domingo, 21 de julho de 2024

“Cavendish despede-se "sem pressão" e em festa com o público e a família: «Agora, posso desfrutar»”


Questionado sobre se esta seria a última prova da carreira, o ciclista hesitou antes de responder "é provável"

 

Por: Lusa

Foto: Reuters

Mark Cavendish (Astana) despediu-se este domingo da Volta a França, provavelmente a última corrida da sua carreira, no contrarrelógio final da 111.ª edição, que concluiu cumprimentando o público e 'absorvendo' o momento.

"Corri sem pressão, o que é estranho para a última etapa do Tour", disse o sprinter britânico, de 39 anos, depois de concluir os 33,7 quilómetros entre o Mónaco e Nice, os últimos da sua carreira, pelo menos, na 'Grande Boucle'.

Depois de, no sábado, ter terminado a 20.ª etapa em lágrimas, o agora recordista solitário de vitórias na prova francesa surgiu hoje muito mais calmo, revelando estar a "absorver" aquilo que lhe estava a acontecer.

"Já libertei grande parte das minhas emoções ontem [sábado]. Agora, posso desfrutar", explicou.

Hoje, concluiu a etapa sem pressas, cumprimentando o público com a mão nos derradeiros metros até à meta.

Nesta edição, Mark Cavendish desempatou finalmente com Eddy Merckx como recordista de vitórias em etapas na Volta a França, ao somar, ao quinto dia, o 35.º triunfo, 16 anos depois do primeiro.

Questionado sobre se esta seria a última prova da sua carreira, em que conquistou 165 vitórias, o ciclista da Ilha de Man hesitou antes de responder "é provável".

Seja ou não a sua última corrida, 'Cav' despede-se das grandes Voltas como terceiro mais vitorioso de sempre, com 55 vitórias em etapas (tem 17 no Giro e três na Vuelta, além das 35 no Tour), atrás de Merckx (64) e do também já retirado sprinter italiano Mario Cipollini (57).

A 111.ª Volta a França termina hoje com um inédito contrarrelógio em Nice, cidade que acolhe o primeiro final da prova fora de Paris.

Fonte: Record on-line

“Tadej Pogacar conquista Volta a França pela 3.ª vez: «Este ano fizemos tudo na perfeição»”


Esloveno fechou a 111.ª edição do Tour com vitória no contrarrelógio final

 

Por: R.B.

Foto: Epa/Lusa

Tadej Pogacar conquistou este domingo a sua terceira Volta a França da carreira, fechando as três semanas de completo domínio com nova vitória, a 6.ª da presente edição, depois de dois anos no segundo lugar do pódio.

"Não consigo descrever o quão feliz estou por conseguir isto, depois de dois anos difíceis no Tour. Este ano fizemos tudo na perfeição. É incrível poder ganhar de novo. Esta é a primeira Grande Volta em que estive confiante todos os dias, até no Giro me lembro de um dia mau, mas não vou dizer qual. Já o Tour foi incrível, foi um prazer desde o primeiro dia até hoje", afirmou o camisola amarela, visivelmente emocionado.

No contrarrelógio final, que ligou Mônaco a Nice, Pogacar voltou a mostrar que só sabe correr para vencer, batendo o rival Jonas Vingegaard (Visma) por um minuto.

"Foi um bom começo no Mónaco, no circuito de F1, um dos melhores circuitos do mundo. No início, ouvia a diferença com Remco Evenepoel no meu auricular, mas não fazia ideia das outras diferenças de tempo. No final, senti-me muito bem no topo da primeira subida, onde treinei muitas vezes com a Urska [parceira de Tadej Pogacar]. Ela detesta que eu faça sempre esses caminhos com ela nos treinos. Foi por isso que quis mostrar que a nossa preparação não foi em vão", brincou o ciclista da Emirates que, aos 25 anos, conta com 17 triunfos em etapas na prova francesa, algo nunca antes alcançado com esta idade.

Para adicionar à histórica exibição, 'Pogi' é o primeiro ciclista desde 1998 com Marco Pantani a ganhar a dobradinha Giro-Tour. "Isso também é incrível. Nunca imaginei. Algumas pessoas achavam que o Giro era uma forma de me proteger caso não ganhasse o Tour. E  mesmo se tivesse ganho apenas o Giro, já teria sido um ano incrível para mim. Mas ganhar os dois é um nível diferente. Estou orgulhoso pelo termos feito desta forma", afirmou, já de olhos no próximo triunfo.

"O Mathieu van der Poel fica bem com a camisola arco-íris, mas eu também gostaria de a ganhar", atirou sobre a possibilidade de se tornar campeão do mundo, naquela que é, aos seus olhos, a "melhor geração de sempre do ciclismo."

Fonte: Record on-line

“Lance Armstrong sobre Pogacar: «Cometeu o maior erro da sua carreira»”


Norte-americano questiona fome incessante de vitória do esloveno

 

Por: Record

Apesar de ter perdido as sete vitórias do Tour conseguidas na estrada devido a doping, Lance Armstrong continua a ser uma voz reconhecida no mundo do ciclismo e no decurso da atual Volta a França, no seu podcast The Move, tem ganho muito destaque pelas suas opiniões. A mais recente surgiu por conta das vitórias de Tadej Pogacar, que no entender o norte-americano... já são um exagero.

A declaração de Lance surgiu na sexta-feira, depois da vitória na 19.ª etapa, mas também pode muito bem ser encaixada no que sucedeu este sábado, até porque o filme foi o mesmo.

"O que vimos hoje foi o maior erro da sua carreira. Garanto-vos. As outras equipas não gostaram, os fãs... Podem dizer que os eslovenos gostam, mas também estás a correr contra um belga chamado Remco Evenepoel, um dinamarquês Jonas Vingegaard. Dois grandes países no ciclismo. Estás a competir em França, com a imprensa francesa. Garanto-vos, é um enorme erro da sua parte. É desnecessário", disse o norte-americano, de 52 anos.

"Oiço as reações: é uma corrida. Pode dizer isso. Sim, é verdade, mas é também uma campanha política. Não dês às pessoas uma razão para te odiarem. E gosto de repetir isso. Não dês às pessoas uma razão para te odiarem. Se isso não é suficiente, não dês às pessoas uma razão para não gostarem de ti. E mais importante e é o mais importante: não dês às pessoas uma razão para duvidarem de ti. Não lhes dês uma chance para questionarem a tua grandeza. E ele fez isso, foi o maior erro da sua carreira".

Fonte: Record on-line

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