domingo, 28 de junho de 2026

“António Morgado festeja dobradinha no Campeonato Nacional”


Fotos: Rodrigo Rodrigues / FPC

António Morgado é o novo Campeão Nacional de ciclismo de estrada. O jovem da UAE Team Emirates-XRG foi o mais rápido na prova de fundo da elite masculina, este domingo, na Guarda, e juntou o título ao de contrarrelógio, que venceu na sexta-feira. Rui Oliveira (UAE Team Emirates-XRG) e Afonso Silva (Team Tavira/Crédito Agrícola) completaram o pódio.

Com partida e chegada junto ao Parque Urbano do Rio Diz, o percurso de 181 quilómetros estava desenhado em torno de um circuito de 34,8 quilómetros e contemplava um setor inicial mais extenso a norte do concelho da Guarda.

As movimentações começaram cedo, sempre com homens da UAE Team Emirates-XRG entre os protagonistas, sobretudo Ivo Oliveira. Ao quilómetro 43, foi a vez de António Morgado se destacar com a companhia de Hugo Nunes (Credibom-LA Alumínios-Marcos Car). A estes, juntou-se um grupo de 12 corredores, formando aquela que prometia ser a fuga do dia, uma vez que incluía os principais candidatos à vitória final.

Com cerca de 63 quilómetros percorridos, porém, Afonso Silva, António Morgado e Rui Oliveira atacaram no grupo da frente e isolaram-se, formando um trio que só seria separado nos quilómetros finais. A jornada foi longa e o grupo perseguidor bem tentou alcançar o trio - chegou a estar a apenas 15 segundos com pouco mais de 20 quilómetros por percorrer -, mas o destino estava traçado.


O trio resistiu e, já dentro dos 10 quilómetros finais, Afonso Silva deixou para trás Rui Oliveira com um ataque numa subida, mas levou consigo António Morgado. Ora, não tardou até que o Bigode Voador desferisse um ataque fatal, dentro dos últimos cinco quilómetros. Afonso não conseguiu responder e Morgado só parou quando cruzou a meta, sagrando-se o novo Campeão Nacional de fundo.

“Éramos dois da mesma equipa e estava a tentar ajudar mais o Rui, que me ajuda muito em todas as corridas. Ele já fez várias vezes segundo e merecia ganhar. O nosso objetivo era chegar ao sprint, mas na última subida, quando o Afonso atacou, consegui ir. Ele estava forte e, quando percebi que não ia parar, decidi atacar para ser certo, porque num sprint com aquelas curvas nunca se sabe se sai a corrente ou ficas entalado”, começou por explicar António Morgado.

“Fico contente, mas isto é uma equipa e sei que para o Rui tem um significado muito importante. Não quero ser hipócrita, claro que gostava de ser campeão nacional, mas talvez hoje preferisse que fosse o Rui. Os Nacionais foram muito rápidos e duros, quase 150 quilómetros de fuga com o Rui e o Afonso, e se fosse uma vitória para qualquer um deles seria bem entregue”, concluiu o novo Campeão Nacional.

Contas feitas, António Morgado terminou os 181 quilómetros ao fim de 4h03m37s, Afonso Silva chegou na segunda posição, a 18 segundos, e Rui Oliveira completou o pódio, a 30. Ivo Oliveira, vencedor do título nacional em 2024 e 2025, foi quarto, a 48 segundos, tendo chegado com Fábio Costa (Feira dos Sofás-Boavista), que fechou o top 5.


Recorde-se que António Morgado já se havia sagrado Campeão Nacional de Contrarrelógio na sexta-feira, em Casal de Cinza. O português da UAE Team Emirates-XRG conquista assim os dois títulos nacionais no mesmo ano, algo que não acontecia desde 2018.

 

Paraciclistas coroados Campeões Nacionais na Guarda

 

A prova de fundo de paraciclismo abriu a jornada decisiva deste domingo dos Campeonatos Nacionais de Estrada 2026, na Guarda, coroando nove paraciclistas com os títulos nacionais das respetivas classes.

A corrida reuniu 27 paraciclistas distribuídos pelas diferentes classes em competição, que percorreram o traçado de 5,2 quilómetros em torno do Parque Urbano do Rio Diz, ao longo de cerca de uma hora e meia, com voltas sucessivas ao circuito, sendo a classificação final definida na última passagem pela meta após esse período.

Na classe C, Daniel Silva (Silva & Vinha/ADRAP/Sentir Penafiel) sagrou-se Campeão Nacional em C2, José Miranda em C3, David Costa (Rodactiva) em C4 e Miguel Pacheco (Academia Efapel de Ciclismo) em C5. Na classe D masculina, o título nacional foi conquistado por André Soares (LA Alumínios/Vila Galé/Marcos Car/Matos-Cheirinhos).

Nas handbikes, Sérgio Gomes (Descobre Destreza Associação Desportiva) venceu na classe H2, João Pinto (Mirachoro Hotels-Centro Ciclismo de Portimão-La Gioconda) em H3 e Flávio Pacheco em H4, enquanto Felismina Gomes (Europcar Associação Salvador) venceu na classe H5 feminina.

 

Campeões Nacionais de Paraciclismo - Prova de Fundo:

 

C2 Masculino: Daniel Silva (Silva & Vinha / ADRAP / Sentir Penafiel) C3 Masculino: José Miranda

C4 Masculino: David Costa (Rodactiva)

C5 Masculino: Miguel Pacheco (Academia Efapel de Ciclismo)

D Masculino: André Soares (LA Alumínios/Vila Galé/Marcos Car/Matos-Cheirinhos) H2 Masculino: Sérgio Gomes (Descobre Destreza Associação Desportiva)

H3 Masculino: João Pinto (Mirachoro Hotels-Centro Ciclismo de Portimão-La Gioconda) H4 Masculino: Flávio Pacheco

H5 Feminina: Felismina Gomes (Europcar Associação Salvador)

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Magnus Cort põe fim à carreira, o adeus surpreendente de um dos rostos mais marcantes do pelotão internacional”


Por: José Morais

Magnus Cort, uma das figuras mais reconhecíveis e combativas do ciclismo moderno, anunciou que vai terminar a carreira no final desta época, aos 33 anos, encerrando mais de uma década de presença constante nas grandes estradas do World Tour.

O dinamarquês, conhecido tanto pelas vitórias como pelo estilo irreverente especialmente o bigode que se tornou imagem de marca deixa o ciclismo com 35 triunfos profissionais, incluindo feitos raros: etapas conquistadas nas três grandes Voltas. Somou seis vitórias na Vuelta, duas no Tour de France e uma no Giro d’Itália, esta última em 2023.

 

Um adeus ponderado após uma carreira intensa

 

Magnus Cort explicou que, apesar de continuar a sentir-se competitivo, chegou o momento de fechar o capítulo.

“Ainda corro a 100%, mas foram muitos anos de sacrifícios. Chega uma altura em que percebes que estás pronto para parar.”

A primeira vitória profissional surgiu em 2013, marcando o início de uma carreira longa e consistente ao mais alto nível. Passou por equipas de referência como Orica GreenEDGE, Astana e EF Education-EasyPost, antes de ingressar na norueguesa Uno-X, onde decidiu competir em 2024 para ajudar a formação a alcançar o World Tour objetivo que se concretizou esta época.

 

Um corredor de fugas, bigodes e combatividade

 

Magnus Cort tornou-se um símbolo do ciclismo ofensivo: presença constante nas fugas, agressivo nas etapas montanhosas e explosivo nos finais mais imprevisíveis. A sua personalidade descontraída e o visual peculiar fizeram dele um favorito entre adeptos e colegas.

Além das grandes Voltas, venceu etapas em provas como o Critério du Dauphiné, Paris-Nice e a Volta ao Algarve, onde conquistou duas etapas em 2023. No ano passado, triunfou também na classificação geral d’O Gran Camiño.

 

Últimos objetivos antes do adeus Magnus Cort garante que ainda quer deixar uma marca final:

 

“Na Volta a França, seria fantástico conseguir um resultado ou ajudar o Tobias Johannessen a lutar pela classificação. Talvez ainda dispute a Vuelta ganhar uma etapa numa grande Volta na minha última época seria a melhor forma de terminar.”

“37.º LA FAUSTO COPPI GENERALI: FEDERICO BORELLA (OM. CC) E ANNALISA PRATO (OM. CC) REIVINDICAM A VITÓRIA NO GRANFONDO, ENQUANTO MASSIMILIANO BARBERO PIANTINO (OM. CC) E ANNA CEOLONI (OM. CC) TRIUNFO NO MEDIOFONDO”


Equipa local OM. O CC dominou o pódio, conquistando vitórias gerais tanto nos circuitos de Granfondo como de Mediofondo. O pano cai num fim de semana memorável que viu Cuneo, no Noroeste de Itália, tornar-se o ponto focal tanto do ciclismo italiano como internacional. De sexta-feira, 26 a domingo, 28 de junho, a La Fausto Coppi Generali ofereceu muito mais do que um granfondo, oferecendo um programa repleto de eventos desportivos, palestras e reuniões institucionais, todos centrados no desporto, cultura e sustentabilidade. O evento também contou com a presença de vários atletas de renome, desde o antigo profissional Fabio Aru até vários medalhados olímpicos do grupo desportivo Fiamme Gialle. Aqui está o relatório da corrida e os principais destaques de um festival inesquecível de ciclismo de três dias.

 

Federico Borella e Annalisa Prato são os vencedores do 37.º La Fausto Coppi Generali

 

O longo fim de semana de ciclismo em Cuneo (Noroeste de Itália) terminou com Federico Borella a conquistar a vitória no Granfondo e Annalisa Prato a defender com sucesso o título conquistado na edição de 2025.

Com 2.728 participantes inscritos e 2.205 participantes provenientes de 33 países, a La Fausto Coppi Generali confirmou novamente o seu estatuto como o principal evento de granfondo do noroeste de Itália e uma presença obrigatória no calendário internacional de maratonas de ciclismo.

Fonte: La Fausto Coppi - Gabinete de Imprensa





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