sexta-feira, 24 de setembro de 2021

“Seleção Nacional/ Campeonato do Mundo de Estrada dia 5.2”


Fábio Costa faz sonhar portugueses até aos últimos 8 quilómetros

 

Por: José Carlos Gomes

Fábio Costa esteve hoje em destaque na prova de fundo para sub-23 do Campeonato do Mundo de Estrada, atacando na fase decisiva da corrida, pedalando em fuga cerca de 40 quilómetros, para ser alcançado apenas a 8 quilómetros do fim.

A corrida de 161,1 quilómetros, entre Antuérpia e Lovaina, teve todos os ingredientes de uma clássica da Flandres, com muito público, subidas cortas, mas empinadas, troços de empedrado. E, apesar disso tudo, correu-se a alta velocidade, com os primeiros a terminarem com uma média superior a 44 km/h.

Os portugueses Fábio Costa, Pedro Miguel Lopes e Miguel Salgueiro sofreram as vicissitudes deste tipo de corrida, não caindo, mas ficando presos em várias quedas. Conseguindo contornar estes obstáculos, Fábio Costa entrou no pelotão da frente nos últimos 50 quilómetros, altura em que a fuga do dia sucumbiu.

Aproveitando a indefinição que sempre acontece quando uma fuga chega ao fim, na transição entre o circuito da Flandres e o circuito urbano de Lovaina, Fábio Costa atacou a mais de 40 quilómetros da meta. Integrou um grupo com dez unidades que ainda entrou adiantado na última volta ao circuito final.


Quando a iniciativa estava perto de ser alcançada pelo pelotão, Fábio Costa persistiu e pedalou em solitário, em perseguição do suíço Mauro Schmid, que saíra antes do grupo do português.

A persistência de Fábio Costa não foi premiada e o representante de Portugal seria absorvido a 8 quilómetros do fim. Sem nunca baixar os braços, o português segurou-se no grupo da frente e terminou na 21.ª posição, a 2 segundos do vencedor, o italiano Filippo Baroncini, que atacou na aproximação ao quilómetro final, para ter no pódio a companhia do eritreu Biniam Girmay, segundo, e do neerlandês Olav Kooij, terceiro.

 

“Foi o meu primeiro Campeonato do Mundo, uma experiência completamente diferente. O posicionamento para as partes críticas da corrida é algo em que temos bastante dificuldade. Isso impediu-nos de estar mais à frente na corrida, levando-nos a gastar muita energia, até porque houve várias situações em que os três tivemos de pôr o pé no chão. Tentei surpreender e cheguei a pensar que poderia discutir o top 5. Fui apanhado a 8 quilómetros do final, mas estou muito contente com a minha prestação. Foi uma forma muito boa de deixar o escalão de sub-23”, considera Fábio Costa.

Pedro Miguel Lopes também conseguiu chegar no primeiro pelotão, concluindo o Mundial no 33.º lugar. Miguel Salgueiro não conseguiu recolar após uma das situações em que se viu “cortado”, sendo o 91.º a cruzar a meta, a 9m43s do vencedor.

 

Femininas correm no sábado

 

O sábado ficará marcado pelas duas provas femininas de fundo. Beatriz Roxo e Sofia Gomes competem na corrida de juniores, uma prova com início às 7h15, que terá 75,2 quilómetros, resultantes de cinco voltas ao circuito de Lovaina. Às 11h20 começa, em Antuérpia, a prova de fundo para as corredoras femininas de elite. Terá um percurso semelhante ao percorrido hoje pelos sub-23, com um troço em linha, uma passagem pelo circuito da Flandres, duas voltas completas e duas incompletas ao circuito de Lovaina, onde termina a prova, depois de percorridos 157,7 quilómetros. Portugal estará representando por Daniela Campos e Maria Martins.


 

Artur Lopes distinguido pela UCI

 

O presidente da Assembleia Geral da Federação Portuguesa de Ciclismo, Artur Lopes, foi recebeu hoje, durante o Congresso da UCI, realizado em Lovaina, o estatuto de Membro Honorário do Comité Diretor da União Ciclista Internacional, reconhecimento pelas várias décadas de trabalho em prol do ciclismo, ocupando cargos de relevo nacionais e internacionais. O presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, Delmino Pereira, aproveitou a presença no Congresso da UCI para entregar ao presidente desta entidade, David Lappartient, uma placa alusiva ao Centenário do Campeonato do Mundo.

 

Baixa na equipa de elite

 

Rúben Guerreiro é uma baixa na equipa de Portugal que no domingo irá disputar a prova de fundo para elite do Campeonato Mundial. O corredor de Pegões Velhos, com más sensações nos últimos dias, considera não estar na forma adequada para representar o país no Campeonato do Mundo. Depois de falar com o selecionador nacional, José Poeira, e de comum acordo com este, abdicou da presença na Flandres. Portugal vai alinhar com André Carvalho, João Almeida, Nelson Oliveira, Rafael Reis e Rui Oliveira.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Clube Desportivo Fullracing traz 17 milhões de euros de retorno durante a Volta a Portugal”


O Clube Desportivo Fullracing dá um retorno de 17 milhões de euros com a sua participação na 82.ª edição da Volta a Portugal. É este o valor apurado para o retorno que a Equipa Profissional de Ciclismo do clube, com sede em Águeda, trouxe aos patrocinadores e parceiros do projeto. São números nunca antes alcançados por uma equipa de ciclismo e que refletem, de forma irrepreensível, como o ciclismo é das modalidades com maior capacidade de promover as marcas que o apoiam.

Os valores foram dados a conhecer através da CISION, entidade credenciada e líder global no fornecimento de serviços para planeamento, contacto, monitorização e análise dos media, a quem a estrutura pediu um estudo, como acontece todos os anos. O objetivo foi o de analisar e avaliar o potencial mediático da Equipa Profissional de Ciclismo que detém o clube, no âmbito da edição de 2021 da competição rainha do calendário nacional.

 

Traduzindo este retorno para números:

 

▪️ 1.888 notícias sobre a Equipa Profissional de Ciclismo foram publicadas nos media;

▪️ 112 milhões de impressões foram geradas por estas notícias da Equipa na Volta;

▪️ 137.444 interações foram geradas pelas notícias online;

▪️ 19% da população portuguesa esteve exposta a esta mensagem;

▪️ 17.012.466 milhões de euros é o valor estimado pela ocupação deste espaço editorial.

A determinação deste desempenho foi efetuada através da análise da informação editorial veiculada nos media nacionais – imprensa, online, televisão e rádio –, no período compreendido entre 07 de janeiro e 09 de setembro de 2021.

Tal como no online, foram os jornais desportivos que mais mediatismo atribuíram à Equipa Profissional de Ciclismo do Clube Desportivo Fullracing. A televisão foi o meio mais valorizado, aumentando exponencialmente a exposição mediática, que se atribui aos principais programas televisivos e transmissões em direto da Volta a Portugal.

“O Clube Desportivo Fullracing, na recente volta a Portugal, demonstrou mais uma vez todo o potencial desta modalidade como promoção de marcas ou produtos. É com enorme satisfação que o clube, através da sua Equipa Profissional de Ciclismo, alcança números de retorno para os seus patrocinadores e parceiros nunca antes alcançados por uma equipa de ciclismo”, adiantou Carlos Pereira, team manager do Clube Desportivo Fullracing, que faz a gestão da Equipa. E continuou: “Estes números só foram possíveis graças à simbiose perfeita entre os resultados desportivos e a comunicação permanente da nossa estrutura, de forma a dar a máxima exposição às marcas que representamos”.

Fonte: Clube Desportivo Fullracing

“Seleção Nacional/ Campeonato do Mundo de Estrada dia 5.1”


António Morgado sofre e resiste para conquistar lugar de destaque

 

Por: José Carlos Gomes

António Morgado conquistou hoje o segundo melhor resultado de sempre para Portugal em provas de fundo para juniores em Campeonatos do Mundo, sendo o sexto classificado na corrida de 121,8 quilómetros, disputada em Lovaina, Flandres, Bélgica.

Num circuito plano, apenas com quatro topos mais exigentes a quebrarem o ritmo, a alta velocidade foi a maior dificuldade enfrentada pelos corredores portugueses. A média final, superior a 44,6 km/h atesta a exigência da corrida, na qual as seleções mais rodadas internacionalmente tiveram a vantagem da experiência.


António Morgado e Gonçalo Tavares foram os ciclistas portugueses que se adaptaram melhor às adversidades, permanecendo no pelotão da frente. No entanto, acabaram sujeitos a um desgaste adicional, pois nas fases planas da prova não conseguiam manter-se bem posicionados, tendo constantemente de recuperar posições no seio do grupo.

Apesar deste trabalho de constante recolocação, António Morgado teve forças para inserir-se no sprint pelo quarto lugar, uma vez que os três primeiros pedalavam já adiantados na discussão das medalhas. O ciclista das Caldas da Rainha soube explorar a roda dos adversários na reta da meta, em ligeira subida, sprintando para o sexto lugar, o segundo melhor de sempre para o país em provas de fundo para juniores dos Mundiais, apenas suplantado pelo quinto posto de Daniel Freitas, em 2009, na Rússia.


António Morgado cruzou a meta a 24 segundos do norueguês Per Strand Hagenes, que concluiu a prova isolado, ao fim de 2h43m48s. O segundo classificado foi o francês Romain Gregorie, a 19 segundos, ficando o terceiro posto para o estoniano Madis Mihkels, que vinha em fuga, mas cortou a meta com o mesmo tempo do pelotão principal, 24 segundos depois do vencedor.

“Toda a corrida foi muito difícil. Nunca me senti muito bem, mas consegui mentalizar-me que tinha de sofrer. Foi uma prova sempre de grande sofrimento. Andei sempre na parte de trás no pelotão, mas como era uma corrida de eliminação, fui eliminando alguns adversários. Cheguei a descolar mais do que uma vez, mas consegui agarrar-me ao grupo. No final coloquei-me bem e dei tudo no sprint”, descreve António Morgado.

Gonçalo Tavares também ficou a 24 segundos do campeão mundial, no 22.º lugar, após uma corrida, à semelhança da de António Morgado, em que a colocação foi a grande pecha. “Conseguia manter-me dois ou três quilómetros bem colocado, mas, de repente, já estava para trás outra vez. Nas subidas era quando conseguia subir mais no grupo, mas depois a descer e no plano, acabava sempre por ficar fechado. Foi uma corrida de muito sofrimento. Tanto aqui como no europeu aconteceu-me algo que nunca tinha sucedido: só queria que a corrida acabasse. A cada volta, eu pensava ‘só falta mais uma’”, confidencia o ciclista de Proença-a-Nova.


A prova dos outros dois portugueses ficou marcada por quedas. Diogo Pinto ficou “cortado” na sequência de uma queda logo nos quilómetros iniciais, não conseguindo recolar ao pelotão, devido à velocidade extremamente elevada do grupo. Lucas Lopes fez as duas primeiras voltas entre os melhores, sempre bem posicionado, mas sofreu ele próprio duas quedas que o fizeram perder irremediavelmente o contacto com a frente de corrida. Devido ao atraso acumulado, os dois corredores foram obrigados a abandonar, contando-se entre os 81 desistentes.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

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