sábado, 7 de julho de 2018

“Inês Rico e Alexandre Montez nos Jogos Olímpicos da Juventude 2018”

Triatlo conquista de duas vagas para os Jogos Olímpicos da Juventude 2018

Hoje, dia 7 de julho 2018, realizou-se a prova de qualificação para os Jogos Olímpicos da Juventude. Nesta etapa europeia de qualificação que teve lugar em Banyoles, Espanha, estiveram presentes seis triatletas portugueses: Inês Rico, do Alhandra Sporting Club, Mariana Vargem, Individual, Alexandre Montez, Outsystems Olímpico de Oeiras, Afonso do Canto e José Pedro Vieira, estes dois últimos do Clube de Natação de Torres Novas.

Alexandre Montez e Inês Rico conquistam o apuramento para os Jogos Olímpicos da Juventude

O objetivo era o apuramento para os Youth Olimpic Games (YOG), que irão realizar-se entre os dias 6 a 18 de outubro, em Buenos Aires. Em jogo estavam 12 vagas disponíveis para distribuir pelo melhor triatleta dos primeiros 12 países a chegar à meta.

As expectativas eram elevadas, com a participação de jovens triatletas de alto nível, que fizeram excelentes provas tanto na competição feminina como masculina. Portugal conseguiu duas vagas para os Jogos Olímpicos, com os dois atletas cadetes Inês Rico e Alexandre Montez.

Inês Rico apurou-se para os Jogos Olímpicos da Juventude, dando provas da excelente triatleta que é, com destaque para o ciclismo, segmento onde conquistou muitas posições. «Estava muito nervosa antes da prova, mas com uma grande vontade competir motivada por uma grande ambição de me apurar para os YOG», conta Inês Rico. A triatleta do Alhandra faz uma análise da sua competição: «Uma má natação, onde não consegui fugir do grupo onde me encontrava, logo tive uma natação lenta. Uma transição rápida que me fez ganhar alguns lugares e um ciclismo top, onde conseguimos, com trabalho de equipa, colar no grupo da frente.» A triatleta geriu a corrida até ao fim para terminar na terceira posição com um grande sorriso nos lábios ‘triste apenas pela queda da sua colega Mariana Vargem’.

A triatleta Mariana Vargem estava a fazer uma excelente prova, tendo ficado envolvida numa queda que infelizmente a afastou da competição.

Na prova masculina, foi Alexandre Montez que se destacou com uma excelente prova, conquistando a terceira posição da geral e a segunda vaga europeia. «Na natação consegui colocar o meu ritmo e encaixar no grupo da frente», explica o triatleta do Outsystems Olímpico de Oeiras. «No ciclismo foi fácil de gerir, andei na frente atento para uma fuga, mas ninguém avançou. Depois na corrida foi controlar e avaliar os adversários, e na segunda volta coloquei o meu ritmo e vim com um triatleta francês até à meta.»

José Pedro Vieira fez uma boa prestação, acabando por ficar abaixo do nível, na 17ª posição, enquanto Afonso do Canto terminou em 24º lugar.

Os Jogos Olímpicos da Juventude realizam-se entre os dias 6 e 18 de outubro de 2018, em Buenos Aires, na Argentina. Nesta competição irão participar atletas entre os 15 e os 18 anos, 32 modalidades, em representação de 203 países.

Fonte: FTP

“TOUR/CHRIS FROOME: «ESTOU CONTENTE POR NÃO TER FICADO FERIDO»”

Britânico ressalva que ainda há muito para correr

Pore: Lusa

Foto: EPA

Chris Froome e Nairo Quintana, dois dos principais favoritos, começaram mal a Volta a França, com problemas perto do final da primeira etapa a custarem-lhes já atrasos de cerca de um minuto.

A ligação entre Noirmoutier-En-L'Île e Fontenay-Le-Comte, de 201 quilómetros, foi corrida a um ritmo frenético e permitiu ao colombiano Fernando Gaviria, principal sprinter da QuickStep-Floors, estrear-se a ganhar no Tour, o que lhe dará a honra de partir para a estrada de amarelo, no domingo.

Froome, o britânico que lidera a Sky, esteve envolvido numa queda, já nos últimos seis quilómetros, e teve de se resignar a entrar num segundo grupo, a 51 segundos de Gaviria.

"Estou contente por não ter ficado ferido. Faz parte do jogo, infelizmente, todos querem no final da etapa estar no primeiro terço do pelotão", comentou Froome, com alguns arranhões no joelho e no cotovelo e a camisola rasgada.

"Ficou caótico, com vários sprinters, mas é ciclismo. Ainda há muito para correr", acrescentou o ciclista que na semana passada foi ilibado de um processo por dopagem e autorizado à última hora a competir em França.

No grupo de Froome entraram outros chefes de fila, como o australiano Richie Porte (BMC) e o britânico Adam Yates (Mitchelton-Scott).

As coisas correram ainda pior para o colombiano da Movistar, que furou a 3,3 quilómetros do fim e teve de ceder 1.15 minutos para os primeiros.

Indiferentes à sorte dos que ficaram para trás, os terminadores avançaram para a meta conscientes de que a vitória valia a amarela - este ano não houve prólogo - e aí o jovem colombiano, de 23 anos, mostrou que está em grande forma, remetendo o eslovaco Peter Sagan (Bora-hansgrohe) e o alemão Marcel Kittel (Katusha-Alpecin) para os outros lugares de pódio.

A etapa, que Gaviria cumpriu em 4:23.32 horas, não parecia ser propícia a diferenças tão grandes, mas certo é que Froome terá de recuperar desde já quase um minuto para o holandês Tom Dumoulin (Sunweb), que entrou no primeiro pelotão, de sessenta unidades.

Depois de anuladas as fugas que animaram parte da tirada, a QuickStep-Floors e a Dimension Data (do britânico Marc Cavendish) alongaram o pelotão, já a pensar no 'sprint' final. Foi já nesse ritmo 'infernal' que Froome e outros caíram, produzindo-se um corte no grupo.

O polaco Michel Kwiatkowski foi inexcedível a 'rebocar' Froome, mas só deu para minimizar os estragos e o ciclista que já venceu por quatro vezes a prova não conseguiu mais que o 91.º posto de hoje.

Sorte diferente, para pior, teve Quintana. Não esteve na queda mas um pouco mais à frente furou e cedeu 1.15. "Assim são as coisas, consola-me que o Froome também tenha perdido tempo. Agora, há que recuperar".

No domingo, a etapa é plana, com 182,5 quilómetros entre Mouilleron-Saint-Germain e La Roche-Sur-Yon.

Fonte: Record on-line

“Equipa Portugal/Rui Oliveira vence omnium na Polónia”

Por: José Carlos Gomes

A Equipa Portugal apresentou-se em excelente nível no Grande Prémio da Polónia de Pista, com Rui Oliveira a ser o corredor em maior destaque, vencendo hoje a prova de omnium.

A participação lusa começou na sexta-feira com as provas de qualificação para o concurso olímpico de omnium. Logo aí os portugueses deram excelentes indicações, conseguindo todos apurar-se para a final, apesar de terem por diante adversários de grande nível internacional, todos interessados em obter o máximo de pontos, tendo em vista a caminhada rumo a Tóquio 2020.

Ivo Oliveira, Rui Oliveira e Miguel do Rego, apesar de serem todos corredores em idade sub-23, acederam à competição de elite masculina. No setor feminino, a sub-23 de primeiro ano Maria Martins conseguiu o mesmo feito.

Nas finais o desempenho foi ainda melhor. Rui Oliveira destacou-se na comitiva lusa, sendo o segundo classificado em scratch, terceiro em tempo e em eliminação. Na decisiva corrida por pontos, o gaiense foi o mais forte de todo o pelotão, consumando a vitória no concurso de omnium, somando 168 pontos, mais quatro do que o britânico Ethan Hayter e mais 32 do que outro corredor da Grã-Bretanha, Mark Stewart.

Ivo Oliveira conseguiu também um desempenho de grande nível, acabando na quarta posição, com 133 pontos. Miguel do Rego também conseguiu terminar no primeiro terço da tabela, na sexta posição, com 129 pontos.

Maria Martins não acusou a falta de experiência nem a juventude, acabando o omnium feminino no sétimo posto, com 87 pontos. A vitória sorriu a uma ciclista da casa, Nikol Plosaj, que, com 126 pontos, bateu a campeã olímpica, a britânica Laura Kenny, apenas por três. A terceira classificada foi a polaca Daria Pikulik, com 120 pontos.

O Grande Prémio da Polónia, prova de classe 1 internacional, termina neste domingo. Da participação da Equipa Portugal, aguarda-se com expectativa o desempenho de Ivo e Rui Oliveira em madison, mais uma disciplina olímpica.

Fonte: FPC

“Novo comandante no 30º Grande Prémio do Minho”

O minhoto e aniversariante Pedro Silva (Seissa/KTM Bikeseven/Matias & Araújo/Frulact) é o novo portador da camisola amarela do 30º Grande Prémio do Minho, após a realização da segunda etapa. No alto de Castro Laboreiro, numa etapa épica, venceu Daniel Santacruz (Banco Santander/PCSprint).

A competição, apadrinhada pelos internacionais portugueses Tiago Machado, José Mendes, José e Domingos Gonçalves, está ao rubro. O grau de dificuldade para esta tirada disputada do Alto Minho era elevado, tendo em conta as contagens de montanha a contar para a camisola azul Arrecadações da Quintã, duas em S. Gregório e a terceira e última coincidente com a meta, após uma longa e difícil subida, em Castro Laboreiro. Pelo meio disputaram-se ainda duas metas volantes a contar para a camisola verde Controlsafe.

O jovem espanhol Daniel Santacruz saltou no início da subida final para ser consagrado em Castro Laboreiro, mostrando as suas capacidades de trepador. Ao longo da parte final da tirada o ciclista do Banco Santander chegou a ter uma vantagem de quase um minuto para o grupo perseguidor e de três minutos para o pelotão.

Foram inúmeras as movimentações no início de corrida, com as tentativas de fugas a sucederem-se na frente de corrida. Seria necessária a primeira dificuldade do dia, contagem de 3ª categoria do prémio de montanha Arrecadações da Quintã, no alto de São Gregório, para se decifrar o que estaria pela frente.

Seria apenas após a segunda passagem pelo centro de Melgaço que a corrida ganhou contornos diferentes, altura em que Daniel Santacruz saltou de um grupo que já estava na cabeça de corrida, e iniciou uma autêntica crono-escalada.

A resposta das restantes formações aconteceu a meio da subida, com o grupo perseguidor a aumentar o ritmo, chegando a ter o ciclista espanhol à vista já bem perto do final. No entanto a recta que antecedia a meta, com ligeira inclinação, permitiu que Daniel Santacruz ganhasse novo fôlego e vencesse em Castro Laboreiro, secundado pelo campeão nacional Pedro Silva (Vito-Feirense / Blackjack) e Pedro Silva (Seissa/KTM-Bikeseven/Matias&Araújo/Frulact).

Foi necessário recorrer ao desempate para a atribuição do jersey amarelo da CJR, uma vez que são sete os ciclistas com o mesmo tempo no topo da classificação geral individual. Beneficiando do quarto lugar na primeira tirada e do terceiro melhor tempo em Castro Laboreiro, Pedro Silva (Seissa/KTM-Bikeseven/Matias&Araújo/Frulact) é o novo líder da classificação individual, CJR, acumulando a liderança da camisola laranja, Cision, e a camisola branca, de melhor minhoto, Universidade do Minho. O anterior camisola amarela, João Afonso (Centro Ciclista de Barcelos/AFF/Orbea/Onda), manteve a liderança da camisola verde, Controlsafe, cabendo agora a Daniel Santacruz (Banco Santander/PC Sprint) a camisola azul de líder da montanha, Arrecadações da Quintã.

Amanhã corre-se a terceira e última etapa entre Vieira do Minho e Vieira do Minho. Após Guimarães e Melgaço, é a terra de encantos minhota a receber a etapa da consagração da 30ª edição do Grande Prémio do Minho. A avenida Barjona de Freitas será o local de partida (13 horas) e de chegada (15h21) da última etapa do 30º Grande Prémio do Minho que terá a extensão de 89,4 kms. Na derradeira etapa estarão em disputa uma meta volante à passagem pela meta (13h30) e uma contagem de montanha em Serradela (2ª categoria - 14h29).

O 30º Grande Prémio do Minho, organizado pela Associação de Ciclismo do Minho em parceria com a Federação Portuguesa de Ciclismo, conta com o apoio da União de Freguesias da Cidade (Guimarães), Câmara Municipal de Vieira do Minho, Câmara Municipal de Melgaço, CJR - Candido José Rodrigues (Camisola Amarela), Controlsafe(Camisola Verde), Arrecadações da Quintã (Camisola Azul), Cision (Camisola Laranja), Universidade do Minho (Camisola Branca), Centro de Estágios de Melgaço, Raiz Carisma - Soluções de Publicidade , POPP Design, AFAcycles, Costa & Guerreiro – Erre Labels, Jopedois, Auto Terror, Guimarpeixe, Saúde Constante, Salvaggio, RS Bikes, Roda na Frente e  Correio do Minho.

Fonte: ACM

“Equipa Portugal/Luís Costa quinto classificado na prova de fundo”

Por: José Carlos Gomes

O paracicista português Luís Costa foi hoje o quinto classificado na prova de fundo de classe H5 da etapa da Taça do Mundo disputada em Emmen, Holanda.

A corrida de 63 quilómetros foi pautada pelo taticismo dos 15 participantes, que, perante um pelotão cada vez mais coeso e com equilíbrio de forças, optaram por se marcar mutuamente, prescindindo do efeito surpresa.

Os seis mais fortes do pelotão abordaram os últimos metros em condições de discutir a corrida. Luís Costa e o russo Aleksandr Davidovich tiveram um toque entre handbikes que os deixou mais para trás, sem possibilidade de chegar ao pódio.

O holandês Tim de Vries fez a dobradinha. Depois de ontem ter sido o mais forte no contrarrelógio, hoje impôs-se na prova de fundo, que completou em 1h44m15s, o mesmo tempo que o compatriota Mitch Valize, segundo classificado. O terceiro foi o estadunidense Óscar Sánchez, a 3 segundos, a mesma diferença contabilizada para Luís Costa, quinto.

Feitas as contas, Tim de Vries sai de Emmen no topo da geral da Taça do Mundo na classe H5, com 208 pontos. Seguem-se Óscar Sánchez, com 172, e Johan Reekers, com 143. Luís Costa, que chegou a estar provisoriamente no terceiro lugar, depois do bronze no contrarrelógio de ontem, é o quarto, a três pontos de Reekers, ainda assim uma subida de dois lugares na geral face ao resultado após a etapa anterior do troféu.

Flávio Pacheco, a correr como individual, foi o nono classificado entre os 22 paraciclistas que hoje realizaram a prova de fundo na classe H4. Também como individuais, correm amanhã Bernardo Vieira, Paulo Teixeira e João Monteiro.

Fonte: FPC

“Atualização do Canal NP-TV com o “Vídeo do 15º Convívio Cicloturistico de Vila Nova de Cernache.2018"

A Revista Notícias do Pedal acaba de atualizar o seu canal de televisão “Notícias do Pedal-TV” no YouTube e no MEO/KANAL com o “Vídeo do 15º Convívio Cicloturistico de Vila Nova de Cernache.2018"


Para ver o vídeo no MEO/KANAL, quem possuir MEO, pode aceder carregando na tecla verde do comando, inserir o código 531450, e ver no MEO/KANAL este e outros filmes, podendo consultar toda a programação. Podem ver ainda através do seguinte link: https://kanal.pt/lista-canais/comunicao-social/lisboa/vila-franca-de-xira/?display=grid&order=updated 

Desejamos que passem e recordem bons momentos.

“TOUR/GAVIRIA VENCE PRIMEIRA ETAPA MARCADA PELA QUEDA DE FROOME”

Alguns dos favoritos perderam tempo

Por: Lusa

Foto: Reuters

O ciclista colombiano Fernando Gaviria (QuickStep-Floors) tornou-se este sábado o primeiro camisola amarela da Volta a França em bicicleta, ao vencer ao sprint a primeira etapa, entre Fontenay-le-Comte e Noirmoutier-en-l'Île.

No final dos 201 quilómetros da primeira etapa, Gaviria gastou 4:23.32 horas, batendo o eslovaco Peter Sagan (Bora-hansgrohe), campeão do mundo, e do alemão Marcel Kittel (Katusha-Alpecin).

Numa tirada em que alguns dos favoritos, como o britânico Chris Froome (Sky), vencedor das últimas três edições, perderam tempo, Gaviria lidera, com quatro segundos de avanço sobre Sagan e seis sobre Kittel.

No domingo disputa-se a segunda etapa, entre Mouilleron-Saint-Germain e La Roche-sur-Yon, num percurso de 182,5 quilómetros.

Fonte: Record on-line

“TOUR/HÁ UM RECORDE PARA BATER

Eddie Merckx ganhou 34 etapas”

Foto: EPA

Há uma outra guerra que promete animar e muitos, as estradas francesas. Será a batalha dos sprinters, e os olhos vão estar voltados, essencialmente, para Peter Sagan e Mark Cavendish, que em 2017 protagonizaram um sprint polémico na 4ª etapa, que ditou o abandono de ambos. O primeiro a ser expulso por causar a queda do segundo, que desistiu devido a fratura de clavícula. O incidente não morreu naquele dia, deu pano para grandes discussões, nomeadamente pelo facto de, para muitos, Sagan ter sido mal sancionado. A UCI, mais tarde, viria a reconhecer isso mesmo.

Polémicas à parte, Sagan e Cavendish estão prontos para novo confronto. O tricampeão do Mundo quer recuperar a camisola verde, ganha no ano passado pelo australiano Michael Matthews. Já o britânico, deseja bater o recorde de vitórias em etapas no Tour, que pertence a Eddie Merckx, com 34.

"Não nego que se trata de um grande desafio da minha carreira, o de superar Merckx", confessou Cavendish, que vai na terceira temporada com a camisola da Dimension Data.

O velocista da Ilha de Man é, pois, o que mais próximo está de bater o recorde do belga, somando 30 triunfos em etapas na Volta a França. Antes do jejum em 2017, pelas razões já evocadas, conquistou em 2016 quatro vitórias.

Será certamente um sprinter o primeiro líder do Tour deste ano, já que a prova começa com uma etapa em linha, propícia a chegada em pelotão. E assim deverá ser até à 10ª – com exceção da 3ª, em que se disputa o contrarrelógio por equipas –, altura em que surge a montanha, já com a caravana nos Alpes.

Fonte: Record on-line

“Centro de Ciclismo do Minho: inaugurada a segunda fase”

A segunda fase do Centro de Ciclismo do Minho, em Souto Santa Maria – Guimarães, foi inaugurada esta sexta-feira (06 de julho), antecedendo a partida da primeira etapa do 30º Grande Prémio do Minho.

O Centro de Ciclismo do Minho acolherá no dia 13 de julho o Campeonato Nacional Universitário de BTT XCO e no dia 1 de agosto a prova de Cross Country Olímpico do Campeonato do Mundo de Ciclismo Universitário.

O Centro de Ciclismo do Minho – Guimarães (Souto Santa Maria) integra o primeiro circuito permanente de BTT XCO da região norte do País e está localizado no Parque Desportivo de Souto Santa Maria (Rua Dona Josefa Amaral Freitas, 4800-257 Santa Maria de Souto, Guimarães - GPS: 41.519503,-8.291169).

O projeto foi desenvolvido em parceria pela Associação de Ciclismo do Minho, Câmara Municipal de Guimarães e a União das Freguesias de Souto Santa Maria, Souto São Salvador e Gondomar, em concertação com a Federação Portuguesa de Ciclismo, compreendo trajetos em circuito de diversas dificuldades (fácil, acessível, difícil e muito difícil), procurando-se corresponder às diferentes faixas etárias dos praticantes, características, nível de desenvolvimento técnico e físico e motivações.

Na inauguração, que antecedeu a partida do 30º Grande Prémio do Minho, estiveram presentes o Presidente da Câmara Municipal, Domingos Bragança, o vereador do desporto, Ricardo Costa, o Presidente da União de Freguesias de Souto Santa Maria, Souto São Salvador e Gondomar, Fernando Cardoso, autarcas locais, o diretor da Federação Portuguesa de Ciclismo, Sérgio Sousa, representantes de equipas e de mecenas do projeto, entre os quais da CJR – Cândido José Rodrigues.

Domingos Bragança, presidente da Câmara Municipal de Guimarães, referiu aquando da inauguração que "este espaço tem condições para que as nossas crianças possam ter formação para andar bem de bicicleta, em segurança, agregando também a parte educativa. Quero que as crianças das nossas escolas venham aqui, até como atividade curricular, com a Câmara a assegurar os transportes". Esta infraestrutura, referiu ainda o autarca, "é a ponte entre a parte competitiva do ciclismo e a parte lúdica, servindo como palco para a criação de uma Escola de Ciclismo, facto que já tinha referido aquando da inauguração da primeira fase".

"Temos uma pista de Cross Country Olímpico de top mundial, em que os quatro níveis de dificuldade permitem que qualquer pessoa possa praticar a atividade de força segura" afirmou José Luís Ribeiro, presidente da Associação de Ciclismo do Minho", relembrando o trabalho prévio efetuado pelo anterior presidente da União de Freguesias de Souto Santa Maria, Souto São Salvador e Gondomar, Dionísio Ribeiro, que "criou condições de base para tornar o Centro de Ciclismo do Minho uma realidade e uma referência". O dirigente associativo destacou ainda o importante apoio da Câmara Municipal de Guimarães, assim como da União de Freguesias e de mecenas. "O trabalho conjunto e o apoio de todos foram de uma enorme valia para que este projeto se tornasse realidade", afirmou José Luís Ribeiro realçando que "o estatuto do mecenato também se revelou uma ferramenta importante".

O dirigente associativo desejou "que o Centro de Ciclismo do Minho gere uma nova centralidade, proporcionando boas condições para atividades de recreio, formação, treino e competição de ciclismo, contribuindo também para o desenvolvimento da modalidade e da região". “Este projeto era apelidado no seio da ACM como “o sonho”. O sonho está aqui. Concretizado. Se dúvidas houvesse, temos mais uma demonstração de que vale a pena lutar por aquilo em que acreditamos”, concluiu José Luís Ribeiro.

Fernando Cardoso, Presidente da União de Freguesias de Souto Santa Maria, Souto São Salvador e Gondomar, expressou o regozijo por ter mais uma infraestrutura na freguesia e garantiu que manterá com a autarquia uma postura colaborante, construtiva e sempre em favor da população.

Ausente na cerimónia por se encontrar em Itália com a Seleção Nacional de BTT, Pedro Vigário, selecionador nacional que cooperou com a ACM no desenvolvimento do Centro de Ciclismo do Minho, associou-se ao momento através do envio de uma mensagem: “O Centro de Ciclismo do Minho reveste-se de importância fundamental, não só sob o ponto de vista de uma infraestrutura de alta qualidade que servirá de apoio à alta competição, mas também pela sua disponibilidade para a população em geral, em especial a comunidade do BTT (cada vez mais alargada) que desta forma, usufruirá de um espaço com todas as condições e valências para a prática do BTT de forma tranquila e segura, sem deixar de ser desafiante e numa envolvência de grande beleza natural”.

Esta é a “concretização de uma ambição da Associação de Ciclismo do Minho que trará fortes benefícios para a prática e desenvolvimento do BTT, não apenas da população ao redor de Guimarães, mas também extensiva a todo o norte e restante país. Os meus parabéns e um agradecimento especial a todos quantos contribuíram para a efetivação deste grande projeto”, conclui Pedro Vigário, Selecionador Nacional de BTT que inclui no palmarés a conquista de Campeonatos do Mundo e da Europa de XCM e brilhantes prestações nas provas de XCO nos Jogos Olímpicos, Taças do Mundo e Campeonatos do Mundo.

As obras da segunda fase do Centro de Ciclismo do Minho contemplaram a construção de uma passagem inferior para os ciclistas na zona da entrada do Parque Desportivo de Souto Santa Maria, procurando-se assim melhorar as condições de segurança e eliminar o cruzamento do trajeto para as bicicletas com a estrada de acesso de viaturas ao Parque. Na área dos percursos de BTT foi implantada uma passagem superior destinada aos ciclistas (visando a melhoria e a criação de mais alternativas de trajetos) efetuada a repavimentação dos percursos, na extensão total de cerca de 7,5 quilómetros, drenagem de águas pluviais e outros melhoramentos.

A empreitada foi executada pela empresa vimaranense CJR – Cândido José Rodrigues, SA e foi financiada pela Câmara Municipal de Guimarães e com recursos angariados pela Associação de Ciclismo do Minho, nomeadamente, junto de privados e através do Estatuto do Mecenato Desportivo.

Fonte: ACM