segunda-feira, 31 de agosto de 2026

“UMA SEMANA DE GRANDE AÇÃO NO EUROSPORT E NA HBO MAX COM A VUELTA E O US OPEN”


Por: Vasco Simões

Foto: Getty Images

A última semana de agosto e os primeiros dias de setembro prometem muita ação em direto nos canais Eurosport e na HBO Max, com duas das grandes competições do calendário desportivo internacional a dominarem a programação: a Volta a Espanha e o US Open.

Depois de uma primeira semana de La Vuelta marcada pelo domínio de Tadej Pogačar, a corrida espanhola entra numa nova fase após a queda que obrigou o esloveno a abandonar. O líder da UAE Team Emirates-XRG sofreu uma concussão, uma fratura deslocada da clavícula esquerda e uma fratura estável na vértebra C7, estando agora a recuperar em Barcelona, onde deverá ser submetido a cirurgia à clavícula. A saída do grande favorito deixa a classificação completamente em aberto, com Enric Mas a assumir a camisola vermelha e Primož Roglič, Felix Gall, Richard Carapaz e outros candidatos à geral na luta pelo triunfo final.

Depois da etapa de montanha até ao Alto de Aitana, que encerrou a primeira semana, La Vuelta regressa esta terça-feira, 1 de setembro, após o primeiro dia de descanso, e mantém-se em direto no Eurosport e na HBO Max até à chegada a Granada, a 13 de setembro. A segunda semana arranca com a 10.ª etapa, entre Alcaraz e Elche de la Sierra, seguindo-se novas oportunidades para os sprinters e, sobretudo, etapas de montanha como a chegada ao Calar Alto e a subida à Sierra de La Pandera. João Almeida continua a ser a principal referência portuguesa na corrida e ganha agora ainda maior importância no seio da UAE, libertada da obrigação de proteger Pogačar, podendo assumir um papel mais ofensivo na luta pela classificação geral e pelas etapas. Ivo Oliveira é o outro português em prova.

Em Nova Iorque, o US Open já está igualmente a proporcionar grandes momentos, com o último Grand Slam da temporada a trazer diariamente muitas horas de ténis em direto. A representação portuguesa está reduzida a Nuno Borges e Jaime Faria no quadro principal, depois de Henrique Rocha, Frederico Silva e Francisca Jorge terem ficado pelo qualifying. Jaime Faria protagonizou uma excelente entrada no torneio, derrotando o norte-americano Jenson Brooksby em cinco sets e avançando para a segunda ronda, enquanto Nuno Borges, número um português, entra em ação esta segunda-feira, frente ao norte-americano Learner Tien, num encontro marcado para as 21h00 de Portugal. O jovem Faria poderá ainda defrontar Carlos Alcaraz na próxima ronda, caso o espanhol ultrapasse Roman Safiullin.

Ao longo desta semana, a programação conjunta do Eurosport e da HBO Max garante mais de 80 horas de ténis do US Open em direto e cerca de 30 horas de ciclismo em direto com La Vuelta, permitindo acompanhar praticamente toda a ação das duas competições. No Eurosport, o ténis ocupa grande parte da grelha, com sessões desde a tarde até à madrugada, enquanto La Vuelta regressa diariamente com a transmissão integral das etapas, normalmente entre o início da tarde e o final da tarde. Na HBO Max, os fãs podem acompanhar a ação em streaming e escolher entre os diferentes courts do US Open, além de seguir cada quilómetro da Volta a Espanha. É, assim, uma semana particularmente forte para o desporto em direto, com o Eurosport e a HBO Max a reunirem duas das maiores competições do momento num único destino.

Fonte: Eurosport

“Clube de Natação de Torres Novas no Campeonato do Mundo de Triatlo em Wehai (China)”


JOÃO NUNO BATISTA “BRILHOU” no mundial de triatlo

 

Por: Paulo José Catarino Vieira

Ao terminar no 4ºlugar, a 7ªetapa do mundial do triatlo, JOÃO NUNO BATISTA brilhou em Wehai, na China. Foi o melhor resultado de sempre do jovem atleta do Clube de Natação de Torres Novas, em provas do circuito mundial.


“Foi uma prova muito boa para mim e claro que este resultado significa muito, principalmente por ser o meu melhor resultado de sempre numa WTCS. Acho que mostra que o trabalho que temos vindo a fazer está a começar a aparecer e dá-me ainda mais confiança para as próximas provas. Senti-me bem durante a prova e consegui competir de uma forma mais consistente. Claro que há sempre coisas a melhorar, mas no geral estou muito contente com a forma como correu.


Agora o objetivo é continuar a evoluir e tentar manter este nível nas próximas provas. Ainda estou num processo de adaptação a este nível de competição, por isso quero continuar a aprender e a ganhar experiência, mas obviamente que depois deste resultado fico com ainda mais vontade de tentar fazer melhor. O meu principal objetivo é estar nos próximos jogos olímpicos”, disse João Nuno Batista no final da prova em Wehai.


O triatleta torrejano, de apenas 20 anos, completou a prova disputada em distância olímpica (1,5km/natação, 40km/ciclismo e 10km/corrida) em 1h41m41s, ficando a apenas 16 segundos do pódio e a 33 segundos do vencedor, o suíço Max Studer. Este resultado que permitiu-lhe subir 10 posições na classificação do mundial, para o 17ºposto, e assumir a 16ªentrada do ranking olímpico, rumo a Los Angeles 2028.


Relativamente à prova, João Nuno Batista manteve-se sempre integrado no numeroso grupo da frente durante o segmento de ciclismo, e foi crescendo ao longo dos 10 quilómetros de corrida, começando a ganhar posições numa fase em que vários dos principais candidatos ao pódio foram perdendo terreno.

João Nuno integrou o grupo perseguidor quando Studer, Cantero e Mislawchuk começaram a destacar-se e, à medida que a corrida avançava, foi deixando para trás alguns dos nomes mais fortes da prova, entre eles o australiano Callum McClusky, que terminaria em sexto, e o campeão mundial Matthew Hauser, que terminou em décimo.


Na última volta, Batista conseguiu mesmo aproximar-se rapidamente de Mislawchuk, entrando diretamente na luta pelo terceiro lugar, mas acabou por cruzar a meta em quarto, a apenas 16 segundos do atleta canadiano.

Nesta etapa do mundial, também esteve presente pela seleção belga, Erwin Vanderplancke, que terminou na 34ªposição. O atleta do Clube de Natação de Torres Novas esperava obter um melhor resultado, mas continuando a trabalhar, vai ter mais oportunidades para mostrar o seu valor.

A próxima etapa do mundial será em Karlovy Vary, na Chéquia, a 13 de setembro, antes da decisão dos títulos mundiais de 2026, a 27 de setembro, na Grande Final de Pontevedra, em Espanha.

 

Clube de Natação de Torres Novas Jogos de Mediterrâneo em Taranto (Itália)

Gustavo do Canto e Inês Rico no TOP 10

 

 

TOP 10 para Gustavo do Canto, e para Inês Rico, nos Jogos do Mediterrâneo, que se realizaram em Taranto, Itália.

Naquela que foi a estreia da modalidade nestes Jogos do Mediterrâneo, foi debaixo de muito calor, que se realizaram no circuito citadino de Taranto, este sábado, 29/agosto, as provas masculina e feminina de triatlo em elites, com os 2 atletas do Clube de Natação de Torres Novas a alcançarem o 10ºlugar, individualmente.

A prova ficou marcada pelas elevadas temperaturas que se fizeram sentir em Taranto e que acabaram por aumentar as dificuldades para os atletas ao longo dos vários segmentos da competição.

Apesar das condições exigentes, Gustavo do Canto e Inês Rico conseguiram manter-se entre os dez primeiros classificados, alcançando uma prestação de destaque entre os participantes.

Os Jogos do Mediterrâneo Taranto 2026 reuniu, entre 21 de agosto e 3 de setembro, 3854 atletas provenientes de 26 países da bacia do Mediterrâneo, naquela que é uma das mais importantes competições multidesportivas do calendário internacional.

Fonte: Clube de Natação de Torres Novas

“Ana Santos em destaque no encerramento do Mundial de BTT”


Foto: XCM: CyclingVision/FPC

A Seleção Nacional encerrou este domingo a participação no Campeonato do Mundo de BTT, em Val di Sole, Itália, com as provas de cross-country olímpico (XCO) das categorias sub-23 e elite. O melhor resultado português do dia foi alcançado por Ana Santos, que terminou na 30.ª posição na corrida de elite feminina.

Na prova de sub-23 femininas, Beatriz Guerra concluiu a corrida na 45.ª posição. O título mundial foi conquistado pela italiana Valentina Corvi, seguida da suíça Anina Hutter e da compatriota Monique Halter.

Entre os sub-23 masculinos, Tomás Pais foi 63.º classificado e João Fonseca terminou na 64.ª posição. O francês Nael Rouffiac conquistou o título mundial, à frente do compatriota Alix Andre Gallis e do suíço Nicolas Halter.

Na corrida de elite feminina, Ana Santos alcançou o 30.º lugar. A suíça Sina Frei sagrou-se campeã do mundo, com a italiana Martina Berta e a também suíça Nicole Koller a completarem o pódio.

A prova da elite masculina encerrou o programa do Mundial. Roberto Ferreira foi o melhor português, na 69.ª posição, enquanto Gonçalo Amado terminou em 74.º e João Cruz em 75.º. O britânico Thomas Pidcock conquistou o título mundial, seguido do compatriota Charlie Aldridge e do canadiano Cole Punchard.

“A Beatriz Guerra não teve um dia fácil. Começou relativamente bem, mas sentiu-se indisposta durante a corrida, o que condicionou bastante a sua prestação. Não conseguiu atingir o objetivo a que se propunha, mas deu o máximo até ao final. Nos sub-23 masculinos, tanto o João Fonseca como o Tomás Pais tiveram uma corrida difícil. O João começou melhor, mas depois não conseguiu manter o andamento, enquanto o Tomás foi recuperando algumas posições ao longo da prova. Apesar das dificuldades, ambos concluíram a corrida sem problemas de maior”, analisou Mário Costa, técnico responsável pela Seleção Nacional de BTT.

“A Ana Santos esteve em destaque ao terminar na 30.ª posição da prova de elite feminina, naquele que é o seu melhor resultado num Campeonato do Mundo. Está de parabéns, porque é uma prestação que nos dá uma boa referência para os próximos anos e abre perspetivas de podermos lutar por lugares mais cimeiros no futuro. Já na elite masculina, o Roberto Ferreira foi o melhor português, seguido por Gonçalo Amado e João Cruz. Foi uma corrida muito rápida e exigente e acabámos por ficar um pouco abaixo do resultado que pretendíamos”, concluiu.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Guilherme Mota e Melissa Maia dominam em Montalegre e garantem conquista da Taça de Portugal de XCM”


Foto: XCM: CyclingVision/FPC

Guilherme Mota e Melissa Maia, ambos da Guilhabreu MTB Team, venceram este domingo a quinta e penúltima prova da Taça de Portugal de Maratonas BTT (XCM), disputada em Montalegre, e ficaram em posição de celebrar antecipadamente a conquista do troféu.

No setor masculino, Guilherme Mota completou os 96 quilómetros do 14.º Troféu BTT Acácio da Silva em 3h59m57s, somando a quinta vitória em outras tantas jornadas. A formação de Guilhabreu ocupou por completo o pódio, com Carlos Cruz no segundo lugar, a 8m10s, e Hélder Laranjeira no terceiro, a 8m11s.

A sequência perfeita permitiu a Guilherme Mota chegar aos 1250 pontos, mais 300 do que Carlos Cruz, o que garante a conquista virtual da Taça de Portugal de XCM.

Entre a elite feminina, Melissa Maia também conservou o pleno de triunfos. A corredora da Guilhabreu MTB Team cumpriu os 72 quilómetros em 3h18m08s e terminou com 12m42s de vantagem sobre Tânia Lima, da SAERTEX Portugal / CRIAZinvent. Celina Carpinteiro, da CDASJ/Cyclin’Team/Município Albufeira, fechou o pódio, a 13m06s.

Com 1250 pontos, mais 290 do que Tânia Lima, Melissa Maia garantiu matematicamente a vitória na Taça de Portugal, uma vez que estão apenas 250 pontos em disputa na derradeira jornada.

Nas restantes categorias, venceram Pedro Sá, em master 30, Joana Barros, em master 30 feminina, Carlos Paredes, em master 35, Luís Jorge, em master 40, e Raquel Santos, em master 40 feminina. Bruno Carrilho, Pedro Sousa, Marisa Costa, António Marques, Fernando Gonçalves, Rui Norte e José Mendonça impuseram-se, respetivamente, nos escalões master 45, 50, 50 feminina, 55, 60, 65 e 70.

No paraciclismo, os triunfos pertenceram a Ricardo Mendes, na classe C, e a Tiago Craveiro, na classe D. Cátia Cristóvão e Antonio Correia venceram as provas de e-MTB feminina e masculina. Na classificação coletiva, a Guilhabreu MTB Team foi a melhor equipa da geral, enquanto o BTT Seia se destacou entre as equipas master.

A sexta e última jornada da Taça de Portugal de XCM está marcada para 27 de setembro, em Manteigas, onde serão definidos os restantes vencedores do troféu.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Vitória em Sernancelhe confirma triunfo final de Loek Hovers na 20.ª Volta a Portugal de Juniores”


Fotos: Rodrigo Rodrigues / FPC

Loek Hovers (Willebrord Wil Vooruit) voltou a ser o mais forte este domingo, vencendo a quarta e última etapa da 20.ª Volta a Portugal de Juniores, que terminou em Sernancelhe, assegurando simultaneamente a vitória na Classificação Geral final. Depois de ter triunfado na véspera, no contrarrelógio individual do Sabugal, o corredor neerlandês somou o segundo triunfo consecutivo nesta edição da prova, um desempenho decisivo para conquistar a Camisola Amarela e a vitória final.


A 20.ª Volta a Portugal de Juniores chegou este domingo ao fim, com uma ligação de 115,1 quilómetros entre Celorico da Beira e a Praia Fluvial da Vila da Ponte, no concelho de Sernancelhe. Após três dias de corrida e de um contrarrelógio que alterou profundamente a Geral, Dimas Mota (Picusa Academy) partiu para o último dia vestido de Amarelo.

As primeiras movimentações surgiram aos 13 quilómetros. Ion Eguia (Alimco Campagnolo) e Gustavo Oliveira (Blackjack | Bairrada) conseguiram destacar-se do pelotão e iniciaram a primeira fuga da jornada. Juntou-se depois Itamar Segal (Picusa Academy), formando um trio em cabeça de corrida.


A fuga foi anulada já muito perto da primeira dificuldade montanhosa, o Prémio de Montanha de Trancoso. Mas a corrida voltaria a mudar de configuração aos 55 quilómetros, quando sete corredores conseguiram ganhar espaço ao pelotão.

Na frente estavam então Xantton Etchevers (URT Velo 64), Adrian Prieto (Picusa Academy), Ales Marticorena (Alimco Campagnolo), Liam Barnard (Club Ciclista Teis), Afonso Falcão (Landeiro | Matinados | Matias&Araújo), Rodrigo Afonso (Tensai / Sambiental / Santa Marta) e Loek Hovers, que envergava a Camisola Verde da classificação por Pontos.

Tratava-se de uma fuga perigosa para a Geral, visto que Hovers tinha iniciado o dia a apenas 35 segundos do Camisola Amarela, enquanto Liam Barnard estava a 38 segundos, colocando desde logo a liderança da Volta sob pressão. Chegaram a ter mais de 1m40s de vantagem.


A corrida entrava nos últimos quilómetros e na frente estava agora um quarteto. Loek Hovers, Afonso Falcão, Liam Barnard e Ales Marticorena conseguiram chegar à fase decisiva da etapa, com margem suficiente para discutir a vitória entre si. A apenas três quilómetros da meta, a vantagem dos fugitivos rondava ainda 1m20s, deixando cada vez mais evidente que estava para chegar mais uma transformação profunda na Classificação Geral.

Na chegada à Praia Fluvial da Vila da Ponte, a decisão surgiu ao sprint e voltou a ser Loek Hovers o mais forte, à semelhança do dia anterior, onde tinha conquistado o contrarrelógio individual. Afonso Falcão terminou na segunda posição e o sul-africano Liam Barnard completou o pódio.

O neerlandês tinha iniciado a jornada na quarta posição da Geral, mas a fuga e as bonificações conquistadas ao longo do dia permitiram-lhe recuperar todo o atraso e assumir definitivamente a liderança da prova.

Liam Barnard terminou a Volta na segunda posição, a apenas 10 segundos do grande vencedor, enquanto Afonso Falcão completou o pódio final, a 47 segundos, sendo o melhor português em prova.

Nas restantes classificações, Loek Hovers completou uma jornada de consagração, vencendo também a classificação por Pontos e a Juventude. Na Montanha, a última etapa alterou igualmente a classificação, com Carlos Tienda (Tensai / Sambiental / Santa Marta) a vencer. Coletivamente, a Blackjack | Bairrada conquistou a classificação por Equipas.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

domingo, 30 de agosto de 2026

“Keegan Swirbul resiste ao Douro e sela triunfo numa corrida de nervos até ao Porto”


Por: José Morais

O norteamericano Keegan Swirbul, líder da Efapel, transformou o Grande Prémio Douro Internacional numa demonstração de resistência e controlo, fechando a sexta edição da prova com a camisola amarela bem protegida até ao último metro da etapa decisiva, disputada este domingo no Porto.

Depois de ter abalado a concorrência na etaparainha entre Vila Real e Lamego, no sábado, Swirbul entrou para a derradeira tirada com a vantagem necessária para manter à distância Jesus Del Pino e Francisco Campos, os dois homens que completavam o pódio provisório. A Efapel assumiu o comando das operações ao longo dos 154,3 quilómetros, anulando investidas e controlando ritmos para impedir qualquer surpresa.

A última etapa, com partida e chegada no Porto, acabou por ser marcada por uma tentativa tardia de Angel Sanchez, que procurou evitar o sprint mas foi neutralizado a três quilómetros da meta. Com o pelotão compacto, a discussão final ficou entregue aos velocistas.

No arranque explosivo para a meta, Iker Bonillo impôs a sua potência e garantiu à Feira dos SofásBoavista a vitória na etapa, enquanto Swirbul cruzava a linha de chegada com a serenidade de quem já sabia que o Douro lhe pertencia.

“Volta Espanha: Enric Mas vira o jogo em Aitana e deixa Gall e Roglic a contar perdas numa etapa de fogo”


Por: José Morais

A vitória que Enric Mas perseguia há oito anos finalmente chegou — e num cenário digno de drama alpino. O líder da Movistar reforçou a camisola vermelha ao triunfar no Alto de Aitana, numa etapa de 187,4 km marcada por fugas caóticas, ataques falhados e um desfecho onde a frieza do espanhol derrotou a potência de Oscar Onley e a insistência de Primoz Roglic.

 

Crónica da etapa versão totalmente nova

 

A corrida mal tinha arrancado e já se desenhava uma fuga numerosa, com nomes como Sivakov, Lutsenko, Kron, Mackellar, Fisher-Black e Turner a animarem a frente da prova. O grupo cresceu, encolheu, voltou a crescer — um daqueles dias em que o pelotão parecia disposto a deixar a estrada decidir quem tinha pernas para sobreviver.

A Movistar manteve sempre o controlo atrás, sem entrar em pânico, enquanto os fugitivos ganhavam tempo rumo ao Miserat. A perseguição era irregular, com pequenos grupos a tentarem colar, alguns a ficarem pelo caminho, outros como Vermeersch, Zana ou Cort a conseguirem integrar a frente.


Buitrago voltou a mostrar instinto de montanha ao coroar o Puerto de Tollos, mas a vantagem nunca foi suficiente para assustar o bloco azul da Movistar, que mantinha o relógio estável nos 4:40.

A etapa ganhou outra temperatura na subida a Tudons e, sobretudo, na aproximação a Benifallim. A fuga começou a desfazer-se, com Sivakov e Camprubí a resistirem mais do que o esperado. Atrás, a Decathlon assumiu o comando do pelotão e iniciou o plano que parecia desenhado para lançar Felix Gall para a vitória.

 

Só que o plano não funcionou.

 

Aitana: onde tudo se decidiu

 

A 10 km do topo, Sivakov tentou o último suspiro, deixando Camprubí para trás. No pelotão, Muhlberger impôs um ritmo brutal que deixou favoritos em dificuldades até Sepp Kuss cedeu. Quando o austríaco terminou o trabalho, Gall lançou o ataque que todos esperavam.

Mas o ataque não teve o efeito desejado.

Gall acelerou… e depois quebrou. Primeiro perdeu o comboio da própria equipa, depois perdeu, Mas, depois perdeu Roglic. A subida plana de Aitana expôs o erro tático: o austríaco ficou isolado demasiado cedo e pagou caro.

Carapaz ainda tentou surpreender com um ataque explosivo, mas o pelotão estava atento e absorveu tanto o equatoriano como Sivakov, o último resistente da fuga.

A 3,8 km do fim, Gall tentou novamente. Voltou a falhar. Widar, Tejada e Skjelmose animaram o grupo, mas ninguém conseguia abrir espaço real.

Foi então que Mas decidiu jogar.

 

O golpe final

 

O espanhol acelerou com Oscar Onley na roda. Roglic reagiu, Widar também, mas Mas manteve a calma, controlou o esforço e esperou o momento certo. No sprint final, o líder da Movistar mostrou inteligência e sangue-frio: deixou Onley lançar primeiro, mediu a distância e passou no instante exato.

Vitória de classe. Vitória inesperada. Vitória que muda a narrativa da corrida.

Roglic chegou 12 segundos depois. Gall, o grande derrotado do dia, perdeu 18 segundos ironicamente, após a etapa em que a sua equipa mais trabalhou.

 

Resumo rápido

 

Vencedor: Enric Mas

Roglic: +12’’

Gall: +18’’

Fuga: longa, instável e anulada nos últimos 5 km

Movistar: controlo perfeito

Decathlon: esforço enorme, resultado desastroso

“Tadej Pogacar fora de cena, Emirates afunda: queda, fraturas e uma desistência que expõe a crise da equipa”


Por: José Morais

A ausência de Tadej Pogacar abriu um vazio que a UAE Team Emirates ainda não conseguiu preencher. Sem o seu farol para a classificação geral, a formação tenta reinventar-se apostando em vitórias de etapa, mas a realidade tem sido bem mais dura do que o plano.

 

Uma equipa à deriva após a era Pogacar

 

A comparação com a Visma pósVingegaard é inevitável: quando o líder desaparece, a estrutura treme. No caso da Emirates, tremeu e começou a ruir. João Almeida perdeu o início de temporada para um vírus persistente, falhou Giro e Tour, e ainda não reencontrou o ritmo que o tornou um dos mais sólidos escaladores do pelotão. Jay Vine regressa à Vuelta depois de três quedas e longos períodos afastado da bicicleta uma temporada marcada por interrupções e incerteza.

A equipa já tinha sofrido no Giro d’Italia com a queda massiva da segunda etapa, apesar das três vitórias de Jhonatan Narváez. Mas a Vuelta trouxe novos problemas.

 

Vermaerke corre com uma costela partida

 

O episódio insólito aconteceu na etapa 7: Kevin Vermaerke foi apanhado pelas câmaras a admitir, entre risos e dores, que estava a competir com uma costela fraturada. Enquanto recebia uma garrafa do carro da equipa, avisou os diretores para terem cuidado porque “doía”.

A revelação, feita sem intenção, expôs um segredo que a equipa tentava manter longe dos rivais. Mais tarde, explicou ao Cyclingnews que a lesão veio de uma queda na Volta a Burgos e que só um ultrassom revelou a pequena fissura. Garantiu, no entanto, que “não o limita na bicicleta”.

 

Torres abandona na estreia e agrava o cenário

 

Como se não bastasse, a etapa 9 trouxe a segunda baixa da Emirates: Pablo Torres abandonou na sua primeira Grande Volta. O jovem espanhol já tinha admitido sentir-se mal no dia anterior e, logo na primeira subida, ficou para trás no Alto de Tárbena. Saiu da corrida visivelmente debilitado.

Torres era uma das peças mais valiosas no apoio a Pogacar, responsável por revezamentos decisivos em etapas como a do Alto de El Bartolo. Na geral, ocupava um respeitável 24.º lugar.

 

Um futuro imediato sem brilho

 

Com Pogacar fora, Almeida debilitado, Vine em recuperação, Vermaerke lesionado e Torres fora da corrida, a Emirates enfrenta uma realidade crua: as hipóteses de vencer etapas diminuem a cada dia. A equipa que dominava montanhas e GC agora luta para manter competitividade mínima.

O desafio não é apenas ganhar é sobreviver.

“28º Passeio de Cicloturismo de Pombal”


Terras do Marquês com visita guiada ao Castelo de Pombal

 

Dia 27 Setembro 2026

 

Por: José Morais

O Clube Cicloturismo Pombal leva para a estrada no próximo dia 27 de setembro o seu 28º passeio de cicloturismo, conta com um percurso de 50 quilómetros pela frente, a meio das pedaladas uma paragem no Castelo de Pombal, para restabelecer as energias despendidas, com visita aquele emblemático castelo.

Depois seguem-se as restantes pedaladas, que acabaram na zona desportiva de Pombal, segue-se o tradicional almoço com grande convívio a ser servido nas instalações Filarmónica Artística Pombalense, num dos passeios mais emblemáticos da zona centro do país, a concentração será na sede do clube a partir das 8 horas, sendo a partida dada pelas 9 horas.

Para inscrições e informações:

Telefone: 968 130 525 – Mail: cicloturismopombal@gmail.com

 

Quem é o Clube Cicloturismo Pombal, o Clube derivou da Secção Autónoma de Cicloturismo da Casa do Benfica do Concelho de Pombal, mais tarde foi fundado, numa reunião com quatro amigos, o Armando Vieira, o Fernando Leitão, o Carlos Serra e o Joaquim Jordão, que aconteceu a 17 de dezembro de 2003.

Uma das pouca equipas resistentes da modalidade da zona centro do país, organiza atualmente 4 eventos desportivos, sendo eles o pedalar abril, o seu passeio anual, o passeio Pombal Camelo e as tradicionais 14 horas a pedalar em Pombal, e colaborando ainda com a Junta de Freguesia da cidade na organização da volta à freguesia de Pombal.

Não podemos deixar de relembrar que este passeio em 2014 foi galardoado com o prémio do melhor passeio do ano pela Revista Notícias do Pedal, em 2025 recebeu também da Revista Notícias do Pedal o Galardão dos Carolas, pela sua resistência e trabalho em prol da modalidade, e já recebeu a Medalha Mérito Municipal Associativo Grau Prata do Município de Pombal.

 

E por onde se realiza este passeio, sabendo um pouco da história desta cidade

Pombal, entre a história, o progresso e a Identidade de uma terra em movimento, hoje um concelho dinâmico, estrategicamente colocado entre o norte e o sul do país, mas a sua história iniciou-se muito antes de se tornar um ponto de passagem obrigatório.

A origem do povoado remonta ao período medieval, quando, no século XII, D. Gualdim Pais Mestre da Ordem do Templo, mandou erguer o Castelo de Pombal, uma fortificação que viria a desempenhar um papel crucial na defesa da linha do Mondego durante a Reconquista, a partir dessa estrutura militar nasceu o núcleo urbano que, ao longo dos séculos, se expandiu e consolidou.

Durante a Idade Moderna, Pombal ganhou novo protagonismo com a figura de Sebastião José de Carvalho e Melo, Marquês de Pombal, que adotou o nome da vila e deixou uma marca indelével na história portuguesa, a sua ligação simbólica entre o estadista e a terra contribuiu para projetar Pombal no imaginário nacional, reforçando a sua identidade e relevância política.

Porem, a grande evolução aconteceu no século 19, a chegada do caminho de ferro, onde surgiu uma grande transformação, quando em 1864 era inaugurada a Linha do Norte, Pombal torna-se uma das estações mais importantes da ferrovia, que ligava Lisboa ao Porto.

Este grande acontecimento da chegada do comboio, o que seria uma mais-valia, foi também uma forma de impulsionar o comércio, a indústria, a mobilidade da população, e aproximar Pombal dos grandes centros urbanos.

Entre a tradição e o futuro, atualmente Pombal continua a equilibrar tradição e inovação, com o seu castelo a manter-se como guardião da memória coletiva, enquanto a cidade se reinventa com polos industriais, centros educativos e eventos culturais que atraem visitantes à cidade, como a feira nacional da cebola, a tradicional e  secular feira de São Martinho, conhecida como “Feira dos 11” continua a ser um exemplo vivo da forma como Pombal preserva as suas raízes ao mesmo tempo que projeta o futuro.

Esta um pouco da história desta tão emblemática cidade do centro de Portugal, onde se recomenda a descobrir e conhecer melhor, pode vir a descobrir um pouco no próximo dia 3 de maio, e poderá sempre voltar para outras descobertas.

Marque já na sua agenda, e faça como nós que marcaremos presença para reportagem completa, com os tradicionais diretos e muitas fotos para mais tarde recordar, num passeio que a Revista Notícias do Pedal apoia e recomenda.

sábado, 29 de agosto de 2026

“Dimas Mota assume a liderança da Volta a Portugal de Juniores após a vitória de Loek Hovers no contrarrelógio”


Fotos: Rodrigo Rodrigues / FPC

A 20.ª Volta a Portugal de Juniores tem um novo líder. O brasileiro Dimas Mota (Picusa Academy) é o novo comandante da Classificação Geral, após o contrarrelógio que se realizou este sábado no Sabugal e que teve como vencedor o neerlandês Loek Hovers (Willebrord Wil Vooruit).

À partida para o contrarrelógio, Tomás Mateus (Electromercantil GR-100) mantinha a Camisola Amarela, com apenas quatro segundos de vantagem sobre Martim Campos (Blackjack | Bairrada) e dez segundos para Dimas Mota.


A corrida contra o cronómetro proporcionou duas corridas dentro da própria etapa. Uma, pela vitória no Sabugal e outra, disputada entre os homens que ocupavam os primeiros lugares da Geral, pela liderança da 20.ª Volta a Portugal de Juniores.

Foi Loek Hovers quem acabou por estabelecer a marca que ninguém conseguiria superar. O corredor completou o percurso de 18,8 quilómetros em 25m17s, a uma média de 44,61 quilómetros por hora.

O sul-africano Liam Barnard (Club Ciclista Teis) terminou apenas um segundo depois de Hovers, enquanto o português Rodrigo Jesus (Academia Efapel de Ciclismo) conseguiu o terceiro melhor tempo, a apenas três segundos do vencedor.


A luta pela Camisola Amarela, no entanto, também começava a ganhar forma. Os três primeiros da Classificação Geral partiram nos últimos minutos do contrarrelógio, separados por apenas dez segundos antes da jornada.

Dimas Mota foi o primeiro dos três a entrar em ação e apresentou uma boa prestação, ao terminar com o quinto melhor tempo do dia, 25m25s, a oito segundos da marca vencedora. Seguiu-se Martim Campos, que concluiu o trajeto em 25m59s, ficando na 13.ª posição.

Tomás Mateus, o último a descer a rampa, concluiu o contrarrelógio em 25m57s, alcançando o 12.º melhor registo do dia, resultado que confirmou a mudança na liderança da Volta.


A excelente prestação de Dimas Mota permitiu-lhe recuperar os dez segundos que trazia de atraso e construir ainda uma margem importante sobre os adversários diretos. O brasileiro terminou o dia no pódio, a vestir a Camisola Amarela.

Dimas Mota parte para a derradeira tirada com 22 segundos de vantagem sobre Tomás Mateus, que desceu ao segundo lugar, e 28 segundos sobre Martim Campos, agora terceiro.

Os três primeiros classificados do contrarrelógio protagonizaram também algumas das maiores subidas na Geral. O vencedor Loek Hovers passou do 16.º para o quarto lugar, ficando agora a apenas 35 segundos da liderança. Liam Barnard, que era 19.º, subiu ao quinto lugar, a 38 segundos, enquanto o português Rodrigo Jesus, anteriormente 18.º, ascendeu ao sexto posto da Geral, a 40 segundos de Dimas Mota.

Nas restantes classificações, Loek Hovers passou também para a liderança da classificação por Pontos e da Juventude, sendo o melhor jovem da prova. Na Montanha, onde não existiram pontos em disputa, Dimas Mota conservou a liderança. Já coletivamente, a Picusa Academy assumiu também a liderança da Geral por Equipas.

A competição termina este domingo, com 115,1 quilómetros entre Celorico da Beira e a Praia Fluvial da Vila da Ponte, no concelho de Sernancelhe. Com cerca de 2.350 metros de desnível positivo, a última tirada apresenta três Prémios de Montanha: dois de terceira categoria (Trancoso e Chosendo) e um de segunda categoria (Senhora da Lapa).

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Maria Martins novamente em destaque no último dia de Portugal na Chéquia”


A Seleção Nacional de Pista concluiu este sábado a participação no 7th Prostějov-Memorial Otmara Malečka, prova de classe UCI C1 disputada na Chéquia. Maria Martins voltou a estar em evidência ao alcançar dois resultados top-5, terminando no quinto lugar tanto na corrida de scratch como na corrida por pontos. Daniela Campos foi 13.ª e 16.ª classificada, respetivamente.

Na corrida de scratch, Maria Martins esteve na discussão pelos lugares da frente e terminou na quinta posição. A prova foi vencida pela dinamarquesa Amalie Dideriksen, seguida da espanhola Eva Anguela Yaguez e da chilena Scarlet Cortes Ugarte. Daniela Campos concluiu a corrida na 13.ª posição.

A corrida por pontos voltou a ser dominada por Amalie Dideriksen, que somou 20 pontos. A alemã Messane Bräutigam foi segunda, com 18 pontos, e a espanhola Eva Anguela Yaguez terceira, com 10. Maria Martins terminou no quinto lugar, com sete pontos, enquanto Daniela Campos foi 16.ª classificada.

Desta forma, Portugal encerra a participação em Prostějov com destaque para o terceiro lugar conquistado por Maria Martins na corrida de scratch do GP TUFO, disputado na quinta-feira.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“João Baptista alcança resultado encorajador no Mundial de Downhill”


João Baptista terminou este sábado na 70.ª posição a final de downhill da categoria elite masculina do Campeonato do Mundo de BTT, que decorre em Val di Sole, Itália. O português completou a descida em 4:03.480, depois de ter garantido na véspera a qualificação para a final.

Depois de superar a fase de qualificação, na qual foi 76.º classificado, João Baptista voltou a enfrentar uma das pistas mais exigentes do circuito mundial, conseguindo concluir a final entre os 75 atletas que terminaram a prova.

O título mundial foi conquistado pelo canadiano Jackson Goldstone, que venceu com o tempo de 3:28.785. O neozelandês Lachlan Stevens-McNab foi segundo classificado, a 0,695 segundos, e o britânico Jordan Williams fechou o pódio na terceira posição, a 0,702 segundos do vencedor.


“Foi um dia positivo para o João Baptista e uma referência importante para o futuro. Foi a primeira corrida deste nível que realizou e esteve à altura do desafio. A experiência foi muito positiva e enriquecedora e, dadas as circunstâncias, o resultado também acaba por ser positivo. Conseguir chegar à final e terminar entre os 70 melhores do mundo abre boas perspetivas para o futuro”, considerou Mário Costa, técnico responsável pela Seleção Nacional de BTT.

O Campeonato do Mundo de BTT termina este domingo com as provas de cross-country olímpico (XCO), nas quais Portugal estará representado por Beatriz Guerra, Tomás Pais, João Fonseca, Ana Santos, Gonçalo Amado, João Cruz e Roberto Ferreira.

 

PROGRAMA DA SELEÇÃO NACIONAL*

 

Domingo, 30 de agosto

08h00 | XCO Sub-23 Feminino - Beatriz Guerra

10h00 | XCO Sub-23 Masculino - Tomás Pais e João Fonseca

12h00 | XCO Elite Feminino - Ana Santos

14h15 | XCO Elite Masculino - Gonçalo Amado, João Cruz e Roberto Ferreira

*Horas de Portugal Continental

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Keegan Swirbul vence etapa rainha e assume liderança do GP Douro Internacional”


Foto: Miguel Pereira

Keegan Swirbul (Efapel Cycling) venceu este sábado a primeira etapa do 6.º Grande Prémio Douro Internacional, impondo-se ao sprint a Jesús Del Pino (Aviludo-Louletano-Loulé) na chegada a Lamego e assumindo a liderança da classificação geral.

A ligação de 145,6 quilómetros entre Vila Real e Lamego ficou marcada pela dureza das dificuldades montanhosas da segunda metade do percurso. Depois de uma fase inicial animada por várias tentativas de fuga, a corrida começou a fragmentar-se na aproximação a Armamar, onde um grupo restrito conseguiu destacar-se do pelotão principal.

A seleção natural provocada pelas duas contagens de montanha de primeira categoria acabaria por reduzir ainda mais o grupo da frente. Jesús Del Pino lançou um ataque nas subidas decisivas e isolou-se na frente da corrida, mas Swirbul respondeu, alcançando o corredor espanhol para formar a dupla que viria a discutir a vitória da etapa.

Atrás, Francisco Campos (Team Tavira/Crédito Agrícola) ainda procurou a aproximação aos dois fugitivos, chegando a circular a curta distância, mas não conseguiu concluir a recuperação e terminou isolado na terceira posição, a 46 segundos dos dois primeiros. Fábio Costa (Feira dos Sofás-Boavista) foi quarto e Louis Ferreira (Anicolor/Campicarn) completou o top-5 da jornada.

Na reta final em Lamego, Swirbul foi mais forte no sprint a dois, conquistando a etapa e os dez segundos de bonificação que lhe permitiram ascender ao comando da classificação geral. O corredor da Efapel lidera agora com oito segundos de vantagem sobre Del Pino e 35 sobre Francisco Campos, que ocupa a terceira posição. Fábio Costa segue em quarto lugar, a 39 segundos do novo camisola amarela.

Além do segundo lugar na etapa, Jesús Del Pino conquistou as duas contagens de montanha de primeira categoria e assumiu a liderança da respetiva classificação. Entre os Sub-23, Samuel Fajardo (CC Padronés-Cortizo) passou a liderar a classificação da juventude. A Team Tavira/Crédito Agrícola manteve o comando da classificação coletiva, enquanto a Efapel Cycling foi a equipa mais forte do dia.

O Grande Prémio Douro Internacional termina este domingo com uma etapa de 154,3 quilómetros, com partida e chegada no Porto. A tirada final levará o pelotão pelas margens do Douro até à zona da Ponte D. Maria Pia, onde será decidido o sucessor de Artem Nych no palmarés da prova.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Mundial triatlo: João Nuno brilha na China e ajuda Vilaça a manter a liderança”


João Nuno Batista terminou na quarta posição a sétima etapa do Campeonato do Mundo, disputada na madrugada deste sábado, em Weihai, na China. O melhor resultado de sempre do jovem português em provas do circuito mundial acabou também por ter importância nas contas do título, com Matthew Hauser a terminar apenas no décimo lugar e Vasco Vilaça a conservar a liderança do Campeonato do Mundo.

“Foi uma prova muito boa para mim e claro que este resultado significa muito, principalmente por ser o meu melhor resultado de sempre numa WTCS. Acho que mostra que o trabalho que temos vindo a fazer está a começar a aparecer e dá-me ainda mais confiança para as próximas provas. Senti-me bem durante a prova e consegui competir de uma forma mais consistente. Claro que há sempre coisas a melhorar, mas no geral estou muito contente com a forma como correu.

Agora o objectivo é continuar a evoluir e tentar manter este nível nas próximas provas. Ainda estou num processo de adaptação a este nível de competição, por isso quero continuar a aprender e a ganhar experiência, mas obviamente que depois deste resultado fico com ainda mais vontade de tentar fazer melhor. O meu principal objetivo é estar nos próximos jogos olímpicos”  – João Nuno Batista

O triatleta português, de 20 anos, completou os 1,5 quilómetros de natação, 38,6 quilómetros de ciclismo e 10 quilómetros de corrida em 1h41m41s, ficando a apenas 16 segundos do pódio e 33 segundos do vencedor. Um resultado que lhe permitiu escalar 10 posições na classificação do mundial, para o 17º posto, e assumir a 16ª entrada do ranking olímpico, rumo a Los Angeles 2028.

A vitória na China pertenceu ao suíço Max Studer, que revalidou o triunfo alcançado em Weihai em 2025, com 1h41m08s. O espanhol David Cantero foi segundo, em 1h41m18s, enquanto o canadiano Tyler Mislawchuk completou o pódio, com 1h41m25s.

Mas o resultado final não conta toda a história da prova de João Nuno Batista.

Depois de se manter integrado no numeroso grupo da frente durante o segmento de ciclismo, o português foi crescendo ao longo dos 10 quilómetros de corrida e começou a ganhar posições numa fase em que vários dos principais candidatos ao pódio foram perdendo terreno.

João Nuno integrou o grupo perseguidor quando Studer, Cantero e Mislawchuk começaram a destacar-se e, à medida que a corrida avançava, foi deixando para trás alguns dos nomes mais fortes da prova, entre eles o australiano Callum McClusky, que terminaria em sexto, e o campeão mundial Matthew Hauser.

Na última volta, Batista conseguiu mesmo aproximar-se rapidamente de Mislawchuk e entrou diretamente na luta pelo terceiro lugar. O canadiano acabou por resistir à forte aproximação do português, que cruzou a meta em quarto, apenas 16 segundos depois.

O desempenho de João Nuno acabou também por ter importância nas contas portuguesas do Campeonato do Mundo.

Vasco Vilaça não competiu em Weihai, mas mantém a liderança das World Triathlon Championship Series (Mundial de Triatlo), depois de Matthew Hauser, um dos seus principais adversários na luta pelo título, ter terminado apenas na décima posição.

O australiano chegou à China depois de três vitórias em três participações esta temporada e um lugar no pódio em Weihai permitir-lhe-ia ultrapassar Vasco Vilaça na liderança da competição. Hauser chegou a estar entre os primeiros na corrida, mas foi perdendo posições e terminou em décimo.

Assim, mesmo sem estar presente na China, Vasco Vilaça sai de Weihai ainda na frente do Campeonato do Mundo, numa jornada em que a prestação de João Nuno Batista contribuiu também para retirar pontos importantes a um dos principais candidatos ao título.

O calendário do mundial prossegue agora em Karlovy Vary, na Chéquia, antes da Grande Final de Pontevedra, em Espanha, onde serão decididos os títulos mundiais de 2026, dia 27 de setembro.

Classificação do mundial aqui: World Triathlon Ranking aqui: https://triathlon.org/world-rankings

Fonte: Federação Triatlo Portugal

“Explosão ao Sprint Marca Dia de Viradas na Volta Espanha: Bryan Coquard Brilha, Tadej Pogacar Sai de Cena com sofreu um traumatismo cranioencefálico”


Por: José Morais

A vitória de Bryan Coquard reacendeu a chama dos sprinters na Vuelta 26 num sábado marcado por contrastes profundos. O francês da Cofidis, aos 34 anos, conquistou finalmente o triunfo que lhe faltava nas Grandes Voltas, impondo-se com autoridade num final frenético entre Puçol e Xeraco uma das etapas mais planas e explosivas desta edição.

Coquard lançou o ataque decisivo nos últimos metros e bateu o sempre combativo Mads Pedersen, da LidlTrek, num duelo de potência pura que electrizou o público valenciano. A etapa, porém, ficará também marcada pela saída inesperada de Tadej Pogačar, que abandonou a corrida após um dia tenso para a UAE Team EmiratesXRG.


O guião parecia escrito para Sinuhé Fernández, protagonista de uma fuga solitária de 122 quilómetros que prometia transformar a etapa num épico individual. O espanhol, líder da geral e vencedor de três etapas, viu, contudo, o seu domínio ruir a pouco mais de 30 quilómetros da meta, quando uma queda abrupta o obrigou a abandonar, deixando a classificação completamente aberta.

Com Fernández fora e Pogačar retirado, a camisola vermelha passou para Enric Mas, da Movistar, que assume agora o comando antes da etapa que encerra a primeira semana uma jornada brutal com chegada ao mítico Alto de Aitana, acumulando mais de 5.000 metros de desnível e prometendo redefinir a luta pela vitória final.


A Vuelta entra assim num novo capítulo: imprevisível, aberta e carregada de tensão, onde cada pedalada pode reescrever o destino da corrida.

 

O Abalo Invisível: Como os Abandonos Redesenham a Psicologia da Volta Espanha 26

 

O impacto psicológico dos abandonos de Tadej Pogačar e Sinuhé Fernández vai muito além da simples alteração da classificação geral. Numa corrida de três semanas, onde a mente pesa tanto quanto as pernas, a saída de duas figuras dominantes provoca uma reconfiguração emocional imediata dentro do pelotão e essa mudança é tão decisiva quanto qualquer ataque na montanha.

 

Efeito na Liderança: O Peso da Herança

 

Para Enric Mas, assumir a camisola vermelha não é apenas uma vantagem; é uma responsabilidade acrescida.

Sem Pogačar e sem Fernández, ele deixa de ser o perseguidor e passa a ser o alvo.

Isso altera a sua psicologia de forma profunda:


a pressão aumenta;

a margem para erros diminui;

a expectativa externa cresce.

A liderança inesperada pode ser motivadora, mas também pode gerar ansiedade num corredor historicamente mais confortável a seguir rodas do que a ditar o ritmo.

 

Efeito nas Equipas: Entre o Alívio e o Vazio

 

As equipas rivais vivem um misto de emoções.

Por um lado, há alívio: dois dos maiores obstáculos desapareceram.

Por outro, surge um vazio estratégico:

quem controla a corrida agora?

quem impõe o ritmo na montanha?

quem assume a responsabilidade de fechar fugas?

A ausência de um “superfavorito” cria um ambiente de incerteza que pode ser tanto libertador quanto desorientador.

 

Efeito nos Sprinters e nas Equipas de Média Montanha

 

Para corredores como Bryan Coquard, o abandono dos líderes da geral tem um efeito psicológico imediato:

a corrida parece mais acessível;

a tensão no pelotão diminui;

a disputa por etapas ganha protagonismo.

A Vuelta deixa de ser uma corrida dominada por um ou dois nomes e passa a ser um palco aberto, onde cada equipa sente que pode escrever um capítulo.

 

Efeito na Moral do Pelotão: A Fragilidade Humana

 

A queda de Fernández, especialmente após uma fuga heroica de 122 km, lembra ao pelotão a vulnerabilidade extrema do ciclismo.

Ver um líder sólido desaparecer em segundos provoca:

introspeção;

cautela;

medo silencioso.

O abandono de Pogačar, por sua vez, reforça a ideia de que até os gigantes têm limites.

Isso humaniza a competição e, paradoxalmente, torna-a mais feroz.

 

Efeito no Futuro da Corrida

 

A etapa do Alto de Aitana será o primeiro grande teste psicológico.

Sem referências claras, cada corredor terá de decidir:

atacar cedo?

esperar?

assumir riscos?

A incerteza é agora o maior adversário da Volta Espanha 26.

Ficha Técnica

  • Titulo: Revista Notícias do Pedal
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  • Subdiretor: Helena Ricardo Morais
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