Num momento marcante da carreira, Nelson Oliveira prepara-se para voltar à Volta a Itália, cinco anos depois da última presença. Aos 37 anos, o corredor da Movistar cumpre a sua 23.ª participação em grandes Voltas, mas garante que o entusiasmo permanece intacto.
“É sempre especial. Cada
edição traz algo novo. Mesmo depois de tantas grandes Voltas, continua a haver
espaço para aprender”, disse o ciclista natural de Vilarinho do Bairro, que já
tinha alinhado no Giro em 2012, 2013 e 2019.
O regresso à prova italiana
surge também por decisão estratégica da Movistar, que leva Enric Mas como
líder. “Este ano, o Enric Mas vai ao Giro e a equipa achou importante eu estar
lá. E, claro, também era um desejo pessoal. Nos últimos anos, queria voltar,
mas as prioridades eram Tour e Vuelta. Agora deram-me essa oportunidade.”
A temporada de Nelson Oliveira
começou com um contratempo, uma queda em treino no final de fevereiro resultou
numa clavícula fraturada e seis semanas de paragem. Ainda assim, o português
regressou em bom nível n’O Gran Camiño, onde terminou em 11.º lugar. “Sabia que
estava bem, mas as coisas até correram melhor do que esperava. Deu-me o ritmo
certo para chegar ao Giro nas melhores condições.”
O ciclista acredita que a
edição deste ano será menos exigente do que outras, embora o contrarrelógio
mais de 40 quilómetros planos junto ao mar deva provocar diferenças
significativas. O objetivo principal é claro: “Chegar a Roma, são e salvo. E
ajudar a equipa em tudo o que for preciso. Sabem que podem contar comigo. E,
quem sabe, tentar uma vitória. É difícil, mas não impossível.”
Sobre Enric Mas, Nelson Oliveira
vê potencial para um resultado de destaque. “Pode lutar pelo top 3. Tem
treinado bem, está motivado. Vamos fazer tudo para o apoiar, embora o
contrarrelógio lhe possa custar um pouco.”
Quanto ao vencedor, o
português não hesita: “Será muito difícil alguém acompanhar Jonas Vingegaard.
Para mim, é o grande favorito. Depois, veremos quem luta pelo segundo e
terceiro lugares. Mas no Giro tudo pode acontecer.”
Nelson Oliveira lamenta a
ausência de João Almeida, mas destaca a presença de dois compatriotas: o
estreante António Morgado (UAE Emirates) e Afonso Eulálio (Bahrain Victorious).
“É sempre bom ter portugueses numa grande Volta, ainda por cima jovens com potencial
para dar alegrias.”

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