terça-feira, 13 de maio de 2025

“Antevisão - Volta a Itália 5ª etapa - Dia ideal para uma fuga ou para puncheurs, quilometro final em subida”


Por: Carlos Silva

Em parceria com: https://ciclismoatual.com

Depois de quatro dias marcados por sprints e quedas, a Volta a Itália de 2025 entra agora num território mais traiçoeiro e táctico. A 5ª etapa terá apenas 151 quilómetros de extensão e ligará as localidades de Ceglie Messapica e Matera. É curta no papel, mas esconde múltiplas armadilhas e abre espaço para diferentes interpretações tácticas, num percurso típico da criatividade italiana. Fazemos uma antevisão do dia de amanhã.


Embora classificado como dia de transição, o perfil da etapa está longe de ser plano. A subida de Montescaglioso (2,9 km a 8,3%) a 28 km do fim poderá ser um primeiro ponto para existirem ataques ou tornar a corrida dura, especialmente para descartar sprinters mais pesados, caso equipas como a UAE ou a Visma imponham ritmo. A seguir, o terreno torna-se irregular e ondulante, com curtas subidas e descidas técnicas que dificultam a reentrada de homens mais atrasados.


A subida de 5,6 km a 4,6% a 12 km da meta, seguida da rampa de 700 metros a 8% (chega aos 10% máx.) a 1,9 km do fim, oferecem oportunidades ideais para puncheurs ou homens de clássicas atacarem. No entanto, o último quilómetro é em ligeira subida e os sprinters que conseguirem sobreviver, poderão ter alguma vantagem.

 

O Tempo

 

Não se fará sentir qualquer vento significativo, pelo que não deverá ter influência no resultado do dia.

 

Os Favoritos

 

Mads Pedersen (Lidl-Trek) - Sprinta em subida, sobe bem, é resiliente e tem o apoio de uma equipa sólida. Se Ciccone e Vacek endurecerem a corrida, os sprinters mais puros devem ficar para trás. Após dois triunfos e uma boa defesa da Maglia Rosa na etapa 4 (apesar das quedas), a confiança está alta e a forma é evidente. Risco: perder Vacek/Kragh cedo demais ou falhar o posicionamento nos últimos 2 km.


 

Rivais diretos (dependentes do ritmo na subida de Montescaglioso)

Se houver seleção dura:

 

Corbin Strong (Israel-Premier Tech) - Um dos sprinters que melhor passa colinas. Forma crescente e pode bater Pedersen num final tenso.

 Filippo Fiorelli (VF Group-Bardiani) - Muito sólido em finais inclinados. Pódio não seria surpresa.

 

Se o ritmo for mais suave:

 

Kaden Groves (Alpecin-Deceuninck), Olav Kooij (Team Visma | Lease a Bike), Paul Magnier (Soudal - Quick-Step), Orluis Aular (Movistar Team)


 

Perigo nos últimos quilómetros – os atacantes

 

A subida de 700 m a 8% a 1,9 km da meta será o ponto de viragem caso o pelotão hesite:

Tom Pidcock (Q36.5) - Táctico, explosivo, agressivo. Pode atacar ali e abrir espaço antes de alguém reagir. Candidato sério se se mexer no momento certo.

Diego Ulissi (UAE) - Veterano dos finais técnicos. Ideal para se infiltrar num sprint reduzido ou lançar um ataque que vale uma etapa.

Christian Scaroni (Astana) - Rápido em subidas curtas. Discreto, mas perigoso.

 Paul Double e Felix Engelhardt são outsiders: pouco marcados, com perfil ideal para o terreno.

 

Outros nomes a seguir de perto

 

Quinten Hermans, Dorian Godon, Andrea Vendrame, Jon Barrenetxea: Todos têm pedigree em corridas acidentadas e são candidatos ao top-10 (ou melhor) se a corrida abrir cedo.

 

Candidatos à classificação geral - atentos, mas discretos

 

Primoz Roglic, Juan Ayuso: Devem estar atentos para não perder tempo, mas dificilmente atacarão.

Richard Carapaz, Romain Bardet: Mais propensos a testar as pernas. Se o grupo hesitar, podem tentar surpreender.

Isaac del Toro, Jay Vine (UAE): Ambos em forma ascendente e Vine já venceu um final idêntico na Romandia. Se a UAE quiser baralhar as contas, são duas boas cartas.

 

Previsão Volta a Itália: 5ª etapa

 

*** Mads Pedersen

** Kaden Groves, Olav Kooij, Paul Magnier, Corbin Strong

* Wout van Aert, Filippo Fiorelli, Orluis Aular, Andrea Vendrame, Tom Pidcock, Francesco Busatto, Diego Ulissi, Rick Pluimers, Primoz Roglic

Escolha: Mads Pedersen

Como: Sprint em grupo reduzido

Pode visualizar este artigo em: https://ciclismoatual.com/ciclismo/antevisao-volta-a-italia-5a-etapa-dia-ideal-para-uma-fuga-ou-para-puncheurs-quilometro-final-em-subida

“Tom Pidcock perde homem de apoio na Volta a Itália após queda coletiva durante a 4ª etapa”


Por: Ivan Silva

Em parceria com: https://ciclismoatual.com

A etapa 4 da Volta à Itália 2025 decorria de forma relativamente tranquila, com ritmo controlado e o pelotão focado na preparação do primeiro sprint puro da corrida. No entanto, mesmo em dias aparentemente calmos, a concentração tem de ser total. Uma queda repentina veio perturbar a jornada, relembrando que a tensão está sempre presente numa Grande Volta.

Entre os envolvidos esteve o líder da geral, Mads Pedersen, que envergava a Camisola Rosa. Apesar de ter sido afetado pela queda, o dinamarquês da Lidl-Trek não chegou a bater com força no chão e parece ter escapado sem consequências físicas relevantes.

Já Nickolas Zukowsky, da Q36.5 Pro Cycling Team, não teve a mesma sorte. O canadiano de 26 anos foi o mais atingido entre os ciclistas envolvidos e, ao ser visto sentado na berma da estrada, numa postura que frequentemente denuncia uma fratura da clavícula, ficou claro que o cenário era preocupante. O abandono viria a ser confirmado momentos mais tarde.

Esta seria a estreia de Zukowsky numa Grande Volta, agora interrompida de forma precoce. A sua ausência representa também uma baixa importante para Tom Pidcock, que perde um dos seus domestiques neste início de Corsa Rosa.

Pode visualizar este artigo em: https://ciclismoatual.com/ciclismo/video-tom-pidcock-perde-homem-de-apoio-na-volta-a-italia-apos-queda-coletiva-durante-a-4a-etapa

“Pascal Ackermann impõem-se ao sprint e vence a primeira edição da Clássica de Dunquerque”


Por: Carlos Silva

Pascal Ackermann impôs a sua velocidade e experiência para vencer a Clássica de Dunquerque, batendo Biniam Girmay e Alberto Dainese num sprint final decidido ao milímetro. O alemão da Israel - Premier Tech confirma assim um regresso em força e ganha embalo para os 4 Dias de Dunquerque, que arrancam já amanhã.

A corrida teve movimentações desde cedo, com uma fuga de quatro homens - Abram Stockman, Kenny Molly, Luca De Meester e Similien Hamon - que se manteve em evidência até cerca de 30 quilómetros do fim, altura em que o pelotão, liderado por várias equipas de sprinters, anulou a diferença.

A partir daí, todas as tentativas de ataque foram neutralizadas e a chegada em pelotão compacto era inevitável. Bryan Coquard foi o primeiro a lançar o sprint, mas acabou por não conseguir manter o ritmo, com Ackermann, vindo de trás com um lançamento perfeito, a ultrapassar Girmay nos metros finais e a celebrar a vitória na primeira edição desta clássica francesa.

 

Top 10 Classique Dunkerque

 

1º Ackermann Pascal - Israel-Premier Tech

2º Girmay Biniam - Intermarché-Wanty

3º Dainese Alberto - Tudor Pro Cycling Team

4º Démare Arnaud - ARKEA-B&B HOTELS

5º Coquard Bryan - Cofidis

6º Bol Cees - XDS Astana Team

7º Lund Andresen Tobias - Team Picnic PostNL

8º Jeannière Emilien - Team TotalEnergies

9º Walls Matthew - Groupama-FDJ

10º Aberasturi Jon - Euskaltel-Euskadi

Pode visualizar este artigo em: https://ciclismoatual.com/ciclismo/pascal-ackermann-impoem-se-ao-sprint-e-vence-a-primeira-edicao-da-classica-de-dunquerque

Ficha Técnica

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