terça-feira, 26 de maio de 2026

“Agenda”


Taça de Portugal de Esperanças decide-se com jornada dupla no fim de semana

 

Fotos: Licínio Florêncio/Fábio Mestrinho/João Calado

A Taça de Portugal de Esperanças irá decidir-se no próximo fim de semana, com as duas últimas provas pontuáveis a terem lugar em São João de Ver e Braga. Sábado e domingo ficarão ainda marcados pela terceira ronda da Taça de Portugal Feminina e pelo Encontro Inter-Regional de Escolas de Estrada, em Viana do Castelo.

A primeira de duas etapas decisivas da Taça de Portugal dedicada aos escalões de juniores e sub-23 de estrada está agendada para sábado, em São João de Ver, integrada na 34.ª Volta às Terras de Santa Maria/Troféu Fernando Mendes. Serão 117,2 quilómetros, com partida às 13h e final previsto para as 16h, num final em circuito que termina à sétima passagem na meta.

As decisões, porém, estão reservadas para domingo com a grande final, em Palmeira, Braga. Integrada no 23.º Circuito de Palmeira/Prémio Peixoto Alves, a etapa decisiva irá partir às 11h58 e tem chegada prevista para as 14h21, ao fim de 89,8 quilómetros e quatro passagens pela meta.

Ao fim de duas provas disputadas, Gonçalo Amaral (Technosylva Rower Bembibre Cycling Team) segue como líder do ranking, com 115 pontos, seguido de Rafael Soares (Santa Maria Feira/Moreira/Bolflex/E.Leclerc), Gonçalo Rodrigues (Technosylva Rower Bembibre Cycling Team) e Bruno Lopes (Porminho Team Sub23), todos com 95 pontos.


A Taça de Portugal Feminina, por sua vez, terá a quarta jornada no domingo, na Maia. O 5.º Circuito Cidade da Maia terá início às 10h, na Folgosa, com o final a depender da respetiva categoria - cadetes e masters 40, 50 e 60 vão percorrer 54,4 quilómetros; juniores e masters 30 vão completar 71,2 quilómetros; sub-23 e elites terminam ao fim de 86,8 quilómetros. 12h15 é a hora de chegada prevista para elites e sub-23.

O ranking da Taça de Portugal Feminina está em aberto depois de três provas. Ana Caramelo lidera na elite, com 120 pontos, seguida de Daniela Campos, com 100. Marta Carvalho comanda nas sub-23, com 135 pontos, com Carolina Galaviz (Maiatos Cycling Team) a ocupar a segunda posição, com 85. Eva Emídio (Atum General/Tavira/Madre Fruta) e Lara Lourenço (Penacova/Race Spirit Cycling Team) lideram em juniores e cadetes, respetivamente.


A agenda de ciclismo do próximo fim de semana só fica completa com o Encontro Inter-Regional de Escolas de Estrada, em Viana do Castelo, no sábado. O Campo da Agonia vai receber os ciclistas do futuro para um dia aprendizagem e convívio, com gincanas para os mais novos, provas em linha e contrarrelógios, entre as 15h e as 18h30.

 

Mais eventos oficiais

 

30 de maio: Campeonato Regional de Rampa - Rampa do Castelo de Aguiar 2026 - Castelo de Aguiar, Telões, Vila Pouca de Aguiar

30 de maio: Campeonato da Beira Alta de XCO, Mosteiro de Fráguas

30 de maio: Taça da Beira Alta de XCO, Mosteiro de Fráguas

30 de maio: Encontro de Escolas da Beira Alta, Mosteiro de Fráguas

30 de maio: 13.º Roadbook Fernão de Magalhães, Chaves

31 de maio: 3.ª Taça Regional XCM, Arganil

31 de maio: 3.ª Taça da Madeira de DHI - 4 Estradas 2026, Santa Cruz

31 de maio: 3.ª Taça Algarve XCO, Nave do Barão

31 de maio: Encontro Regional de Escolas de BTT, Nave do Barão

31 de maio: XCO#5 São Miguel 2026. Sete Cidades, São Miguel, Açores

31 de maio: 3.ª Taça XCO ACPorto Vila do Conde, Azurara

31 de maio: ACBI NextGen Series | SUB 17 - #1, Louriçal do Campo

31 de maio: 2.º Encontro Regional de Escolas - ACBI, Louriçal do Campo

31 de maio: Encontro Escolas Estrada-Os Pimpões, Caldas da Rainha

31 de maio: EE#4 ESCOLAS SMG 2026, Pinhal da Paz

31 de maio: 3.º Encontro de Escolas BTT ACPorto, Vila do Conde

31 de maio: 14.ª Resistência BTT - Engenho Novo, Paços de Brandão

31 de maio: XV Raid BTT Sodigás Margens do Cávado, Merelim S. Paio, Panoias e Parada de Tibães

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua Rafael Barbas entre os melhores do mundo, fecha 6° na Geral da Ronde de l'Isard”


A Seleção Nacional Sub-23 concluiu este domingo a sua participação na Ronde de l’Isard, em França, com uma prestação de elevado nível perante um pelotão internacional de grande qualidade. Rafael Barbas foi um dos grandes destaques, ao terminar na 6.ª posição da classificação geral final.

Na etapa final, marcada pela elevada dureza e acumulado, o corredor português voltou a evidenciar a sua consistência, conseguindo manter-se entre os melhores e fechar a prova com um resultado de grande relevo.

“Sem dúvida que foi uma das melhores corridas que já fiz, e ser pela seleção nacional e a representar o país torna tudo ainda mais especial. Sabia que vinha com uma boa forma física depois da Volta a Portugal Sub-23 e que tinha de aproveitar isso ao máximo, e assim foi”, começou por explicar Rafael Barbas.

Ao longo dos cinco dias de competição, a corrida revelou-se extremamente exigente, com decisões importantes nas etapas de montanha, onde Barbas conseguiu afirmar-se entre os melhores.

“Senti-me sempre bem, desde o primeiro dia, e percebi que podia estar na discussão da corrida, mesmo com a presença de algumas das melhores equipas Sub-23 do mundo. Tanto a 3.ª etapa como a 5.ª foram extremamente duras, com muita montanha, e foi aí que se fizeram as diferenças”, referiu.

O desempenho nas etapas decisivas acabou por ser determinante para o resultado final, com o corredor a alcançar posições de destaque nos momentos-chave da prova.

“Consegui fazer 6.º lugar na primeira chegada em alto e 5.º lugar no domingo, na etapa rainha, uma etapa digna de uma Volta à França, nos Pirenéus. Saio extremamente contente com o 6.º lugar na geral, é motivador para o resto da época e para continuar a acreditar em mim”, acrescentou.


Barbas destacou ainda o espírito coletivo vivido no seio da Seleção Nacional, sublinhando a importância do trabalho de equipa ao longo de toda a competição: “Tenho de agradecer a todos os colegas de seleção pelo grande trabalho que fizeram e por acreditarem em mim. Sem dúvida que corremos como equipa, e também a todo o staff, que, dentro de todas as limitações, não deixou que nada nos faltasse.”

Este resultado confirma o excelente momento de forma de Rafael Barbas e dá continuidade à sua evolução sustentada, num percurso que tem vindo a ser desenvolvido ao longo das últimas épocas ao serviço da Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua.

A equipa tem assumido uma aposta clara na formação e valorização de jovens talentos, proporcionando as condições necessárias para a sua progressão no ciclismo de alto rendimento. Integrado na estrutura há três épocas, Rafael Barbas representa um dos exemplos desse trabalho, tendo feito a transição para o escalão elite dentro da equipa, que continua a afirmar-se como um espaço de crescimento e afirmação para corredores em desenvolvimento.

 

Última etapa do Grande Prémio Beiras e Serra da Estrela marcada por enorme dureza

 

Este domingo ficou marcado pela etapa-rainha, com partida em Gouveia para um percurso de 186,2 quilómetros, que incluía a mítica subida à Torre. Uma jornada que já se antevia exigente. A última etapa do Grande Prémio Beiras e Serra da Estrela revelou-se extremamente exigente, com Gonçalo Carvalho a ceder tempo depois de uma corrida sempre disputada a ritmo elevado e seletivo desde os primeiros quilómetros.

“Hoje talvez tenha sido a etapa mais dura da minha carreira. Desde o início, o ritmo foi elevado e, a cada quilómetro, o grupo principal foi-se selecionando. Resisti até aos últimos 20 km. Ambicionava um melhor resultado, mas deixei tudo na estrada e saio de cabeça erguida. Agradeço a toda a equipa pelo trabalho ao longo destes três dias”, referiu o corredor.

A formação segue agora em frente, com o foco nas próximas corridas e a confiança de que as melhores sensações surgirão nas próximas competições.

 

Etapa

 

1.º. Jesús Peñalver (EFAPEL CYCLING)

30.º. Gonçalo Carvalho (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 7m50s.

62.º. Bruno Silva (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 33m54s.

71.º. Simão Lucas (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 39m13s

73.º. Daniel Dias (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a mt.

DNF. João Matias (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua)

 

Classificação geral

 

1.º. Jesús Peñalver (EFAPEL CYCLING)

31.º. Gonçalo Carvalho (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 8m15s.

66.º. Bruno Silva (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 48m16s.

70.º. Simão Lucas (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 54m15s.

79.º. Daniel Dias (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 1h12m43s

Fonte: Equipa Ciclismo Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua

segunda-feira, 25 de maio de 2026

“Isto foi uma treta” - Pelotão da Volta a Itália entra em ebulição com acusações de reboque das motas à fuga na 15a etapa”


Por: Miguel Marques

Em parceria com: https://ciclismoatual.com

Pode visualizar este artigo em: https://ciclismoatual.com/ciclismo/isto-foi-uma-treta-pelotao-da-volta-a-italia-entra-em-ebulicao-com-acusacoes-de-reboque-das-motas-a-fuga-na-15a-etapa

 

O pelotão fez uma média de 51,3 km/h na 15ª etapa da Volta a Itália. A vitória da fuga apanhou todos de surpresa e quase pareceu irreal, com o pelotão a deixar escapar em Milão a sua penúltima oportunidade. Para muitos, foi literalmente um desempenho inacreditável, e as acusações de reboque por motos surgiram em força nas entrevistas pós-corrida.

Não só foram diretas, como vieram de vários lados. A fuga do dia, com quatro homens - Fredrik Dversnes, Mirco Maestri, Mattia Bais e Martin Malucelli - resistiu à perseguição do pelotão e discutiu a vitória entre si. Isto, apesar da caça a fundo de equipas inteiras como a Lidl-Trek, Soudal-Quick-Step, Unibet Rose Rockets e da ajuda de outras no final.

Elmar Einders, da Unibet, foi diplomático numa primeira reação na entrevista pós-etapa: “Exatamente porque é que os da frente conseguiram aguentar. É difícil dizer, porque não estive na cabeça. Mas queimámos todos os nossos homens, por isso não voltámos. Tentei no último quilómetro e meio, mas não tive hipótese”.

Contudo, à medida que foi mais pressionado, o lançador de Dylan Groenewegen explicou melhor o que queria dizer: “Toda a gente tem uma explicação, mas talvez não para a TV. Que havia um motor muito bom”.

O corredor de 34 anos simplesmente não acredita que, com a perseguição intensa durante todo o dia, não fosse possível alcançar o grupo da frente. “Queimámos trinta homens e, mesmo assim, não conseguimos. Custa a acreditar. Toda a gente esgotou o seu comboio de sprint. Toda a gente ajudou. Esperávamos um sprint e estar perto da vitória”.

 

Max Walscheid recusa-se a acreditar no que viu

 

A Lidl–Trek ainda não venceu uma etapa neste Giro, e a frustração cresceu hoje para um novo pico. Depois das etapas 4 e 12, em que o andamento da Movistar nas subidas deixou Jonathan Milan para trás, e da etapa 6, onde o final técnico em Nápoles foi marcado por uma queda, a etapa deste domingo marcou mais uma oportunidade perdida.

Max Walscheid foi contundente após a meta e não poupou palavras ao acusar as motas da corrida de estarem demasiado próximas dos fugitivos. “Sei do que sou capaz. Sei o que os outros fizeram e vejo os números no meu visor. Sei o quão forte posso puxar num contrarrelógio plano. Vimos aqui e não é possível ficar na frente, lamento”.

O efeito de motas ou carros colocados à frente dos grupos tem sido tema de debate intenso nos últimos anos e parece ganhar influência. Os ciclistas admitem frequentemente que atacar cedo é benéfico porque passam a ter uma mota por perto e, por vezes, podem beneficiar do cone de ar.

O alemão acredita que foi isso que aconteceu na 15ª etapa. “Se vejo muitos 500 [watts] na frente nos últimos quilómetros, então não é possível ir mais rápido do que isto. Acho que nunca andámos abaixo dos 50 km/h durante o dia todo e fomos sempre a fundo. Todas as equipas de sprint, os Rockets queimaram a equipa, a Quick-Step queimou a equipa, nós queimámos a nossa equipa. E acho que somos bons corredores”.

 

Lidl–Trek furiosa com a organização do Giro

 

Tim Torn Teutenberg, da Lidl–Trek, também estava designado para lançar Jonathan Milan, mas acabou por ser usado na perseguição à fuga. Apesar desse sacrifício, a captura não aconteceu.

“Quem percebe de ciclismo sabe que hoje foi um bocado uma anedota”, ironizou também após a etapa. “Não sei qual era a missão da organização, quiseram mostrar como os carros e as motas influenciam a corrida. Isto foi uma treta”.

Ficha Técnica

  • Titulo: Revista Notícias do Pedal
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