domingo, 2 de março de 2025

“Favoritas da Omloop Feminina reconhecem que "fizeram asneira" ao não perseguir a fuga e isso custou uma derrota no final: "Foi como Tóquio"


Por: Miguel Marques

Em parceria com: https://ciclismoatual.com

Nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2021, a corrida feminina foi decidida pela falta de rádios e de informações. As favoritas não se aperceberam da sobrevivente da fuga Anna Kiesenhofer, que tinha criado uma grande diferença. A Omloop Het Nieuwsblad WE dispunha de rádios, mas uma situação semelhante levou a uma vitória surpreendente, uma vez que as equipas favoritas se entreolharam durante demasiado tempo.

A diferença na clássica belga chegou a ser de 13 minutos, continuava assim a 45 quilómetros do fim e era impossível para o pelotão recuperá-la a tempo da chegada. Lotte Claes conquistou a vitória a partir da fuga, batendo Aurela Nerlo. Demi Vollering foi a primeira das favoritas a terminar, com mais de 3 minutos de atraso.

"Penso que nenhuma equipa se atreveu a tomar a iniciativa. O que é que está por detrás disso? Não sei", disse Puck Pieterse no final da prova. "Estou apenas a começar. Falamos um pouco umas com as outras e depois ouvimos dizer: se aquela equipa se põe a jogar, nós também vamos pôr. E a outra parte diz exatamente a mesma coisa. Acho que não há uma equipa a quem apontar, mas todas nós fizemos asneira".

Uma situação muito estranha, tendo em conta que a FDJ - Suez, a Fenix - Deceuninck e a Team SD Worx - ProTime tinham razões claras para, pelo menos, manter a fuga sob controlo. Não houve acordos, nenhuma equipa estava disposta a colocar pelo menos uma ciclista na frente durante um longo período de tempo e, quando a perseguição começou verdadeiramente, já era tarde demais. Vollering e Pieterse ainda se conseguiram distanciar do pelotão nos últimos quilómetros, mas tudo não passou de uma luta por lugares secundários.

"Acho que foi uma competição para ver quem conseguia esperar mais tempo, com o pensamento: não vamos conseguir", descreveu Ellen van Dijk. "Foi uma corrida muito lenta e também fiquei com muito frio, depois ouvi a certa altura que eram dez minutos. Depois percebi: não vamos continuar a inventar, isto vai ser como Tóquio", recorda a neerlandesa.

É possível que isso aconteça com mais frequência, acredita. Acho que elas olharam muito umas para as outros. Penso que é essa a nova dinâmica do pelotão, aquilo a que assistimos. E depois, quando se dá o caso, penso: o que estamos a fazer aqui? Uma situação muito estranha".

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“Ilya Savekin repete triunfo na Taça de Portugal de Esperanças”


Ilya Savekin (Technosylva Maglia Bembibre Cycling Team) fez a dobradinha e venceu a segunda prova pontuável da Taça de Portugal de Esperanças, na Sertã, repetindo o triunfo do dia anterior. 

O percurso de 88,3 quilómetros teve a primeira movimentação na frente de corrida logo na fase inicial, com Alvaro Marchal (Óbidos Cycling Team) e Davi Alves (STª.MARIA FEIRA/MOREIRA/BOLFLEX/E.LECLERC S1) a escaparem ao pelotão. Davi Alves descairia, mas Alvaro Marchal seguiu isolado até ao quilometro 62. 

Foi aí que o pelotão, liderado pela equipa do líder da Taça de Portugal de Esperanças, alcançou o fugitivo. 

Perante as dificuldades do percurso, o pelotão fracionou-se. Na frente, isolaram-se Juan Patiño (Soma Group) e Ilya Savekin, lider da Taça. O espanhol descaiu pouco depois, mas Ilya Savekin aguentou e conseguiu o segundo triunfo em outras tantas provas disputadas. 

Alvaro Marchal foi segundo, a 1m03s, e Pau Vidal (Óbidos Cycling Team) completou o pódio, a 1m04s.  No ranking da Taça de Portugal de Esperanças, Ilya Savekin lidera com 150 pontos, seguido do colega Grigorii Skorniakov, segundo com 115, e de Pau Vidal, terceiro com 110.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Derek Gee confirma favoritismo e conquista O Gran Camiño em dia de hat trick para Magnus Cort”


Entre as equipas portuguesas, Jesus Peña (AP Hotels&Resorts-Tavira-Farense) foi o melhor, em 11.º

 

Por: Lusa

Derek Gee confirmou este domingo o estatuto de favorito número um d'O Gran Camiño, ao conquistar a geral da prova após a última etapa, vencida pelo ciclista dinamarquês Magnus Cort, autor de um hat trick na quarta edição.

Vencedor das duas primeiras etapas, o corredor da Uno-X ganhou confortavelmente a quinta e última tirada da quarta edição da prova galega, impondo-se ao local Carlos Canal (Movistar) e ao italiano Giovanni Lonardi (Polti VisitMalta), respetivamente segundo e terceiro em Santiago de Compostela, com as mesmas 3:43.52 horas do dinamarquês.

Nem os três setores de terra incluídos na última etapa colocaram em causa a vitória de Derek Gee, que chegou integrado no pelotão e fechou a geral com 35 segundos de vantagem sobre o italiano Davide Piganzoli (Polti VisitMalta), com Magnus Cort a ser terceiro a 38.

Numa edição sem estrelas, o canadiano da Israel-Premier Tech era o único verdadeiro candidato a vestir a amarela final em Santiago de Compostela, uma expectativa hoje confirmada pelo nono classificado no Tour2024, que sucede a Jonas Vingegaard (2023 e 2024) e Alejandro Valverde (2022) no palmarés dos vencedores.

"É bastante espetacular cortar a meta no último dia de amarelo. Nada correu mal, por isso é um grande alívio", confessou.

O ciclista de 27 anos, que explodiu no Giro'2023, teve hoje uma jornada perfeitamente tranquila rumo à glória nos 159,9 quilómetros desde Betanzos, animados por vários aventureiros.

Depois de várias tentativas de fuga após a partida, finalmente nove homens conseguiram distanciar-se, quando estavam ultrapassadas duas dezenas de quilómetros da ligação até Santiago de Compostela.

Os portugueses Rafael Reis (Anicolor-Tien21) e Pedro Castro Pinto (Efapel) integraram a escapada da jornada, juntamente com Clément Braz Afonso (Groupama-FDJ), Fredrik Dversnes (Uno-X), Mats Wenzel (Kern Pharma), Martin Marcellusi (VF Group-Bardiani CSF- Faizanè), Josh Burnett (Burgos-Burpellet-BH), Nicolas Alustiza (Euskaltel-Euskadi) e Asier Pablo González (Illes Balears Arabay).

Os fugitivos estabilizaram a vantagem dos dois minutos, diferença com a qual enfrentaram o primeiro dos três setores de terra da quinta e última etapa, que incluía uma segunda passagem por estes caminhos por asfaltar.

À medida que os quilómetros foram passando a fuga perdeu tempo, mas também elementos, ficando ao alcance de corredores vindos do pelotão, como Rémy Rochas (Groupama-FDJ), que coroou isolado o Alto de Lampai, na segunda passagem por aquela contagem de montanha de terceira categoria.

Mas os 20 segundos de margem conquistados pelo francês eram claramente insuficientes para que chegasse à meta, uma vez que a Uno-X estava apostada em ganhar a etapa com Cort e trabalhou para que a iniciativa de Rochas fosse anulada a 12 quilómetros de Santiago.

Os setores de terra preocupavam, mas não fizeram qualquer diferença nas contas da geral, nem mesmo na previsão do vencedor da etapa, com o dinamarquês a somar o terceiro triunfo nesta edição e o quarto em duas participações -- foi o primeiro camisola amarela da história d'O Gran Camiño.

"É muito, muito bom. Nunca sonhei sair-me tão bem na corrida. Esperava ganhar uma etapa, mas nunca pensei que podia estar a lutar pela geral também, e conquistar três etapas é inacreditável", resumiu o corredor da Uno-X, de 32 anos.

Entre as equipas portuguesas, Xavier Cañellas (Anicolor-Tien21) esteve em destaque na etapa, ao ser sexto com o mesmo tempo do vencedor, mas foi o colombiano Jesus Peña (AP Hotels&Resorts-Tavira-Farense) o melhor representante das equipas portuguesas na geral, no 11.º lugar, a 2.51 minutos de Derek Gee.

Fonte: Record on-line

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