturalidade: Sintra Equipas: Carcavelos (1926 e 1927), Campo de Ourique (1931) e Sintra (1932). Carreira: 1926 a 1932 Volta a Portugal: 1º em 1927 + 5 etapas; 4º em 1931 + 1 etapa + 1 dia líder; 8º em 1932. Destaques: 1º na Volta a Lisboa em 1926; 1º no Tomar-Lisboa, em 1928; 1º na Volta dos Campeões, em 1930. Vestiu a camisola amarela em dez ocasiões.


SEM OS AZARES DE QUIRINO

O poderoso e espadaúdo ciclista sintrense, líder da equipa de Carcavelos, foi o primeiro campeão da Volta a Portugal, impondo-se no duelo com Quirino de Oliveira, do Atlético de Campo de Ourique, por muitos apontado como principal favorito à vitória na primeira edição da prova, em 1927, que inicialmente chegou a ser designada por Circuito Ciclista de Portugal.

A corrida ficou marcada por variadíssimas peripécias, mas do ponto de vista desportivo o facto que maior relevo alcançou foi o emocionante despique travado, ao longo de todo o percurso, pelos dois populares ciclistas.

Quirino de Oliveira foi o primeiro a envergar a camisola amarela, conservando a durante a maior parte do percurso de 1958,5 quilómetros, repartidos por 18 etapas, confirmando assim ser melhor da categoria dos 'Fortes' (os corredores estavam divididos em fortes, fracos e militares). Foi, no entanto, o seu rival Augusto de Carvalho, quem veio a conquistar a vitória, em resultado dos contratempos sofridos pelo seu opositor.

Na etapa para a Guarda, onde muitos esperavam que Quirino teria a sua grande oportunidade, tirando partido do facto de ser o mais corpulento do pelotão (1,80 m de altura e 90 Kgs de peso), com grande capacidade atlética e muito corajoso, sofreu uma avaria mecânica e fez grande parte do percurso sem o selim. subindo e descendo, quilómetros e quilómetros, apoiado apenas nos pedais.

Parecia que estava firme no primeiro lugar, mas o imponderável, que é um dos aliciantes do ciclismo, voltou a fazer sérios estragos na classificação de Quirino, primeiro devido a uma queda a caminho de Moncorvo, onde perdeu o comando da classificação, e depois voltando a atrasar-se na etapa de Braga para o Porto. Nesse dia Augusto de Carvalho chegou à meta montado numa 'pasteleira' cedida por um popular, que o ajudou, assim, a solucionar uma avaria cuja reparação poderia acarretar-lhe a perda de muito tempo e comprometer seriamente a possibilidade real de uma vitória.

O primeiro beneficiário desses percalços foi Manuel Nunes de Abreu, do Leixões, que vestiu a camisola amarela, mas Augusto de Carvalho saiu das Caldas da Rainha vestido de amarelo e com 9m 34s de vantagem, mercê de um ataque demolidor na etapa anterior, do Porto para Coimbra, onde os corredores chegaram já noite fechada, com os faróis dos carros de apoio a iluminarem-lhes a estrada.

Uma verdadeira multidão em delírio vitoriou os ciclistas à sua chegada a Lisboa, com a meta instalada na Avenida da Liberdade.
 

PALMARÉS

1926 1º Volta a Lisboa 

1927 1º Volta a Portugal 1º Taça União 1º Taça Olímpica 

1928 1º Tomar-Lisboa 

1930 1º Volta dos Campeões 1º Lourinhã-Coruche-Lourinhã 

1931 4º na Volta a Portugal

1932 8º na Volta a Portugal

Fonte: FPC

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

“Jogos Santa Casa atribuem Bolsas de Educação a triatletas”

Foram sete os triatletas que receberam este ano letivo 2019/2020 Bolsas de Educação Santa Casa.

Afonso do Canto, Filipe Marques, Gabriela Ribeiro, Helena Carvalho, Maria Tomé, Vasco Vilaça e Vera Vilaça foram os triatletas que este ano receberam Bolsas de Educação Jogos Santa Casa, um incentivo importante para prosseguirem os seus estudos sem deixar o treino de competição.

No total, foram atribuídas pelos Jogos Santa Casa 54 bolsas de educação a 44 a atletas em preparação para os Jogos Olímpicos e 10 bolsas destinadas a atletas que poderão integrar os Jogos Paralímpicos e Surdolímpicos.

Além do vice-provedor da Santa Casa da Misericórdia, este evento contou com a presença do Secretário de Estado do Desporto e Juventude, João Paulo Rebelo, com o presidente do Comité Olímpico de Portugal, José Manuel Constantino e com o presidente do Comité Paralímpico de Portugal, José Manuel Lourenço.

Estas bolsas são atribuídas pelo sétimo ano consecutivo com o mote ‘Vamos passar a chama aos Campeões do Futuro’, tendo este ano a particularidade de os atletas poderem optar por regime de estudo parcial de modo a conseguirem dedicar-se à exigente preparação que antecede os Jogos Olímpicos que se realizam em Tóquio 2020.

Filipe Marques, Vera Vilaça, Gabriela Ribeiro, Helena Carvalho e Afonso do Canto (Maria Tomé e Vasco Vilaça não puderam estar presentes)

A cerimónia da entrega das Bolsas da Educação teve lugar no Museu do Oriente, em Lisboa, no dia 19 de novembro, onde o Triatlo esteve bem representado com os atletas Afonso do Canto e Vera Vilaça, ambos a frequentar o Mestrado Integrado de Medicina, Filipe Marques que está em Ciências do Desporto, Gabriela Ribeiro, que frequenta o Curso de Apoio à Infância, Helena Carvalho, que se encontra no Mestrado Integrado de Medicina Veterinária, Maria Tomé, que frequenta o curso de Fisioterapia e Vasco Vilaça, que integra o Bacharelato Ciências de Engenharia de Computadores.

O vice-provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, João Pedro Correia, reforçou a atual estreita relação entre a Santa Casa e o desporto, sendo os Jogos Santa Casa «um dos maiores contribuintes de apoio à atividade desportiva no nosso país.» Um apoio que tem várias formas de se expressar como, por exemplo, através do apoio às federações desportivas.

Mas seja através destes apoios mais específicos ou incentivos de outra ordem, «o desporto é também um fator de coesão social, contribuindo de modo inquestionável para o desenvolvimento das sociedades.» Estas Bolsas de Educação ajudam a que mais atletas consigam prosseguir os seus estudos, conciliando a atividade académica com a sua atividade desportiva. Para o vice-provedor «Este compromisso não se circunscreve à competição, já que a marca Santa Casa tem vindo a promover junto dos cidadãos  estilos de vida saudáveis».

José Manuel Constantino, presidente do COP, afirma que estas bolsas funcionam como um incentivo para que os atletas não desistam dos estudos por causa do desporto e não abandonem o desporto por causa dos estudos, ‘permitindo que sigam as duas vias– desportiva e de estudante.’ O mesmo presidente lança o apelo de não sobrecarregar o calendário com provas, de modo a salvaguardar o trabalho dos atletas.

José Manuel Lourenço, presidente do Comité Paralímpico, considerou que esta iniciativa reforça a equidade entre atletas, o que é de grande mérito.

O Secretário do Desporto e Juventude, João Paulo Rebelo, reforçou a ideia que o objetivo da atribuição destas bolsas de educação é que quem as recebe «se dedique de igual forma ao desporto e aos estudos, numa carreira dual que é possível concretizar.»

E   não tem dúvida «que estes futuros profissionais irão desempenhar melhor as suas funções porque passaram pela experiência de atletas de alto rendimento, já que o espírito de sacrifício enquanto atletas fá-los pessoas melhores e por consequência melhores profissionais, quer seja na área do desporto quer em qualquer outra área.»

Muitos parabéns a todos pelo duplo empenho – desportivo e académico e votos de muito sucesso a todos os atletas!

Fonte: FTP

Ficha Técnica

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