Por: José Morais
Paula Ostiz voltou a
demonstrar a sua raça nos Campeonatos do Mundo de Estrada Sub-23, terminando
como a melhor espanhola na exigente corrida disputada em Montreal. A ciclista
navarra concluiu a prova na 16.ª posição, a 1 minuto e 4 segundos da vencedora,
a eslovaca Viktória Chladonová, após um percurso de enorme desgaste físico.
A competição feminina Sub-23
decorreu ao longo de 134 quilómetros num dos traçados mais duros da temporada
internacional. O circuito de Mont-Royal, percorrido por dez vezes, apresentou
uma seleção natural desde os primeiros quilómetros, com a longa ascensão da
Camillien-Houde a provocar diferenças significativas no pelotão.
Num cenário de elevada
exigência, Ostiz soube gerir o esforço e garantiu um lugar entre as melhores da
classificação final, destacando-se como a espanhola mais bem colocada da prova.
Na luta pelo título mundial,
Viktória Chladonová e a canadiana Isabella Holmgren conseguiram escapar à
concorrência e chegaram isoladas à reta da meta. O desfecho foi decidido ao
sprint, com a jovem eslovaca a revelar maior potência nos metros finais para
conquistar a cobiçada camisola arco-íris.
A medalha de bronze ficou nas
mãos da belga Fleur Moors. Depois de integrar o grupo da frente durante parte
da corrida, a corredora perdeu contacto com as duas futuras protagonistas da
decisão, mas acabou por ser a mais rápida entre as perseguidoras, assegurando o
último lugar do pódio.
Mont-Royal
voltou a fazer estragos
O percurso canadiano
apresentou-se como um verdadeiro teste à resistência. As dez voltas ao circuito
acumularam cerca de 2.690 metros de desnível positivo, transformando a corrida
numa batalha de sobrevivência onde apenas as mais fortes conseguiram manter-se
na disputa pelos lugares cimeiros.
Embora afastada da discussão
pelas medalhas, Paula Ostiz confirmou a sua consistência ao terminar entre as
vinte primeiras classificadas, assinando uma prestação sólida perante algumas
das maiores promessas do ciclismo mundial.
Para Chladonová, a vitória em
Montreal representa uma recompensa há muito perseguida. Depois de ter ficado às
portas do ouro nos Mundiais de Kigali, onde terminou como vice-campeã tanto na
prova de fundo como no contrarrelógio Sub-23, a eslovaca alcançou finalmente o
topo do mundo. O triunfo surge apenas alguns dias depois de ter sido quarta
classificada no contrarrelógio em Montreal, reforçando o excelente momento de
forma da nova campeã mundial.


