Por: José Morais
Tadej Pogacar voltou a
incendiar o Tour de France com uma demonstração de força na primeira grande
etapa de alta montanha, deixando Jonas Vingegaard a 2.42 minutos e assumindo a
liderança da geral. O dinamarquês, que chegou à prova embalado pelas vitórias
na Vuelta e no Giro, viu o seu plano ruir no icónico Tourmalet mas não a sua
ambição.
A etapa
que virou o Tour de pernas para o ar
O ataque explosivo de Pogacar
na subida final deixou Vingegaard sem capacidade de resposta. O líder da Visma
tentou limitar danos, manteve o seu ritmo e passou o Tourmalet ainda
relativamente perto do esloveno, mas a descida técnica e rápida acabou por ampliar
o prejuízo.
O dinamarquês reconheceu a
dureza do dia, mas recusou qualquer ideia de rendição.
«Foi um dia muito difícil. Não
era isto que queria, mas acontece. Pogacar atacou com enorme força e não
consegui seguir. Fiz o meu ritmo. A descida não jogou a meu favor.»
“Ainda
acredito em mim”
Apesar do golpe, Vingegaard
mantém a confiança que o levou a vencer o Tour em 2022 e 2023.
«Estou desiludido, claro. Não
foi a minha melhor exibição. Mas ainda acredito em mim. Sei que as minhas
pernas vão melhorar ao longo da corrida.»
O que
significa esta diferença?
Pogacar assume o comando com
autoridade.
Vingegaard fica a mais de dois
minutos, mas longe de estar fora da luta.
A montanha que vem aí pode
reabrir o duelo.


