Por: Miguel Marques
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O aparatoso despiste de Tom
Pidcock numa ravina na Volta à Catalunha ganhou novo enquadramento nos dias
seguintes, com a sua equipa a confirmar que continua sem horizonte claro para o
regresso, já que a extensão total das lesões permanece incerta.
O britânico descreveu-se
inicialmente como “muito sortudo” após falhar uma trajetória em descida, sair
da estrada e desaparecer de vista, antes de conseguir regressar e concluir a
etapa. Na altura, a preocupação imediata era apenas ter evitado ferimentos
graves. Esse quadro, entretanto, mudou.
Embora Pidcock tenha
conseguido continuar na 5ª etapa, exames posteriores revelaram danos no joelho
direito, com a recuperação ainda numa fase inicial e necessidade de nova
avaliação antes de conclusões firmes.
Em declarações ao Domestique,
o manager da Pinarello Q36.5 Pro Cycling Team, Doug Ryder, sublinhou a
incerteza do cenário. “Neste momento não há qualquer ideia ou entendimento
claro de quando ele voltará à bicicleta ou à competição”, disse Ryder.
Para já, o foco não é a data
de regresso, mas a redução da inflamação, que ainda impede a avaliação completa
da lesão. “Estamos apenas a tentar drenar o joelho e baixar o inchaço e tudo
isso, por isso temos de esperar”, explicou. “À medida que o inchaço diminuir,
podemos começar a usar as TAC para perceber melhor os detalhes”.
De ‘escapou por pouco’ a
recuperação incerta
O contraste com o imediato
pós-queda é evidente. Pidcock conseguiu voltar a montar, trocar de bicicleta e
chegar à meta apesar da gravidade da queda, que o deixou fora da estrada e fora
de vista, recorrendo ao rádio para indicar à equipa onde estava.
Agora, porém, ganham relevo as
implicações a médio prazo. “Houve algum trauma ali, mas tudo depende de como
ele reage, por isso teremos de esperar para ver”, acrescentou Ryder.
“Preferimos ser um pouco mais cautelosos”.
Essa cautela deixa o seu
calendário imediato em aberto, com as Clássicas das Ardenas no horizonte, mas
sem garantia de que estará apto. “É demasiado cedo para dizer”, afirmou Ryder.
“Preparámo-nos para ambos os cenários, mas é demasiado cedo para dizer quando
poderá voltar”.
Para lá do caso individual de
Pidcock, a queda voltou a centrar atenções na segurança dos corredores. Depois
de sair da estrada e cair numa ravina, ficou fora do campo de visão do comboio
da corrida, com o carro da sua equipa a mais de um quilómetro de distância.
“O nosso carro estava 1,2 km
mais à frente, o que é um indicador de que todos temos de fazer melhor,
coletivamente”, disse Ryder, apontando para as discussões em curso sobre o
eventual uso de rastreio por GPS.
Para já, a prioridade imediata
continua a ser a recuperação, com a data de regresso de Pidcock ainda
indefinida após uma queda que inicialmente pareceu um feliz escape, mas evoluiu
para uma situação mais incerta.

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