sábado, 31 de janeiro de 2026

“Resultados Campeonato do Mundo de Ciclocrosse sub-23: Mau presságio para van der Poel? Aaron Dockx conquista o título em dia para esquecer dos neerlandeses”


Por: Miguel Marques

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O Campeonato do Mundo de ciclocrosse em Hulst já arrancou e hoje a primeira grande decisão do dia foi a prova masculina sub-23. Houve surpresa: os Países Baixos não foram além do bronze e o belga Aaron Dockx vestiu a camisola arco-íris.

O circuito de Hulst, muito técnico, não favorecia táticas de equipa. Aaron Dockx viveu um dia difícil em Hoogerheide no último fim de semana, terminando em 26º, e por isso a reviravolta foi total quando o homem da Alpecin - Premier Tech se projetou na frente e pedalou rumo ao título, depois de ser 22º e 19º nos dois anos anteriores. Curiosamente, foi o seu primeiro triunfo da época.

Aubin Sparfel foi segundo, com Keije Solen a garantir a única medalha neerlandesa. Entre os que ficaram para trás, Léo Bisiaux terminou em oitavo, mas a maior desilusão foi o vencedor da Taça do Mundo, David Haverdings, principal carta dos Países Baixos, que não foi além do 14º lugar.

“Resultados Campeonato do Mundo de Ciclocrosse de elites femininas: Lucinda Brand reconquista o título mundial”


Por: Miguel Marques

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O Campeonato do Mundo de ciclocrosse de 2026 coroou, novamente, Lucinda Brand com a camisola arco-íris. A corrida das elites femininas teve um pódio totalmente neerlandês, com a dominadora da época a conquistar o seu segundo título mundial. Em Hulst, foi acompanhada no pódio por Ceylin del Carmen Alvarado e Puck Pieterse.

A prova começou com a seleção neerlandesa a ocupar a dianteira, como era expectável. O traçado técnico em Hulst não favoreceu grandes manobras táticas, mas sim diferenças desde o tiro de partida, fruto da explosividade do circuito e das frequentes subidas e descidas em taludes e rampas.

Puck Pieterse, Ceylin del Carmen Alvarado e Blanka Kata Vas abriram rapidamente um fosso para o restante pelotão, mas foram alcançadas por Lucinda Brand pouco depois. A húngara cedeu e a luta pela vitória e pelas medalhas parecia ficar restrita às neerlandesas; contudo, o cenário mudou quando Puck Pieterse sofreu uma queda aparatosa numa das secções de taludes.

Marion Norbert Riberolle, no grupo perseguidor, foi desclassificada após empurrar Kristyna Zemanova, depois de ambas colidirem e caírem já na fase final da corrida. Entretanto, na frente, a decisão começou a desenhar-se quando, sensivelmente na mesma altura, um erro de Ceylin del Carmen Alvarado fez aumentar a diferença entre as duas e, logo a seguir, Brand ampliou-a de forma decisiva.

Apesar de, nas últimas semanas, a diferença de força entre as três se ter equilibrado, Brand garantiu o triunfo nos Mundiais, o segundo depois do alcançado em 2021. Ceylin del Carmen Alvarado foi segunda e Puck Pieterse conseguiu recompor-se para assegurar a medalha de bronze. Amanhã, Mathieu van der Poel será o principal favorito à vitória na corrida de elite masculina, numa edição que pode proporcionar aos Países Baixos outro conjunto de triunfos incontestados.

“Resultados Trofeo Andratx 2026: Remco Evenepoel faz o pleno em Maiorca, António Morgado 4º”


Por: Miguel Marques

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O Trofeo Andratx 2026 coroou Remco Evenepoel como novo vencedor. O campeão olímpico partiu como principal favorito e voltou a corresponder, somando o segundo triunfo individual da época em duas oportunidades com a Red Bull - BORA - Hansgrohe.

Muitos atacaram cedo, conscientes de que a subida a Puig Major poderia abrir diferenças significativas e beneficiar quem entrasse na ascensão bem colocado, como sucedera nos dias anteriores. Jonathan Caicedo, Alexys Brunel, Adne Holter, Felix Engelhardt, Raúl García Pierna, Diego Uriarte e Samuel Férnandez formaram a fuga do dia, um grupo sólido que só seria alcançado na própria subida.

Aí, Remco Evenepoel impôs ritmo e tentou projetar Maxim van Gils adiante, mas o belga não conseguiu fazer a diferença. Christian Scaroni também se mostrou ativo, porém, com Evenepoel presente, ninguém conseguiu surpreender. Um grupo de nove passou o topo e colaborou para se afastar do pelotão. Contudo, sem a carta van Gils a resultar, Evenepoel atacou no terreno plano para selar o triunfo para a formação alemã. Mathys Rondel e Diego Pescador responderam inicialmente, mas o homem da Movistar acusou as “watts” exigidos para seguir o movimento. Formou-se assim um duo na frente a discutir a vitória, enquanto os restantes lutavam por um lugar no pódio.

Rondel colaborou minimamente com o belga, apesar de saber que as hipóteses de vencer eram reduzidas; assegurou, porém, um brilhante segundo lugar, depois do quarto posto de ontem no Trofeo Serra de Tramuntana. O suíço não endureceu contra Evenepoel, e os dois colaboraram até à subida final, com 3 quilómetros, onde o campeão da Red Bull lançou um ataque sem resposta e garantiu o triunfo. Rondel foi segundo, enquanto o colega de equipa de Evenepoel, Maxim van Gils, completou o pódio em terceiro, diante de António Morgado e Christian Scaroni.

“Resultados da 5ª etapa do AlUla Tour 2026: Jan Christen vence etapa e remonta geral, Eulálio não resistiu às pendentes e termina em 5º na geral”


Por: Miguel Marques

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O AlUla Tour virou-se do avesso na subida final quando Jan Christen atacou em Harrat Uwayrid, venceu a 5ª etapa em solitário e, pelo caminho, remontou a geral para conquistar o triunfo final.

Apenas quatro segundos separavam o líder Yannis Voisard de Afonso Eulalio à partida, com Sergio Higuita a dois segundos do português. No papel, a etapa para Skyviews of Harrat Uwayrid tinha o índice de dificuldade mais elevado da história da corrida e mais de 1100 metros de desnível positivo. Na estrada, revelou-se ainda mais decisiva do que se previa.

Uma fuga inicial com Dries De Bondt, Milan Fretin, Javier Ibanez, Federico Iacomoni, Lars Vanden Heede, Rayan Boulahoite e Juan Pedro Lozano nunca teve grande margem. A Bahrain - Victorious e a Tudor Pro Cycling Team impuseram ritmo de longe e, à passagem pela estação Al Manshiyah, o pelotão seguia já em fila indiana, com a diferença a cair de forma constante.

A 20 quilómetros da meta, a fuga estava praticamente neutralizada e mais equipas cheiraram oportunidade. A Team Picnic PostNL apareceu na dianteira, com Bjorn Koerdt a apenas 15 segundos da geral, sublinhando o equilíbrio do cenário antes da subida.

 

A subida onde a corrida explodiu

 

As primeiras rampas brutais de Harrat Uwayrid fracionaram de imediato a corrida. O pelotão reduziu-se a pouco mais de uma dúzia de corredores a lutar contra a gravidade a um ritmo quase de marcha, em inclinações frequentemente a dois dígitos e picos de 25 por cento.

Higuita foi o primeiro dos candidatos à geral a mexer. Christen respondeu. Atrás, Eulálio começou a ter dificuldades em manter a posição, com o grupo a partir-se completamente.

Logo de seguida, o camisola amarela cedeu. Voisard perdeu o contacto na zona mais íngreme precisamente quando a UAE Team Emirates aumentou a pressão na frente através de Christen e Igor Arrieta, com Mauri Vansevenant também presente. No sprint intermédio na subida, Vansevenant arrecadou os segundos de bonificação, numa altura em que já se abriam cortes entre os principais favoritos.

A partir daí, Christen não hesitou. Prosseguiu sozinho, afastando os restos do grupo dianteiro enquanto, atrás, a luta pela geral se transformava numa batalha de sobrevivência.

Christen coroou o topo em solitário para vencer a etapa, com Byron Munton a chegar em segundo, mas a verdadeira história escrevia-se mais abaixo na subida, com Voisard, Eulálio e Higuita a tentar limitar danos.

Na meta, as diferenças foram suficientes não só para decidir a tirada, como para virar completamente a classificação geral.

Christen, que começou o dia a 33 segundos da geral, deixou a Arábia Saudita como vencedor final da corrida, após a subida mais decisiva da sua história voltar a ditar o desfecho. Higuita subiu ao segundo lugar, a 15 segundos, mas certamente fica com um sabor agridoce, enquanto Igor Arrieta, também da UAE, fecha o pódio. Afonso Eulálio desceu ao 5º lugar, o que representa o seu melhor resultado de sempre em corridas por etapas pela Bahrain.

“Rafael Sousa mostra evolução na estreia de Portugal no Mundial de ciclocrosse”


Rafael Sousa terminou, este sábado, em 27.º na prova de sub-23 masculinos do Campeonato do Mundo de Ciclocrosse, em Hulst, nos Países Baixos, superando o 30.º lugar alcançado no Campeonato da Europa.

Na estreia de Portugal na competição, o jovem ciclista da Feira dos Sofás- Boavista ficou a 3m24s do belga Aaron Dockx, que se sagrou Campeão do Mundo depois de completar o percurso em 53m11s.

“O Rafael esteve sempre muito bem, tranquilo depois de uma partida muito rápida, altamente explosiva. Soube defender-se e a partir da segunda volta, depois de ter estabilizado, começou a recuperar lugares. Acabou em 27.º, um resultado muito bom para esta primeira participação.”, explica Pedro Vigário.

“Este resultado supera a classificação do Rafael no Campeonato da Europa, numa corrida de nível superior. Está de parabéns e estamos satisfeitos com a evolução que tem demonstrado”, acrescenta o Selecionador Nacional.

Este domingo, a partir das 10h05, será a vez de Hugo Ramalho e João Vigário entrarem em ação na prova de juniores masculinos.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

“Eles não se assumem como franceses” Diretor da Volta a França explica a ausência da Unibet Rose Rockets e a opção Caja Rural”


Por: Ivan Silva

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A Volta a França revelou esta manhã as 23 equipas que irão participar na edição de 2026 e, entre elas, surge a Caja Rural - Seguros RGA, escolha que surpreende. De fora fica a Unibet Rose Rockets, que já reagiu à notícia; o diretor da Volta a França, Christian Prudhomme, explicou igualmente o motivo por detrás da decisão inesperada.

Numa publicação nas redes sociais, o responsável máximo da Unibet Rose Rockets, Bas Tietema, divulgou um comunicado sobre a decisão: “A pergunta mais feita nos últimos meses foi ‘os Rockets vão correr a Volta a França em 2026?’ Eis a resposta honesta: não. Não estaremos na partida da Volta a França em 2026, hoje recebemos a notícia de que não obtivemos o wildcard. 2026 continuará a ser um grande ano e faremos tudo para continuar a melhorar. A Volta a França é e será sempre a nossa corrida de sonho, por isso continuem a sonhar connosco, porque temos muito pela frente, não só este ano como nos próximos.”

Após múltiplas contratações de alto nível e com licença francesa, assumia-se amplamente que o último convite seria atribuído à Unibet. Não só as aquisições de corredores como Dylan Groenewegen, Wout Poels e Marcel Kittel (este último para a estrutura) foram muito fortes, a profundidade do plantel subiu consideravelmente e incluiu o antigo vencedor de etapa da Volta, Victor Lafay, que parecia estar prestes a retirar-se da modalidade.

Questionado esta manhã pela AFP sobre a decisão, Prudhomme respondeu: “Unibet Rose Rockets? Eles não se assumem de todo como franceses. Têm mais corredores neerlandeses. É verdade que fizeram excelentes contratações com Wout Poels, Dylan Groenewegen e Victor Lafay, três antigos vencedores de etapas da Volta a França. É uma equipa que sonha com a Volta a longo prazo. Vamos acompanhar tudo isso nos próximos anos.”

 

Abel Balderstone, a chave da seleção?

 

Mas, no seu entender, não fizeram o suficiente para o merecer, enquanto outras equipas apresentaram argumentos equivalentes. A Caja Rural - Seguros RGA foi a escolhida pela ASO.

“Usámos o mesmo princípio dos anos anteriores, ou seja, recorremos à classificação da segunda divisão (no final da temporada de 2025). A Caja Rural é 25ª, mas com o desaparecimento da Arkea-B&B Hotels e a fusão entre Lotto e Intermarché, é 23ª”, justificou Prudhomme.

Ainda assim, a presença de Abel Balderstone, atual campeão espanhol de contrarrelógio, poderá ter sido determinante, também pelo que fez na Volta a Espanha. “Terminaram ainda em quarto na classificação coletiva da última Vuelta, onde o seu líder, Abel Balderstone, foi 13º na geral. Ele é espanhol, claro, mas também catalão.”

“Caja Rural de Iúri Leitão entra pela primeira vez no Tour após seleção da organização”


Por: José Morais

A Volta a França de 2026 contará, pela primeira vez, com a presença da Caja Rural–Seguros RGA, equipa onde corre o português Iúri Leitão. O anúncio foi feito esta sextafeira, no momento em que a Amaury Sport Organisation (ASO) divulgou as formações convidadas para a 113.ª edição da prova.

A escolha da equipa espanhola surge após a aplicação dos critérios habituais da organização, baseados na hierarquia das equipas da segunda divisão no final de 2025. Segundo explicou Christian Prudhomme, diretor do Tour, a Caja Rural beneficiou das mudanças estruturais no pelotão: o desaparecimento da ArkéaB&B Hotels e a fusão entre a Lotto e a Intermarché elevaram a formação espanhola ao 23.º posto.

Prudhomme recordou ainda o desempenho sólido da equipa na última Volta a Espanha, onde terminou em quarto lugar na classificação coletiva, destacando também o 13.º posto do seu líder, Abel Balderstone. O responsável sublinhou, com simbolismo, que o ciclista “é espanhol, mas também catalão”, numa referência ao arranque da edição deste ano, marcado para Barcelona.

O segundo convite da ASO foi atribuído à francesa TotalEnergies, enquanto a Unibet Rose Rockets reforçada com nomes como Dylan Groenewegen, Victor Lafay e Wout Poels acabou por ficar de fora, apesar do seu estatuto e experiência em vitórias de etapas no Tour.

Antes mesmo da divulgação dos convites, já estavam garantidas as 18 equipas do WorldTour e as três melhores ProTeam: a suíça Tudor, dirigida pelo português Ricardo Scheidecker e que conta com Julian Alaphilippe; a Pinarello Q36.5, de Thomas Pidcock; e a francesa Cofidis.

A 113.ª Volta a França decorrerá entre 4 e 26 de julho, com início em Barcelona e final em Paris.

No mesmo dia, a ASO revelou também as equipas convidadas para a 81.ª Volta a Espanha. Ao contrário do que acontece no Tour, a Caja Rural não foi selecionada, com as vagas a serem atribuídas às espanholas BurgosBurpelletBH e Kern Pharma. A Vuelta 2026 arrancará no Mónaco, a 22 de agosto, e terminará em Granada, a 13 de setembro.

“Organização do Tour deixa de fora a Unibet Rose Rockets e anuncia equipa surpresa para 2026”


Por: Ivan Silva

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Os convites para a Volta a França 2026 foram revelados. Estão definidas as 23 equipas que vão competir este verão, sem a Unibet Rose Rockets, e com a grande surpresa da inclusão da Caja Rural - Seguros RGA.

Em 2025, entrou em vigor a mudança que permite às Grandes Voltas convidarem cinco equipas. Três já estavam asseguradas: Tudor Pro Cycling Team, Pinarello Q36.5 Pro Cycling Team e Cofidis.

A TotalEnergies tinha, na prática, o quarto convite garantido. Presença habitual no Tour, sustenta a escolha com história francesa, profundidade de plantel e resultados recentes. Normalmente, o lote fecharia aqui, mas a possibilidade de um quinto convite este ano abriu o leque.

Com as saídas de Arkéa - B&B Hotels e Intermarché - Wanty do pelotão e com Lotto e NSN Cycling Team a subirem ao World Tour, de repente as opções reduziram-se. Havia um claro favorito para este wildcard.

 

Caja Rural no Tour, Unibet para o Giro?

 

A Unibet Rose Rockets tem licença francesa e cresceu de forma notável nos últimos anos graças à presença nas redes sociais - a equipa foi criada pelo youtuber Bas Tietema e a sua estrutura. Em termos competitivos, contudo, o salto dado neste inverno foi enorme.

As contratações de Victor Lafay e Clément Venturini pesaram nesta decisão; os antigos vencedores de etapas da Volta a França Dylan Groenewegen e Wout Poels acrescentaram poder de fogo; e até ao nível de ligações e nomes fortes houve argumento, com Marcel Kittel a trabalhar diretamente com os sprinters da equipa.

A escolha parecia óbvia, mas a ASO acabou por premiar a Caja Rural - Seguros RGA com o último wildcard. A Equipo Kern Pharma e a Burgos - BH receberam convites para a Volta a Espanha, e assim a outra formação espanhola ProTeam é chamada ao Tour, muito provavelmente devido ao arranque da corrida ser na Catalunha. Tudo indica, entretanto, que a Unibet receberá um wildcard para a Volta a Itália.

“Resultados Trofeo Serra Tramuntana: Evenepoel arranca de longe, Morgado 2º”


Por: Ivan Silva

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Remco Evenepoel assinou uma excelente exibição no Trofeo Serra Tramuntana, atacando de longe para vencer a sua primeira corrida em cores Red Bull e mostrar ao que vem nesta nova fase.

Num traçado exigente em Maiorca, pontuado por sucessivas subidas de segunda categoria e pouca margem para esconder fraquezas, o belga escolheu o momento mais decisivo possível para virar a corrida do avesso.

A pouco mais de 55 quilómetros do fim, a Red Bull - BORA - hansgrohe elevou drasticamente o ritmo no Coll de Soller, desfazendo o que restava da fuga inicial e colocando os rivais sob pressão imediata. Quando Evenepoel atacou, não foi um teste, foi compromisso total. Em segundos, a corda partiu.

Apenas dois corredores resistiram inicialmente, à medida que a estrada inclinava e depois mergulhava, mas a velocidade em descida e a potência sustentada de Evenepoel fizeram rapidamente a diferença. No final da descida, seguia isolado. A partir daí, a corrida tornou-se numa exibição ao estilo de contrarrelógio, executada em estrada aberta e não em extensores.

Atrás, a hesitação pagou-se caro. Um grupo composto por Enric Mas, Pavel Sivakov, Antonio Morgado e outros nomes fortes chegou a organizar-se na perseguição, mas a falta de coesão era evidente. Cada olhar e o vento jogaram a favor de Evenepoel. A vantagem saltou rapidamente para mais de um minuto, depois rumo aos dois, enquanto o belga entrava num ritmo impiedoso.

O contexto tornava a jogada ainda mais marcante. Não se tratou de um final em descida ou de um sprint reduzido, mas de uma corrida moldada por subida, colocação e resistência. Mais cedo, uma fuga volumosa com Magnus Cort Nielsen, Pablo Castrillo e Adrià Pericas animara a prova no Coll de Femenia e no Coll de Puig Major, obrigando o pelotão a vigiar de longe. Porém, quando chegou a fase decisiva, Evenepoel não esperou pelo final. Criou-o.

Com os quilómetros a cair, surgiu o último obstáculo do dia. O Coll de sa Batalla, 8,4 quilómetros a pouco menos de cinco por cento, oferecia a derradeira oportunidade para a perseguição recuperar terreno. Em vez disso, confirmou o controlo. Evenepoel subiu de forma fluida, sentado e composto, sem revelar um sinal de vulnerabilidade. A diferença estabilizou e voltou a alargar.

No topo, o desfecho já não oferecia dúvidas. Restava uma curta descida antes da meta em Lluc, mas o belga ainda teve tempo para alimentar-se, olhar para trás e gerir o esforço com a segurança de quem domina a situação. Ao cortar a meta, não exibiu exaustão, mas a confiança serena de um plano executado à risca.

Para a Red Bull - BORA - hansgrohe, o significado foi além de um resultado de um dia. Após o sucesso no contrarrelógio por equipas no Troféu Ses Salines, este foi o primeiro sinal claro de como Evenepoel pode ser utilizado como agressor declarado num cenário de corrida de um dia. O apoio foi disciplinado, o timing preciso e o compromisso total.

Trouxe também uma resposta precoce a uma das dúvidas do inverno. Quão depressa se adaptaria o belga a novas estruturas, novos companheiros e novas dinâmicas em corrida? A resposta na Tramuntana foi categórica. No momento certo, não houve hesitações nem necessidade de recalibração. O instinto e a autoridade já lá estavam.

António Morgado voltou a mostrar-se em excelente nível, terminando a prova em segundo lugar, batendo ao sprint Christian Scaroni sobre a linha de meta.

Quanto aos restantes, foram passando a linha de meta aos poucos. Para quem ambiciona a primavera e o verão, a mensagem foi inequívoca.

“Resultados 4ª etapa da AlUla Tour: Eulálio mantem 2º à geral no dia que Matteo Malucelli bate Milan ao sprint”


Por: Ivan Silva

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A 4.ª etapa do AlUla Tour era a última oportunidade para os sprinters e foi aproveitada pelos homens rápidos. Jonathan Milan não conseguiu repetir o triunfo e acabou por ser Matteo Malucelli, da XDS Astana Team, a impor-se ao sprint.

Os 173 quilómetros começaram logo com vento forte e cedo se formou uma grande fuga com 16 corredores, entre eles Paul Double, Dires de Bondt, Julius Johansen e alguns nomes que ameaçavam a liderança de Yannis Voisard. Atrás, a corrida também fragmentou, com Sergio Higuita a perder terreno para o pelotão e alguns sprinters, incluindo Fabio Jakobsen, a ficarem para trás.

Contudo, o grupo era numeroso e, no pelotão, havia ambições tanto para a geral como para a etapa. Várias equipas trabalharam para anular a fuga e as mudanças de direção do vento - muitas vezes a transformar-se em vento frontal - neutralizaram a movimentação a 56 quilómetros da meta.

O pelotão manteve-se relativamente calmo até final. Zeb Kyffin, da Terengganu Cycling Team, atacou e ganhou ligeira vantagem, mas o vento de frente fez com que a tentativa saisse gorada. As equipas guardaram os seus comboios para mais tarde e a 2 quilómetros do fim, as imagens de Jan Christen e de um colega a rir na parte de trás do pelotão, eram particularmente peculiares.

Só dentro do último quilómetro houve uma aceleração súbita na longa reta do deserto. Sem um comboio definido na frente, foi Pascal Ackermann a lançar o sprint muito cedo. Jonathan Milan tentou passar, mas sprintou sentado, aparentemente esgotado pelo esforço no quilómetro final. Matteo Malucelli agarrou-se à sua roda na perfeição e lançou o golpe decisivo sobre Milan com a linha de meta à vista, conquistando a vitória na etapa.

Afonso Eulálio chegou integrado no pelotão, não perdeu tempo e mantem-se a 4 segundos da liderança da corrida.

“VOLTA 26: SELEÇÃO DA EQUIPA”


Por: Daniel Peña Roldán

A organização da La Vuelta 26 apresenta as equipas escolhidas para participar na 81.ª edição da corrida espanhola, que se realizará entre 22 de agosto e 13 de setembro.

Seguindo as regras da União Internacional de Ciclismo, as 18 Equipas Mundiais da UCI participam automaticamente na corrida:

• ALPECIN-PREMIER TECH (BEL)

• BAHREIN VITORIOSO (BRN)

• EQUIPA CGM DECATHLON-CMA (FRA)

• EDUCAÇÃO DE EXCELÊNCIA–EASYPOST (EUA)

• GROUPAMA–FDJ UNITED (FRA)

• GRANADEIROS INEOS (GBR)

• LIDL–TREK (ALE)

• LOTTO INTERMARCHÉ (BEL)

• EQUIPA MOVISTAR (ESP)

• EQUIPA DE CICLISMO NSN (SUI)

• RED BULL–BORA–HANSGROHE (ALE)

• SOUDAL QUICK-STEP (BEL)

• EQUIPA JAYCO ALULA (AUS)

• EQUIPA PICNIC-POSTNL (NED)

• EQUIPA VISMA – ARRENDE UMA BICICLETA (NED)

• EQUIPA DOS EMIRADOS EMIRADOS XRG (EAU)

• UNO-X MOBILIDADE (NOR)

• EQUIPA XDS ASTANA (KAZ)

A TUDOR PRO CYCLING TEAM (SUI), PINARELLO – Q36.5 PRO CYCLING TEAM (SUI) e COFIDIS (FRA), as três melhores UCI Pro

Teams no ranking UCI de 2025, também participarão na La Vuelta 26.

 

A organização de La Vuelta concedeu um convite às seguintes formações:

 

• BURGOS-BURPELLET-BH (ESP)

• EQUIPA FARMACÊUTICA KERN (ESP)

Fonte: Unipublic

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

“Resultados da 3ª etapa do AlUla Tour 2026: Yannis Voisard bate Afonso Eulálio sobre a linha de meta e sobe à liderança da geral”


Por: Miguel Marques

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A 3ª etapa do AlUla Tour foi a primeira e única a terminar em subida, potencialmente decisiva para a classificação geral. Várias equipas assumiram a corrida, mas foi a Tudor Pro Cycling a colher os frutos, com Yannis Voisard a vencer a etapa e a assumir a liderança da prova.

A tirada foi maioritariamente plana e, desta vez, o vento não teve influência. Nader Hazazi, Zhe Yie Kee e Muhammad Nur Aiman Bin Rosli formaram a fuga do dia. Os dois últimos, uma dupla malaia, ficaram isolados na dianteira antes da subida final, mas o pelotão fez a junção com 36 quilómetros para o fim, sem sobressaltos.

Sem estradas técnicas ou passagem por localidades, pouco havia motivo para tensão no pelotão. Ainda assim, na última descida do dia ocorreu uma queda a alta velocidade envolvendo um jovem corredor da UAE Team Emirates - XRG, David Stella. O pelotão seguiu depois em linha para a subida decisiva, onde a Team Jayco AlUla tomou a dianteira. Paul Double atacou, seguido por alguns corredores; e, a 2,2 quilómetros da meta, Jan Christen lançou um movimento vindo de trás.

A vitória pareceu ao seu alcance, mas a estrada deserta, larga e exposta induziu vários a gerir mal o esforço. Afonso Eulálio conseguiu fechar o espaço para Christen, com o colega Kevin Vermaerke na roda; porém, nenhum deles concretizou. Após um compasso de espera, Sergio Higuita abriu o sprint, mas acabaria em terceiro, enquanto Yannis Voisard foi o mais forte na chegada em subida, com Eulálio a assegurar o segundo lugar. O suíço é também o novo líder da corrida, com o português em 2º, a 4 segundos.

“Vamos recordar: Nevão histórico marcou Bênção Nacional dos Ciclistas em Fátima em 2006”


Por José Morais

Fotos: Arquivo Revista Notícias do Pedal

Faz hoje precisamente 20 anos que o Santuário de Fátima foi palco de um dos episódios meteorológicos mais marcantes da sua história recente, no dia 29 de janeiro de 2006, quando um intenso nevão atingiu a Cova da Iria, coincidindo com a Bênção Nacional dos Ciclistas. O frio extremo e a queda de neve transformaram por completo o recinto do santuário, criando um cenário raro e memorável para os milhares de peregrinos presentes.


A cerimónia, organizada por Carlos Vieira, da União de Ciclismo de Leiria, reuniu ciclistas de várias regiões do país, que, apesar das condições climatéricas adversas, não deixaram de marcar presença neste momento de fé e devoção. Muitos chegaram a Fátima enfrentando temperaturas negativas, vento cortante e estradas parcialmente cobertas de neve, e muitas cortadas.

A celebração foi presidida por Dom Serafim Ferreira e Silva, bispo emérito de Leiria-Fátima, e teve lugar na Capela das Aparições, onde a neve caiu de forma persistente, cobrindo o recinto e os espaços envolventes. Envoltos em agasalhos, cachecóis, os fiéis assistiram à cerimónia num ambiente de grande recolhimento, marcado pelo silêncio imposto pelo nevão e pela forte sensação de comunhão e sacrifício.


Apesar do frio intenso, a celebração decorreu com solenidade e emoção, reforçando o simbolismo da bênção dos ciclistas como gesto de proteção, perseverança e entrega. Para muitos participantes, o nevão acabou por conferir um significado ainda mais profundo ao encontro, tornando-o inesquecível.


O episódio de 29 de janeiro de 2006 permanece, ainda hoje, na memória coletiva como um dos raros momentos em que a neve se aliou à fé em Fátima, deixando imagens e testemunhos de grande impacto humano e espiritual.

“Resultados Trofeo Ses Salines 2026: Red Bull de Remco Evenepoel impõe derrota à Movistar de Nelson Oliveira”


Por: Miguel Marques

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A primeira aparição competitiva de Remco Evenepoel com as cores da Red Bull - BORA - Hansgrohe dificilmente poderia ter sido mais reveladora.

Num contrarrelógio coletivo plano e exposto no sul de Maiorca, a Red Bull superou a Movistar Team, de Nelson Oliveira, por apenas quatro segundos para vencer o Trofeo Ses Salines, deixando uma declaração imediata no primeiro dia do novo capítulo de Evenepoel após a mudança de inverno da Soudal - Quick-Step.

A formação alemã parou o cronómetro aos 23:55,8, a uma média superior a 59,4 km/h, virando o registo de referência tardio da Movistar Team e assegurando o triunfo numa corrida onde a execução, a coesão e o sangue-frio foram decisivos.

 

Evenepoel assume responsabilidades desde o primeiro momento

 

Desde que a Red Bull desceu a rampa de partida, o papel de Evenepoel foi inequívoco. Em vez de se resguardar na estreia, assumiu de imediato a responsabilidade, fazendo passagens longas e vigorosas à frente à medida que o ritmo subia nos quilómetros iniciais.

Esse compromisso teve consequências visíveis. Com a velocidade sempre altíssima, a Red Bull foi ficando reduzida ao mínimo de quatro corredores exigido para a classificação. Evenepoel olhou para trás nos quilómetros finais à medida que o grupo ficava mais curto, antes de voltar a impor o andamento para estabilizar a formação e recuperar velocidade perdida.

Mais cedo, a Team Jayco AlUla estabelecera a primeira referência de topo com 24:12,6, mas a Movistar elevou a fasquia de forma dramática. Guardando o melhor para o regresso com vento contrário, a equipa espanhola lançou-se à meta em 23:59,5, parecendo por momentos ter garantido a vitória.

A resposta da Red Bull foi implacável. Deram tudo nos quilómetros finais, recuperando o atraso onde mais importava e batendo a Movistar por 3,7 segundos numa das chegadas mais apertadas que a prova viu.

Atrás do duo da frente, a Jayco AlUla completou o pódio em terceiro, enquanto a UAE Team Emirates - XRG foi quarta com 24:14,1, incapaz de recuperar o tempo perdido na fase inicial do esforço. A Tudor Pro Cycling Team seguiu logo a escassas frações em quinto.

Para Evenepoel, o Trofeo Ses Salines - Alcudia ofereceu mais do que uma linha no resultado. Foi o primeiro indicador público de como este novo projeto Red Bull pretende funcionar. Ele foi central, proativo e recebeu a liderança desde o primeiro minuto.

As margens foram ínfimas e a vitória teve um custo visível, mas, como capítulo de abertura, foi mais elucidativa do que definitiva. Ficou a declaração, ficou a referência, e um lembrete precoce de que, se Evenepoel quiser dar o passo seguinte e desafiar Tadej Pogacar no verão, a precisão e a profundidade contarão tanto quanto a potência bruta.

Uma nova era começou, e arrancou a toda a velocidade.

“MUNDIAIS DE CICLOCROSSE 2026: FAVORITOS, AUSENTES, BATALHAS QUE PROMETEM EMOÇÃO E A ESTREIA DE PORTUGAL”


Por: Vasco Simões

Foto: Créditos Getty Images

O coração do ciclocrosse mundial vai bater forte em Hulst entre os dias 30 de janeiro e 1 de fevereiro, quando a elite da modalidade se reunir para os Campeonatos do Mundo UCI 2026. Entre relva, alguma lama, descidas vertiginosas, obstáculos desafiantes e pontes emblemáticas, cada curva e cada sprint prometem drama, adrenalina e emoções fortes. É o palco onde os grandes favoritos vão medir forças e onde Portugal faz a sua estreia oficial num Mundial de ciclocrosse.

O circuito de Hulst tem aproximadamente 3 240 metros por volta, com secções técnicas de relva, descidas rápidas, subidas exigentes e várias pontes que obrigam a mudanças de ritmo constantes. Os obstáculos naturais e artificiais, combinados com zonas de lama e terreno irregular, vão testar ao máximo a técnica, resistência e estratégia dos ciclistas, tornando cada volta imprevisível e espetacular para o público.

No sector de elite masculino, Mathieu van der Poel (Países Baixos) compete em casa e surge como o principal rival a abater. O neerlandês persegue o seu oitavo título mundial após uma temporada absolutamente dominante na Taça do Mundo. Rivais como Thibau Nys, Niels Vandeputte e Tibor Del Grosso prometem lutar por cada centímetro. Já os antigos campeões Wout vans Aert e Tom Pidcock não vão estar presentes nesta edição dos Mundiais por motivos conhecidos. O belga sofreu uma fratura no tornozelo em Mol no início do ano e teve de desistir da competição, enquanto o britânico se encontra no Chile a preparar a próxima temporada de estrada. Esta alteração de dinâmicas de corrida aumenta a expectativa por surpresas, por um lado, e coloca Mathieu van der Poel mais perto do seu objetivo dos oito títulos mundiais, por outro.

No sector feminino, a luta pelo ouro promete ser intensa e imprevisível. Lucinda Brand e Puck Pieterse, ambas dos Países Baixos, chegam embaladas por resultados de topo na Taça do Mundo, com a técnica e a potência necessárias para dominar um percurso exigente. Aniek van Alphen e Amandine Fouquenet completam o lote de candidatas a medalhas, tornando a corrida feminina uma prova imperdível de estratégia e resistência.

A grande novidade deste Mundial é a estreia da seleção portuguesa, que vai colocar Portugal pela primeira vez no mapa do ciclocrosse mundial. Liderada pelo campeão nacional Rafael Sousa (sub 23), a comitiva inclui os juniores Hugo Ramalho e João Vigário, que vão competir sábado e domingo, respetivamente. Para o selecionador Pedro Vigário, o objetivo é ganhar experiência, sentir o ritmo do mais alto nível e representar Portugal com brio, marcando um ponto histórico para a modalidade em território nacional.

Acompanhe toda a ação dos Campeonatos do Mundo de Ciclocrosse, que marca a estreia oficial de Portugal na competição, 30 de janeiro e 1 de fevereiro no Eurosport e na HBO Max.

 

HORÁRIOS:

 

Estafeta Mista

30 de janeiro às 12:30 na HBO Max

 

Juniores Femininos

31 de janeiro às 10:00 na HBO Max

 

Sub-23 Masculinos

31 de janeiro às 12:00 na HBO Max

 

Elites Femininos

31 de janeiro às 14:00h no Eurosport 2 e na HBO Max

 

Juniores Masculinos

1 de fevereiro às 10:00h na HBO Max

 

Sub-23 Femininos

1 de fevereiro às 12:00h na HBO Max

 

Elites Masculinos

1 de fevereiro às 14:00h no Eurosport 2 e na HBO Max

 Fonte: Eurosport

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

“Estamos 100% contra isto” - Líder do sindicato dos ciclistas insurge-se contra passaporte de dados de potência no ciclismo profissional”


Por: Miguel Marques

Em parceria com: https://ciclismoatual.com

Pode visualizar este artigo em: https://ciclismoatual.com/ciclismo/estamos-100-contra-isto-lider-do-sindicato-dos-ciclistas-insurge-se-contra-passaporte-de-dados-de-potencia-no-ciclismo-profissional

 

O sindicato dos ciclistas assumiu uma posição dura contra a criação de um passaporte de dados de potência no ciclismo profissional, com o presidente da CPA, Adam Hansen, a insistir que não há apetite no pelotão para que o conceito avance além da atual fase-piloto.

“Agora estão apenas a testá-lo este ano com quatro equipas, e a posição da CPA é muito clara: somos 100% contra isto e os ciclistas também,” disse Hansen, em conversa com a Domestique.

O projeto está a ser desenvolvido pela International Testing Agency como uma ferramenta de monitorização longitudinal baseada nos ficheiros de potência dos ciclistas, com o objetivo de apoiar o trabalho antidopagem orientado por inteligência e afinar os controlos direcionados.

Mas a preocupação de Hansen não é apenas com a utilização atual dos dados, é também com o caminho que se abre quando a prática se normaliza.

 

O receio de sanções que muda tudo

 

“O que estão a testar este ano são os dados de potência”, contextualizou Hansen. “Os ciclistas têm de submeter todos os dados de potência e depois eles vão analisá-los. Se virem coisas irregulares, então farão mais controlos direcionados ou, talvez no futuro, isto possa também significar uma sanção por si só”.

Essa possibilidade é a linha vermelha para a CPA: um sistema construído a partir de ficheiros de treino e corrida que pode evoluir da análise para as consequências.

 

Voluntário, até deixar de o ser

 

Hansen também questionou como é que um ciclista voluntário se mantém voluntário quando a infraestrutura existe e se criam expectativas em torno do cumprimento.

“Ok, é apenas um teste. É apenas voluntário, mas a minha pergunta é: ‘O que acontece se o ciclista não enviar os seus dados de potência?’”

Acrescentou que as garantias que ouviu não enfrentam o problema de fundo. “E eles dizem: ‘Ah, mas é só um teste’”.

 

Ficheiros em falta, equipamento com falhas e o treino real

 

Hansen apontou a realidade prática de que os dados de potência nem sempre são limpos, completos ou sequer disponíveis, por motivos alheios à intenção. “E se o teu Garmin cai, o que acontece às vezes, e não consegues carregar os ficheiros, ou se o teu Garmin fica sem bateria, isso significa que não podes treinar?”

Para os ciclistas, o risco não é só a chatice técnica, é a forma como a ausência de dados pode ser interpretada. “Há tantos fatores que podem levar um ciclista a não ter os seus dados de treino e, se não os conseguir submeter, isso é um controlo falhado? Porque um teste falhado é muito grave”.

 

Porque os dados de potência não são um passaporte biológico

 

Hansen contrapôs a proposta ao passaporte biológico, que assenta em marcadores biológicos consistentes e não em números de desempenho que variam consoante o contexto. “Com o teu sangue, os valores mantêm-se muito consistentes, por isso o passaporte biológico não é uma má ideia”, disse. “O problema com os dados de potência é: como é que eles sabem o que os ciclistas estão a fazer?”

Argumentou que, sem visibilidade do plano por trás dos números, os dados podem induzir em erro em vez de esclarecer. “E se o teu treinador te manda pedalar a 80% durante três semanas e depois diz que amanhã vais pedalar a 120% por um período mais curto? Sem conhecer o plano de treino dado pelo treinador, como é que sabem o que o ciclista está a fazer?”.

E questionou as bases de qualquer suposta linha de referência construída a partir de um contexto incompleto. “E estão a criar uma linha de base para o atleta a partir dessa zona fácil, mas essa não é a verdadeira linha de base”.

 

A pressão mais ampla sobre os ciclistas

 

Hansen enquadrou ainda o debate no que já é exigido aos ciclistas no dia a dia. “Isto só acrescenta stress extra aos atletas. Para mim, está a tornar-se demais. E é por isso que se vê estes mais jovens a entrarem em burnout. Não aguentam”.

Para já, o projeto da ITA mantém-se como piloto, envolvendo um número limitado de equipas. Mas a mensagem de Hansen é que a direção de marcha importa tanto quanto o âmbito atual, sobretudo se os ficheiros de desempenho começarem a acarretar consequências em vez de apenas informar os controlos.

Ficha Técnica

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