domingo, 15 de julho de 2018

“TOUR/QUEDA VOLTA A DITAR ABANDONO DE RICHIE PORTE”

Australiano também tinha desistido em 2017

Por: Fábio Lima Fábio Lima

Foto: Reuters

Pelo segundo ano consecutivo, o australiano Richie Porte viu uma queda ditar o seu adeus ao Tour, isto em mais uma edição na qual entrava com elevadas expectativas. Este domingo, durante a nona etapa, o ciclista da BMC caiu logo ao décimo quilómetro e viu forçado o seu abandono.

Décimo colocado à partida, a 57 segundos do líder Greg van Avermaet, o australiano de 33 anos magoou-se no ombro e ficou impossibilitado de prosseguir, acabando por se despedir do Tour em lágrimas. Para lá de Porte, caíram também Stefan Kung, Andre Greipel, Jens Keukeleire, Guillaume Martin e José Rojas, sendo que apenas este último seguiu o mesmo 'caminho' que o australiano.

Fonte: Record on-line

“TOUR/DEGENKOLB VENCE EM ROUBAIX”

Van Avermaet consolida liderança

Por: Lusa

Foto: Reuters

O alemão John Degenkolb (Trek-Segafredo) venceu este domingo a nona etapa da Volta a França, impondo-se, num sprint a três, aos belgas Greg Van Avermaet (BMC), líder da prova, e Yves Lampaert (Quick-Step Floors).

dia marcado pelo abandono do australiano Richie Porte (BMC), Degenkolb completou os 156,5 quilómetros de ligação entre Arras a Roubaix, pontuada por diversos troços de piso empedrado, em 3:24.26 horas, o mesmo tempo atribuído ao camisola amarela e ao campeão belga.

Passados 19 segundos, chegou o quarteto em que seguiam, por esta ordem, o belga Philippe Gilbert (Quick-Step Floors), o esloveno Peter Sagan (BORA-hansgrohe), o belga Jasper Stuyven (Trek-Segafredo) e o luxemburguês Bob Jungels (Quick-Step Floors), enquanto o pelotão principal, com a maioria dos favoritos, cruzou a meta com 27 segundos de atraso.

Na véspera do dia de descanso, Van Avermaet consolidou a liderança, tendo 43 segundos de avanço sobre o britânico Geraint Thomas (Sky) e 44 em relação da Philippe Gilbert.

erça-feira, o pelotão enfrenta a primeira etapa de alta montanha, a décima, que apresenta uma subida de categoria especial e três de primeira categoria ao longo do percurso de 158,5 quilómetros entre Annecy e Le Grand Bornand.

Fonte: Record on-line

“Equipa Portugal/Júnior Hélder Gonçalves foi 30.º no Campeonato da Europa”

Remco Evenepoel sagrou-se hoje campeão europeu júnior no exigente circuito de Brno, na República Checa. Hélder Gonçalves foi o melhor português na 30.ª posição

O belga Remco Evenpoel confirmou o estatuto de máximo favorito à partida da prova de fundo do Campeonato Europeu de Estrada (categoria júnior) ao dominar por completo a corrida de 118 quilómetros, disputada em circuito, com um total de 11 voltas. Evenpoel, que na quarta-feira havia conquistado o título de campeão júnior de contrarrelógio, não esperou que os adversários tomassem a iniciativa e lançou a sua ofensiva ainda na primeira volta do circuito cujo perfil, de sobe e desce constante, sem extensão em terreno plano, se adaptava às suas características.

Os portugueses Guilherme Mota e António Ferreira foram quem inicialmente responderam às exigências do traçado. Com o pelotão fragmentado em diversos grupos desde a volta a inicial, Mota - que mais tarde abandonaria a contas com dores lombares - e Ferreira tomaram parte nas diversas escaramuças com o intuito de chegar à frente da corrida. Na parte final, porém, Hélder Gonçalves e Rúben Simão surgiram com mais forças terminando a corrida na 30.ª e 32.ª posição, respetivamente, sendo os melhores posicionados da Equipa Portugal. Terminaram ainda prova António Ferreira e Pedro Andrade. Do pelotão de 167 corredores à partida concluíram a corrida 51 classificados.

Evenpoel, atual campeão belga - conta com 24 sucessos este ano, inclusive em três provas da Taça das Nações Júnior - cortou o risco com mais de nove minutos de vantagem deixando para os rivais a disputa dos restantes lugares pelas medalhas. O suíço Alexander Balmer conquistou a medalha de prata, enquanto que o espanhol Carlos Rodriguez Cano subiu ao pódio com a medalha de bronze.

"Foi uma corrida algo atípica com um ciclista que atacou na primeira volta para não ser mais alcançado. Conseguimos colocar o Guilherme Mota e o António Ferreira num dos grupo perseguidores, mas o traçado praticamente sem momentos planos e o elevado ritmo não ajudaram a darmos a resposta que gostaríamos de ter dado", referiu o seleccionador nacional José Poeira.

 

CLASSIFICAÇÃO

Campeonato Europeu Júnior

Prova de fundo - 118 km

167 participantes

Média de 36,2 km/h

1.º Remco Evenpoel (Bélgica), 3h15m20s

2.º Alexander Balmer (Suíça), a 9m44s

3.º Carlos Rodriguez Cano (Espanha), a 9m46s

(...)

30.º Hélder Gonçalves, a 15m45s

32.º Rúben Simão, a 16m07s

44.º António Ferreira, a 21m55s

45.º Pedro Andrade, mt

(ab) Guilherme Mota

António Ferreira, João Carvalho

Fonte: FPC

“Equipa Portugal”André Carvalho 14.º no Europeu de estrada”

Por: José Carlos Gomes

O português André Carvalho foi hoje o 14.º classificado na prova de fundo para sub-23 do Campeonato da Europa de Estrada, disputada em Zlin, República Checa, com vitória do suíço Marc Hirschi.

A corrida de 140,4 quilómetros disputou-se em 14 voltas a um circuito curto mas intenso, praticamente sem zonas planas. A prova começou de forma controlada e a Equipa Portugal conseguiu colocar representantes nas duas principais movimentações da primeira metade da corrida.

Hugo Nunes e Jorge Magalhães foram os lusos que integraram as fugas mais duradouras da fase inicial da competição, mas essas iniciativas acabaram por não dar frutos.

Nas últimas três das 14 voltas ao circuito o ritmo subiu e as seleções mais fortes provocaram uma triagem mais apertada de valores. André Carvalho e João Almeida foram resistindo junto dos melhores.

André Carvalho foi aquele que mais perto esteve de entrar na discussão da corrida, mas acabou por ceder a cerca de 20 quilómetros do final. O famalicense terminou na 14.ª posição, a 3m59s do vencedor. Marc Hirschi foi o mais rápido dos três corredores que se adiantaram aos demais para tomarem conta do pódio. Foi seguido pelo francês Victor Lafay e pelo espanhol Fernando Barcelo.

Jorge Magalhães, 31.º, e Hugo Nunes, 32.º, ficaram a 8m09s do vencedor, João Almeida, 35.º, gastou mais 11m14s do que o primeiro classificado, Marcelo Salvador, 38.º, ficou a 13m41s, e Daniel Viegas não terminou a prova.

Fonte: FPC

“Encontro Nacional de Escolas de Ciclismo”

Futuro do ciclismo faz a festa em Almeirim

Por: José Carlos Gomes

O concelho de Almeirim acolheu, durante este fim-de-semana, pelo quinto ano consecutivo, a grande festa do ciclismo de formação português, o Encontro Nacional de Escolas de Ciclismo.

Mais de 650 ciclistas chegaram de todo o país, acompanhados pelos responsáveis pelas escolas, por muitos pais e pela alegria contagiante que só as crianças transportam.

Durante dois dias, sábado e domingo, Almeirim assistiu ao empenhamento jovens ciclistas, entre 5 e 14 anos, em corridas e provas de destreza, de estrada e de BTT.

Mais do que uma competição, o Encontro Nacional de Escolas de Ciclismo foi uma jornada de festa, cor, alegria, aprendizagem e convívio entre todos os participantes.

Nas próximas duas semanas, os ciclistas nascidos em 2004, que na próxima época deixam as escolas e passam à categoria de cadetes, vão participar na primeira edição do Encontro Nacional da Juventude, no concelho de Anadia.

As atividades vão distribuir-se entre a Academia Nacional de Ciclismo, na sede do concelho bairradino, e o Velódromo Nacional, na freguesia de Sangalhos. A iniciativa divide-se em dois períodos, de 17 a 19 e de 23 a 25 de julho.

Os jovens, que estão em idade de transição entre as escolas e a competição, terão acesso a um programa de três dias que incluirá sessões práticas e teóricas sobre as diferentes vertentes de ciclismo, preparação física, tecnologia e ciência aplicadas ao treino, mecânica, comunicação e um treino de conjunto com ciclistas de elite.

Fonte: FPC

“Paraciclismo/Campeões do Paraciclismo festejaram a dobrar em Almeirim”

Jornada dupla de Paraciclismo em Almeirim com atribuição de títulos nacionais de contrarrelógio e de fundo

Já com a disputa dos títulos de contrarrelógio na véspera, os paraciclistas que hoje disputaram a prova de fundo em Almeirim repetiram, na sua quase totalidade, o feito do dia anterior somando dois títulos nacionais num só fim-de-semana.

Nas provas de fundo, que juntaram 26 inscritos, a classe mais concorrida foi a C5, com Manuel Ferreira a sagrar-se campeão nacional diante de Hélder Maximino, que terminou a um segundo, e António Romão, terceiro classificado e distanciado a duas voltas.

Além da C5, as restantes classes mais participadas foram a C4 e a H4, esta última destinada a handbikes, bicicletas adaptadas e locomovidas pela força dos braços. Na C4, João Monteiro repetiu o sucesso no contrarrelógio do dia anterior e bateu Daniel Silva e Paulo Barreto, respetivamente segundo e terceiro classificados. Na H4, Flávio Pacheco venceu de forma confortável a sua corrida, deixando a uma volta de distância André Sobreiro e João Ribeiro.

O sector feminino dos Campeonatos Nacionais de Paraciclismo foi representado por Filomena Oliveira que se sagrou campeã nacional na sua primeira participação.

 

CAMPEÕES NACIONAIS

- Prova de fundo

C1 - Bernardo Vieira

C2 - 1.º Telmo Pinao (Casa Benfica MMV / APCA / Paracycling)

C3 - Francisco Martins

C4 - João Monteiro (Mozinho RT Martos Pellets)

C5 - Manuel Ferreira (Silva & Vinha / ADRAP / Sentir Penafiel)

D - João Marques (ACD Milharado/Escola Ciclismo Manuel Martins)

H3 - João Pinto

H4 - Flávio Pacheco (Sporting / Tavira - paracycling)

H5 - Luís Costa (Sporting / Tavira - paracycling)

Fe - Filomena Oliveira

 
- Contrarrelógio

C1 - Bernardo Vieira

C2 - 1.º Telmo Pinao (Casa Benfica MMV / APCA / Paracycling)

C3 - Paulo Teixeira (Rodabike / ACRG / Gondomar)

C4 - João Monteiro (Mozinho RT Martos Pellets)

C5 - Manuel Ferreira (Silva & Vinha / ADRAP / Sentir Penafiel)

D  - João Marques (ACD Milharado/Escola Ciclismo Manuel Martins)

H3 - João Pinto

H4 - Flávio Pacheco (Sporting / Tavira - paracycling)

H5 - Luís Costa (Sporting / Tavira - paracycling)

Fonte: FPC

“Equipa Portugal/Ricardo Marinheiro foi 79.º em Andorra”

Ricardo Marinheiro em representação da Equipa Portugal, concluíu a corrida de Elite masculinos da quinta etapa da Taça do Mundo de Cross-Country Olímpico na 79.ª sendo classificado a três voltas do vencedor, o italiano Gerhard Kerschbaumer.

Mário Costa, atual líder da Taça de Portugal da especialidade, em representação da sua equipa UCI concluiu a prova disputada em Andorra na 70.ª posição, a duas voltas do vencedor.

Invertendo a tónica dominante do atual campeão do mundo, o italiano Gerhard Kerschbaumer vingou-se da derrota infligida na passada semana em Val di Sole, competição na qual terminou na segunda posição. Hoje, revelando uma frescura invejável, Kerschbaumer disparou à quinta das oito voltas ao percurso para festejar vitória com 1m13s de avanço sobre o corredor helvético que, todavia, se mantém confortável no ranking da Taça do Mundo. O holandês Mathieu Van Der Poel concluiu a corrida na terceira posição. Competiram ainda, a título individual, Roberto Ferreira (80.º) e Fábio Ribeiro (desistência).

Nas restantes corridas de XCO em Vallnord, evidencia-se o resultado de João Rocha, 39.º classificado na prova sub-23, a 7m20s do vencedor, o francês Joshua Dubau. Já Bruno Silva, igualmente em representação da Seleção Nacional, foi 66.º classificado, a duas voltas do vencedor. Na corrida feminina de sub-23, em representação da Equipa Portugal, Marta Branco foi 26.º classificada diante do triunfo da suiça Sina Frei.

Na corrida de Elites femininos, Joana Monteiro, com as cores da sua equipa UCI, foi 49.ª classificada.

Fonte: FPC

“Última etapa/Grande Prémio Internacional de Torres Vedras – Troféu Joaquim Agostinho”

Alentejanos Neves e Casimiro coroados na serra

Por: José Carlos Gomes

A terceira e última etapa do Troféu Joaquim Agostinho, hoje disputada ao longo de 172 quilómetros, entre o Cadaval e o alto de Montejunto, foi um duelo de alentejanos com dois vencedores. Henrique Casimiro (Efapel) ganhou a etapa e José Neves (W52-FC Porto) conquistou a classificação geral.

A viagem foi movimentada por um grupo de 17 corredores, que atacou ao quilómetro 17, mas que não resistiu aos derradeiros 23,9 quilómetros, nos quais estavam colocadas três montanhas, uma de segunda e duas de primeira categoria, a última coincidente com a chegada.

A subida de segunda categoria foi aproveitada para endurecer a corrida e fazer a primeira seleção, mas nas duas escaladas em plena serra de Montejunto, no Avenal e no alto da montanha, tudo mudou de figura.

Do grupo de favoritos destacaram-se António Carvalho e José Neves (W52-FC Porto), Joni Brandão (Sporting-Tavira) e Henrique Casimiro (Efapel). A cerca de 4 quilómetros da meta, o almodovarense da Efapel atacou e pedalou em solitário para a vitória na etapa.

Henrique Casimiro cortou a meta com 4h26m50s, menos 6 segundos do que Joni Brandão e menos 9 segundos do que José Neves, que ocuparam as posições imediatas. A ousadia de Casimiro deu-lhe a etapa e quase lhe permitia a conquista da camisola amarela.

“Foi uma etapa muito nervosa, era a etapa mais dura e todos sabíamos que seria aqui que se decidia a corrida. Não é por acaso que chamam ‘Angliru’ à subida do Avenal, porque fez logo uma grande diferença. Quando os candidatos ficaram destacados achei que era o momento certo para atacar, porque estava um pouco mais distanciado na geral e poderia ter alguma margem. Ficar apenas a 4 segundos da camisola amarela deixa um certo sabor amargo, mas quem ficou atrás de mim ficou um pouco mais longe. Perdi cerca de 20 segundos no prólogo, o que é muito difícil de recuperar para um contrarrelogista como o José Neves numa prova com um contrarrelógio e apenas três etapas em linha”, admite o vencedor da etapa.

José Neves acabou no topo da geral, recuperando a camisola amarela que ontem perdera para Óscar Hernández (Aviludo-Louletano-Uli) e concretizando um objetivo delineado há muito tempo. Henrique Casimiro foi o segundo classificado, a 4 segundos e Joni Brandão fechou o pódio a 5 segundos, diferenças mínimas que espelham o equilíbrio e a competitividade patentes no encerramento da 41.ª edição do Troféu Joaquim Agostinho.

“Durante a primeira etapa do Grande Prémio Abimota, quando estava lesionado e ia no carro da equipa, disse ao diretor desportivo, Nuno Ribeiro, que quando voltasse a treinar ia preparar-me física e psicologicamente para discutir o Troféu Joaquim Agostinho. Já no início do ano assumi que seria um dos meus objetivos. No prólogo foi por pouco que não vesti a amarela, mas fiquei com ela no segundo dia, quando nem tinha intenção de o fazer. Ontem perdi a amarela. Foi uma batalha perdida, mas não a guerra. Hoje viemos prontos para a guerra. Eu tinha algum receio de arrancar, mas os meus colegas disseram-me para não ter medo e motivaram-me”, conta José Neves.

Além da camisola amarela, José Neves também levou para casa a laranja, que simboliza o melhor jovem da competição. O equilíbrio da geral individual também se refletiu nas classificações por pontos e da montanha. A primeira foi ganha por Henrique Casimiro, em igualdade pontual com Óscar Hernández e Cyril Barthe (Euskadi Basque Country-Murias). David de la Fuente (Aviludo-Louletano-Uli) foi o melhor trepador, embora com os mesmos pontos de Henrique Casimiro e Joni Brandão. O espanhol do Louletano venceu ainda a classificação do combinado. Gotzon Udondo (Euskadi Basque Country-Murias) venceu a geral das metas volantes. Por equipas impôs-se a W52-FC Porto.

Fonte: FPC