domingo, 27 de abril de 2025

“Artem Nych vence última etapa e conquista Grande Prémio O Jogo”


Foto: Ciclismo +TV

Artem Nych é o vencedor do Grande Prémio O Jogo/Leilosoc. O ciclista russo da Anicolor-Tien21 atacou nos quilómetros finais e “roubou” a camisola amarela a Afonso Silva (AP Hotels & Resorts-Tavira-SC Farense), que chegou no 10.º lugar e caiu para o segundo lugar da geral. 

A derradeira etapa do Grande Prémio O Jogo/Leilosoc, com partida e chegada em Paredes, teve início às 12h. Pela frente, o pelotão de 74 corredores teve um percurso de 162,1 quilómetros. 

As tentativas de fuga não tardaram, porém, também não resultaram, com o pelotão a anular todas as movimentações rapidamente. Foi já com 60 quilómetros percorridos que um grupo de 17 fugitivos conseguiu destacar-se e ganhar uma vantagem de 1m10s, que foi crescendo com o passar dos quilómetros. 

A vantagem chegou a ser de 2m10s, até que a equipa de Afonso Silva, camisola amarela, tomou as rédeas da perseguição e fez baixar a diferença. Ora, a diferença não só diminuiu como terminou e o pelotão ficou compacto já perto do prémio de montanha do dia. 

À entrada para os derradeiros quilómetros, Artem Nych, que entrou na etapa final a 36 segundos, atacou em busca da vitória na geral e foi bem sucedido. Chegou a ter um minuto de vantagem sobre Afonso Silva, que diminui para 34 segundos na linha da meta, suficientes para garantir ao ciclista da Anicolor-Tien21 a vitória na prova, depois de ter sido segundo em 2024, apenas a um segundo. 

No fim das contas, Artem Nych terminou na liderança da geral, com um total de 18h14m38s, menos seis segundos que Afonso Silva, segundo classificado, e menos 38 que Emanuel Duarte (Credibom-LA Alumínios-Marcos Car), terceiro.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Pogacar conquista Liège-Bastogne-Liège em novo ataque em solitário”


Pelo segundo ano consecutivo, o ciclista esloveno venceu a 'decana' das clássicas a solo

 

Por: Lusa

Foto: Lusa/EPA

O ciclista esloveno Tadej Pogacar (UAE Emirates) conquistou este domingo em solitário a Liège-Bastogne-Liège, depois de um ataque a 35 quilómetros da meta que lhe permitiu vencer o seu nono 'Monumento'.

Pelo segundo ano consecutivo, 'Pogi' venceu a 'decana' das clássicas a solo, cortando a meta em 06:00.09 horas, após os 252 quilómetros de um percurso com partida e chegada em Liège, na Bélgica.

"Sabe muito terminar a primeira parte da temporada assim. Feliz por a temporada estar a correr de forma perfeita. Estou muito feliz", afirmou Pogacar, após a segunda vitória consecutiva e terceira no total na Liège-Bastogne-Liège.

O campeão do mundo assumiu que o plano não era atacar em La Redoute, mas viu que "várias equipas não tinham muitos ciclistas" e tentou testar os adversários.

"Quis testar um pouco as minhas pernas e ver se conseguia alguma vantagem e depois decidia se ia continuar ou não. Depois tinha boas pernas na subida a seguir a La Redoute e continuei até à meta. Estou superfeliz", referiu.

Com o primeiro lugar mais do que entregue, a luta pelo segundo lugar também ficou cedo reduzida a dois ciclistas, com o italiano Giulio Ciccone (Lidl-Trek) a superiorizar-se ao irlandês Ben Healy (EF Education-EasyPost), com ambos a cortarem a meta a 1.03 minutos de Pogacar.

Já dentro dos 35 quilómetros finais, na subida ao Alto de la Redoute, o campeão do mundo atacou onde já era esperado e deixou sem grande reação todos os adversários, em especial o belga Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step), que, mal colocado no pelotão, não conseguiu responder.

"A QuickStep estava a controlar a corrida e depois desapareceu da frente. Pensei que podiam estar a poupar as pernas para La Redoute, mas depois olhei à minha volta e vi que ele [Evenepoel] não estava e foi também uma boa motivação nesse momento", assumiu Pogacar.

Apesar do trabalho que a sua equipa fez ao longo da corrida, o campeão olímpico, a regressar à competição após uma queda grave num treino, ficou num dos grupos mais atrasados, ainda tentou responder, mas, sem capacidade para se juntar aos perseguidores de Pogacar, encostou, mas não desistiu e acabou por terminar na 59.ª posição, a 3.11, cortando a meta debaixo de muitos aplausos.

Lá na frente, depois de inicialmente parecer não ter tido um ataque suficientemente forte para garantir o triunfo, Pogacar acabou por ir aumentando a vantagem e festejou tranquilamente a sua sétima vitória esta temporada e o segundo 'Monumento'.

Para o esloveno, este foi o nono 'Monumento' e tornou-se o ciclista em atividade com mais triunfos nas cinco principais clássicas do calendário, juntando-se ao irlandês Sean Kelly e ao italiano Fauto Coppi no quarto lugar desse ranking, mas ainda longe das 19 do belga Eddy Merckx.

Pogacar tornou-se também o primeiro ciclista a conseguir terminar no pódio em seis 'Monumentos' consecutivos, depois dos dois triunfos na Liège-Bastogne-Liège (2024 e 2025), na Volta à Lombardia (2024) e na Volta a Flandres (2025), do segundo lugar na estreia no Paris-Roubaix (2025) e do terceiro na Milan-Sanremo (2025).

Os portugueses Nelson Oliveira (54.º) e Ruben Guerreiro (55.º), ambos da Movistar, cortaram a meta juntos, a 2.58 minutos de Pogacar.

Fonte: Record on-line

“Kim le Court fez história na Liege Feminina ao tornar-se a primeira ciclista africana a ganhar um monumento: "As minhas pernas ainda estão a gritar comigo"


Por: Miguel Marques

Em parceria com: https://ciclismoatual.com

Fez-se história este domingo à tarde nas Ardenas, com Kim Le Court, da AG Insurance-Soudal, a tornar-se a primeira ciclista africana a vencer um Monumento. A campeã nacional das Maurícias bateu Puck Pieterse, Demi Vollering e Cédrine Kerbaol num emocionante sprint final de quatro ciclistas para conquistar a Liege-Bastogne-Liege Feminina 2025.

"Não tenho palavras. Sofri um pouco com a respiração, não conseguia respirar", confessou Le Court na entrevista pós-corrida, ainda visivelmente incrédula com o feito alcançado. "Descolei algumas vezes. Só queria voltar ao grupo, tentei tudo o que podia para regressar. É preciso nunca desistir - foi isso que provámos hoje. Tive pernas para atacar na Roche-aux-Faucons, por isso foi fantástico".

Embora tenha começado a focar-se verdadeiramente nas corridas de estrada apenas nos últimos anos, Le Court já contava com alguns êxitos importantes, como uma vitória de etapa na Volta a Itália em 2024. Contudo, este triunfo na clássica das Ardenas é, indiscutivelmente, o maior da sua carreira até ao momento.

"Tentei poupar um pouco de energia para o sprint. Esforcei-me por reduzir a distância que me separava da Puck e da Demi", recorda a ciclista de 29 anos. "Nos últimos cinco quilómetros, comecei a sentir cãibras. As minhas pernas ainda estão a gritar comigo. Tentei lançar o sprint a partir da segunda posição e dei absolutamente tudo o que tinha. Foi incrível".

Kim Le Court junta, assim, o seu nome à história do ciclismo mundial, numa jornada memorável para o ciclismo feminino.

Pode visualizar este artigo em: https://ciclismoatual.com/ciclismo/kim-le-court-fez-histria-na-liege-feminina-ao-tornar-se-a-primeira-ciclista-africana-a-ganhar-um-monumento-as-minhas-pernas-ainda-esto-a-gritar-comigo

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