O ciclista português Afonso Eulálio perdeu hoje o lugar no pódio da Volta a Itália, descendo para quinto da classificação geral após a 16.ª etapa, mas mantém intacta a ambição de terminar no top 10 e segurar a camisola branca, símbolo do melhor jovem da prova.
Nova
configuração da geral e ambições redefinidas
O corredor da Bahrain
Victorious, que partiu para os 113 quilómetros entre Bellinzona e Carì na
segunda posição, terminou a tirada no 11.º posto, a 3m04s do vencedor Jonas
Vingegaard. A diferença acumulada coloca agora Eulálio a 5m40s do dinamarquês,
líder destacado.
Apesar da queda na geral, o
português mostrou serenidade e realismo:
“Ainda não estou pronto para
lutar pelos lugares cimeiros. Não é novidade. Mas posso continuar a lutar pelo
top 10.”
Equipa
unida e foco total na juventude
Eulálio destacou o trabalho da
Bahrain Victorious, que o ajudou a manter a camisola branca por mais um dia. O
português reconheceu, porém, que a luta pela juventude está longe de estar
fechada.
O italiano Giulio Pellizzari
quebrou na etapa e caiu da disputa, mas Davide Piganzoli, da Visma-Lease a
Bike, aproximou-se perigosamente e está agora a apenas 2m17s.
“Ele está muito forte e
trabalha para o Vingegaard, mas chega sempre bem à subida final. Eu vou
continuar a acreditar e a sonhar com algo bonito neste Giro.”
Um Giro
já histórico para Portugal
Afonso Eulálio liderou a
classificação geral durante nove etapas, tornando-se o segundo português com
mais dias de rosa na história da prova. Agora, procura repetir o feito de João
Almeida, que em 2023 terminou o Giro como melhor jovem.
Com a chegada a Roma marcada
para domingo, o ciclista figueirense mantém a ambição intacta:
“Temos feito um trabalho
incrível. Vou lutar até ao fim.”
Caminhos possíveis a partir
daqui
Top 10 no Giro, objetivo
realista e assumido
Defesa da camisola branca,
duelo apertado com Piganzoli
Gestão de esforço nas últimas
etapas essencial, para evitar quebras.

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