A Seleção Nacional de Paraciclismo está em Itália, para disputar, a partir de amanhã, a terceira e última ronda da Taça do Mundo, que se realiza em Abruzzo até domingo, dia 10 de maio. Trata-se da terceira prova internacional da época para Portugal e que volta a assumir particular importância na conquista de pontos para o ranking das nações, determinante para a qualificação dos Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028. Esta será, também, a missão onde vai estar presente a maior comitiva de sempre, fora do país.
Após a etapa belga, para a
competição que inicia esta quinta-feira, Portugal apresenta uma comitiva
alargada, composta por seis atletas - Flávio Pacheco (H4), Luís Xavier (C5),
Luís Jejum (H3, Europcar Associação Salvador), Miguel Castro (H2, Europcar Associação
Salvador), Ricardo Mendes (C5, Paredes / Reconco) e Felismina Gomes (WH5,
Europcar Associação Salvador), acompanhados por quatro elementos de staff.
Além do Selecionador Nacional,
Telmo Pinão, está integrado no grupo o apoio técnico do médico da Federação
Portuguesa de Ciclismo, João Silveira, um mecânico (José Afonso) e um
fisioterapeuta (Luís Lourenço).
Esta será a primeira vez que a
Seleção Nacional de Paraciclismo se apresenta numa competição internacional,
fora do país, com um número tão elevado de atletas, assim como de equipa
técnica, refletindo o crescimento sustentado da modalidade em Portugal e o
reforço da aposta federativa no alto rendimento.
Desde o início, o Selecionador
Nacional e a Direção Desportiva da Federação assumiram a decisão estratégica de
avançar com esta delegação alargada, “com o objetivo de continuar a promover o
paraciclismo, proporcionar experiências internacionais a atletas federados e
contribuir para a divulgação do desporto adaptado em Portugal. Trata-se de uma
iniciativa que a Federação pretende dar continuidade nos próximos anos”,
explicou Telmo Pinão.
Quanto à conquista de pontos
para o ranking das nações, esta meta tornou-se mais exigente após o processo de
classificação funcional realizado nesta competição. Dos três atletas sujeitos a
classificação na classe H (handbike), apenas Felismina Gomes manteve a classe
previamente atribuída em Portugal, competindo em H5. Os restantes atletas foram
reclassificados em classes superiores, caracterizadas por um maior nível de
competitividade e também por um número mais elevado de participantes. Luís
Jejum transitou de H2 para H3 e Miguel Castro de H1 para H2. Também Ricardo
Mendes passou de C4 para C5, após um processo de avaliação rigoroso.
Contudo, apesar destas
alterações, Telmo Pinão mantém a confiança na capacidade da equipa para
conquistar pontos relevantes e continuar a trabalhar para um dos grandes
objetivos do ciclo: garantir a primeira vaga para Portugal nos Jogos
Paralímpicos de Los Angeles 2028.
Programa
competitivo para Itália
O programa competitivo começa
amanhã, com Flávio Pacheco (H4) e Luís Jejum (H3) a estrearem o percurso na
prova de contrarrelógio individual, que terá 17,2 quilómetros (duas voltas).
Partem às 11h00. Seguem-se Miguel Castro (H2) e Felismina Gomes (WH5), que
cumprem o mesmo trajeto, mas às 14h40 (horas portuguesas).
No dia 8, sexta-feira, entram
em cena Luís Xavier e Ricardo Mendes (C5), para disputar o seu contrarrelógio
individual, no mesmo percurso do dia anterior, pelas 8h00.
Sábado começam as provas de
fundo. Miguel Castro parte para os 45 quilómetros (cinco voltas) de percurso às
10h15 e Flávio Pacheco vai enfrentar 63 quilómetros (sete voltas), às 12h45.
Luís Jejum disputa os mesmos quilómetros, mas pelas 14h45. Já Felismina Gomes
(WH5) vai para a estrada às 14h47, para completar 54 quilómetros (seis voltas).
Para domingo, último dia de
competição, está reservada a prova de fundo dos atletas Ricardo Mendes e Luís
Xavier, ambos da classe C5, num total de 90 quilómetros (nove voltas). A prova
tem partida às 13h00.
Fonte: Federação Portuguesa
Ciclismo

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