Por: Miguel Marques
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O Campeonato do Mundo de
ciclocrosse de 2026 coroou, novamente, Lucinda Brand com a camisola arco-íris.
A corrida das elites femininas teve um pódio totalmente neerlandês, com a
dominadora da época a conquistar o seu segundo título mundial. Em Hulst, foi
acompanhada no pódio por Ceylin del Carmen Alvarado e Puck Pieterse.
A prova começou com a seleção
neerlandesa a ocupar a dianteira, como era expectável. O traçado técnico em
Hulst não favoreceu grandes manobras táticas, mas sim diferenças desde o tiro
de partida, fruto da explosividade do circuito e das frequentes subidas e
descidas em taludes e rampas.
Puck Pieterse, Ceylin del
Carmen Alvarado e Blanka Kata Vas abriram rapidamente um fosso para o restante
pelotão, mas foram alcançadas por Lucinda Brand pouco depois. A húngara cedeu e
a luta pela vitória e pelas medalhas parecia ficar restrita às neerlandesas;
contudo, o cenário mudou quando Puck Pieterse sofreu uma queda aparatosa numa
das secções de taludes.
Marion Norbert Riberolle, no
grupo perseguidor, foi desclassificada após empurrar Kristyna Zemanova, depois
de ambas colidirem e caírem já na fase final da corrida. Entretanto, na frente,
a decisão começou a desenhar-se quando, sensivelmente na mesma altura, um erro
de Ceylin del Carmen Alvarado fez aumentar a diferença entre as duas e, logo a
seguir, Brand ampliou-a de forma decisiva.
Apesar de, nas últimas
semanas, a diferença de força entre as três se ter equilibrado, Brand garantiu
o triunfo nos Mundiais, o segundo depois do alcançado em 2021. Ceylin del
Carmen Alvarado foi segunda e Puck Pieterse conseguiu recompor-se para assegurar
a medalha de bronze. Amanhã, Mathieu van der Poel será o principal favorito à
vitória na corrida de elite masculina, numa edição que pode proporcionar aos
Países Baixos outro conjunto de triunfos incontestados.

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