sexta-feira, 8 de maio de 2026

“Portugal inicia participação na Corrida da Paz de Juniores”


A Seleção Nacional masculina de Juniores iniciou, esta quinta-feira, a participação na Corrida da Paz, na Chéquia. Numa etapa particularmente exigente, a equipa portuguesa conseguiu manter-se bem posicionada, preservando intactos os objetivos para a classificação geral.

A primeira jornada ligou Litoměřice a Úštěk, num percurso de 110,2 quilómetros marcado pelo perfil ondulado da região de České středohoří, com um traçado técnico e seletivo. Pelo caminho, os corredores enfrentaram cinco contagens de montanha e três sprints intermédios.

O italiano Brandon Fedrizzi integrou a fuga decisiva e foi o primeiro a cruzar a meta, ao fim de 2h40m12s, seguido do norueguês Mads Furunes, segundo a dois segundos. O canadiano Amos Scott Bouris liderou o pelotão, que chegou a quatro segundos, e completou o pódio.

Entre os portugueses, Tomás Mateus, Francisco Cardoso, Guilherme Ribeiro e Gonçalo Costa terminaram integrados no pelotão principal, a quatro segundos de Fedrizzi. Simão Pedrosa, condicionado por uma queda nos quilómetros finais, concluiu a etapa a 3m49s, enquanto Afonso Falcão chegou a 5m33s.

“A corrida ficou marcada por uma fuga que acabou por vingar, ainda que por poucos segundos. Talvez pudéssemos ter sido um pouco mais agressivos, mas chegámos com quatro atletas integrados no pelotão e continuamos na discussão da corrida. Amanhã é dia de jornada dupla e queremos fazer o melhor possível tanto no contrarrelógio como na etapa da tarde”, analisa Ricardo Senos, Selecionador Nacional.

A Corrida da Paz prossegue esta sexta-feira com jornada dupla: de manhã, realiza-se um contrarrelógio individual plano de 8,8 quilómetros, em Třebívlice (início às 8h00), seguindo-se, durante a tarde, uma etapa plana de 63,8 quilómetros, entre Roudnice (15h00) e Terezín.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

quinta-feira, 7 de maio de 2026

“Alguns tiveram equipas inteiras no hospital” - Prova na Bélgica deixou dezenas de ciclistas doentes e está a afetar a Volta a Itália”


Por: Miguel Marques

Em parceria com: https://ciclismoatual.com

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A Famenne Ardenne Classic de 2026 disputou-se no último fim de semana e viu Arnaud De Lie triunfar, projetando a corrida para as luzes da ribalta com um vencedor de alto perfil. Contudo, à medida que a semana avança, tornou-se claro que dezenas de corredores adoeceram após a sua participação. Num dos casos, a startlist da Volta a Itália teve mesmo de ser alterada por esse motivo.

A prova, realizada este domingo na Bélgica, decorreu em grande parte por estradas agrícolas da região. A combinação da chuva nesse dia, os trilhos deixados por veículos agrícolas e os dejetos bovinos na via criou um cenário desastroso: muitos corredores adoeceram após a sua participação.

A Lotto-Intermarché apresentou-se na apresentação da Volta a Itália apenas com cinco corredores. Entre os ausentes estava Arnaud De Lie, o vencedor da corrida. A razão prende-se com a doença contraída por vários elementos da equipa. O diretor desportivo Maxime Bouet explicou ao CyclingPro.net o que sucedeu: “Houve um problema na Famenne Ardenne Classic, onde muitos corredores adoeceram. Tivemos bastantes corredores no hospital. O Arnaud está aqui na Bulgária, no hotel. Esperamos que recupere rapidamente. Ouvimos que várias equipas foram afetadas e que algumas tiveram plantéis inteiros no hospital”.

A dimensão do surto que se espalhou a partir desta corrida é ampla e, devido à sua posição no calendário, a Volta a Itália não foi ainda mais afetada pela proximidade entre as duas provas. Ainda assim, Liam Slock, da Lotto, foi retirado do Giro e substituído por Joshua Giddings.

 

Perigo sanitário alargado no pelotão

 

No Giro, permanece a incerteza sobre o que será de Arnaud De Lie, que entrava na prova com plano para apenas disputar a primeira metade, agora também em risco. É mais um obstáculo para De Lie, cuja campanha de primavera já fora travada por uma lesão no tornozelo.

“Com o Arnaud, optámos por algum descanso porque continua um pouco debilitado. Não queremos que contagie outros corredores, ou até outras equipas. A prioridade é a saúde dos corredores”, acrescentou Bouet. “A saúde dos nossos corredores é a prioridade absoluta. Por isso substituímos rapidamente o Liam Slock pelo Joshua Giddings. O Milan [Menten] também esteve na Famenne Classic e apresentou sintomas, mas já está muito melhor. Chegará hoje à noite à Bulgária”.

O antigo profissional explica, contudo, que tem conhecimento de outras equipas com vários corredores doentes, levantando questões mais amplas sobre a segurança da corrida de domingo passado. “Sei que outras equipas tiveram o mesmo problema. São problemas digestivos - diarreia e vómitos. Os nossos corredores foram para o hospital porque, assim que se levantavam, sentiam náuseas e não conseguiam manter-se de pé”, relata. “Por isso, dissemos-lhes para irem imediatamente ao hospital. Ouvi que foi igual noutras equipas”.

Tanto De Lie como Lennert Van Eetvelt sofreram lesões nesta primavera e tentam regressar na Corsa Rosa. Para a recém-promovida formação, a tarefa está a revelar-se árdua.

“Temos de nos manter positivos. Se não estivéssemos, poderíamos voltar à Bélgica amanhã, e para quê? Não temos apenas o Arnaud na equipa. Temos oito corredores muito motivados e oito corredores capazes de discutir vitórias de etapa. A doença faz parte de uma Grande Volta. Calhou-nos agora; a outras equipas pode calhar dentro de dois, três, quatro dias. Queremos ganhar uma ou mais etapas e mantemos o foco nisso”, concluiu.

“Crédito Agrícola junta-se ao triatlo rumo aos Jogos Olímpicos de 2028”


O Grupo Crédito Agrícola oficializou uma parceria estratégica com a Federação de Triatlo de Portugal, assumindo-se como Banco Oficial da modalidade e patrocinador da Seleção Nacional até aos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. O acordo representa um marco importante na consolidação da preparação olímpica e no reforço do apoio ao rendimento de elite.

Para Fernando Feijão, este é um momento muito importante para o triatlo nacional. Na cerimónia de assinatura do contrato de patrocínio, que aconteceu esta quarta-feira na sede do banco, em Lisboa, o presidente da Federação de Triatlo de Portugal destacou “o enorme orgulho” em celebrar uma parceria que surge num momento de forte crescimento da modalidade:

“O triatlo português vive o melhor momento da sua história recente. Batemos o recorde de atletas federados e estamos muito perto dos 5.000. Temos quatro atletas entre os 25 melhores do mundo e conquistámos recentemente uma medalha de ouro na primeira etapa do Mundial, através do Vasco Vilaça, algo que não acontecia há mais de uma década.”

Fernando Feijão sublinhou ainda que estes resultados “não são obra do acaso, mas fruto do talento dos atletas, da competência das equipas técnicas e do apoio fundamental dos parceiros”. E reforçou a importância do contributo do Crédito Agrícola num contexto exigente:

“Apesar do crescimento, continuamos a trabalhar com menos 30% dos apoios estatais diretos, descontando a inflação, de que dispúnhamos há cerca de uma década. Este é um desafio real, que reforça o valor de parceiros como o Crédito Agrícola, que acreditam na modalidade e nos ajudam a continuar a construir um futuro de excelência. As modalidades precisam da sociedade civil, das empresas e de todos aqueles que acreditam que podemos fazer todos os dias mais e melhor.”

Para Sérgio Raposo Frade, presidente do Crédito Agrícola, “esta parceria enquadra-se na nossa estratégia de apoio ao desporto federado, permitindo reforçar a ligação a uma modalidade com crescente expressão nacional e projeção internacional. Ao longo deste ciclo, o Crédito Agrícola acompanhará a evolução da Seleção Nacional de Triatlo, contribuindo para a criação de condições que sustentem o seu desempenho ao mais alto nível competitivo, incluindo nos Jogos Olímpicos de 2028”.

O acordo permitirá à Federação reforçar programas de alto rendimento, melhorar condições de treino e garantir estabilidade operacional até 2028. O Crédito Agrícola ficará igualmente associado às provas dos campeonatos nacionais e à Taça de Portugal, apoiando o desenvolvimento da modalidade em todo o território.

Com esta parceria, a ambição mantém-se clara: levar o triatlo português mais longe e garantir a maior representação de sempre nos Jogos Olímpicos de Los Angeles.

Fonte: Federação Triatlo Portugal

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