quinta-feira, 31 de julho de 2025

“Somos só quatro, mas somos todas muito fortes" - Apesar de muitas baixas, Emirates conquista a primeira vitória de sempre no Tour Feminino!”


Por: Ivan Silva

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A UAE Team ADQ celebrou esta noite a sua primeira vitória de sempre na Volta a França Feminina, graças a um ataque perfeito de Maeva Squiban na sexta etapa da edição de 2025. A jovem francesa brilhou em casa, isolando-se nos quilómetros finais para conquistar a vitória mais importante da sua carreira, num dia em que transformou a resiliência da equipa em triunfo.

Depois de cinco etapas difíceis, em que a Emirates perdeu a sua líder Elisa Longo Borghini e ficou reduzida a apenas quatro ciclistas (com Karlijn Swinkels e Eleonora Camilla Gasparrini também entre as baixas) parecia improvável que conseguissem inverter o rumo da prova. No entanto, Squiban manteve-se firme na sexta etapa e aproveitou o momento certo para lançar o ataque vitorioso.

"É realmente uma sensação incrível. Não estava à espera de o conseguir", disse emocionada a francesa de 23 anos, em visivelmente em lágrimas após cruzar a meta. "Sei que tínhamos uma equipa forte. Somos só quatro, mas somos todas muito fortes, e sabíamos que podíamos fazer algo grande hoje. Finalmente conseguimos. Foi um dia especial para nós."

Esta foi apenas a terceira vitória profissional da carreira de Squiban, mas é, de longe, a mais prestigiante. A três dias do final, a UAE Team ADQ volta a acreditar que pode somar novos triunfos antes do encerramento da Grande Volta francesa.

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“"Qual é o custo?" - Cedrine Kerbaol fala sobre os riscos de saúde inerentes ao ciclismo feminino!”


Por: Ivan Silva

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À medida que a Volta a França Feminina 2025 entra nas suas etapas decisivas, Cedrine Kerbaol, da EF Education-Oatly, deixou uma das mensagens mais marcantes da corrida e não tem nada a ver com classificações ou vitórias, mas com saúde a longo prazo.

A francesa de 24 anos, primeira ciclista do país a vencer uma etapa na era moderna da prova, aproveitou a sua visibilidade para alertar contra a crescente cultura de magreza extrema no ciclismo feminino do World Tour. “Não ter o período não é normal”, declarou em direto na France Télévisions após a Etapa 5. “Para além da fertilidade, há riscos sérios para a saúde óssea e para lesões graves. Antes de sermos atletas, somos mulheres. A nossa saúde importa, agora e no futuro.”

Além de ser uma trepadora de referência, Kerbaol é licenciada em dietética, o que dá ainda mais peso ao seu testemunho. Recentemente, ajudou a criar a iniciativa @f.e.e.d_powr no Instagram, em conjunto com colegas e especialistas de saúde, para sensibilizar sobre a Deficiência Energética Relativa no Desporto (RED-S), disturbios alimentares e os riscos silenciosos da disfunção menstrual em atletas de alta competição.

“Há muitas pessoas que ganharam grandes corridas com pesos muito baixos”, explicou ao L’Humanité. “As jovens olham para essas referências e tentam imitá-las. Vivemos numa era de enorme visibilidade: todas querem ser melhores, mais rápidas, produzir mais watts e pesar menos… Mas qual é o custo?”

 

Um aviso num momento crítico

 

As declarações de Kerbaol surgem pouco depois de uma entrevista anónima de um médico do World Tour à revista Knack, denunciando disturbios alimentares, manipulação de controlo de peso e falta de supervisão fora do ambiente de treino e competição.

“Algumas ciclistas enviam fotos de refeições que não comeram, ou da balança com o peso de outra pessoa”, revelou o denunciante. “Não pensam na saúde, só no desempenho. Dizem coisas como ‘Não quero ter filhos de qualquer forma’ ou ‘Osteoporose? Isso é para mais tarde’.”

Mesmo com acesso a equipas multidisciplinares de dietistas, ginecologistas, psicólogos e fisioterapeutas, o médico admitiu que o controlo é limitado fora das concentrações. “No dia-a-dia, em casa, torna-se muito mais difícil.”

 

Entre watts e saúde

 

O pelotão feminino vive uma fase de crescente mediatismo e investimento, mas com a nova visibilidade surge também maior pressão. A obsessão por desempenho (medido em watts, peso e resultados) tem levado muitas ciclistas a arriscar a saúde para alcançar padrões quase impossíveis.

É neste contexto que a voz de Kerbaol ganha relevância: combina experiência no topo do mundo do ciclismo, formação científica e coragem para desafiar uma cultura que muitas vezes silencia os alertas internos. A sua mensagem ecoa como um lembrete de que o sucesso imediato não pode custar o futuro das atletas.

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“Nome forte do pelotão português suspenso preventivamente por suspeitas de uso de doping!”


Por: Ivan Silva

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Portugal volta a fazer manchetes no mundo do ciclismo, infelizmente não pelas melhores razões! Um dos nomes que marcou a última década do pelotão nacional está sob investigação por irregularidades no seu passaporte biológico, trata-se de Delio Fernández. O espanhol de 39 anos pendurou a bicicleta em abril, depois de ter marcado presença na Clássica da Figueira, no Gran Camino e ter feito a sua última corrida na Clássica de Santo Thyrso. Fernández estava desde 2022 na formação da AP Hotels & Resorts-Tavira-SC Farense, e foi agora suspenso provisoriamente até à conclusão da investigação.

O espanhol teve uma carreira bastante extensa, correndo a nível internacional desde 2008. Depois de duas participações em Grandes Voltas, Giro em 2009 e Vuelta em 2010. Delio mudou-se, entretanto, para Portugal, onde passou três épocas a correr pela famosa W52, entre 2013 e 2015. Durante este período, terminou em 3º e 4º lugar na geral da Volta a Portugal, vencendo pelo caminho três etapas.

Em 2016, Fernández regressou ao nível Pro Tour pela porta da equipa francesa da DELKO, onde permaneceu até à dissolução da equipa em 2021. Foi nessa altura que Fernández alcançou o seu maior sucesso. Em 2017, ganhou a Volta à Áustria à frente de ciclistas como Miguel Ángel López, Ben O'Connor e Giulio Ciccone. Este feito foi adicionado ao palmarés do espanhol retrospetivamente, depois de o vencedor Stefan Denifl ter sido desclassificado em 2019 pelo seu envolvimento na Operação Aderlass.

Delio regressou a Portugal nos últimos anos da sua carreira tendo terminado dentro do Top 10 em 2022 e 2024, bem como no ano de 2023 ter vencido a mítica chegada ao alto da Torre que na altura até lhe valeu a Camisola Amarela que vestiu por um dia. Independentemente do desfecho da investigação não é provavel que voltemos a ver o ciclista galego nas estradas portuguesas.

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