quarta-feira, 4 de agosto de 2021

“Figueiredo e Carvalho dão prioridade à Efapel acima dos seus objetivos individuais”


Gustavo Veloso admitiu que o seu sonho é despedir-se do ciclismo com a vitória na 82.ª Volta a Portugal

 

Por: Lusa

Frederico Figueiredo e António Carvalho colocaram os interesses da Efapel acima dos seus objetivos individuais, enquanto Gustavo Veloso admitiu que o seu sonho é despedir-se do ciclismo com a vitória na 82.ª Volta a Portugal.

"A equipa Efapel traz um bloco muito forte para a Volta a Portugal. Acima dos objetivos individuais, está sempre o objetivo do nosso coletivo. Partimos com o objetivo de estar na luta pela Volta a Portugal com o António Carvalho, e isso é o que temos de meter na cabeça", indicou Frederico Figueiredo.

Em declarações aos jornalistas durante a apresentação das 18 equipas participantes na 82.ª edição da prova rainha do calendário nacional, que arranca na quarta-feira, em Lisboa, o terceiro classificado da última edição, que prognosticou "uma corrida muito aberta por aquilo que se tem visto durante o ano", apontou para o seu colega António Carvalho como principal candidato da sua equipa, um epíteto que o próprio evita.

"A estrada é que o vai dizer. Eu não me meto em bicos de pés sobre nenhum colega meu. Temos o Frederico Figueiredo, que foi terceiro no ano passado e acabou de ganhar o [Troféu] Joaquim Agostinho. Temos o Mauricio Moreira, que ganha o [Volta ao] Alentejo e o [Grande Prémio do] Douro da maneira que ganhou. Temos o Rafael Reis, que espero que amanhã [quarta-feira] vença o prólogo, para, pelo menos, andarmos um dia de amarelo", enumerou.

Sexto classificado no ano passado e quarto na temporada anterior, Carvalho lembra que "só um pode ganhar" e que é preciso estar em boa forma para fazê-lo, sacudindo o favoritismo para a rival W52-FC Porto, do campeão em título, Amaro Antunes, e do seu antecessor, João Rodrigues, e também de Joni Brandão, o homem com quem chocou dentro da Efapel na edição especial de 2020.

"Ao menos na nossa mente, [o objetivo] é fazer melhor do que no ano passado, em que ganhámos duas etapas e fomos quartos na geral. Se vencermos duas etapas, e fizermos pódio, já é uma grande Volta para nós", revelou.

Crónico candidato ao triunfo final, o bicampeão Gustavo Veloso -- venceu em 2014 e 2015 -- e vice-campeão de 2013, 2016 e 2020 foi mais incisivo em declarar-se candidato.

"É claro que tenho um sonho que é despedir-me o mais alto possível no último ano em que corro a Volta. Digamos, que é um sonho. Aspiro ao máximo, mas também sei da dificuldade que é, tenho os pés no chão, sei que o FC Porto é a equipa mais forte dos últimos anos. Saí dali, sei como trabalham, a fortaleza que têm ao nível coletivo e individual", sustentou o veterano da Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel.

O galego de 41 anos deixou os dragões após oito temporadas, mas rejeita que esse profundo conhecimento que tem do adversário possa funcionar a seu favor.

"Eles também me conhecem a mim. No final, a maneira de correr não vai mudar muito nem para eles, nem para mim. Sei os meus pontos fortes e os meus pontos fracos. Tenho a certeza de que eles vão tentar eliminar os rivais, não apenas a mim, mas a todos. Eles correm para ganhar. Têm essa mentalidade. Eles também sabem que estou aqui para tentar concretizar esse sonho. Mas, independentemente do resultado, vou sair do ciclismo de cabeça alta e com uma carreira quase melhor do que sonhei que ia ter", confidenciou à Lusa.

Outro dos incontornáveis da lista de favoritos é Vicente García de Mateos, que também se mudou do Louletano, no qual passou as últimas sete épocas, "com o objetivo de preparar esta Volta para tentar dar o máximo e tentar discutir a geral", como já fez outras vezes, nomeadamente em 2017 e 2018, edições em que foi terceiro.

"Trabalhámos duro e a equipa inteira está preparada para dar luta nesta Volta e tentar lutar pela camisola amarela. No ano passado, [a Volta] não correu bem. No ano anterior, foi um problema de saúde que me mandou para casa, mas, claro que sei o que é estar na discussão da Volta. Já ganhei seis etapas -- é uma frase que se diz muito rápido, mas não se consegue tão rápido. Sei o caminho, só tenho de seguir o que já fiz antes", notou o espanhol da Antarte-Feirense, em declarações à Lusa.

O sonho do pódio também motiva João Benta, o líder da Rádio Popular-Boavista, que no ano passado foi quinto da geral.

"Acho que me preparei o suficiente para estar nas melhores condições e agora é esperar que as coisas saiam naturalmente e tentar lutar pelo melhor possível. Todos os anos digo o mesmo: que vou melhorar os anos anteriores. E se assim for, em 2024, ganharei a Volta. Tentar um lugar no pódio seria bom. Mas é ir dia a dia", disse à Lusa.

A 82.ª Volta a Portugal iniciou-se esta quarta-feira, com um prólogo de 5,4 quilómetros com partida e chegada à Praça do Império, em Lisboa -- que esta terça-feira acolheu a apresentação das equipas -, e termina em 15 de agosto, com um contrarrelógio nas ruas de Viseu.

Fonte: Record on-line

“Volta: A felicidade de André Cardoso por voltar a estar do "lado de cá"”


André Cardoso está de regresso ao pelotão e não poderia estar mais entusiasmado por sentir-se novamente parte da Volta a Portugal em bicicleta, querendo colocar toda a sua experiência ao serviço de um triunfo da Efapel.

“Agora, as pessoas não podem ver o meu sorriso, mas eu estou-me a rir”, dispara, enquanto destapa momentaneamente o rosto para que a ‘audiência’ possa testemunhar o sorriso rasgado que se esconde debaixo da máscara.

Quatro anos depois de ter sido suspenso por doping, André Cardoso regressou a ‘casa’, à corrida que o catapultou para o pelotão internacional há quase uma década, e a sua felicidade pelo reencontro com os ‘seus’ é evidente, quer nos gestos, quer nas palavras.

“Este era o meu desejo, estar na Volta a Portugal, voltar a colocar um dorsal. Sinto-me bastante realizado. Foi um trabalho longo, mas sinto que estou preparado e que não irei defraudar todas as expectativas que a equipa pôs em mim. É muito bom, eu gosto de estar do lado de cá. Ver da parte de dentro. Sentir-me parte da Volta”, assume, em declarações à agência Lusa.

Espontâneo como poucos, aquele que é um dos ciclistas mais populares do pelotão luso admite que a emoção do regresso à Volta não se compara com a da sua estreia na prova rainha do calendário nacional, até porque tem “outra experiência”, o que, ainda assim, não evitou que sentisse ansiedade nos dias anteriores ao arranque da 82.ª edição, por um motivo muito particular.

“Tanta coisa me aconteceu nos últimos quatro anos que tinha um bocado de receio de qual fosse o resultado do teste covid. A partir daqui, está tudo bem. Eu queria receber o teste negativo para estar aqui a trabalhar, porque cheia de incidências está a minha vida”, brinca.

O trepador de 36 anos chega à Volta a Portugal, que hoje arrancou com um prólogo em Lisboa e que acaba em 15 de agosto, em Viseu, com pouquíssimos dias de competição, uma vez que a sua suspensão só terminou em 26 de junho, mas diz-se preparado para enfrentar o que aí vem, depois de ter seguido um plano de preparação específico.

“É mais fácil estar dentro da competição, atingir um bom nível, porque a própria competição dá-te aquilo que, às vezes, é necessário. Não sendo possível dessa forma, é preciso fazer um trabalho de casa bastante bom, estar magro como sempre, andar bastante atrás da mota – fazer o chamado ‘moto-pacing’, e agarrar-me com unhas e dentes ao trabalho para que chegue às competições na melhor condição possível”, enumera.

Para o corredor de Gondomar, o Troféu Joaquim Agostinho, onde foi 13.º na geral final, foi a corrida que lhe deu “aquele ‘pontinho’ que era necessário”, assumindo acreditar que pode estar “ao nível” a que foi “habituando os portugueses”.

“Não sou um ciclista de vir à Volta para participar. Sou um ciclista com muita experiência internacional. Acho que essa sempre foi uma das armas que fui demonstrando à equipa Efapel. O meu muito obrigada ao Carlos e ao Ruben Pereira, que acreditaram em mim, que tiveram uma aposta arrojada. Sem eles não seria possível estar aqui”, destaca, referindo-se aos seus “patrões”.

Cardoso nega que tenha objetivos pessoais numa prova onde foi vice-campeão em 2011 e venceu a juventude e a montanha em 2007, revelando que a sua missão é usar a sua experiência, adquirida também no WorldTour (entre 2014 e 2017) e nas sete grandes Voltas que disputou (e que nunca acabou abaixo do 25.º lugar), para “tentar tranquilizar toda a equipa”.

“Temos um líder assumido, que é o António Carvalho. A corrida pode pender para vários lados, são 11 dias e, por vezes, temos de agir rápido em situações de corrida, e acho que aí, e face à condição física que poderei ter nesta Volta, serei uma mais-valia para todos eles. O nosso objetivo é ganhar a Volta a Portugal. Mostrar que somos uma equipa organizada e que trabalhamos em função de um objetivo. E o nosso objetivo é claro: tentar discutir a Volta, meter um homem no pódio, e, se possível, ganhar etapas”, assume.

E poderá ser o próprio ‘Cholas’ a tentar alcançar esta última meta? “Já ganhei na Torre [2011], claro que a Senhora da Graça tem um carisma especial, até porque este ano poderão estar novamente as pessoas a assistir e isso dá-te aquela pele de galinha que, por vezes, é necessária na competição, dá-te aquela forcinha extra. Mas o grande objetivo é a vitória final”, insiste.

Fonte: Lusa

“O filme da etapa – Prólogo – Lisboa/Lisboa 5.4 km”



Rafael Reis da Efapel, é o primeiro camisola amarela da 82ª volta a Portugal

 

Por: José Morais

Fot: RTP

Rafael Reis da Efapel ganhou o Prólogo realizado hoje em Lisboa na 82ª edição da Volta a Portugal em Bicicleta com o tempo de 6:10.59 o final dos 5,4 km do trajeto, e veste a primeira Camisola Amarela, a Efapel que mete dois corredores nos dois primeiros lugares da classificação geral, são eles Rafael Reis e Mauricio Moreira que fez mais 00:10.43.

deixamos aqui o filme da etapa.

 

Tudo a postos para o início da Volta:

 

Pelas 15 horas tudo estava preparado para o arranque da 82ª Volta a Portugal, Lisboa recebeu mais uma grande partida, na Praça do Império, o prólogo de 5,4 km dará início à festa do ciclismo, o primeiro ciclista partiu, às 15h20, foi o veterano britânico William Bjergfelt da SwiftCarbon ProCycling de 42 anos, o português Amaro Antunes da W52-FC Porto) encerrou a lista, sendo o dorsal número 1 depois de ter vencido a Volta a Portugal Edição Especial 2020.



 

Condições para o início:

 

O prólogo teve um terreno plano, mas com algum vento a marcar o início de corrida, estavam inscritos 126 ciclistas, divididos por 18 equipas, nove das quais portuguesas.


 

Primeiro ciclista na estrada às 15,20:

 

William Bjergfelt da SwiftCarbon Pro Cycling iniciava assim a prova, era o 1º a partir, os ciclistas partiam com um minuto de intervalo, seguia-se o português David Livramento da Atum General/Tavira/Maria Nova Hotel, um dos corredores mais experientes do pelotão nacional.

 

Portugueses com melhor tempo:

 

Era 15.36, e dez ciclistas já tinham terminado o prólogo, e o melhor tempo de referência era de Daniel Freitas da Rádio Popular-Boavista, com 6:38 minutos, porem, Samuel Caldeira assumia a liderança e fez valer o seu poderio em terreno mais plano e estabelecia o novo melhor tempo de 6:28 minutos, recordando que o ciclista da W52-FC Porto venceu o prólogo em 2019, que se realizou em Viseu.


 

Novo melhor tempo:

 

Eram 15:57 Diego Lopez da Kern Pharma desalojova Samuel Caldeira da liderança, o melhor tempo é então de 6:25 minutos, mas, a Influência do vento fazia com que Luís Mendonça da Efapel fosse o ciclista mais rápido no ponto intermédio  de 3:22 minutos, mas no final não conseguia fazer o melhor tempo, o ciclista da Efapel explicava em declarações à RTP que o vento estava a favor na primeira metade do percurso, mas ao virar para regressar até à meta, ficou contra, dificultando os quilómetros finais, fazia 6:37 e na altura fazia 10º, a 12 segundos do líder, o jovem espanhol Diego Lopez, eram 16:01.


 

Novo ponto da situação pelas 16.29:

 

Diego Lopez da Kern Pharma continuava a liderar com 6:25 minutos, seguindo-se Samuel Caldeira da W52-FC Porto com 6:28 e Juri Hollmann da Movistar) com 6:29, Aleksandr Grigorev da Atum General/Tavira/Maria Nova Hotel com 6:30 e Javier Moreno da Efapel, com 6:32 fechavam assim na altura o top cinco, e recordava-se que o último ciclista a partir seria Amaro Antunes da W52-FC Porto às 17h25.

 

E pelas 16:36 o mais rápido era:

 

Luis Guillermo Mas, ciclista da equipa World Tour presente na Volta a Portugal, a Movistar, era na altura o autor do novo melhor tempo no prólogo de 5,4 km, espanhol de 31 anos completava assim a distância em 6:25 minutos, tirando quatro segundos à marca do seu compatriota Diego Lopez (Kern Pharma).


 

Ciclista da Efapel muda na liderança:

 

Entretanto pelas 16:50, Mauricio Moreira da Efapel destronava Luis Mas, fazia também 6:21 minutos, mas era na altura umas centésimas mais rápido que o espanhol da Movistar, de relembrar que Moreira ganhou em junho o contrarrelógio da Volta ao Alentejo, e conquistando depois a geral na prova.


 

 

Nova mudança, eram 17:05 Rafael Reis no trono:

 

Rafael Reis confirmou ser um dos favoritos à vitória no prólogo e fazia o novo melhor tempo, batia o seu companheiro de equipa da Efapel, Mauricio Moreira, ao cumprir os 5,4 quilómetros em 6:10 minutos, menos 11 segundos.

 

Rafael Reis vence e é o primeiro camisola amarela:

 

Rafael Reis foi um dos reforços da Efapel para 2021 e demonstrou ser o rei dos prólogos. Na Volta a Portugal venceu pela terceira vez, depois de o ter feito em 2016 em Oliveira de Azeméis e em 2018, então no percurso de Setúbal.

O ciclista de 29 anos que teve o amigo Rúben Guerreiro corredor da EF Education-Nippo e que recentemente esteve na Volta a França a assistir de perto, tinha como um dos objetivos para esta época vencer o prólogo da Volta e vai assim vestir a Camisola Amarela Santander.

A Efapel entra assim forte na corrida, na qual ambiciona lutar pela vitória final. Além de Reis, a equipa ficou com o uruguaio Mauricio Moreira na segunda posição, a 11 segundos. Com o mesmo tempo de Moreira ficou o espanhol da Movistar, Luis Mas.

Diego Lopez (Kern Pharma) foi quarto, a 14 segundos, Mathias Norsgaard Jorgensen (Movistar) a 16 e Samuel Caldeira (W52-FC Porto) ficou a 18 segundos de Rafael Reis. Juri Hollman (Movistar), Tom Wirtgen (Bingoal Pauwels Sauces WB), Aleksandr Grigorev e Gustavo Veloso (Atum General/Tavira/Maria Nova Hotel) fecham o top 10, ambos a 20 segundos do líder.

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