quinta-feira, 17 de abril de 2025

“Falhas da organização provocam um final desastroso na Ronde Van Limburg: "Clavículas partidas e dentes perdidos"


Por: Miguel Marques

Em parceria com: https://ciclismoatual.com

A Volta ao Limburgo, tradicionalmente uma corrida modesta do calendário belga, estreou-se este ano numa nova e ambiciosa posição no calendário internacional, colocada entre as Clássicas do pavê e as Ardenas. O objetivo, segundo os organizadores das Clássicas da Flandres, é claro: transformar a prova num trampolim relevante rumo à Amstel Gold Race. No entanto, a edição de 2025, ganha ao sprint pelo belga Milan Fretin, da Cofidis, ficou marcada não pelo sucesso desportivo, mas pelo caos instalado na reta final.

O derradeiro quilómetro da corrida ficou manchado por um acidente aparatoso, quando os ciclistas surgiram de ambos os lados das barreiras, provocando uma colisão confusa e perigosa. A equipa Team Flanders-Baloise foi uma das mais prejudicadas, com vários dos seus elementos envolvidos no incidente. Yentl Vandevelde, visivelmente abalado após cruzar a meta a pé, não poupou críticas à organização.

“Esta chegada foi extremamente insegura”, declarou ao WielerFlits. “Algo assim não pode acontecer numa corrida deste nível. Metade do pelotão desviou-se para trás das barreiras, que não tinham qualquer tipo de proteção adequada. O meu colega Alex Colman foi o primeiro a embater numa delas – era apenas uma barreira metálica sem amortecimento".

Segundo Vandevelde, o problema residiu sobretudo na má concepção do final. “Deviam ter começado a colocar barreiras mais cedo, ao longo do último quilómetro, ou então não ter colocado nenhuma. Assim, deixaram um ‘funil’ sem escapatória, e quando se corre a esta velocidade, isso é perigoso".

Apesar de os ciclistas conhecerem o circuito – devido às três voltas locais que antecederam o sprint final – as advertências não foram suficientes. “Na penúltima volta, disse aos meus colegas que tinha quase a certeza de que ia haver uma queda naquela curva. O pelotão já se tinha desviado para a esquerda, era previsível. Na última volta, tentei jogar pelo seguro e levei o nosso sprinter, Vince Gerits, pela curva interior. Mas o Alex caiu mesmo à minha frente e eu não tive como evitar. Caí de costas".

As consequências do acidente foram sérias. Enquanto Vandevelde conseguiu terminar a corrida a pé, os seus colegas sofreram lesões preocupantes. “O Vince partiu a clavícula e o Alex perdeu provavelmente alguns dentes”, revelou, resignado.

A organização ainda não comentou oficialmente o sucedido, mas o episódio lança um sério alerta sobre a segurança nas corridas e reforça a urgência de rever o planeamento das chegadas, sobretudo em provas que ambicionam crescer no panorama internacional.

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“Built to Win: A Colnago revela a nova V5Rs, a bicicleta que promete levar Pogacar a novas conquistas”


Por: Carlos Silva

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A Colnago, a icónica marca italiana de bicicletas utilizada pela UAE Team Emirates – XRG, apresentou oficialmente o seu novo modelo de referência: a Colnago V5Rs, a sucessora direta da V4Rs, agora ainda “mais leve e mais aerodinâmica”. A bicicleta será utilizada por Tadej Pogacar e restantes ciclistas da melhor equipa do mundo, numa temporada em que cada detalhe conta.

A apresentação decorreu nas redes sociais da marca, com o campeão do mundo em plano de destaque. A mensagem da Colnago reforçou a continuidade e a ambição:

“Apresentamos a nova herdeira de uma lenda: a Colnago V5Rs. Durante mais de uma década, a Série V encarnou o espírito de corrida da Colnago, marcando o ritmo nas competições de ciclismo mais exigentes. Desde que as V4Rs dominaram a cena com a UAE Team Emirates – XRG e a UAE Team ADQ, temos sido incansáveis na nossa busca para melhorar o que parece perfeito. Todas as grandes histórias precisam de um novo capítulo e a V5Rs está pronta para escrever novas páginas de sucesso. Mais leve e mais aerodinâmica, a V5Rs é a derradeira bicicleta de corrida de estrada polivalente. V5Rs. Construída para vencer. Mais.”


A expectativa em torno do novo modelo é alta, sobretudo porque a V4Rs se revelou um sucesso absoluto em provas por etapas e Monumentos, sendo instrumental nas vitórias recentes de Pogacar e companhia. No entanto, como a história do ciclismo já mostrou, uma nova bicicleta nem sempre é sinónimo de melhoria garantida.

Exemplo disso foi Alberto Contador, que certa vez se queixou publicamente de ter sido forçado a correr com um novo modelo da marca de bicicletas que equipava a sua equipa de então na Volta a França. Uma bicicleta que, segundo o próprio, tinha desempenho inferior ao modelo anterior. A introdução de novos quadros, especialmente em plena temporada, acarreta sempre algum risco.

A UAE Team Emirates - XRG tem demonstrado uma capacidade técnica excepcional na integração de novos materiais e soluções tecnológicas, e a Colnago continua a ser uma parceira de confiança. Resta agora ver como a V5Rs se comportará nas grandes batalhas que se avizinham, com os olhos postos na Volta a França, onde cada watt e cada grama poderão fazer a diferença.

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“Callejas Santos vence etapa e Georg Zimmermann é o novo líder do Giro d'Abruzzo"


Por: Lusa

O ciclista colombiano Edison Alejandro Callejas Santos (Petrolike) venceu esta quinta-feira isolado a terceira etapa do Giro d'Abruzzo, em Itália, que tem no alemão Georg Zimmermann (Intermarché-Wanty) o novo líder.

Edison Alejandro Callejas Santos cumpriu em 4:10.53 horas os 160 quilómetros da tirada entre San Demetrio ne'Vestin e Roccaraso e cortou a meta com 40 segundos de vantagem sobre Georg Zimmermann (Intermarché-Wanty), e 46 para o espanhol David de La Cruz (Q36.5 Pro Cycling Team).

O segundo lugar na etapa permitiu a Georg Zimmermann ascender da nona posição a líder da geral, com um total de 11:07.07 horas, com 11 segundos de vantagem sobre David de La Cruz, segundo, e 18 para o espanhol Pablo Torres (UAE Emirates), terceiro.

O desempenho na etapa, que terminou em alto, permitiu a quatro dos primeiros cinco ciclistas a cortar a meta -- Zimmermann, David de La Cruz, Pablo Torres e o francês Mathys Rondel (Tudor) -, exceção feita ao vencedor, ascender às quatro posições cimeiras da geral.

Depois da vitória na quarta-feira na segunda etapa, o português Ivo Oliveira (UAE Emirates) foi 64.º na tirada, a 14.48 minutos do vencedor, e afundou-se na geral, em que ocupa 33.ª posição, caindo dez lugares, com um atraso de 14.25 minutos para o alemão Georg Zimmermann.

A quarta e última etapa do Giro d'Abruzzo decorre na sexta-feira, entre Corropoli e Isola del Gran Sasso (Santuário di San Gabriele), na distância de 167 quilómetros.

Fonte: Record on-line

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