segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

“Estou a aproximar-me do final da carreira” - Veterano da INEOS pronto para ser diretor desportivo assim que pendurar a bicicleta”


Por: Miguel Marques

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Embora tenha passado dois anos fora da equipa, Ben Swift integrou a primeira formação da Team Sky em 2010, e é o corredor no ativo que somou mais anos na equipa britânica. Aos 38 anos, vai competir mais uma época ao nível World Tour e não tem a reforma na cabeça para já, mas quando isso acontecer está pronto para assumir o cargo de diretor desportivo, possivelmente na INEOS Grenadiers.

“Estou a aproximar-me do fim da carreira. Este é o ano 18. Também já tenho 38 anos, por isso é apenas algo a fazer”, disse Swift à Domestique. “Encaixa na altura certa do ano. Falei com a equipa e tratei disso. Fica no bolso. Não há que preocupar, e depois decidimos mais tarde que caminho seguir quando for a altura certa”.

Swift é um corredor com experiência inesgotável no pelotão, no World Tour desde 2009 e tendo atravessado várias gerações. Antigo especialista de clássicas, há muitos anos que é também capitão de estrada na INEOS Grenadiers, orientando os mais jovens dentro e fora da bicicleta. “Se no futuro vou mesmo fazer isso, não sei. Mas pelo menos já tenho a qualificação. Cresci neste desporto. Estes foram os meus anos de universidade. Não vou mudar de indústria. É aqui que está o meu conhecimento. Por isso vou manter-me no ciclismo de alguma forma”.

Swift correu o Tour Down Under esta semana e mostrou que continua perto do melhor nível, sendo decisivo na vitória de Sam Welsford na 3ª etapa ao lançar o australiano no momento perfeito. Aos 38 anos e após tanto tempo a desempenhar o mesmo papel, seria expectável que a retirada fosse iminente. Mas ele não vê as coisas assim.

“Talvez. Nunca se sabe. Continuo a divertir-me. Ainda fiz um lançamento jeitoso. Quando perdes esse prazer e já não consegues levar o corpo ao limite, aí sim é o momento. Até lá, mantemos as opções em aberto”.

 

Swift guia Welsford ao primeiro triunfo pela INEOS

 

Além disso, com a entrada de Welsford na equipa e o sucesso imediato da dupla na Austrália, é perfeitamente possível que Swift volte a assumir o papel de lançador do australiano. Isso pode trazer motivação extra e dar-lhe margem para voltar a ser peça valiosa para a equipa.

“É muito bom. Acho que a sua mentalidade e, sendo falante nativo de inglês, encaixa muito bem. Sempre tivemos sprinters na equipa, mas criámos química logo desde o primeiro momento”, admite. “Conseguir essa primeira vitória é um grande visto. Agora podemos evoluir”. Welsford é um corredor que também precisa de orientação, já que no passado não foi consistente durante todo o ano, e Swift pode ser chave na sua integração na equipa.

“Os sprints estão duros agora. Há muitos bons sprinters. E nem sempre temos o melhor comboio porque temos outras ambições. Mas podemos estar confiantes de que, quando juntamos uma equipa para apostar no sprint, temos um sprinter de classe mundial atrás de nós”, acrescenta. O veterano está certo de que, com Welsford, a equipa tem um dos homens mais rápidos do pelotão e está empenhado em ajudá-lo a vencer mais ao longo do ano.

“Mesmo na etapa um estivemos muito perto. Foi corrida, pequenos detalhes marginais que nos escaparam. Ele mostrou que era, claramente, o mais rápido ali e foi apenas uma questão de corrida. Mas é um enorme impulso de confiança. Levanta também toda a gente na Europa. Daqui para a frente, sabemos que se fizermos o trabalho, alguém vai finalizá-lo”.

“O nosso principal líder é o Afonso” Eulálio lidera as ambições da Bahrain - Victorious no AlUla Tour”


Por: Miguel Marques

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A edição de 2026 do AlUla Tour, disputada na Arábia Saudita entre 27 e 31 de janeiro, estende-se por aproximadamente 800 quilómetros repartidos por cinco etapas. O traçado volta a equilibrar jornadas rápidas, ideais para sprinters, com dois finais em subida que prometem ser determinantes para as contas da geral.

As ascensões ao Monte Bir Jaydah Wirkah e ao Monte Harrat Uwayrid, este último com dois quilómetros a rondar os 15%, mantêm-se como os pontos mais exigentes do percurso, favorecendo corredores explosivos e bons trepadores numa fase ainda precoce da temporada, sem retirar protagonismo aos homens da velocidade.

A Bahrain - Victorious apresenta-se com um plano bem definido. Para a luta pela classificação geral, a responsabilidade recai sobre Rainer Kepplinger e Afonso Eulálio, dois corredores com perfil adequado às inclinações mais duras do percurso saudita. Já nos dias destinados aos sprinters, Phil Bauhaus será a principal aposta, contando com o apoio direto de Daniel Skerl e Alessandro Borgo no comboio final. A equipa completa-se com a experiência de Kamil Gradek e com a integração de Dunwoody, proveniente da estrutura de desenvolvimento, assegurando solidez tanto nas etapas planas como nas mais seletivas.

O diretor desportivo Michał Gołaś enquadrou assim a abordagem da formação: “Como todos os anos, o AlUla Tour oferece oportunidades para os sprinters, e também temos duas etapas que definirão a classificação geral. Há uma nova chegada em subida, além do clássico ‘muro’ com uma chegada plana na 5ª etapa. Estas duas etapas decidirão a classificação geral“, antecipou.

A outra metade do bloco será destinada ao sprint, onde Jonathan Milan será o alvo a abater: “Para além das etapas de escalada, precisamos de ter uma equipa forte à volta dos líderes, pois esperamos ventos laterais em algumas etapas e precisamos de proteger o Afonso e o Rainer, que lutarão pela classificação geral. Para as etapas de sprint, temos o Phil e uma equipa sólida para o ajudar: Alessandro Borgo, que venceu na semana passada; Kamil Gradek, que traz uma grande experiência; e Daniel Skerl, que será o último homem para o Phil. Penso que estamos numa boa posição. apoiá-lo, mas o nosso principal líder é o Afonso”.

Também Afonso Eulálio relativizou o estatuto de co-líder, preferindo valorizar a força coletiva do conjunto:

“Temos o Phil para lutar pelas vitórias nas etapas rápidas, juntamente com o Daniel Skerl, que também é muito rápido, por isso vamos tentar vencer uma das etapas de sprint. Para a classificação geral, temos o Rainer Kepplinger, que lutou pelo pódio no ano passado, e espero também estar com as pernas boas para estar na disputa“.

Relativamente ao percurso, para o figueirense é muito fácil de explicar, “Quanto à corrida, é simples: maioritariamente plana e em boas estradas. Há duas etapas mais duras com pequenas subidas onde teremos de ser fortes, mas o aspeto mais perigoso da corrida é o vento imprevisível que pode criar cortes”.

“Nacional de Cross: Amiciclo de Grândola e SFRAA Triatlo vencem Duatlo de Abrantes”


O Amiciclo de Grândola, no sector masculino, e o SFRAA Triatlo, entre as mulheres, venceram o Duatlo João Campos de Abrantes, disputado no passado domingo (25 de janeiro).

No setor masculino, o Amiciclo de Grândola superou o Tri Clube Penafiel por 2 minutos e 5 segundos, enquanto o SFRAA Triatlo completou o pódio coletivo a 7 minutos e 25 segundos da liderança. Entre as femininas, a SFRAA Triatlo levou a melhor com uma margem confortável sobre o Clube Oriental de Lisboa e o CDASJ.

Além das classificações coletivas, a prova contou com performances de alto nível nos resultados absolutos. No setor feminino, a vencedora foi Ana Estévez (Vasco da Gama Atlético Clube de Sines), que completou o percurso em 1:34:46. Logo atrás classificou-se Sara Neto (CNATRIL Triatlo) em 1:38:04, seguida por Ana Valentim (Clube Oriental de Lisboa) com 1:38:20.

Entre os masculinos absolutos, a melhor prestação foi de François Vie (SFRAA Triatlo), que cortou a meta em 1:14:22. Em segundo lugar ficou Diogo Carvalhinho (Outsystems Olímpico de Oeiras) com 1:14:28, seguido por Rui Dolores (Amiciclo de Grândola) que registou 1:14:39.

Fonte: Federação Triatlo Portugal

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