Por: Miguel Marques
Em parceria com: https://ciclismoatual.com
A quinta etapa da Volta a
Espanha 2025 ficou marcada por um episódio insólito e preocupante fora da
estrada. A Israel - Premier Tech foi alvo de um bloqueio durante a corrida
desta quarta-feira, impedindo temporariamente o avanço da equipa e afetando o seu
desempenho no CRE. A ação de protesto, ligada à contestação da presença da
formação israelita no pelotão internacional, deixou o diretor da prova, Javier
Guillén, visivelmente irritado.
"Foi um ato de violência.
Algumas pessoas tentaram boicotar a corrida, impedindo a passagem do Israel -
Premier Tech. Vamos apresentar queixa na polícia; não podemos permitir que o
que aconteceu se repita", afirmou Guillén ao jornal Marca.
Um problema que não é novo no
ciclismo
O ciclismo profissional tem
sido palco de protestos semelhantes nos últimos anos. Na Volta a Itália, uma
etapa ao sprint foi perturbada pela intervenção de manifestantes, que embora
não tenham bloqueado o pelotão, afetaram gravemente dois ciclistas que estavam
em fuga. Já na Volta a França, na 11ª etapa, um homem correu ao lado de Jonas
Abrahamsen na reta da meta, num gesto que, felizmente, não impediu a vitória do
norueguês, mas levantou questões sobre a segurança.
Estes episódios, assim como o
ocorrido agora na Vuelta, estão relacionados com a contestação internacional às
ações de Israel na Palestina. A presença da Israel - Premier Tech no pelotão
tem motivado apelos à exclusão da equipa em várias corridas World Tour, uma
polémica que parece longe de se dissipar.
Guillén defende o princípio
desportivo
Apesar das pressões, Guillén
foi claro na defesa da legitimidade da equipa. "Qualquer protesto é
respeitável se for feito de forma pacífica: não aconteceu nada, mas podia ter
acontecido. A Israel não é uma equipa ‘convidada’, participou no Tour e no Giro
por mérito próprio e nada a impede de participar na Vuelta", sublinhou.
O diretor recordou que a
segurança do pelotão é prioridade absoluta e que não irá permitir que a corrida
seja condicionada por bloqueios violentos. "Uma queixa é uma coisa, mas o
que aconteceu é outra", reforçou, criticando o modo como os manifestantes
atuaram.
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