segunda-feira, 16 de maio de 2016

“Grande Prémio do Dão”

Corredores de referência do pelotão nacional pedalam no Dão

A segunda edição do Grande Prémio do Dão vai levar os melhores ciclistas do pelotão português aos concelhos de Mangualde, Penalva do Castelo, Nelas e Viseu, nos dias 28 e 29 de maio.

A prova terá três etapas e um total de 239,4 quilómetros, esperando-se uma disputa acesa pela vitória até ao último metro. O pelotão contará com os corredores de referência do pelotão nacional. Entre os corredores pré-inscritos estão os três primeiros da Volta a Portugal de 2015 – Gustavo César Veloso (W52-FC Porto), Joni Brandão (Efapel) e Alejandro Marque (LA Alumínios-Antarte) – e os três mais pontuados no ranking nacional da presente época – Rafael Reis (W52-FC Porto), David de la Fuente e Jesús Ezquerra (Sporting-Tavira).

A competição arranca, no dia 28 de maio, com a mais longa das etapas. Os corredores vão pedalar ao longo de 163,3 quilómetros, entre Mangualde, de onde partem às 12h30, até Penalva do Castelo, onde termina a viagem, na segunda passagem pela meta, cerca das 16h30. Pelo caminho vão passar por duas metas volantes e por três prémios de montanha. A última subida pontuável, de segunda categoria, em Sezures, a 7,3 quilómetros do final, deve ser palco de ataques que poderão ser decisivos na luta pela camisola amarela.

O dia 29 de maio acolhe uma jornada dupla de ciclismo. De manhã, Nelas será o centro nevrálgico do Grande Prémio do Dão, recebendo a partida, 9h30, e a chegada, cerca das 11h00, da segunda etapa, que terá 66 quilómetros. Uma meta volante e dois prémios de montanha vão animar a etapa antes da luta pela vitória.

A prova encerra em Viseu, com um contrarrelógio individual de 10,1 quilómetros, com início às 15h00. A chamada “prova da verdade” poderá ser determinante para encontrar o vencedor, caso os ciclistas todo o terreno não consigam, nas duas etapas iniciais, afastar os contrarrelogistas dos postos cimeiros.

Estarão presentes todas as formações profissionais e todas as equipas de clube portuguesas. Ainda decorrem contactos com colectivos estrangeiros, que deverão enriquecer o pelotão da prova, elevando o número de equipas presentes para 17.  


A corrida foi apresentada na manhã desta segunda-feira, no Solar do Vinho do Dão, em Viseu. “Este Grande Prémio projeta a modalidade numa região que gosta de ciclismo, mas também promove o vinho do Dão e a atividade turística, além de ter o significado de unir os quatro municípios mais ligados à produção do vinho do Dão”, salientou o edil viseense, Almeida Henriques, durante a cerimónia de apresentação.

O presidente da Câmara Municipal de Mangualde, João Azevedo, disse “acreditar que este tipo de eventos são fundamentais para atrair gente e turismo. Em 2016 espera-se uma prova mais rica em termos de nomes presentes, o que acresce à presença do Sporting e do FC Porto no pelotão, pelo que vamos atrair ainda mais público”, frisou.

“Nelas está sempre presente em qualquer iniciativa ligada ao Dão. O próprio vinho do Dão significa desenvolvimento e promoção da região, mas o desporto é um veículo privilegiado para desenvolvimento económico dos nossos territórios”, considera o presidente da Câmara Municipal de Nelas, José Borges da Silva.

O vice-presidente da Câmara de Penalva do Castelo, José Laires, manifestou a vontade de que o Grande Prémio do Dão “possa dar ainda mais visibilidade à região no futuro. Talvez possa evoluir para uma prova internacional, aumentando a notoriedade do Dão nacional e internacionalmente”.

A presidente da Associação de Ciclismo de Viseu, Ana Paula Tomás, afinou pelo mesmo diapasão: “Quem sabe se um dia esta prova não será internacional para podermos ter no pelotão o viseense Nuno Bico”. Ana Paula Tomás apresentou a edição deste ano da corrida e valorizou a parceria com a APPDA, instituição de apoio a crianças autistas, que fará uma caminhada integrada no programa do Grande Prémio do Dão.

“O ciclismo consegue unir regiões e é muito eficaz a afirmar marcas e regiões. O Grande Prémio do Dão é uma marca que começa a consolidar-se”, declarou o presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, Delmino Pereira.

Fonte: FPC

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