domingo, 5 de agosto de 2018

“VOLTA A PORTUGAL/RAÚL ALARCÓN: «TEMOS DE ESTAR SEMPRE MUITO ATENTOS»”

Espanhol aumentou a vantagem na liderança

Por: Lusa

Foto: EPA

O espanhol Raúl Alarcón (W52-FC Porto) considerou este domingo que tem de continuar a estar atento a todos os adversários, apesar de ter aumentado a vantagem na liderança da Volta a Portugal em bicicleta.

"É verdade que tenho mais tempo, mas temos de estar sempre muito atentos, porque são bons corredores e temos de estar sempre muito atentos a eles", referiu Alarcón, no final da etapa rainha desta Volta a Portugal.

O vencedor da Volta a Portugal venceu nas Penhas da Saúde, no final da quarta etapa, e aumentou a vantagem na liderança, que é agora de 52 segundos sobre o português Jóni Brandão (Sporting-Tavira) e 1.41 sobre o espanhol Vicente García de Mateos (Aviludo-Louletano).

Sobre quem será o seu principal adversário até ao final da corrida, Alarcón diz que Jóni Brandão "agora é o mais próximo".

"Temos de não o deixar fugir como hoje. Hoje estava um bocado mais difícil, mas no final consegui apanhá-lo e ganhar um pouco mais de tempo", referiu.

O dia da W52-FC Porto acabou por não ser perfeito, porque deixou de ter um plano B para a conquista da geral, em especial depois da quebra do espanhol Gustavo Veloso, que perdeu mais de 15 minutos.

"Agora só temos uma peça para mexer, que sou eu. Outras vezes tínhamos o Toni [António Carvalho], o Gustavo, com o Rui [Vinhas] estava eu. Fica um bocado mais difícil", afirmou.

Apesar de estar a 52 segundos da liderança, Jóni Brandão não atira a toalha ao chão, até porque nesta edição da Volta a Portugal "todos os dias são duros".

"Até ao final da Volta ainda há muita montanha e esperamos ter força para continuar a atacar para conseguirmos o que queremos, que é vencer a Volta a Portugal", garantiu.

Para o ciclista leonino, a luta pela amarela "não está reduzida a dois, porque ainda há alguns ciclistas que podem lutar pela vitória".

Vicente García de Mateos lamentou não ter conseguido seguir Jóni Brandão e Raúl Alarcón, deixando críticas a alguns ciclistas que estavam no mesmo grupo que ele.

"Mas é a mesma história de sempre, ficam na roda os portugueses, não puxam nem um metro. Não sei a que jogam. Jogam para ser quintos ou sextos na geral. Não sei se esse objetivo está bom para eles. Para mim não, já o demonstrei e vou continuar a demonstrá-lo até ao final da Volta", referiu.

Fonte: Record on-line

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