segunda-feira, 5 de agosto de 2024

“Vanessa Fernandes esteve em Paris a apoiar estafeta mista de triatlo”


Medalhada de Pequim seguiu atentamente a prova

 

Depois das palavras de Vasco Vilaça, que fez questão de lembrar o legado deixado, Vanessa Fernandes marcou esta manhã presença em Paris para seguir a estafeta mista do triatlo (que foi 5.ª colocada na prova de hoje). Nas redes sociais, a equipa do Benfica da modalidade realçou esse facto, com uma mensagem na qual destaca precisamente a história que a antiga triatleta fez. "A melhor de sempre veio a Paris inspirar a equipa! Obrigado, Vanessa Fernandes!".

Fonte: Record on-line

“Volta: Henrique Casimiro “oficialmente reformado” após “últimas pedaladas”


O ciclista tem como ponto alto da carreira a vitória no Grande Prémio Torres Vedras-Troféu Joaquim Agostinho de 2019

 

Por: Lusa

Foto: NUNO VEIGA/LUSA © 2020 LUSA

O português Henrique Casimiro (Efapel) encerrou a carreira como ciclista profissional, no final da 10.ª etapa da 85.ª Volta a Portugal, e afirmou estar “oficialmente reformado”, dizendo “até breve” à modalidade.

“Estas foram as últimas pedaladas enquanto ciclista profissional. Abre-se novo ciclo para o futuro. Oficialmente, sou reformado”, disse o alentejano de 38 anos, bem-humorado.

Após o contrarrelógio final em Viseu, que consagrou o russo Artem Nych (Sabgal-Anicolor) como vencedor da 85.ª edição, Casimiro foi homenageado com um prémio, no pódio, pelos anos de dedicação e sacrifício em prol da modalidade, subindo com os filhos antes de poder, mais tarde, abrir o champanhe com os outros vencedores.

Acabou esta Volta no 27.º lugar final e o adeus, que tinha anunciado primeiro no dia de descanso, é “um misto de sentimentos”.

“Foram muitos anos a tentar lutar pela vitória na Volta a Portugal. Consegui viver essa disputa até ao último metro em 2023. Este ano, senti o que sente o vencedor da Volta, com o carinho das pessoas. Foi a mais emocionante que tive na minha carreira”, admitiu.

Na nona etapa, que acabou na Senhora da Graça, muitos foram os que gritaram o nome dele desde Mondim de Basto até à meta, com o próprio a acenar aos adeptos enquanto passava, uma sensação “arrepiante”.

Para a frente, diz “até breve”, mas não um adeus definitivo. “O ciclismo foi a minha vida e vai continuar a ser. Fecho o capítulo de ciclista profissional”, referiu, antes de “voltar com novos projetos”.

Casimiro, nascido em 22 de abril de 1986, tem como ponto alto da carreira a vitória no Grande Prémio Torres Vedras-Troféu Joaquim Agostinho de 2019, ano em que acabou a Volta a Portugal no 10.º posto.

Na Volta, de resto, somou mais dois 10.º lugares, em 2018 e 2021, com o melhor ano a ser o de 2023, com o sexto lugar final, acima do sétimo de 2016 e oitavo de 2017.

A carreira de profissional começou em 2009 na Palmeiras Resort-Prio, como era então chamada a estrutura de Tavira, tendo mudado para a Efapel em 2016, trocando-a pela Kelly/InOutBuild/Oliveirense em 2020.

Dois anos depois, o alentejano de Odemira, um dos mais experientes corredores do pelotão assinou pela ‘nova’ Efapel e acompanhou os três anos do projeto.

Fonte: Sapo on-line

“Volta: Edição pouco portuguesa teve apenas um vencedor luso em etapas”


Também nas camisolas secundárias o cenário foi 'negro', com todas a serem conquistadas por estrangeiros e, mais, envergadas sempre por um corredor de outro país

 

Por: Lusa

Foto: NUNO VEIGA/LUSA © 2024 LUSA

A 85.ª Volta a Portugal em bicicleta, terminou com o triunfo do russo Artem Nych (Sabgal-Anicolor), foi pouco portuguesa, com apenas uma vitória em etapa e nenhuma classificação final conquistada por corredores nacionais.

O arranque dificilmente poderia ter sido melhor, com o 'automático' Rafael Reis a dar a vitória a Portugal no prólogo, um exercício que costuma dominar, mas, daí para a frente, viveu-se uma autêntica 'razia', sem que qualquer ciclista luso tenha conseguido voltar a erguer os braços.

Apesar de tudo, os seis dias com Afonso Eulálio (ABTF-Feirense) na liderança da classificação geral, depois da amarela inaugural de Rafael Reis, deram cor às aspirações de corredores portugueses, alimentando o sonho de um vencedor nacional na corrida de proa do ciclismo em Portugal.

Também nas camisolas secundárias o cenário foi 'negro', com todas a serem conquistadas por estrangeiros e, mais, envergadas sempre por um corredor de outro país o argentino Nicolás Tivani (Aviludo-Louletano-Loulé Concelho) venceu nos pontos, o espanhol Luis Ángel Maté (Euskaltel-Euskadi) na montanha, o também espanhol Jaume Guardeño (Caja Rural-Seguros RGA) triunfou na juventude e a Euskaltel-Euskadi, de Espanha, venceu por equipas.

No final, Gonçalo Leaça (Credibom-LA Alumínios-MarcosCar) foi o melhor português, no quarto posto, e Eulálio fechou o top 10, dois únicos lusos nos primeiros lugares da geral, e a Aviludo-Louletano-Loulé Concelho venceu os pontos, ainda que com o argentino Nicolás Tivani.

Para o diretor da prova, Joaquim Gomes, estes resultados atestam não só o trabalho das equipas estrangeiras, que “afinal não são tão más” e têm mostrado evidentes recursos, além de quatro equipas espanholas chegarem do segundo escalão do ciclismo mundial, mas também o controlo do passaporte biológico colocado em prática em 2023 pela Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC).

Na sequência do ‘escândalo’ W52-FC Porto, que ainda decorre na justiça depois de a equipa ter sido ‘forçada’ a fechar, com buscas no hotel durante uma prova e os ciclistas suspensos por vários anos de correr, além das responsabilidades de diretores e administradores, estes meios antidopagem colocados em prática, também pela Autoridade Antidopagem de Portugal (ADoP), “apresentam uma competição muito mais justa”.

“Estou confiante, finalmente, que o atual método vai apresentar uma competição mais saudável, mais justa, que nos vai confortavelmente permitir encarar o futuro com mais tranquilidade. Só um louco, e esses não fazem falta na modalidade, é que hoje dá positivo num controlo antidoping”, declarou o também antigo ciclista, duas vezes vencedor da Volta.

Para Joaquim Gomes, que tem décadas de ligação à corrida, “o que se passou com a W52-FC Porto já se tinha passado antes com a Liberty ou a Maia-Milaneza”, com a notoriedade e popularidade da Volta a Portugal a permitir ‘aguentar’ o choque e o afastamento quer do público quer de jovens ciclistas.

“Quando estes escândalos surgem, é vulgar ver muitos corredores em que as famílias têm influência. Às vezes, corredores de enorme qualidade decidem continuar a estudar, enveredar por outras áreas profissionais, e não entrar numa modalidade em que está criado um pântano, digamos assim”, critica.

Depois, numa altura “mais pacífica”, surgem jovens valores que apresentam qualidade, lembrando Joaquim Gomes os casos de sucesso no estrangeiro, como os de João Almeida (UAE Emirates), que aliás também servem de ‘chamariz’ e para que o fenómeno de abandono “não seja ainda mais grave”.

“Vamos ter de cumprir o tal período de nojo que falei há pouco, e esta Volta também deu um contributo decisivo para que isso ocorra. (...) Há uma coisa importante. O ciclismo, até pela sua exigência, transmite valores de elevada nobreza aos seus praticantes. Só tenho pena que alguns destes manchem estes valores”, reforçou.

Apesar de ver o ‘apagão’ luso “com preocupação”, mostra-se confiante na “resiliência” não só do pelotão nacional como da Volta a Portugal, e da credibilidade que empresta à modalidade, tendo já passado por vários casos.

“Quando ainda há tão pouco tempo tivemos um tão grande escândalo no desporto nacional, com um período de nojo ainda tão curto, e hoje celebramos uma Volta com enorme sucesso, só o peso da Volta permite batalhar contra estas notoriedades”, acrescentou.

Fonte; Sapo on-line

Ficha Técnica

  • Titulo: Revista Notícias do Pedal
  • Diretor: José Manuel Cunha Morais
  • Subdiretor: Helena Ricardo Morais
  • Periodicidade: Diária
  • Registado: Entidade Reguladora para a Comunicação Social com o nº: 125457
  • Proprietário e Editor: José Manuel Cunha Morais
  • Morada: Rua do Meirinha, 6 Mogos, 2625-608 Vialonga
  • Redacção: José Morais
  • Fotografia e Vídeo: José Morais, Helena Morais
  • Assistência direção, área informática: Hugo Morais
  • Sede de Redacção: Rua do Meirinha, 6 Mogos, 2625-608 Vialonga
  • Contactos: Telefone / Fax: 219525458 - Email: josemanuelmorais@sapo.pt noticiasdopedal@gmail.com - geral.revistanoticiasdopedal.com