sexta-feira, 9 de outubro de 2026

“Drama na Estrada: Campeão de Paris-Roubaix Escapa ao Pior e Capacete Revela-se Decisivo”


Por: José Morais

O ciclismo voltou a ser abalado por um acidente grave. O neerlandês Dylan Van Baarle, vencedor da Paris-Roubaix, sofreu um atropelamento durante uma sessão de treino, num incidente que provocou uma fratura no pulso, vários ferimentos num braço e um violento impacto na cabeça, colocando um ponto final antecipado na sua temporada.

A notícia foi confirmada pela formação Soudal-Quick Step, que revelou que o corredor terá de ser submetido a uma intervenção cirúrgica para tratar a lesão sofrida no pulso. Apesar da violência do embate, os exames médicos realizados nas horas seguintes afastaram a existência de danos cerebrais ou lesões na coluna vertebral.

Quem trouxe mais detalhes sobre os momentos que se seguiram ao acidente foi Pauline Ferrand-Prévot, companheira do ciclista. A francesa não escondeu a gravidade da situação e deixou uma declaração marcante sobre o episódio. Segundo explicou, o impacto na cabeça foi extremamente forte, sublinhando que o capacete desempenhou um papel fundamental para evitar consequências irreversíveis.

A recuperação obrigará Van Baarle a afastar-se da competição durante vários meses, encerrando de forma prematura uma época que representava também um novo capítulo da sua carreira, depois da mudança para a Soudal-Quick Step, na sequência de várias temporadas ao serviço da Visma-Lease a Bike.

 

Da Glória no Inferno do Norte à Luta Pela Recuperação

 

Ao longo da sua carreira, Van Baarle construiu uma reputação sólida nas clássicas do empedrado. O ponto mais alto chegou em 2022, quando conquistou de forma brilhante a lendária Paris-Roubaix, uma das provas mais exigentes e prestigiadas do calendário mundial.

Depois dessa vitória memorável, o neerlandês manteve-se entre os protagonistas da modalidade e voltou a destacar-se na clássica francesa, alcançando novamente um lugar de relevo anos mais tarde.

Agora, contudo, a realidade é diferente. As bicicletas e as competições ficam temporariamente para trás, dando lugar a cirurgias, tratamentos e longas semanas de recuperação. Após um acidente que poderia ter tido consequências dramáticas, o maior triunfo de Van Baarle já não passa pela meta de uma corrida, mas sim pelo facto de ter escapado a lesões muito mais graves.

Uma certeza permanece: naquele momento decisivo na estrada, o capacete foi o equipamento que fez toda a diferença.

“Mistério no Mundial: Dois Jovens Talentos de Ruanda Desaparecem Após Competição em Montreal”


Por: José Morais

Dois corredores da seleção de Ruanda permanecem desaparecidos desde o final dos Campeonatos do Mundo de Ciclismo de 2026, realizados em Montreal, no Canadá. Os atletas não regressaram ao país com o restante da comitiva e, até ao momento, o seu paradeiro continua por esclarecer.

De acordo com informações divulgadas pela imprensa ruandesa, os ciclistas em causa são Kevin Nshutiraguma, da categoria sub-23, e Pacifique Byusa, atleta júnior. Ambos terão abandonado o hotel da equipa por iniciativa própria pouco depois da competição, sem comunicar os seus planos aos responsáveis da delegação.

Perante o desaparecimento, a Federação Ruandesa de Ciclismo iniciou uma investigação interna para tentar reconstituir os últimos movimentos dos corredores e perceber o que aconteceu após a sua saída do alojamento oficial. Nenhum dos dois acompanhou a equipa na viagem de regresso a Kigali.

Durante os campeonatos, Nshutiraguma e Byusa participaram nas provas de contrarrelógio das respetivas categorias. O atleta sub-23 alinhou ainda na corrida de fundo, mas não conseguiu concluir a competição.

O caso surge num contexto delicado para muitos praticantes do ciclismo ruandês, frequentemente confrontados com dificuldades económicas e limitações estruturais que têm afetado o desenvolvimento da modalidade no país. Estas preocupações já foram várias vezes apontadas por atletas e dirigentes locais.

Esta não é, aliás, a primeira situação semelhante envolvendo corredores ruandeses em competições internacionais. Em 2022, Samuel Mugisha, vencedor da Volta ao Ruanda de 2018, desapareceu nos Estados Unidos após viajar para participar no Maryland Cycling Classic. Na altura, imagens de videovigilância captaram o ciclista a abandonar o aeroporto na companhia de duas pessoas que, segundo as investigações, lhe eram familiares.

Embora existam precedentes que alimentam várias hipóteses sobre o desaparecimento dos dois jovens atletas, as circunstâncias do caso continuam envoltas em incerteza. Até agora, não foi registado qualquer pedido de asilo por parte de Nshutiraguma ou Byusa junto das autoridades canadianas.

A ausência de respostas mantém a federação, os familiares e a comunidade ciclística em alerta, enquanto prosseguem as tentativas para localizar os dois corredores e esclarecer os motivos que estiveram na origem do seu desaparecimento.

“IL LOMBARDIA FECHA A TEMPORADA DOS MONUMENTOS COM TRANSMISSÃO INTEGRAL NO EUROSPORT E NA HBO MAX”


Por: Vasco Simões

Foto: Eurosport/Getty Images

A temporada dos Monumentos chega ao fim este sábado com uma das corridas mais emblemáticas do ciclismo mundial. Il Lombardia, conhecida como a «Clássica das Folhas Caídas», disputa a sua 120.ª edição e volta a reunir alguns dos melhores corredores do pelotão internacional num dos desafios mais exigentes do calendário. Disputada pela primeira vez em 1905, a prova conquistou um lugar de destaque na história da modalidade, sendo um dos cinco Monumentos e a última a realizar-se em cada temporada. Fausto Coppi, com cinco vitórias, é uma das grandes figuras da sua história, um recorde que Tadej Pogačar igualou com o triunfo em 2025.

A edição de 2026 liga Bergamo a Como ao longo de 239 quilómetros e cerca de 4600 metros de desnível acumulado, num percurso com nove subidas que promete testar a resistência e a capacidade de ataque dos principais candidatos. Depois de uma sequência inicial de dificuldades nod Pré-Alpes, com passagens por Selvino, Colle di Berbenno e Valpiana, os corredores seguem em direção ao Lago de Como e à emblemática subida à Madonna del Ghisallo, com inclinações que chegam aos 14%. A decisão deverá ganhar forma no circuito final de 22 quilómetros em Como, que inclui as subidas a Civiglio, com 4,1 quilómetros a 10,1% de inclinação média, e San Fermo della Battaglia. O topo desta última ascensão fica a pouco mais de cinco quilómetros da meta, deixando uma derradeira oportunidade para ataques decisivos.

A grande novidade desta edição é a ausência de Tadej Pogačar, vencedor das últimas cinco edições e campeão em título. O esloveno, que triunfou consecutivamente entre 2021 e 2025, não estará presente depois da queda sofrida na Vuelta a España. A sua ausência abre a corrida a um novo vencedor e interrompe uma série de domínio que marcou profundamente a história recente de Il Lombardia. Sem o principal protagonista dos últimos anos, a luta pela vitória promete ser particularmente disputada, num percurso que favorece os trepadores e os corredores capazes de fazer a diferença nas subidas mais duras.

Entre os principais candidatos ao triunfo destaca-se Remco Evenepoel, campeão europeu de estrada e segundo classificado nas duas últimas edições. O belga terá pela frente adversários de peso, como Isaac Del Toro, quinto em 2025, e Brandon McNulty, campeão do mundo de estrada, ambos da UAE Team Emirates-XRG. Também Paul Seixas, uma das jovens figuras em ascensão no pelotão internacional, surge entre os nomes a acompanhar. Giulio Ciccone, Juan Ayuso, Matteo Jorgenson, Ben Healy e Enric Mas são outras das referências que poderão discutir a vitória numa corrida em que a dureza acumulada e a gestão do esforço serão determinantes.

A edição de 2026 não contará com a participação de ciclistas portugueses. A ausência de representantes nacionais não diminui o interesse da corrida, que apresenta um pelotão internacional recheado de candidatos e promete uma disputa aberta pela sucessão de Pogačar. Com a combinação de montanha, distância e um final particularmente exigente, Il Lombardia volta a colocar à prova os corredores mais completos do calendário, numa das últimas grandes oportunidades da temporada para conquistar um triunfo de prestígio.

O Eurosport e a HBO Max asseguram a transmissão integral de Il Lombardia, este sábado, 10 de outubro, permitindo acompanhar toda a corrida, desde a partida em Bergamo até à chegada em Como. Em Portugal, a emissão está prevista entre as 09h35 e as 16h15, no Eurosport 1 e na HBO Max. São mais de seis horas de ciclismo em direto para acompanhar a última Clássica Monumento do ano, num percurso que promete emoção até aos quilómetros finais e que irá coroar um novo vencedor depois de cinco edições consecutivas dominadas por Pogačar.

Fonte: Eurosport

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