domingo, 30 de maio de 2021

“Giro: Nelson Oliveira faz balanço positivo da 14.ª grande Volta da carreira”


O português Nelson Oliveira (Movistar) disse hoje à Lusa que faz um balanço “bastante bom” da Volta a Itália em bicicleta, que terminou no 27.º lugar final e que é a 14.ª grande Volta que completa

Depois de estrear-se em ‘grandes’ em 2011, na Vuelta, todos os anos Oliveira tem corrido pelo menos uma das três maiores corridas (Itália, França e Espanha) e, hoje, fechou no 27.º posto, o segundo melhor resultado final de sempre, depois do 21.º na Volta a Espanha de 2015, edição em que também venceu uma etapa.

“No geral, foi bastante bom. Tive um bom início, tentei estar na disputa da geral, até. Tentei ajudar o [Marc] Soler, mas depois ele teve de abandonar, infelizmente, e trocámos as opções e objetivos da equipa. Para mim, foi um Giro bastante interessante, senti-me bem durante todo o Giro e estou contente com a minha prestação”, avalia o ciclista, em declarações à Lusa.

Hoje, na 21.ª e última etapa, o contrarrelógio em Milão, a sua especialidade, correu abaixo do esperado, com um 40.º lugar final. “Não foi o ‘crono’ que esperava, esperava estar bastante melhor”, admite.

Ainda assim, depois de uma ‘corsa rosa’ “que se tornou dura”, “as forças vão-se acabando”, e acabou por ‘levantar o pé’ nos últimos quilómetros, porque “não valia a pena sofrer mais”, ainda que tenha recuperado um posto na geral.

O luso de 32 anos chegou a estar em terceiro da geral e protagonizou várias lutas pela vitória em etapa, por um lado, e pela camisola de líder, por outro, sobretudo nos primeiros dias, sendo oitavo na quarta etapa e quarto na oitava, voltando ao oitavo posto na 14.ª tirada, no Monte Zoncolan.

Para já, e após uns dias de descanso, vai voltar aos treinos e tem uma dúvida no calendário, entre a Volta à Occitânia, a partir de 10 de junho, ou os Nacionais de estrada, de 18 a 20 do mesmo mês. “Depois, é preparar os Jogos Olímpicos Tóquio2020, se for convocado”, atira.

O ano de 2021 tem sido de bons resultados para o corredor, na sexta época na equipa espanhola, e, depois de ter tido problemas com os treinos, devido à covid-19, recuperou as forças para “uma excelente sucessão de resultados” e um bom Giro.

Foi segundo na Volta à Comunidade Valenciana, o seu melhor resultado de sempre na geral de uma prova por etapas, e nono na Volta às Astúrias, mas ainda espera mais, em ano de Jogos.

“Com o devido descanso, e as coisas bem feitas, penso que poderei melhorar bastante mais”, afirma.

A 104.ª edição da Volta a Itália em bicicleta terminou hoje em Milão, com a vitória final do colombiano Egan Bernal (INEOS) e João Almeida (Deceuninck-QuickStep) como melhor português, no sexto lugar final.

Fonte: Sapo on-line

“Brent van Moer vence isolado primeira etapa do Critério do Dauphiné”


Único português em prova, Ivo Oliveira (UAE Emirates), foi 137.º

 

Por: Lusa

Foto: Instagram Brent van Moer

O belga Brent van Moer (Lotto Soudal) venceu este domingo a primeira etapa da 73.ª edição do Critério do Dauphiné em bicicleta, em Issoire, França, tornando-se no primeiro líder da geral individual.

Moer, de 23 anos, vingou a fuga e cumpriu os 181,8 quilómetros com partida e chegada em Issoire em 4:13.00 horas, batendo o pelotão por 25 segundos, com o italiano Sonny Colbrelli (Bahrain-Victorious) em segundo e o francês Clément Venturini (AG2R Citroën) em terceiro.

O belga é o primeiro líder de uma corrida, que funciona também como antecâmara da Volta a França, daqui a quatro semanas, e está na frente em todas as categorias secundárias: pontos, montanha e juventude.

O único português em prova, Ivo Oliveira (UAE Emirates), foi 137.º, a 14.23 minutos do vencedor.

Na segunda-feira, a segunda de oito etapas liga Brioude a Saugues em 172,8 quilómetros, com cinco contagens de montanha.

Fonte.: Record on-line

“Giro: João Almeida cimenta lugar entre elite portuguesa no 'top 10' de grandes Voltas”


Por: SIF // AMG

João Almeida cimentou hoje o seu lugar na lista restrita de ciclistas portugueses que terminaram uma das grandes Voltas no 'top 10', destacando-se no terceiro posto ao ser sexto na geral final da Volta a Itália.

Num palmarés em que os feitos de Joaquim Agostinho permanecem inalcançáveis, já que esteve 11 vezes entre os 10 melhores, o jovem da Deceuninck-QuickStep, de 22 anos, conseguiu um sexto lugar (a centésimos de segundo do quinto) para suceder a si próprio no Giro de 2020, em que escreveu a mais bonita página do ciclismo português na 'corsa rosa' com o quarto lugar, depois de 15 dias como líder da geral.

Em 2020, mais do que melhorar o registo de José Azevedo, que em 2001, no papel de gregário de luxo do espanhol Abraham Olano, foi quinto - o mesmo lugar que alcançou no Tour em 2004 -, o miúdo de A-dos-Francos (Caldas da Rainha) fez Portugal sonhar com um inédito triunfo numas das grandes Voltas, uma façanha que este ano sempre pareceu estar mais distante.

Ainda assim, e depois de ter passado muitas das jornadas da 104.ª edição a trabalhar em prol do colega de equipa belga Remco Evenepoel, após um mau dia logo na primeira semana, foram demonstrações de garra e uma corajosa (e menos conhecida) postura atacante que o levaram até ao sexto lugar final, graças ao contrarrelógio de hoje, em Milão, que lhe permitiu uma subida de duas posições na geral no derradeiro suspiro da ‘corsa rosa’.

Na memória de todos ficará a tenacidade e espetacularidade das duas exibições em Itália, com as que se isolou no terceiro lugar, à frente de seis ciclistas que conseguiram um 'top 10', casos de nomes grandes do país, como Acácio da Silva (sétimo no Giro de 1986), Alves Barbosa (10.º no Tour de 1956) e ainda João Rebelo e Fernando Mendes, sextos classificados na Vuelta em 1945 e 1975, respetivamente, além de José Martins (oitavo na Vuelta de 1975).

A cumprir a sua segunda temporada entre a elite, e logo na melhor formação mundial, que vai deixar no final do ano, João Almeida pode ambicionar chegar a um patamar onde só está Joaquim Agostinho, o maior ciclista português de todos os tempos.

Foram 11 as presenças do corredor de Torres Vedras, que morreu em 1984 na sequência de uma queda na Volta ao Algarve, entre os 10 primeiros em grandes Voltas, com os terceiros lugares no Tour (1978 e 1979) a permanecerem como os feitos mais extraordinários do ciclismo nacional.

Embora no seu palmarés figure o estatuto de vice-campeão da Vuelta em 1974, são as prestações de Joaquim Agostinho na Volta a França, onde também foi quinto (1971 e 1980), sexto (1974) e oitavo (1969, 1972 e 1973), que perduram no imaginário coletivo.

No segundo posto da tabela está José Azevedo, que, além do quinto lugar do Giro de 2001, ainda tem dois 'top 10' em provas órfãs de vencedor: sexto no Tour de 2002 e quinto em 2004, também em França, em duas vitórias 'tiradas' ao norte-americano Lance Armstrong.

 

Portugueses no ‘top 10’ de grandes Voltas:

 

- Joaquim Agostinho (11):

 

8.º no Tour de 1969

5.º no Tour de 1971

8.º no Tour de 1972

6.º na Vuelta de 1973

8.º no Tour de 1973

2.º na Vuelta de 1974

6.º no Tour de 1974

7.º na Vuelta de 1976

3.º no Tour de 1978

3.º no Tour de 1979

5.º no Tour de 1980

- José Azevedo (3)

5.º no Giro de 2001

6.º no Tour de 2002 (a)

5.º no Tour de 2004 (a)

 

- João Almeida (2)

 

4.º no Giro de 2020

6.º no Giro de 2021

 

- Alves Barbosa (1)

 

10.º no Tour de 1956

 

- Acácio da Silva (1)

 

7.º no Giro de 1986

 

- João Rebelo (1)

 

6.º na Vuelta de 1945

 

- Ribeiro da Silva (1)

 

4.º na Vuelta de 1957

 

- Fernando Mendes (1)

 

6.º na Vuelta de 1975

 

- José Martins (1)

 

8.º na Vuelta de 1975

(a) Lance Armstrong foi desclassificado por doping e a prova ficou sem vencedor.

Fonte: Lusa

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