sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

“Barbero mantém Amarela”

Etapa “louca” terminou com média superior a 46 kms/hora

Juan Benavides ou Sebastian Molano, como é mais conhecido no ciclismo colombiano, foi o homem do dia ao vencer a etapa mais longa da 35ª Volta ao Alentejo Crédito Agrícola com 208 quilómetros e discutida entre Mourão e Mértola.

Nos últimos metros, o corredor da equipa Manzana Postobón teve resposta rápida para as investidas de Christopher Lawless (Axeon Hagens Berman), segundo classificado, e do Camisola Amarela, Carlos Barbero (Movistar Team).

A vitória colombiana não fez “estragos” na liderança espanhola porque o terceiro lugar de Barbero na etapa, somado às bonificações de duas metas volantes, consolidaram a liderança agora com 12 segundos de vantagem sobre o italiano Rinaldo Nocentini. Daniel Mestre (Efapel) chegou entretanto ao terceiro lugar e está a 19 segundos do vencedor.

Uma corrida muito nervosa

A nota mais significativa da etapa, para além do reforço da vantagem do comandante e do triunfo do jovem colombiano de 22 anos, foi a alta velocidade a que o pelotão cumpriu o terceiro dia de competição, uma velocidade pouco habitual para uma tirada tão longa. A média da etapa foi de 46,3 kms/h.

O pelotão apenas com quase metade da etapa cumprida permitiu uma fuga. Daniel Turek (Israel Cycling Academy), Anton Vorobyev (Gazprom-Rusvelo), Evan Huffman (Rally Cycling), Domingos Gonçalves (RP-Boavista), Diego Rubio (Caja Rural-Seguros RGA) e Sean Mckenna (Na Post Chain Reaction) conseguiram “enganar” o pelotão e chegar à vantagem máxima de quase 3 minutos. Aos poucos a frente de corrida, já com menos homens, acusava o trabalho que a atenta formação do Camisola Amarela, a espanhola Movistar Team, ajudava a desenvolver no pelotão. A vantagem baixava a cada quilómetro e “ficou por terra” ao quilómetro 124. Escassos quatro quilómetros depois, uma queda enfraqueceu um pelotão, que chegou a estar fracionado em grupos, e só ficou compacto a menos de 30 quilómetros da meta. No fim da descida de acesso a Mértola uma queda, já no último quilómetro, deixou caídos no asfalto vários homens com muitas marcas no corpo.

As Camisolas da “Alentejana”

No terceiro dia da Alentejana poucas alterações houve entre os melhores classificados e a cerimónia de pódio repetiu os protagonistas anteriores com Carlos Barbero (Movistar Team) a envergar de novo a Camisola Amarela Crédito Agrícola e a Camisola Preta KIA da classificação por pontos. Sem montanha nesta etapa, Aldemar Reyes (Manzana Postobón) manteve tranquilamente a Castanha Delta Cafés e o holandês, segundo na etapa, Jasper de Laat ( Metec-TKH) chegou à Camisola Branca RTP da juventude.

Da planície rumo ao litoral alentejano

Este sábado a caravana concentra-se junto ao rio Mira, em Odemira, para percorrer, a partir das 11h45, a penúltima etapa da competição. Os corredores vão lutar por bonificações em Sines, Vila Nova de Santo André e Grândola, tendo pela frente um único Prémio de Montanha (4ª cat.) em Santiago do Cacém. Após cerca de 175 quilómetros, em que o Litoral Alentejano apenas se deixa encobrir pela Serra de Grândola, a quarta etapa vai terminar junto ao Estádio em Alcácer do Sal.

Fonte: Podium

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

“Daniel Mestre e Rafael Silva conquistam segundos”

Equipa bonificou em metas volantes de etapa louca

Foi a uma média alucinante de 44,6 km/h que o pelotão pedalou entre Monforte e Portel. No dia em que o Alentejo foi “invadido” pela poeira proveniente do deserto da Saara, a EFAPEL esteve sempre muito activa e Daniel Mestre e Rafael Silva não só chegaram integrados no grupo que discutiu a vitória como bonificaram segundos preciosos na meta volante localizada em Redondo. Mateo Garcia também somou pontos, mas na meta volante de Borba.

Depois das dificuldades montanhosas do primeiro dia de competição, a 43ª Volta ao Alentejo rumou a sul. E fê-lo muito depressa. A partida agendada para as 11h50 na vila de Monforte decorreu sem qualquer problema. À hora marcada, 147 ciclistas iniciaram o percurso em direcção a Portel. Cedo se percebeu que os ataques iriam suceder. Depois de várias tentativas, formou-se um grupo nos quais seguia Mateo Garcia. O colombiano da EFAPEL fez segundo na meta volante em Borba e, de seguida, o pelotão apanhou os fugitivos.

Em Redondo foi a vez de Mestre e Silva passarem entre os melhores na meta volante. A partir daí,  o grupo reuniu-se até à formação de nova fuga. Esta durou quase até final mas a chegada a Portel aconteceu em pelotão compacto e, mais uma vez, houve vários ciclistas da EFAPEL integrados no grupo dos melhores, o que lhes permite continuar na luta pelos melhores lugares da classificação geral individual.

“A Volta ao Alentejo é muito discutida e todos os segundos são importantes. No dia de hoje, e depois de uma primeira fuga que terminou a seguir à primeira meta volante, nós controlamos para a segunda. Com isso conseguimos as bonificações de dois e um segundo para o Daniel e para o Rafael, respectivamente, e encurtámos a distância para os primeiros da geral”, afirmou o director desportivo da equipa EFAPEL, Américo Silva.

Amanhã o pelotão tem um dia bastante longo pela frente. É a tirada mais extensa desta 35ª Volta ao Alentejo. São 208 quilómetros a ligar Mourão e Mértola. Desde o Alqueva até à vila do Baixo Alentejo, os corredores têm três metas volantes pela frente e não há qualquer dificuldade montanhosa categorizada.

Classificação da segunda etapa

    Jacob Ariesen            Metec-TKH Continental        3h50m22s

    Carlos Barbero        Movistar Team                mt

    Colin Joyce            Rally Cycling                mt


44º    Rafael Silva            EFAPEL                mt

55º    Mateo Garcia            EFAPEL                mt

62º    Daniel Mestre            EFAPEL                mt

78º    Sérgio Paulinho        EFAPEL                mt

94º    Álvaro Trueba        EFAPEL                a 20s

121º    Bruno Silva            EFAPEL                a 26s

127º    António Pereira Barbio    EFAPEL                a 1m01s

131º    Henrique Casimiro        EFAPEL                a 1m27s

 

Classificação geral individual

   Carlos Barbero        Movistar Team                7h54m18s

    Rinaldo Nocentini        Sporting/Tavira            a 3s

    Eduard Prades        Caja Rural-Seguros RGA        a 7s


    Daniel Mestre            EFAPEL                a 11s

    Rafael Silva            EFAPEL                a 12s

32º    Sérgio Paulinho        EFAPEL                a 25s

41º    Álvaro Trueba        EFAPEL                a 54s

48º    Mateo Garcia            EFAPEL                a 4m48s

75º    Henrique Casimiro        EFAPEL                a 13m21s

76º    Bruno Silva            EFAPEL                a 15m28s

132º    António Pereira Barbio    EFAPEL                a 21m07s

Fonte: Efapel

“Vanessa Fernandes fala pela primeira vez sobre o regresso segunda-feira”

Triatleta vai apresentar também a sua equipa na caminhada até Tóquio'2020

Foto: Paulo Calado

A portuguesa Vanessa Fernandes, medalha de prata em Pequim'2008, anuncia o regresso ao triatlo na segunda-feira, em conferência de imprensa. Será a primeira vez que a atleta irá falar sobre o seu regresso à modalidade.

A triatleta, de 31 anos, teve o momento alto da sua carreira em 2008, quando conquistou a medalha de prata em Pequim'2008, depois de já ter sido campeã mundial no ano anterior e ter conquistado cinco campeonatos da Europa.

Problemas de saúde afastaram Vanessa Fernandes da competição durante vários anos, mas conseguiu estar nos Jogos Olímpicos Rio'2016, como suplente da prova de maratona.

Na sua primeira maratona, em Valência, em novembro de 2015, a atleta do Benfica conseguiu mínimos, com tempo de 2:31.26 horas.

O anúncio do regresso de Vanessa Fernandes vai acontecer na segunda-feira, às 12 horas, numa conferência de imprensa na Quinta da Marinha, em Cascais, onde vai igualmente apresentar a equipa que a vai acompanhar na caminhada até Tóquio'2020.

Fonte: Record on-line

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