Por: Miguel Marques
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Num comunicado divulgado esta
segunda-feira, ficámos a saber que a federação internacional UCI deixará de
liderar o controlo antidoping, delegando esse papel à International Testing
Agency (ITA), que continuará a conduzir, de forma independente, os processos
por violações antidoping e falhas de localização. Este momento assinala a
conclusão de um processo de reestruturação iniciado com a transferência das
operações antidoping para a ITA em 2021.
A decisão foi tomada por
unanimidade pelo Comité de Gestão da UCI, na reunião realizada em Beveren
(Bélgica), de 29 a 30/1. A medida integra uma estratégia de longo prazo
aprovada pelo Comité de Financiamento do Programa Antidoping da UCI, que reúne
a UCI e representantes de equipas, ciclistas e organizadores, para reforçar a
independência e a integridade do programa antidoping do ciclismo.
David Lappartient, presidente
da UCI, afirmou: “A delegação da gestão de resultados à ITA representa mais um
passo importante num processo iniciado com a criação da Cycling Anti-Doping
Foundation, para garantir a independência do combate ao Doping no ciclismo e
torná-lo o mais eficaz e dissuasor possível”.
Em 2008, a UCI criou a Cycling
Anti-Doping Foundation (CADF) para liderar as operações antidoping no ciclismo
e reforçar a especialização e a independência do seu programa de desporto
limpo, através de uma entidade dedicada e externa à estrutura interna da UCI.
Em 2013, consolidou o sistema com a criação do Legal Anti-Doping Service
(LADS), unidade responsável pela gestão de resultados de violações antidoping e
pela tramitação de falhas de localização.
“Desde a delegação dos aspetos
operacionais do seu programa antidoping à ITA, em 2021, a UCI e a comunidade do
ciclismo puderam comprovar plenamente o profissionalismo da organização
internacional independente de antidopagem. É, por isso, com total confiança que
agora entregamos à ITA a gestão de resultados. Assim, continuamos a avançar
para uma integridade ainda maior no nosso desporto”.
A ITA aporta uma vasta e
comprovada experiência em processos jurídicos ligados à antidopagem e em
atividades de gestão de resultados para mais de 60 parceiros internacionais,
entre os quais o Comité Olímpico Internacional (COI), bem como numerosas Federações
Internacionais no universo olímpico e no panorama desportivo global. A ITA
aplicará os mesmos elevados padrões de transparência na gestão de resultados e
na comunicação pública que a UCI tem assegurado até agora.
“Esta decisão é um forte sinal
de confiança por parte da UCI, que assumimos com grande sentido de
responsabilidade”, acrescentou Benjamin Cohen, diretor-geral da ITA. “O
ciclismo tem o maior programa antidoping implementado por uma Federação
Internacional em todo o mundo, e a escolha da UCI de confiar integralmente à
ITA a gestão de resultados reflete tanto a profundidade da competência das
nossas equipas jurídicas e operacionais como a maturidade da nossa parceria”.
“Para lá das estruturas de
governação, o que verdadeiramente importa é a experiência dos atletas no
terreno: um sistema independente, consistente e capaz de atuar com autoridade e
rapidez. Com esta delegação, a UCI demonstra um compromisso claro e de longo
prazo em oferecer aos seus ciclistas o mais robusto programa antidoping
possível. Felicitamos vivamente a UCI pela clareza e consistência do caminho
rumo à independência e pela liderança contínua na proteção do desporto limpo”.

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