terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

“Volta ao Algarve 2026: Modernização, adrenalina e confronto de estrelas do ciclismo”


Informações e convite de apresentação a chegarem tarde

 

Por: José Morais

A Volta ao Algarve arranca esta quarta-feira, prometendo cinco dias de pura adrenalina e competição de alto nível. A primeira etapa liga Vila Real de Santo António a Tavira, enquanto a última, no domingo, culmina na temida subida ao Alto do Malhão, palco de decisões dramáticas que podem definir o vencedor da prova.

A corrida algarvia, já considerada um ícone no calendário internacional, chega a esta edição com novidades estratégicas. “A apresentação oficial da Volta aconteceu apenas na véspera do início da mesma, e chegou à nossa redação pelas 20h30, um convite enviado por e-mail para marcar presença no Algarve”.

Após o fim da parceria com a Podium, a Volta ao Algarve aposta numa nova direção com Ezequiel Mosquera à frente, numa estratégia definida pela Federação Portuguesa de Ciclismo para “modernizar e profissionalizar” a prova. A intenção é elevar a corrida ao mesmo patamar das competições europeias mais prestigiadas, com logística refinada, cobertura internacional e experiência aprimorada para atletas e público.

A competitividade promete ser feroz: ciclistas de renome mundial vão medir forças com talentos nacionais, numa corrida onde cada sprint, cada curva e cada subida pode alterar o resultado final. Para a região do Algarve, o evento é também um motor de visibilidade global e economia turística, mostrando praias, estradas e cidades históricas a milhões de espectadores.

Esta edição não é apenas uma prova de resistência física, mas um verdadeiro espetáculo de estratégia, coragem e superação. Quem conseguirá dominar o Alto do Malhão? Quais surpresas os jovens talentos portugueses ainda nos vão revelar? Entre modernização e tradição, a Volta ao Algarve 2026 promete deixar a sua marca na história do ciclismo nacional e internacional.

"Modernizada e profissionalizada": 52.ª Volta ao Algarve pronta para ir para a estrada”


Os pedais ainda não trabalham, mas pode bem dizer-se que a 52.ª Volta ao Algarve em bicicleta já arrancou. Um composto Salão Nobre da Câmara Municipal de Albufeira recebeu esta terça-feira a conferência de imprensa de lançamento da prova, com a presença de três dos protagonistas: João Almeida (UAE Team Emirates XRG), Juan Ayuso (Lidl-Trek) e Afonso Silva (Team Tavira / Crédito Agrícola).

Vice-presidente da Câmara Municipal de Albufeira, Jorge Carmo abriu as hostilidades na cerimónia. O autarca afirmou que a Algarvia “é muito mais do que uma prova desportiva”. “Os atletas levam daqui boas recordações”, acrescentou.

 

Uma ligação para “modernizar e profissionalizar”

 

Por sua vez, o presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, Cândido Barbosa, sublinhou a parceria com Ezequiel Mosquera, o novo diretor da Volta ao Algarve, uma ligação que permite “modernizar e profissionalizar” o evento. “Desejo aos atletas as maiores felicidades”, referiu.

“Quero salientar que aterrámos aqui há cerca de um mês e pouco, mas houve um trabalho muito intenso, com a colaboração de todos. Espero que o feedback seja positivo e que seja mais uma edição de êxito, da nossa parte houve muito trabalho”, prosseguiu depois Ezequiel Mosquera.

Por sua vez, a vice-presidente da Região de Turismo do Algarve defendeu que a Algarvia é já uma corrida “emblemática e fundamental” para a região. Por isso, o organismo “não podia deixar de associar-se”. 


 

Privilégio e concorrência forte

 

João Almeida foi segundo classificado há um ano, e garante que está novamente no Algarve para ganhar. No entanto, a concorrência é forte, diz: “Venho para dar o meu melhor, sabemos que a concorrência é forte. Estamos com boas sensações, preparados e esperemos que corra tudo bem”.

Juan Ayuso vai estrear-se pela Lidl-Trek no Algarve, ele que também está em estreia na corrida portuguesa. O jovem espanhol comentou que está é uma prova que “tem tudo, é completa e muito boa para preparar a época”.

Afonso Silva foi o representante das equipas portuguesa. O ciclista de 25 anos assumiu que é “um privilégio” fazer parte do evento e que “correr em casa é muito especial”. “Vamos tentar representar ao máximo as nossas cores, esperemos que seja uma corrida positiva”, concluiu.

A Volta ao Algarve tem início esta quarta-feira, com a etapa que liga Vila Real de Santo António a Tavira. No domingo, a última etapa termina com a subida ao Alto do Malhão.

 

Horários 

 

18/02 | Vila Real de Santo António - Tavira | 183.5 km | 12h00-16h27

19/02 | Portimão - Foia | 147.2 km | 12h45-16h25

20/02 | Vilamoura - Vilamoura (CRI) | 19.5 km | 13h05 (provisório)

21/02 | Albufeira - Lagos | 175.1 km | 11h00-15h20

22/02 | Faro - Malhão | 148.4 km | 12h05-15h42

Mais informação em www.voltaaoalgarve.com

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Estava a tentar tirar o casaco. De repente, havia 30 homens na frente” - Tom Pidcock lamenta erro que lhe saiu caro na Clásica Jaen”


Por: Miguel Marques

Em parceria com: https://ciclismoatual.com

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Thomas Pidcock identificou um único momento de má avaliação como o ponto de viragem no seu desafio na Clásica Jaen Paraiso Interior, após falhar o movimento decisivo enquanto ajustava a roupa antes dos primeiros setores de terra.

Em vez de apontar às pernas ou à forma, Pidcock foi claro: a corrida escapou-lhe por posicionamento e timing, num momento em que o pelotão estava nervoso e a fuga finalmente se formava.

“Acho que quando falhei o movimento no início”, disse em conversa com a Cycling Pro Net no pós-corrida. “Para ser honesto, pensei que a minha corrida tinha acabado nesse ponto. Mas a Soudal - Quick-Step deixou a diferença curta o suficiente para podermos fechar. Consegui entrar na subida pela primeira vez e voltámos à corrida. Mas o Tim já tinha ido. A minha equipa foi incrivelmente forte hoje, mas o Tim Wellens foi mais forte”.

Essa sequência definiu a tarde de Pidcock. Um erro que pareceu momentaneamente terminal foi parcialmente corrigido pelo esforço coletivo, mas quando voltou à discussão, a corrida já estava moldada à frente.

 

Um momento perdido na transição para a gravilha

 

Pidcock detalhou como tudo aconteceu, explicando que a longa demora na formação da fuga e a proximidade dos setores de gravilha criaram uma fase de transição caótica.

“Acho que, como a fuga estava a demorar tanto a sair e estávamos a aproximar-nos da gravilha, era claro que não haveria um momento fácil”, avaliou. “Precisava de tirar a roupa com que comecei porque estava muito frio esta manhã. Houve um grande grupo que saiu, eu tentei fechar, e depois estava a tentar tirar o casaco. De repente, havia uns 30 homens na frente e eu falhei. Foi uma dessas coisas, um erro, mas felizmente consegui voltar à corrida”.

O esforço de recuperação que se seguiu manteve-o na luta por um resultado, mas não pelo controlo. Quando a corrida estabilizou, a iniciativa já tinha mudado decisivamente para outro lado.

 

Satisfação com realismo

 

Apesar do segundo lugar, Pidcock não encarou o resultado como uma oportunidade perdida, antes como um lembrete de como pequenos erros pesam em corridas decididas por posicionamento e números.

“Sim, não está mal”, atirou. “Mas como digo, cometi um erro. A minha equipa foi super forte hoje, o que me deixa muito contente. Acho que me senti bem, mas os dias em Múrcia não foram ideais com o cancelamento de corridas, viagens e tudo o resto. Por isso, sabe bem meter uma boa corrida nas pernas agora antes da Andaluzia na próxima semana ou esta semana”.

Foi também franco quanto à dificuldade de correr contra uma equipa capaz de controlar vários cenários em simultâneo. “Mérito para a UAE”, acrescentou. “Disse antes da partida que seria muito difícil batê-los. Têm tantos homens fortes e, com a superioridade numérica, é muito complicado fazer alguma coisa”.

Para Pidcock, a Clásica Jaén acabou por ser uma corrida de recuperação e não de execução. A forma estava lá, o apoio da equipa foi forte, mas um momento de desconcentração no pior minuto revelou-se decisivo.

“Evenepoel impõe lei do cronómetro e assume o comando da UAE Tour numa exibição de força absoluta, Afonso Eulálio fica em 123º lugar”


A Volta aos Emirados Árabes Unidos ganhou um dono anunciado logo à segunda etapa. Remco Evenepoel voltou a deixar claro porque é considerado o melhor contrarrelogista do pelotão mundial ao vencer, de forma autoritária, o contrarrelógio individual e saltar para a liderança da geral da Volta aos Emirados Árabes Unidos.

Ao serviço da Red Bull-BORA-hansgrohe, o belga percorreu os 12,2 quilómetros na ilha de Hudayriyat Island em apenas 13.03 minutos, voando a uma média superior a 56 km/h números que explicam, por si só, a dimensão da sua superioridade.

Nem o jovem talento britânico Joshua Tarling, segundo classificado a seis segundos, nem o experiente francês Rémi Cavagna, terceiro a 12, conseguiram ameaçar a marcha triunfal do campeão belga, tricampeão mundial e campeão olímpico da especialidade.

Quem saiu claramente penalizado foi o anterior líder da geral, o mexicano Isaac del Toro (UAE Emirates), que terminou apenas no 27.º lugar, a 42 segundos do vencedor, perdendo a camisola de líder logo no primeiro grande teste individual da prova.

No que diz respeito às cores nacionais, o português Afonso Eulálio (Bahrain Victorious) fechou o dia na 123.ª posição, gastando mais 1.36 minutos do que Evenepoel, numa jornada especialmente exigente para os especialistas menos talhados para o esforço solitário.

Este foi o sexto triunfo individual da temporada para o belga ao qual se junta ainda um sucesso coletivo no Troféu Ses Salines confirmando um início de ano avassalador nesta nova etapa da sua carreira. Evenepoel lidera agora a classificação geral com seis segundos de vantagem sobre Tarling e 12 sobre Cavagna.

A próxima etapa promete novo capítulo decisivo: na quarta-feira, o pelotão enfrenta 183 quilómetros entre Umm al Quwain e o alto de Jebel Mobrah, com uma contagem de montanha de primeira categoria. Será o primeiro grande teste em subida e a oportunidade para perceber se alguém conseguirá travar um Evenepoel que, para já, parece pedalar a um ritmo fora do alcance dos rivais.

“João Almeida aponta à consagração no Algarve e assume Ayuso e Lipowitz como principais ameaças”


Por: José Morais

Vencer a Volta ao Algarve é um objetivo assumido e antigo de João Almeida, que chega à 52.ª edição da prova em clara boa forma e determinado a lutar pelo triunfo. O ciclista português identifica o espanhol Juan Ayuso e o alemão Florian Lipowitz como os adversários mais perigosos numa corrida que ambiciona conquistar pelo menos uma vez na carreira.

“Usar o dorsal número um é sempre motivador. Sabemos que ganhar será difícil, mas o objetivo é claramente lutar pelo primeiro lugar”, afirmou o corredor da UAE Team Emirates, em declarações à Lusa e à Rádio Renascença.

Na ausência do campeão em título, Jonas Vingegaard, e da sua equipa Visma–Lease a Bike, coube a João Almeida, segundo classificado da edição anterior, assumir o dorsal mais simbólico da prova. Um estatuto que, garante, não lhe acrescenta pressão.

“Ganhar a Volta ao Algarve é algo que gostava muito de riscar da lista. O segundo lugar do ano passado ficou-me atravessado estive perto, mas ao mesmo tempo longe”, confessou o melhor voltista português da atualidade.

A edição de 2026 arranca quarta-feira, em Vila Real de Santo António, e termina domingo no alto do Malhão, em Loulé. Para Almeida, o percurso mais exigente favorece os trepadores e pode ser decisivo. “A Fóia está mais dura, há duas passagens no Malhão e um contrarrelógio plano, mas diferente do habitual. No geral, é um percurso que me agrada.”

Entre os principais rivais, João Almeida destaca Juan Ayuso, que se estreia no Algarve pela Lidl-Trek, e Florian Lipowitz, terceiro classificado do último Tour. “E haverá certamente mais corredores perigosos, alguns que até me posso estar a esquecer”, admitiu.

O português chega ao Algarve embalado por um segundo lugar na Volta à Comunidade Valenciana, primeira prova da temporada, onde terminou a 31 segundos de Remco Evenepoel. “O percurso não era totalmente à minha medida, mas senti-me muito bem. A forma está lá e isso deixa-me confiante.”

Vice-campeão da última Vuelta, João Almeida contará com o apoio dos compatriotas António Morgado, Rui Oliveira e Ivo Oliveira, e mostrou-se igualmente atento às novidades estratégicas do percurso, nomeadamente os sprints intermédios. “Podem criar situações imprevisíveis, com fugas ainda na estrada. Temos de nos adaptar.”

Mais do que um objetivo isolado, vencer no Algarve pode ser um passo importante rumo à principal meta da época: o Giro d'Itália, que decorre entre 8 e 31 de maio. “Começar bem a época dá sempre confiança. Até ao Giro ainda há corridas importantes e espero ganhar mais.”

Na Volta a Itália, João Almeida voltará a medir forças com Vingegaard, que o superou na Vuelta. “É um adversário duríssimo. Estivemos perto de o bater e isso já é motivo de orgulho. O objetivo agora é continuar a evoluir para tentar ganhar.”

O português reconhece que a presença do dinamarquês no Giro era expectável. “Se não fosse, melhor. Mas o facto de ele ir, torna a corrida mais dura e mais controlada. Para mim, isso também é positivo. Acredito que será um grande Giro.”

“A Volta 26 FEMININA DE CARREFOUR.ES TERÁ INÍCIO NA GALÍCIA”


Por: Daniel Peña Roldán

 

 Pontos-chave:

 

• A Galiza vai acolher o Início Oficial da Volta Feminina 26 até Carrefour.es a 3 de maio.

• A visita completa será apresentada a 9 de março às 19h00 no Auditório Municipal de Ribeira, na Corunha.

A Galiza será o ponto de partida da Volta Feminina 26 até Carrefour.es a 3 de maio. A comunidade galega assumirá o testemunho de Barcelona como local do Início Oficial da corrida feminina que celebrará a sua quarta edição em 2026.

O território galego, cenário habitual da Vuelta, já acolheu o Ceratizit Challenge by La Vuelta em 2021, cujas quatro etapas dessa edição decorreram inteiramente na Galícia.

A organização irá revelar o percurso da Volta Feminina 26 Carrefour.es numa gala que terá lugar a 9 de março às 19h00 no Auditório Municipal de Ribeira (Av. Constitución 2, 15960 Ribeira, A Corunha). O evento será transmitido na RTVE e nos canais digitais da Volta Feminina pela Carrefour.es.

Fonte: Unipublic

“Volta ao Algarve apresentada, rivalidade com Juan Ayuso, mas saudável diz João Almeida e vai ser bom correr um contra o outro em equipas distintas os principais favoritos nesta volta”


Por: José Morais

A 52.ª edição da Volta ao Algarve foi oficialmente apresentada esta terça-feira, na Câmara Municipal de Albufeira, e desde logo ficou claro que a prova arranca com um ingrediente especial: o primeiro duelo direto entre João Almeida e Juan Ayuso desde que deixaram de partilhar as mesmas cores na UAE Emirates. Agora em equipas diferentes, português e espanhol assumem-se como os principais protagonistas de uma algarvia que promete emoção até ao último quilómetro.

Vice-campeão em 2023, apenas batido por Jonas Vingegaard (ausente nesta edição), João Almeida encara a corrida “de casa” com ambição e serenidade. “É uma rivalidade saudável e vai ser bom correr um contra o outro. Vamos gostar”, afirmou o corredor luso, de 27 anos, durante a conferência de imprensa. “O Juan é muito forte. Somos ciclistas semelhantes. Talvez ele seja um pouco melhor no contrarrelógio, mas na montanha estamos muito próximos. Vai ser uma grande corrida.”

Depois de um segundo lugar recente na Volta à Comunidade Valenciana, Almeida garante chegar ao Algarve com boas sensações. “Ganhar nunca é fácil, ainda mais com um pelotão tão forte, mas estamos preparados. A Volta ao Algarve tem enorme prestígio internacional e, sendo em Portugal, tem sempre um sabor especial. Sentir o apoio das pessoas faz a diferença.” Curiosamente, o português confessou não ter presente a última vitória nacional na geral da prova, conquistada por João Rodrigues em 2021.

Do outro lado está Juan Ayuso, que se estreia em Portugal como sénior e inicia uma nova fase da carreira com a Lidl-Trek. O espanhol mostrou-se confortável no novo contexto e destacou a afinidade com Almeida. “Somos muito parecidos na forma como lidamos com a pressão. Somos calmos, até dentro do autocarro… só que agora será a primeira vez que estaremos em autocarros diferentes”, disse, com um sorriso. Para Ayuso, a Volta ao Algarve “é uma corrida muito completa”, ideal para testar todas as capacidades: “Tem contrarrelógio, duas chegadas em alto bem distintas e etapas para sprinters onde também haverá muita tensão.”

A prova arranca esta quarta-feira em Vila Real de Santo António e percorre 673,7 quilómetros até à consagrada chegada ao Alto do Malhão, no domingo. Pelo meio, a grande novidade está reservada para quinta-feira, com a subida à Fóia por uma vertente inédita, mais exigente e seletiva.

“É a etapa que melhor se adapta a mim”, reconheceu João Almeida. “A Fóia está mais dura este ano, encaixa bem nas minhas características e nas do Juan. O contrarrelógio é ideal para especialistas puros e o Malhão também é muito exigente. Tudo pode acontecer.” Ayuso concorda e reforça: “É uma subida muito dura. Será o dia onde mais diferenças podem ser feitas.”

Com dois dos maiores talentos do ciclismo mundial frente a frente, em terreno conhecido e com novas variantes no percurso, a Volta ao Algarve ganha um enredo digno de clássico moderno uma rivalidade jovem, saudável e com potencial para marcar o início da temporada europeia.

“Seleção Nacional de BTT disputa Shimano Super Cup Massi em Banyoles no fim de semana”


Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

Foto: Hugo Delgado - Lusa / COP / FPC

Este fim de semana, dias 21 e 22 de fevereiro, a Seleção Nacional de BTT vai disputar mais uma vez a Shimano Super Cup Massi – Banyoles (Girona), em Espanha, uma corrida lendária, num dos mais prestigiados circuitos de XCO do mundo, sendo uma competição de BTT XCO de categoria HC. Do total dos oito convocados fazem parte quatro juniores masculinos, que vão competir na UCI XCO Junior World Series.

Pedro Vigário, selecionador nacional de BTT, convocou oito atletas para integrar a comitiva portuguesa que vai representar a nação. Os atletas Rafael Sousa (Feira dos Sofás / Boavista) e João Fonseca (Clube BTT Matosinhos) vão competir na categoria Sub-23. Já os Juniores Hugo Ramalho (Guilhabreu MTB Team), João Vigário (DOMARSA / Santa Cruz / Bicicastro), Rodrigo Matos (BilaBiker’s Cycling Team) e Pedro Galvão (Triumtérmica / Águias de Alpiarça) vão desafiar-se na Junior World Series. Todos vão correr no sábado, dia 21, os Sub-23 começam às 14h30 e os Juniores às 16h30 (menos uma hora em Portugal).

No domingo é a vez de entrarem em ação as femininas, às 10h40 (9h30 em solo nacional). São elas a Elite Raquel Queirós (Team Farto – BTC) e a Sub- 23 Beatriz Guerra (Guilhabreu MTB Team).

“Trata-se de uma corrida internacional, de categoria HC, sendo das mais importantes, daí o nosso interesse em participar. É uma oportunidade para os Sub-23 e Elites conquistarem alguns pontos importantes para o seu ranking UCI. Sabemos que esta prova tem todos os anos um leque de participantes muito forte, com alguns dos melhores do mundo nas categorias em competição. Contudo, encarámos sempre esta corrida como um marco importante do início da época, porque vai-nos permitir competir ao mais alto nível e testarmo-nos com alguns dos melhores corredores de BTT da atualidade”, explicou Pedro Vigário.

A jornada da Seleção Nacional de BTT começa esta terça-feira, dia 17, com a chegada de toda a equipa, atletas e staff, ao Anadia Sports Center, em Anadia. Dia 18 vai haver treino durante a manhã e no início da tarde a comitiva segue viagem em direção a Espanha.

A Shimano Super Cup Massi – Banyoles é a principal corrida do campeonato (no total são sete) e uma “paragem obrigatória” no calendário de muitos dos melhores corredores do mundo em XCO, a disciplina olímpica do BTT.

Esta prova tornou-se um verdadeiro clássico do XCO, onde a cidade catalã de Banyoles, também conhecida como “Catedral do MTB”, vai vestir-se novamente de gala para celebrar um momento muito especial. Uma vitória em Banyoles é um dos feitos que todos os atletas desejam ter no seu currículo. A Shimano Super Cup Massi – Banyoles tem um lugar privilegiado no calendário, sempre no início da temporada, representando uma das primeiras oportunidades para viver algumas das grandes batalhas do ano.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

“Talvez seja isso que leva as pessoas a perder a cabeça” - Ciclista espanhol sobre a mentalidade 'adaptar ou morrer' no ciclismo profissional atual”


Por: Miguel Marques

Em parceria com: https://ciclismoatual.com

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Correr ao mais alto nível é hoje mais duro do que nunca no ciclismo profissional, como dizem muitos corredores, entre eles Sergio Samitier, da Cofidis, que oferece uma perspetiva diferente sobre o teto salarial, a preparação necessária só para integrar o pelotão e a forma como as equipas se adaptam à dominação de Tadej Pogacar, Remco Evenepoel e congéneres.

“Quanto ao teto salarial, não sei, não sou eu que decido. É claro que, como em todos os desportos, quanto maior o orçamento, melhores são os corredores, a infraestrutura, o equipamento… tudo é melhor. Faremos as coisas com humildade, com o que temos e até onde pudermos ir. Não me posso comprometer demasiado, mas, da minha posição, eu implementá-lo-ia”, afirmou Samitier numa entrevista ao Marca.

Samitier correu entre 2020 e 2024 na Movistar e desde 2025 integra a Cofidis. No primeiro ano com a equipa espanhola mostrou-se um trepador talentoso, com potencial para especialista de Grandes Voltas, ao terminar em 13º na Volta a Itália; porém, ao longo dos anos o nível disparou e não voltou a replicar tais resultados.

O corredor de 30 anos disputou duas vezes a Volta a Espanha e três a Volta a Itália, mas ainda não se estreou na Volta a França. Também não está nos planos deste ano, apesar de a agora despromovida Cofidis ter convite automático para a corrida. “Quero estar na Vuelta, porque é uma prova de que gosto muito. Deixaremos o Tour para os nossos amigos franceses. Tenho a certeza de que haverá representação espanhola, e tenho a certeza de que farão melhor do que eu”.

 

Correr contra Pogacar

 

O foco dele e da equipa incidirá nas corridas sem os “cabeças de cartaz”. Na Cofidis, há poucas expectativas de vencer provas onde estejam os melhores desta geração, e a estratégia não passa por enfrentá-los diretamente.

“Bem, criando um calendário alternativo ao do Pogacar. Sabemos que, quando ele está, é muito difícil. Pogacar, Evenepoel… mas enfim, temos de fazer o nosso melhor”, explica. “E se o Pogacar ganhar, lutaremos pelo segundo lugar”.

Ainda assim, o espanhol não vê a dominação de Pogacar como negativa para a modalidade, antes pelo contrário: “Acho que o ciclismo está em alta. O efeito Pogacar trouxe muito mais gente ao desporto. Antes, era o Giro, o Tour e a Vuelta. Agora as pessoas seguem mais eventos. Temos de encontrar um equilíbrio”.

 

Exigências de ser profissional

 

Samitier tem contrato até 2027, mas sabe que, para se manter em alto nível, tem de se adaptar continuamente às novas tecnologias, métodos de treino e nutrição que evoluem sem parar para extrair o máximo dos corredores.

“O ciclismo mudou muito. Agora sobem-se as montanhas a potências incrivelmente altas e ninguém é deixado para trás. Toda a gente treina muito mais. O nível médio é tão elevado que agora é muito difícil”, continua. Apesar de ser um corredor de segunda divisão, uma figura modesta dentro da equipa francesa, sublinha as exigências para se manter competitivo no pelotão World Tour.

“Tudo é levado ao limite. Chegas a casa e ainda tens de cuidar de ti: câmara de hipóxia (para replicar altitude), peso, app de [alimentação]… Tudo é meticulosamente controlado”.

“Talvez seja isso que faz as pessoas perderem a cabeça”, argumenta. “É uma combinação de fatores. Uns sabem lidar com isso e outros não. Mas é claro que ou te adaptas ou morres”.

“Resultados Clásica Jaén Paraiso Interior: Tim Wellens resiste à perseguição e arranca vitória com solo de 54km”


Por: Miguel Marques

Em parceria com: https://ciclismoatual.com

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Tim Wellens conquistou a vitória na Clásica Jaen Paraiso Interior 2026 após um ataque de longo alcance, suficientemente robusto para resistir a uma perseguição reduzida, mas tardia nos derradeiros setores de sterrato em redor de Úbeda.

A corrida foi disputada a um ritmo implacável desde o início, sem permitir a formação de uma fuga estável, com o pelotão constantemente esticado por acelerações sucessivas. Essa pressão inicial revelou-se decisiva mais tarde, com o pelotão a fraturar-se por desgaste e não por um único momento explosivo.

A prova só ganhou forma a pouco mais de 60 quilómetros da meta, quando Wellens se destacou do grupo dos favoritos. Após uma curta companhia de Mark Donovan, o belga prosseguiu sozinho, a comprometer-se a fundo enquanto a perseguição hesitava atrás de si.

Isolado na frente, Wellens construiu rapidamente uma vantagem superior a um minuto. Embora o grupo perseguidor atrás se mantivesse numeroso durante grande parte do final, nunca encontrou um esforço completamente concertado. Ataques sucessivos e reagrupamentos consumiram energia sem provocarem uma redução sustentada da diferença.

 

Perseguição forma-se tarde e chega fora de tempo

 

Já dentro dos últimos 20 quilómetros, a perseguição afunilou finalmente para um grupo selecionado, com Jan Christen, Thomas Pidcock e Maxim Van Gils a emergirem como ameaças mais consistentes. A diferença caiu gradualmente, não de forma súbita, aproximando-se da meia minuto à medida que os homens de trás passaram a comprometer-se com maior decisão.

Wellens, porém, manteve a compostura nos derradeiros setores de sterrato, incluindo a passagem decisiva por Mar de Olivos. Mesmo com a margem a encolher já dentro dos últimos dez quilómetros, a redução foi lenta demais para anular a vantagem construída antes.

Wellens cortou a meta em solitário para somar a 42.ª vitória como profissional, com Pidcock a impor-se ao sprint pelo segundo lugar, à frente de Christen, terceiro, depois de Van Gils ter caído nos metros finais. O desfecho reforçou um padrão conhecido em Jaén: quem se compromete no sterrato é recompensado, quem hesita é penalizado.

“Triatlo candidaturas abertas ao programa Impulso | Bolsas de Educação Jogos Santa Casa 2025/2026”


PERÍODO DE CANDIDATURAS: até 11 março 2026

 

ATLETAS ELEGÍVEIS: Todos os atletas com idade igual ou superior a 18 anos, que estejam integrados no Projeto Olímpico ou no Projeto Esperanças Olímpicas, e matriculados numa instituição de ensino superior, inscritos numa licenciatura, mestrado, pós-graduação ou doutoramento, ou matriculados numa instituição de ensino técnico-profissional, inscritos num curso técnico-profissional com reconhecimento oficial.

REGULAMENTO E FORMULÁRIO DE CANDIDATURA: https://impulso.jogossantacasa.pt/

ENVIO DE CANDIDATURAS PARA: marketing@comiteolimpicoportugal.pt

Fonte: Federação Triatlo Portugal

“Sporting CP e Amorense vencem duatlo de Arronches”


O Sporting Clube de Portugal, no sector masculino, e a Associação Naval Amorense, no feminino, venceram a 18.ª edição do Duatlo de Arronches, uma prova a contar para o Campeonato Nacional de Clubes de Duatlo.

Entre os homens, o Sporting foi a equipa mais rápida, com um tempo acumulado de 02:51:32, seguido pelo Núcleo do Sporting da Golegã (02:57:38) e o Vasco da Gama Atlético Clube de Sines (03:00:04), completando assim o pódio.

No setor feminino, a vitória coletiva sorriu à Associação Naval Amorense, com 03:25:22, seguida do CNATRIL Triatlo (03:35:21) e do Sporting Clube de Portugal (03:37:15).

A vitória individual foi para João Vaz (20-24) do Sporting Clube de Portugal, que concluiu a prova em 55:08. Logo atrás, em segundo lugar, ficou João Francisco Ferreira do Núcleo do Sporting da Golegã com 55:24, enquanto o também sportinguista David Abreu fechou o pódio em 55:37.

Na classificação feminina, a vencedora foi Sofia Duarte (Associação Naval/ CAD AmoraSub), que completou o percurso em 01:06:12, seguida de Margarida Barão (Sporting Clube de Portugal) com 01:07:27 e Sara Neto (CNATRIL Triatlo) com 01:07:43.

Esta prova, disputada no formato sprint com segmentos de corrida de 5 km e 2,5km intercalados com 20 km de ciclismo.

Fonte: Federação Triatlo Portugal

“Del Toro começa a Volta aos Emirados a vencer e Eulálio entra com o pé direito”


Por: José Morais

A Volta aos Emirados Árabes Unidos de 2026 arrancou esta segunda-feira sob condições exigentes e com um final explosivo. Num dia marcado pelo vento intenso no deserto, o mexicano Isaac del Toro confirmou o estatuto de uma das figuras emergentes do pelotão internacional e conquistou a vitória na etapa inaugural, assumindo desde já a liderança da corrida. Entre os portugueses, Afonso Eulálio esteve em bom plano, terminando na 13.ª posição, integrado no grupo principal.

A primeira tirada, inicialmente prevista para 144 quilómetros, acabou encurtada para 118 devido à forte intensidade do vento, que obrigou a organização a reforçar as medidas de segurança. O percurso ligou Madinat Zayed Majlis a Liwa Palace, numa paisagem tipicamente desértica onde o pelotão se manteve compacto durante grande parte do dia.

No sprint final, Del Toro foi o mais forte, completando a etapa em 2:30.56 horas e batendo o neerlandês Cees Bol (Decathlon) e o italiano Antonio Tiberi, colega de Eulálio na Bahrain Victorious, que fecharam o pódio. Afonso Eulálio, de 24 anos, cruzou a meta com o mesmo tempo do vencedor, mostrando consistência e bom posicionamento num final nervoso.

Graças às bonificações, o ciclista da UAE Team Emirates vestiu a primeira camisola de líder e perfila-se como um dos principais candidatos ao triunfo final, numa prova que tem vindo a ganhar crescente prestígio no calendário World Tour.

Criada em 2019, a Volta aos Emirados Árabes Unidos é a herdeira do antigo Dubai Tour e afirma-se como a principal corrida por etapas do Médio Oriente. Ao longo das suas edições, já consagrou grandes nomes do ciclismo mundial, com destaque para Tadej Pogačar, vencedor em 2021, 2022 e 2025. O esloveno, ausente este ano, continua a ser a principal referência histórica da prova.

A competição prossegue esta terça-feira com um contrarrelógio individual de 12,2 quilómetros em Hudayriyat, segunda das sete etapas da corrida, que promete começar a desenhar as primeiras diferenças entre os candidatos à geral.

“Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua apresenta alinhamento para a internacional Volta ao Algarve 2026”


A Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua apresenta o seu alinhamento para a Volta ao Algarve 2026, uma das provas por etapas mais prestigiadas do calendário nacional, que volta a reunir um pelotão internacional de grande nível entre 18 e 22 de fevereiro. Ao longo de cinco dias, a corrida soma 697,41 quilómetros, num traçado redesenhado para ser mais dinâmico, imprevisível e aberto ao ataque desde a primeira etapa.

A edição deste ano arranca em Vila Real de Santo António, estreante como cidade de partida, com uma ligação a Tavira pensada para os velocistas, mas com um toque de clássica nórdica: o “quilómetro de ouro”, três sprints bonificados concentrados em pouco mais de um quilómetro sobre o empedrado da reta histórica, capazes de baralhar contas logo no primeiro dia.

No segundo dia, a corrida viaja de Portimão ao Alto da Fóia, na Serra de Monchique, com uma nova subida de primeira categoria a endurecer a aproximação à meta, naquele que será o primeiro teste sério para os candidatos à classificação geral.

O terceiro ato é um contrarrelógio individual com partida e chegada em Vilamoura e passagem por Quarteira, 19,5 quilómetros urbanos que combinam um início técnico com uma segunda parte mais rápida e favorável aos especialistas do esforço solitário.

No sábado, a 4.ª etapa liga Albufeira a Lagos, com um circuito final de 32 quilómetros após a primeira passagem pela meta, oferecendo nova oportunidade aos sprinters, mas com zonas expostas ao vento que podem provocar cortes no pelotão.

A 5.ª e última etapa parte de Faro rumo ao emblemático Alto do Malhão, em Loulé, com dupla passagem pela subida integrada num circuito final de 45 quilómetros, jornada que se antevê novamente decisiva para a luta pela amarela.

Para enfrentar este percurso exigente, a Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua apresenta um sete equilibrado, capaz de trabalhar em diferentes terrenos: Leangel Linarez, Daniel Dias, Francisco Morais, Bruno Silva, Gonçalo Carvalho, Rafael Barbas e César Martingil. A prova marca também a estreia de Rafael Barbas na Volta ao Algarve, um passo importante no crescimento do jovem corredor dentro de um contexto de alta competitividade e contacto direto com alguns dos melhores ciclistas do mundo.

O objetivo da equipa passa por honrar as suas cores, aproveitar cada etapa para se mostrar num pelotão de grande qualidade e confirmar, dia após dia, a evolução dos seus corredores. Entre sprints, montanha, contrarrelógio e o mítico final no Malhão, a Volta ao Algarve 2026 será um teste completo à preparação feita durante a pré-época e uma nova oportunidade para a formação mostrar a sua identidade competitiva.

Todas as etapas terão transmissão em direto em Portugal na RTP2 e na RTP Play, habitualmente a partir das 15h00, com distribuição internacional assegurada pelos canais Eurosport, levando as imagens do percurso entre Vila Real de Santo António e o Alto do Malhão a milhões de lares em dezenas de países.

Fonte: Equipa Ciclismo Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua

“A VOLTA 26 - LA VUELTA ABRE AS CANDIDATURAS PARA RECEBER O SELO 'MAIS BICICLETA' 2026”


Por: Daniel Peña Roldán

 

Pontos-chave:

 

• Como parte do seu programa de compromisso social La Vuelta es Más, a La Vuelta está a promover o selo Más Bici em 2026, uma distinção que avalia e reconhece os locais comprometidos com o uso diário das bicicletas.

•Após um prólogo em 2025 com uma abertura limitada a cinco cidades, este ano tod os os municípios que acolheram a ronda espanhola ao longo da sua história poderão apresentar a sua candidatura.

• Os municípios são convidados a preencher um dossiê de candidatura, que será avaliado por especialistas em políticas ciclísticas, com o objetivo de destacar as suas ações a favor do ciclismo em cinco áreas-chave: Governação, Infraestruturas, Serviços e Educação, Desporto, Turismo.

• Os resultados serão anunciados a 3 de julho, 50 dias antes do início da La Vuelta 26.

Com o seu programa La Vuelta es Más, a La Vuelta aspira a gerar um legado duradouro, inspirando valores que conectem as pessoas para além do desporto. Um dos pilares-chave desta ambição global de responsabilidade social é a promoção da bicicleta como estilo de vida, juntamente com os seus patrocinadores e espaços, ligando as bicicletas dos campeões às dos cidadãos. Foi assim que nasceu o selo Más Bici, em 2025, um reconhecimento que distingue, através de um processo de avaliação, cidades firmemente comprometidas com a mobilidade sustentável e a promoção do ciclismo no seu dia a dia, destacando boas práticas e identificando oportunidades de melhoria.

Após um prólogo em 2025, por ocasião do 90.º aniversário da La Vuelta, as cinco cidades presentes tanto nas rotas de 1935 como de 2025 da La Vuelta ou La Vuelta Femenina por Carrefour.es foram as primeiras a receber o selo: Barcelona, Bilbau, Madrid, Valladolid e Saragoça. Este ano, La Vuelta promove o projeto com maior amplitude, oferecendo a todos os municípios espanhóis que já acolheram a ronda espanhola a possibilidade de apresentarem a sua candidatura e demonstrarem o seu compromisso com o uso diário das bicicletas.

Os municípios, independentemente do seu tamanho, são convidados a preencher um dossiê de candidatura para ilustrar as suas ações a favor do ciclismo em cinco áreas-chave: Governação, Infraestruturas, Serviços e Educação, Desporto, Turismo. Um júri de especialistas em políticas de ciclismo avaliará os dossiês para analisar a sua qualidade, destacar iniciativas existentes e identificar oportunidades de melhoria, com o objetivo de promover uma emulação positiva e uma competição saudável entre municípios, partilhando os melhores exemplos de ação.

Os resultados serão anunciados a 3 de julho, 50 dias antes do início da La Vuelta 26, que partirá do Mónaco, oferecendo aos municípios distinguidos com o selo um quadro de comunicação para destacar as suas ações e o seu compromisso com o ciclismo.

Fonte: Unipublic

“Tavfer-Ovos. Matinados-Mortágua primeira corrida do ano, primeiro grande teste superado: balanço da Figueira Champions Classic 2026”


Sábado, 14 de fevereiro, decorreu a Figueira Champions Classic, corrida 1. Pro. Inicialmente desenhada para 192,7 quilómetros, a prova acabou encurtada para 177,8 quilómetros, devido ao mau tempo e às más condições de algumas estradas, mantendo, ainda assim, a passagem pelas 17 freguesias do concelho.

Esta foi a primeira corrida do calendário nacional de 2026, depois do adiamento da Prova de Abertura. Na fuga principal, composta por cinco corredores, a Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua não teve representação. Bruno Silva e Lois de Jesus ainda tentaram lançar uma perseguição, mas a escapada manteve sempre cerca de quatro minutos de vantagem, deixando-os numa zona intermédia da corrida até serem alcançados à entrada da primeira passagem do circuito. A equipa reagiu como pôde às circunstâncias e transformou a prova numa oportunidade de aprendizagem e consolidação para os corredores mais jovens.

Entre os sub-23, a experiência foi intensa e valiosa. Rafael Barbas foi o melhor classificado da equipa, seguido de Gonçalo Carvalho e Leangel Linarez, todos fora do top 100 numa corrida marcada pela presença de algumas das maiores figuras do ciclismo internacional. Logo depois cortaram a meta Diego Lopez e Simão Lucas que, com apenas 18 anos e na sua primeira corrida como profissionais, chegaram exaustos, mas inteiramente orgulhosos. Nas suas palavras, foi “uma corrida muito dura, mas em que cada pedalada valeu a pena, a correr ao lado dos ídolos que antes só víamos na televisão; chegar à linha de meta é a prova de que estamos cá e somos profissionais, como sempre sonhámos”.

Para Gustavo Veloso, este dia é a confirmação da aposta estratégica na juventude: dar espaço aos mais novos, expô-los cedo ao mais alto nível e confiar que os resultados surgirão com tempo, trabalho e consistência. Sublinha que este tipo de corrida é, ao mesmo tempo, um sonho a tornar-se realidade e um teste às capacidades de cada um, reforçando que a performance dos atletas hoje demonstra que “a aposta na juventude foi certeira”.

 

 

Classificação da etapa

Figueira da Foz > Figueira da Foz. 177.8 Km

 

1.MORGADO Antonio  (UAE Team Emirates XRG), 4h19m13s

118. BARBAS Rafael (Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua), a 14:52

120. LINAREZ Leangel Rubén (Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua), a mt

122. CARVALHO Gonçalo (Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua), a mt

126. LUCAS Simão (Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua), a 19:24

OTL. LÓPEZ Diego (Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua), fora de controlo

DNF. SILVA Bruno (Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua)

DNF. DEJESUS Lois (Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua)

Fonte: Equipa Ciclismo Tavfer - Ovos Matinados – Mortágua

domingo, 15 de fevereiro de 2026

“O Ciclo do Tempo: A Evolução do Ciclismo Português”


O Progresso do Ciclismo Português, uma história de glória, números e futuro, o que aguardará a modalidade

 

Por. José Morais

O ciclismo português tem uma tradição rica que atravessa quase um século, com heróis que se afirmaram em estradas nacionais e nas mais exigentes corridas internacionais. Desde os primeiros vencedores da Volta a Portugal até aos modernos gladiadores das Grandes Voltas, o desporto sobre duas rodas em Portugal construiu uma narrativa de resistência, técnica e evolução competitiva.

 

A Volta a Portugal e os Seus Maiores Campeões

A Volta a Portugal começou em 1927. Ao longo dos anos, inúmeros ciclistas deixaram a sua marca quer pelas conquistas absolutas, quer pela consistência em etapas e classificações gerais.

Lista dos grandes vencedores portugueses da Volta a Portugal:

Marco Chagas 4 vitórias (1982, 1983, 1985, 1986), o segundo maior vencedor português de sempre.

Joaquim Agostinho 3 vitórias (1970, 1971, 1972), um ícone absoluto da modalidade.

Alves Barbosa 3 vitórias (1951, 1956, 1958), pioneiro da resistência lusitana.

Joaquim Gomes 2 vitórias (1989, 1993), famoso pelas capacidades de escalador.

Bento Pessoa, José Maria Nicolau, Alfredo Trindade, José Martins, Orlando Rodrigues e outros também venceram 2 vezes cada.

Homenagens chamadas a nomes como Venceslau Fernandes, Belmiro Silva e Américo Silvaconfirmam a profundidade de talento ao longo de décadas, como ainda Joaquim Andrade ou Fernando Mendes.

A Volta a Portugal foi palco de duelos clássicos em montanhas como a Serra da Estrela ou a Senhora da Graça, cenários em que a rivalidade entre a geração de Chagas e a de Joaquim Gomes cativou o público e solidificou momentos épicos na história do ciclismo lusitano.

 

Portugueses nas Grandes Voltas (Tour, Giro, Vuelta)

 

Portugal jamais dominou completamente as principais corridas internacionais mas marcou presença e fez história em muitas edições, especialmente através de Joaquim Agostinho, José Azevedo e, de destacar Rui Costa campeão do mundo e vencedor de três voltas Suíça, mais recentemente, João Almeida, António Morgado, Ruben Guerreiro entre outros.

 

Joaquim Agostinho

 

Participou mais de 10 vezes nas Grandes Voltas.

Termos mais memoráveis no Tour de France: 3.º lugar em 1978 e 1979, entre várias top-10.

Nos restantes anos, terminou frequentemente dentro dos 10 primeiros, elevando Portugal ao conhecimento internacional.

 

José Azevedo

 

Marcante presença no início dos anos 2000.

Terminou 5.º no Giro d’Itália (2001) e foi 5.º no Tour de France (2004), com outras classificações sólidas no top-10.

Azevedo também foi peça fundamental em equipas internacionais como a US Postal e depois tornouse diretor desportivo após a carreira de atleta.

 

João Almeida

 

Um dos mais brilhantes talentos portugueses atuais.

Já concluiu as três Grandes Voltas com top10: Giro d’Itália (3.º em 2023 e 4.º em 2020), Tour de France (4.º em 2024) e Vuelta a Espanha (2.º em 2025).

É também o primeiro português a fechar uma edição das três grandes na elite do pelotão.

Almeida soma mais de 20 vitórias em provas importantes de percurso e contrarrelógio na Europa, incluindo etapas em Tours por pontos e provas de uma semana.

Esses feitos demonstram como o ciclismo português tem migrado das vitórias locais para o protagonismo nas grandes corridas mundiais.

 

Análise Comparativa entre Épocas

 

O ciclismo dos anos 50–80 era dominado por resistência bruta: longas etapas em estradas muitas vezes precárias, bicicletas com poucos avanços tecnológicos e pouca assistência técnica. A façanha de Alves Barbosa em conseguir um top10 no Tour de France nos anos 50 é ainda hoje lembrada pela sua dificuldade.

Já nas décadas de 90 e 2000, com maior profissionalização e equipas mais estruturadas, ciclistas como Azevedo conseguiram inserirse em equipas de topo e cumprir etapas duríssimas integradas em estruturas internacionais.

No século XXI, a progressão técnica treino científico, nutrição especializada, bicicletas ultraleves e estratégia de corrida avançada permitiu a talentos como João Almeida competir ao mais alto nível, sem esquecer os sacrifícios físicos que continuam a fazer parte da modalidade.

 

O Ciclismo Português Hoje e o Futuro

 

O presente mostra uma base sólida de talentos e uma crescente presença portuguesa em equipas World Tour e eventos internacionais. A progressão de Almeida, aliados a nomes emergentes e a um calendário competitivo europeu mais acessível para jovens talentos, cria um ambiente propício para novos resultados internacionais.

 

Contudo, desafios persistem:

 

Infraestruturas de treino ainda são desiguais em Portugal.

Financiamento e patrocínios para desenvolvimentos de equipas sub23 e profissionais são frequentemente instáveis.

Exposição mediática e cultura popular em torno do ciclismo ainda lutam para competir com outros desportos em Portugal.

A esperança está em reforçar a formação desde os escalões de base, investir em programas científicos de treino e criar parcerias internacionais que permitam aos jovens talentos rodar e competir em pelotões profissionais globais.

 

Conclusão

 

Do espírito de sacrifício dos primeiros campeões às estratégias modernas de treino e corrida, o ciclismo português construiu um legado que merece ser celebrado. Os números vitórias na Volta a Portugal, top5 em grandes voltas, e a versatilidade de corredores contam uma história de resiliência e evolução. Enquanto Portugal investe no futuro, as estradas continuam a ser palco onde surgirão, certamente, novas glórias e heróis sobre duas rodas.

Em suma, o ciclismo português é uma narrativa de resistência, talento e evolução constante. Dos ciclistas lendários aos heróis modernos, cada época teve os seus desafios e triunfos. E se algo permanece constante, é a paixão que move todos aqueles que vestem a camisola e desafiam o vento pelas estradas de Portugal e além, e todos que adoram o ciclismo.

Ficha Técnica

  • Titulo: Revista Notícias do Pedal
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