Por: Ivan Silva
Foto: Facebook GP Abimota
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O Grande Prémio Abimota está
de regresso às estradas portuguesas entre os dias 5 e 7 de junho, naquela que
será a 46ª edição de uma das mais emblemáticas provas por etapas do calendário
nacional.
A corrida vai ligar Anadia,
Vouzela, Sever do Vouga e Águeda ao longo de três dias de competição e 420
quilómetros, prometendo espetáculo, dificuldades montanhosas e vários sectores
de empedrado capazes de marcar diferenças importantes na classificação geral.
A organização volta a apostar
num percurso variado, com etapas desenhadas para diferentes perfis de
ciclistas, desde sprinters, trepadores e especialistas em clássicas. As
autarquias da região Centro do país continuam também a desempenhar um papel
central na valorização da prova, que atravessará 13 concelhos ao longo do fim
de semana.
Empedrado
pode criar primeiras diferenças em Anadia
A jornada inaugural terá
partida e chegada junto ao Museu do Vinho da Bairrada, em Anadia. O pelotão
arranca às 12h30 para enfrentar 138 quilómetros num percurso marcado por várias
dificuldades e por sectores de empedrado que poderão provocar diferenças logo
no primeiro dia.
Pelo meio, os ciclistas
encontrarão metas volantes em Fôjação e na Curia, além de duas contagens de
montanha de terceira categoria. A primeira subida será ao Buçaco, ao quilómetro
78,3, seguindo-se o Moinho do Pisco ao quilómetro 105,3, já no concelho de
Mortágua.
No entanto, o grande fator de
seleção poderá surgir nos troços de empedrado e nas passagens técnicas,
elementos que obrigarão as equipas a lutar constantemente pelo posicionamento.
Num pelotão nacional cada vez mais competitivo, qualquer distração poderá
custar segundos importantes logo na abertura da corrida.
Vouzela
acolhe a etapa rainha da competição
A segunda tirada deverá
assumir um papel decisivo na luta pela classificação geral. Com 162
quilómetros, a etapa começa e termina em Vouzela, num circuito exigente
recheado de dificuldades montanhosas.
As principais subidas do dia
serão o Fornelo do Monte, ao quilómetro 42, e Varzielas, ao quilómetro 58,7.
Ambas estão classificadas como contagens de terceira categoria e antecedem a
passagem pela meta volante em Campia e pela zona urbana de Vouzela.
A chegada junto à Ponte
Ferroviária de Vouzela promete criar diferenças entre os favoritos. O perfil da
etapa favorece ataques tardios e poderá expor fragilidades entre os candidatos
à vitória final, sobretudo após dois dias consecutivos de desgaste acumulado.
Águeda
recebe o desfecho da corrida
A derradeira etapa parte de
Sever do Vouga e termina em Águeda, após 140 quilómetros de corrida. O pelotão
deverá chegar à Escola Adolfo Portela por volta das 15h40, mas antes terá pela
frente um percurso nervoso e seletivo.
A subida à Arestal surge logo
ao quilómetro 22, seguindo-se a meta de montanha em Talhadas ao quilómetro
48,8. Já na aproximação final a Águeda, os ciclistas enfrentarão passagens
técnicas e um circuito urbano exigente, com rotundas e sectores de empedrado
que poderão voltar a influenciar o desfecho da corrida.
As tradicionais “bolinhas” em
Nariz antecedem a entrada no circuito final, num cenário onde o posicionamento
voltará a ser determinante para evitar cortes e quedas.
Uma prova
com tradição no ciclismo português
O Grande Prémio Abimota
continua a afirmar-se como uma das corridas mais antigas e prestigiadas do
ciclismo nacional. Além da vertente competitiva, a prova mantém uma forte
ligação ao território e à promoção das localidades por onde passa.
A Abimota, associação ligada à
indústria das duas rodas, continua a utilizar a corrida como plataforma de
promoção do setor e do próprio ciclismo português, numa competição que junta
tradição, desenvolvimento regional e espetáculo desportivo.
Com um percurso duro, técnico
e propício aque se possam fazer diferenças, a edição de 2026 promete voltar a
oferecer uma corrida bastante aberta e disputada até aos quilómetros finais.
Quem
sucederá a Afonso Silva?
Está assim preparado o meu
para mais 3 dias de competição para encontrar o sucessor da edição de 2025, que
foi ganha por Afonso Silva da AP Hotels & Resorts-Tavira-SC Farense. O
jovem ciclista da formação algarvia ganhou a primeira etapa da competição,
vestindo a camisola da liderança, para depois resistir aos ataques que lhe
foram impostos nas jornadas seguintes, acabando por vencer a classificação
geral final com apenas 5 segundos de vantagem sobre Keegan Swirbul da Efapel
Cyling e 34 segundos sobre Jorge Galvez Lopez da também algarvia Aviludo -
Louletano - Loulé.
Nas restantes classificações
da prova do ano passado, a Camisola da Juventude foi ganha por Lucas Lopes,
então na Radio Popular - Paredes - Boavista, a Camisola da Montanha foi para
Joaquim Silva da Efapel Cycling e a Camisola dos Pontos para o jovem Açoreano
da equipa de Hernani Brôco, a Credibom - LA Alumininos - Marcos Car, João
Medeiros, que venceu duas etapas na pretérita edição.


