terça-feira, 20 de outubro de 2026

“UAE arrasa a concorrência: Quatro anos no trono mundial e 80 vitórias para confirmar o reinado”


Por: José Morais

Garantindo pela quarta época consecutiva a liderança do ranking da UCI. A formação dos Emirados consolidou a sua supremacia ao somar 80 vitórias ao longo de 2026, um número que a coloca novamente como a equipa mais vencedora do pelotão mundial.

O feito confirma a consistência de uma estrutura que continua a dominar o ciclismo de estrada graças à profundidade do seu plantel e à eficácia do trabalho realizado dentro e fora da competição. Em comunicado, a equipa destacou o empenho dos corredores, o espírito coletivo e o contributo de toda a estrutura que sustenta os resultados alcançados ao longo da época.

A derradeira vitória da temporada chegou pelas mãos de Brandon McNulty, vencedor da Veneto Classic. O norte-americano encerrou o calendário da melhor forma para a equipa, conquistando um triunfo simbólico e reforçando uma campanha marcada pela regularidade e pelo sucesso em diferentes frentes competitivas.

Embora as 80 vitórias fiquem abaixo das impressionantes 95 alcançadas em 2025, a equipa manteve uma margem confortável sobre a concorrência. A Visma terminou a época com 52 triunfos, enquanto a Red Bull-BORA-hansgrohe fechou com 44, números que evidenciam a superioridade da formação dos Emirados ao longo do ano.

Na luta pelas posições seguintes surgem a Soudal Quick-Step e a Uno-X Mobility, ambas com 35 vitórias. A Decathlon AG2R La Mondiale concluiu a temporada com 33 triunfos, ao passo que a Lidl-Trek e a XDS Astana alcançaram 32 cada uma. Apesar das diferenças entre o ranking de vitórias e a classificação por pontos da UCI, ambas apontam para o mesmo líder incontestado: a UAE Team Emirates.

“A máquina portuguesa de medalhas que está a surpreender o ciclismo mundial de pista”


Por: José Morais

Foto: FPC

Durante muitos anos, falar de ciclismo de pista em Portugal era abordar uma modalidade sem grande expressão internacional. Hoje, o cenário é bem diferente. A bandeira nacional surge regularmente entre as melhores seleções do mundo, os atletas discutem medalhas com as maiores referências da modalidade e os resultados históricos sucedem-se com uma frequência cada vez maior.

O mais recente capítulo desta ascensão foi escrito no Mundial de Xangai, onde Portugal alcançou a melhor participação de sempre ao conquistar quatro medalhas. Um desempenho que confirma a consolidação de um projeto iniciado há mais de uma década e que transformou o país numa referência emergente da disciplina.

A mudança começou a ganhar forma com a abertura do Velódromo Nacional, em Sangalhos. A infraestrutura trouxe uma nova realidade ao ciclismo português, permitindo treinos regulares e especializados ao longo de todo o ano. A partir desse momento, criou-se uma base sólida para desenvolver atletas capazes de competir ao mais alto nível internacional.

Mas o sucesso não nasceu apenas do investimento em instalações. A continuidade do trabalho técnico revelou-se igualmente decisiva. Sob orientação do selecionador Gabriel Mendes, a seleção nacional construiu uma identidade própria, baseada na especialização, no rigor e numa preparação adaptada às exigências da pista.

Ao contrário do que muitos imaginam, a velocidade não é o único fator determinante nesta vertente do ciclismo. A leitura da corrida, a capacidade de antecipação e o domínio técnico da bicicleta são competências que exigem anos de aperfeiçoamento. A diferença entre vencer e perder pode ser decidida em poucos segundos, a mais de 60 quilómetros por hora.

Os resultados começaram a surgir de forma consistente no final da década passada, mas a verdadeira afirmação internacional aconteceu nos Jogos Olímpicos de Paris. A dupla formada por Iúri Leitão e Rui Oliveira conquistou o ouro olímpico na disciplina de madison, enquanto Leitão alcançou ainda uma medalha de prata no omnium, elevando o ciclismo de pista português ao ponto mais alto da sua história.

Atualmente, a seleção beneficia de uma geração excecional de corredores, capaz de combinar o calendário profissional de estrada com a exigente preparação específica da pista. Nomes como Iúri Leitão, Ivo Oliveira, Maria Martins e Miguel Salgueiro representam uma equipa cada vez mais competitiva e respeitada no panorama internacional.

 

Medalhas despertam novas vocações

 

Os triunfos internacionais estão também a produzir efeitos fora das competições. O interesse pela modalidade tem aumentado entre os mais jovens, impulsionado pela visibilidade alcançada nos Jogos Olímpicos e nos Campeonatos do Mundo.

A Federação Portuguesa de Ciclismo acredita que este é o momento ideal para captar novos talentos e alargar a base de praticantes, criando condições para que o crescimento registado nos últimos anos tenha continuidade no futuro.

 

Federação aposta na expansão da modalidade

 

Para garantir a renovação da seleção nacional, o organismo federativo pretende reforçar a utilização das pistas ao ar livre existentes em várias regiões do país. A estratégia passa pela recuperação e modernização de infraestruturas, permitindo aproximar a modalidade de novos atletas.

Entre os projetos identificados estão intervenções em Alpiarça, Loulé, Tavira e Malveira, além da possibilidade de construção de uma nova pista em Oeiras. O objetivo passa por descentralizar a prática da modalidade, aumentar o número de competições e criar um percurso de formação mais acessível para as novas gerações.

 

Governo acompanha crescimento da pista

 

O desenvolvimento do ciclismo de pista poderá beneficiar de novos investimentos públicos nos próximos anos. A Federação mantém contacto com o Governo para reforçar os meios disponíveis, sobretudo ao nível dos equipamentos e das condições de preparação dos atletas.

Depois dos resultados alcançados nos palcos internacionais, dirigentes e responsáveis políticos reconhecem que o investimento realizado tem produzido retorno desportivo. A expectativa passa agora por consolidar o trabalho desenvolvido e assegurar que Portugal continua a afirmar-se entre as principais nações do ciclismo de pista mundial.

“Triatlo de Sesimbra bate todos os recordes com 522 inscritos”


O Triatlo de Sesimbra, que se realiza no dia 25 de outubro, bateu todos os recordes de participação, com 522 triatletas inscritos. O Campeonato Nacional de Clubes reúne 356 atletas de 31 clubes, enquanto a Prova Aberta a não federados conta com 166 participantes.

Sesimbra prepara-se para uma jornada de grande adesão ao triatlo, juntando a competição entre clubes à oportunidade de experimentar a modalidade. Os 166 inscritos na Prova Aberta também a não demonstram o interesse de novos praticantes em aceitar este desafio.

No Campeonato Nacional de Clubes, os 356 triatletas inscritos, em representação de 31 clubes, prometem uma disputa animada, numa edição que estabelece um novo máximo de participação na prova e onde ficará decidido o título nacional.

Para preparar esta jornada, todos os participantes devem consultar a versão atualizada do regulamento, que apresenta horários distintos de check-in para a Prova Aberta e para o Campeonato Nacional de Clubes.

A existência de dois parques de transição implica também uma atenção especial à organização da prova. Serão publicados os novos percursos, cuja consulta é essencial para que cada atleta conheça os trajetos, os locais e os procedimentos a cumprir.

Não haverá inscrições de última hora. A organização apela aos participantes para que acompanhem as informações divulgadas e cheguem com antecedência, respeitando os horários definidos para a sua prova.

Fonte: Federação Triatlo Portugal

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