Por: José Morais
O dia foi de susto, garra e
surpresa para Afonso Eulálio na 18.ª etapa da Volta a Itália. O jovem português
da Bahrain Victorious caiu, recuperou, atacou duas vezes e terminou integrado
no pelotão, segurando o top‑5 da
geral e a camisola branca, símbolo do melhor jovem da prova.
Apesar da exibição
impressionante, o diretor desportivo da Bahrain Victorious, Franco Pellizotti,
admitiu que os ataques do português não estavam no plano inicial.
Da queda
ao ataque: o filme da etapa
A cerca de 50 quilómetros da
meta, Eulálio caiu ao tentar agarrar um saco na zona de abastecimento.
Pellizotti confessou que não percebeu a decisão:
“Talvez a velocidade não fosse
elevada e ele tenha pensado em agarrá-lo, mas não foi uma boa ideia”, comentou
o italiano à Eurosport.
O figueirense de 24 anos ficou
atrasado, mas reentrou no pelotão 15 quilómetros depois. Já nos quilómetros
finais, lançou dois ataques, o último deles apenas anulado a 2.000 metros da
meta.
Reação da
Bahrain: elogios… e surpresa
Pellizotti reconheceu que o
final de etapa do camisola branca foi “excelente”, mas sublinhou que a
estratégia era outra:
“Pensámos que tínhamos de
vigiar Narváez, porque nestes finais o Afonso é ótimo. Ele tentou,
provavelmente não foi a melhor ideia, mas mentalmente é melhor assim.”
O diretor reforçou ainda que a
equipa não esperava que Eulálio atacasse depois da queda.
Classificação
e impacto na geral
Eulálio terminou com o mesmo
tempo do vencedor, o francês Paul Magnier, mantendo o 5.º lugar da geral, a
5m40s do líder, o dinamarquês Jonas Vingegaard.
O que vem
aí: duas etapas decisivas
As próximas jornadas prometem
ser duríssimas, incluindo a passagem pelo mítico Passo Giau, a 2.305 metros de
altitude.
Pellizotti
deixou um aviso:
“Ele nunca fez duas etapas
assim consecutivas, e ainda por cima a lutar pela geral. Está em boa forma,
veremos como reage à queda.”

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