Por: José Morais
A luta pela camisola amarela
ganhou novos contornos após o contrarrelógio desta sexta-feira. João Almeida
segurou o terceiro lugar da classificação geral, mas viu a diferença para o
líder aumentar para 44 segundos, depois de terminar a etapa contra o tempo na
10.ª posição.
O exercício individual,
marcado por ritmos elevadíssimos e diferenças milimétricas, acabou por
favorecer Juan Ayuso, que reforçou a liderança da prova algarvia. O espanhol
apresentou-se em excelente nível e consolidou a vantagem numa fase decisiva da
corrida.
Apesar do cenário mais
exigente, Almeida não escondeu ambição. O corredor da UAE Team Emirates
mostrou-se combativo e deixou uma promessa clara: a decisão só ficará selada na
derradeira etapa, com chegada ao Alto do Malhão.
“Vou dar o meu melhor. Vou
tentar atacar no último dia”, afirmou o ciclista português, determinado a
aproveitar o terreno seletivo da última jornada para relançar a discussão pela
vitória final.
Sobre o desempenho no
contrarrelógio, Almeida fez uma análise lúcida: sentiu que cumpriu o seu plano,
mas reconheceu a superioridade dos adversários diretos. “Dei o meu máximo. Acho
que estive muito bem, foi um bom contrarrelógio. Esperava perder algum tempo
para o Ayuso, mas não tanto. Parabéns a ele, está em grande forma.”
Com tudo ainda em aberto, o
Malhão volta a assumir o papel de juiz tradicional da Volta ao Algarve. Num
percurso explosivo e propício a ataques, João Almeida prepara-se para arriscar
porque, enquanto houver estrada, haverá esperança.

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