Por: Miguel Marques
Em parceria com: https://ciclismoatual.com
Lorena Wiebes foi uma das
grandes protagonistas de 2025, ao vencer impressionantes 25 corridas na
estrada, suficiente para a colocar no topo do ranking anual da UCI, apenas
atrás da compatriota e ex-colega Demi Vollering. A neerlandesa também vestiu as
cores do arco-íris na pista e no gravel, confirmando-se como a melhor sprinter,
e não só, do pelotão feminino.
Mas, olhando em frente, ainda
há corridas que a ciclista de 26 anos ambiciona conquistar. Para lá do objetivo
óbvio de um dia ser campeã do mundo de estrada, Wiebes quer vencer em casa.
Mais concretamente, a ondulada Amstel Gold Race prende-lhe a atenção como a
maior corrida neerlandesa do calendário.
“Quero enfrentar esse desafio,
para ver até onde consigo ir lá”, disse Wiebes à WielerFlits. “No ano passado
também tive um dia muito bom (venceu o sprint pelo sexto lugar). Foi uma
situação de corrida estranha na altura, mas sinto que estou a crescer nessa
prova. Correr nos Países Baixos também é um extra de motivação, claro”.
Wiebes quase não tem rival ao
sprint. Por isso, procura ampliar a sua dominância para as Clássicas. “Preciso
desse desafio. É por isso que também escolho desafios na pista e no gravel.
Quero alguma variedade”.
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A Amstel Gold Race é “o grande
objetivo da primavera”, enfatiza Wiebes. A neerlandesa ainda tem contas por
ajustar com a edição de 2024, quando foi segunda ao sprint, batida por Marianne
Vos na linha.
“Diria que, para mim, quero
uma vingança desportiva. Em comparação com o ano passado, preciso de melhorar
alguns por cento em certos esforços. Acho que estou no bom caminho. Também
fazemos testes de lactato no estágio, e correram bem. Mas depois é preciso
mostrá-lo em corrida”, conclui, já a pensar na época que se avizinha.
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