terça-feira, 12 de maio de 2020

“Coronavírus: Países Baixos abdicam de Nacionais de ciclismo de estrada”

Fabio Jakobsen (Deceuninck-QuickStep) vai manter a camisola de campeão holandês até 2021

Por: Lusa

Foto: EPA

Os Campeonatos Nacionais de ciclismo de estrada dos Países Baixos não vão realizar-se este ano, pelo que Fabio Jakobsen (Deceuninck-QuickStep) vai manter a camisola de campeão holandês até 2021, confirmou esta terça-feira a federação.

"Não há verdadeiramente lugar [para os Nacionais] num calendário velocipédico de três meses. É irresponsável acrescentar mais uma corrida. E com que objetivo? É realmente necessário organizar um campeonato nacional no nosso país?", questionou o diretor da Federação holandesa de ciclismo, Thorwald Veneberg, ao confirmar, ao diário Telegraaf, que a prova não irá realizar-se.

A renúncia da federação a organizar a competição acontece na sequência da proibição, por parte do governo dos Países Baixos, da realização de eventos desportivos naquele país até 01 de setembro, uma decisão que 'esbarra' na vontade da União Ciclista Internacional, que, no seu calendário reformulado, apontou o fim de semana de 22 e 23 de agosto para a disputa dos Campeonatos Nacionais de estrada.

Assim, Fabio Jakobsen, que este ano venceu a primeira etapa da Volta ao Algarve e classificação dos pontos, vai envergar até 2021 a camisola de campeão conquistada no ano passado.

Os Países Baixos são o primeiro país a abdicar dos Campeonatos Nacionais de estrada. O ciclismo está suspenso, devido à pandemia da covid-19, em todas as suas vertentes até 01 de julho e no escalão WorldTour, o principal da modalidade, até 01 de agosto.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 286 mil mortos e infetou mais de 4,1 milhões de pessoas em 195 países e territórios. Mais de 1,4 milhões de doentes foram considerados curados

Fonte: Record on-line

 

“Entrevistas Associação de Ciclismo do Minho/A opinião do médico Vasco Miguel Maia”

O médico Vasco Miguel Maia será o entrevistado desta terça-feira (21h15) da ACM – Associação de Ciclismo do Minho no âmbito das iniciativas que a associação tem promovido a propósito da situação que se vive com o Covid-19

Vasco Miguel Maia vai explicar algumas situações relacionadas com a pandemia do Covid-19 e deixar recomendações aos atletas.

Nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, Vasco Miguel Maia foi o médico das provas de ciclismo, assim como desempenhou idênticas funções em várias edições da Volta a Portugal e nos Campeonatos Nacionais de Ciclismo de 2019, realizados em Melgaço.

A entrevista está agendada para as 21h15 e poderá ser acedida através do Facebook https://www.facebook.com/CiclismoMinho ou do canal do Youtube da Associação de Ciclismo do Minho https://www.youtube.com/ciclismominho .

Será agora a vez de conhecer a opinião do médico Vasco Miguel Maia, depois de Carla Noémia já ter entrevistado Marco Chagas, José Azevedo, Cândido Barbosa, José Mendes, Tiago Machado, João Matias, David Vaz, João Cruz, Paulo Abreu, José Santos, Artur Lopes, Jorge Pina (Dirigente da FPC), Diogo Leite Ribeiro (Presidente da Assembleia-Geral da ACM), Mário Fortes e Nuno Silva Leal (um minhoto a residir em Macau).

Fonte: ACM

segunda-feira, 11 de maio de 2020

“O isolamento pelo ciclista Tiago Machado: "Não podemos viver com o medo para sempre, temos de lidar com ele"”

O SAPO Desporto esteve à conversa com o ciclista Tiago Machado, para saber como se tem adaptado ao isolamento provocado pela pandemia de COVID-19.

Foto: Estela Silva/Lusa

Por: João Agre


O isolamento pelo ciclista Tiago Machado:

O ciclista Tiago Machado esteve à conversa connosco para fazer um balanço do seu período de confinamento e sobre como está a encarar a possibilidade de um cancelamento da Volta a Portugal.

O atleta da Efapel continua a treinar na estrada em segurança, até como fazia antigamente, devido à ‘solidão’ da modalidade que pratica, revelando que o que sente mais falta são mesmo as “massagens”.

Natural da freguesia de Abade de Vermoim, na sua terra natal de Vila Nova de Famalicão, Tiago Machado acredita que a edição de 2020 da Volta a Portugal vai realizar-se, para já marcada para decorrer de 29 de julho a 09 de agosto.


SAPO Desporto - Como tem sido o seu dia a dia desde que começou a pandemia?

Tiago Machado - Tem sido parecido com o que era antigamente, porque os atletas da minha modalidade (ciclismo) já costumavam treinar de forma isolada. A maior alteração, até na minha vida pessoal, foi que deixei de ir buscar o meu filho ao infantário ao final da tarde, algumas vezes levava-o aos meus sogros e pais e isso deixou de acontecer. Outra diferença é que deixei de receber massagens desde o dia 06 de março, algo que era feito com regularidade.


SD - E em questões de treino de estrada, tem notado alguma diferença?

TM - Noto algumas, principalmente na altura em que foi decretado o Estado de Emergência - atualmente vigora o Estado de Calamidade - aí não treinava tantas vezes quanto gostaria na estrada, mas agora tenho aproveitado para sair mais vezes, até porque tinha o receio de ter algum acidente e ter de ir para o hospital. Acho que todos devíamos ter consciência, algo que todos os atletas o tiveram durante este período: Preferimos perder um mês do que perder mais tempo por causa da nossa irresponsabilidade.


SD - Como é o seu dia a dia?

TM - Acordo às 07 horas para tomar o pequeno almoço, depois fico um pouco relaxado até às 09h, depois vou para o meu treino de bicicleta na estrada. Chego a casa e almoço e, por volta das 15 horas, vou deitar o meu filho para a sua sesta, ele acorda e lanchamos, ficamos a ver um bocado de televisão…


SD - É muito diferente o dia de hoje com o que era há dois meses, por exemplo?

TM - Sim, até porque hoje já teria feito a massagem, lanchava e ia buscar o meu filho à escola. Depois poderíamos jantar fora de casa.. São essas as pequenas diferenças.
 

SD - E nas questões de hábitos alimentares. Tem pecado mais nesta fase?

TM - A linha já não era muito direita, portanto… Mas tenho mantido os mesmos hábitos. Por exemplo, gosto muito de frango de churrasco, agora já não como com tanta frequência, porque já não temos a mesma confiança de o ir buscar fora. E mesmo as compras, agora são feitas online.


SD - E passatempos? Tem visto mais filmes e séries?

TM - É mais ao final do dia. À tarde, vemos desenhos animados por causa do meu filho. Temos visto a série A Espia (RTP1), Como Defender um Assassino (AXN) e Ozark (Netflix).
 

SD - Que perspetivas tem agora para a Volta a Portugal?

TM - Acredito que se vai concretizar. É com essa esperança que vamos para a estrada. A Volta é a Volta. Acredito que até à data do início da prova o pior já tenha passado, claro que não podemos baixar a guarda, cumprindo os cuidados de higiene pedidos pela DGS. Acredito que vamos retomar o rumo normal da vida. Os eventos desta envergadura vão manter-se.


SD - Acha que os portugueses precisam do desporto ou é um ato imprudente?

TM - No outro dia magoei-me em casa, na canela... podemos magoar-nos em qualquer circunstância, não podemos viver com o medo para sempre, temos de lidar com ele. É o ciclo da vida. Vão continuar a surgir casos enquanto não houver uma vacina. Temos de retomar pouco a pouco, mas com as restrições que nos pedem. Se todos tivermos essa consciência, dá para viver assim.


SD- Existem modalidades mais viáveis do que outras?

TM - Eu gostava que todas se pudessem fazer, mas quanto aos desportos de pavilhão não sei, por exemplo, até que ponto conseguiriam ser concretizados, devido à lotação, ambientes fechados...Acho que cada caso deveria ser avaliado. Quem me dera que todos pudessem retomar à normalidade.


SD - Acha que o mundo vai ser diferente?

TM - Acho que sim. As pessoas já tomaram consciência de que não precisam de estar como ‘ sardinha em lata’ ou que podem fazer mais compras online, sem ir aos supermercados, nem às farmácias. Acho que vai ser útil para criar novos hábitos mais saudáveis.

Fonte: Sapo on-line

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