Se tivesse de resumir a época de 2025, Maria Tomé não tem dúvidas: “Montanha-Russa.” E percebe-se porquê. Logo no arranque, quando alcançou o melhor resultado de sempre numa WTCS, a sensação foi clara: “Ok, isto está mesmo a correr bem.” Mas, como qualquer boa montanha-russa, também houve loopings, curvas apertadas e aqueles momentos em que só apetece travar a fundo e ir comer um pastel de nata, neste caso, depois de três fins de semana seguidos a competir em três países diferentes.
No meio deste sobe e desce
competitivo, houve lições importantes. A Maria percebeu que tudo o que viveu na
época passada, por mais duro que tenha sido, serviu para a fazer crescer e
confiar mais em si. Nem houve provas atravessadas na garganta: talvez seja esse
o superpoder dela: virar a página rápido, sem dramatismos.
Houve também emoções fortes.
Após a WTCS de Weihai, na China, já no terceiro fim de semana consecutivo de
competição, vieram aquelas quase-lágrimas de frustração e cansaço: “sentir que
se podia dar mais, mas que o corpo já estava no limite”. Faz parte, até as
montanhas-russas têm travões.
E como nem só de competição
vive uma triatleta, à mesa, a Maria brilhou com snacks que podem ter chocado
alguns: “doritos de queijo com queijo da “vaca que ri”. Para ela, perfeitamente
normal. Para quem viu, talvez menos.
Se a época tivesse banda
sonora, seria uma escolha épica: “Don’t Stop Believing’”, perfeita para quem
continua a acreditar mesmo quando a montanha inclina.
Momentos ou gestos que a
tenham tocado profundamente? Nada a assinalar, confessa. Talvez porque esta
época foi menos sobre o que veio de fora e mais sobre aquilo que ela construiu
por dentro.
No fundo, 2024 foi isto: uma
viagem intensa, cansativa, surpreendente e, acima de tudo, transformadora. Uma
montanha-russa daquelas que dão vontade de sair a rir…e depois voltar à fila
para mais uma volta.
Texto
elaborado com base num questionário com as seguintes perguntas:
1 Como descreves esta época
numa palavra?
2. Qual foi o momento em que
pensaste: “Ok, isto está mesmo a correr bem”?
3. E o momento em que só te
apetecia largar tudo e ir comer um pastel de nata?
4. Há alguma prova que tenha
ficado atravessada, aquela que ainda hoje pensas “eu merecia mais ali”?
5.O que é que mais aprendeste
sobre ti nesta época?
6. Quem foi o primeiro a
receber uma mensagem depois da melhor prova da época?
7. Se a tua época tivesse uma
banda sonora, que música seria?
8. Qual foi o momento mais
divertido da época, dentro ou fora da competição?
9. E aquele momento em que
quase choraste (de raiva, cansaço ou alegria)?
10. Qual foi o snack mais
bizarro que comeste, este ano, antes ou depois de competir?
11. Se pudesses trocar de
corpo com outro triatleta por um dia, quem escolhias e porquê?
12. Há alguma pessoa ou gesto
que te tenha tocado particularmente durante a época?
Fonte: Federação Triatlo
Portugal

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