domingo, 31 de maio de 2026

“Lorena Wiebes expulsa da Volta a Itália feminina: SD Worx divulga comunicado contundente sobre desclassificação por peso da bicicleta”


Por: Miguel Marques

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Lorena Wiebes foi dramaticamente expulsa da Volta a Itália Feminina 2026 na noite de sábado, horas depois de assinar uma dominante vitória na 1ª etapa e vestir a camisola rosa. A organização divulgou um comunicado bombástico após as cerimónias de pódio a desclassificar Wiebes da corrida e a atribuir o triunfo de etapa a Elisa Balsamo.

Os organizadores informaram que a bicicleta não cumpria o peso mínimo da UCI de 6,8 quilogramas e acusou 6,78 quilogramas na pesagem dos comissários, significando que a bicicleta da ciclista da Team SD Worx – Protime não respeitava as regras da UCI ao abrigo do Artigo 2.12.007 2.2.

A RCS Sport afirmou: “Lorena Wiebes foi excluída da Volta a Itália Feminina por violação da regra 2.12.007 - 2.2: Utilização de uma bicicleta que não está em conformidade com os regulamentos, nomeadamente por não cumprir os requisitos de peso mínimo”.

A decisão implica a sanção desportiva máxima, com a vitória de etapa e as classificações da estrela neerlandesa removidas do registo. A sua presença na prova também foi anulada, o que significa que não poderá alinhar na segunda etapa, no domingo.

 

Declaração da Team SD Worx – Protime

 

A Team SD Worx – Protime reagiu, dizendo que a equipa está “estupefacta” e questionando o processo de pesagem de bicicletas na corrida. Além disso, afirma que existiram flutuações no peso da bicicleta antes e depois da etapa, levantando dúvidas sobre a margem de erro.

A declaração refere: “A Team SD Worx - Protime está estupefacta com a decisão do painel de comissários da UCI de que a bicicleta de Lorena Wiebes não cumpria o limite mínimo de peso após a primeira etapa da Volta a Itália Feminina, de acordo com o Artigo 2.12.007–2.2 da UCI. Segundo o júri, a bicicleta pesava 6,78 quilogramas e, portanto, não cumpria o requisito mínimo da UCI de 6,8 quilogramas”.

“A equipa tem sérias dúvidas sobre os procedimentos de pesagem de bicicletas na Volta a Itália Feminina. Por exemplo, houve uma diferença de peso superior a 50 gramas entre a primeira e a segunda pesagem da bicicleta de Wiebes após a meta em Ravenna”.

 

“A desclassificação de Wiebes é uma sanção excecionalmente severa”

 

A equipa classificou a desclassificação da campeã neerlandesa do sprint como “excecionalmente severa”, acrescentando: “Wiebes utilizou esta bicicleta em várias ocasiões esta época, sempre com a mesma configuração. Conseguiu inúmeras vitórias nesta bicicleta. Além disso, no início do ano, a bicicleta foi pesada por oficiais da UCI após várias corridas em que Wiebes venceu sprints de forma convincente”.

A declaração conclui: “A Team SD Worx - Protime considera que a desclassificação de Wiebes é uma sanção excecionalmente severa. Numa etapa plana ao sprint, ao contrário de uma etapa de montanha, uma pequena redução de peso oferece virtualmente nenhuma vantagem".

“Isto é especialmente verdade para uma ciclista como Wiebes, que venceu o sprint em Ravenna por três comprimentos de bicicleta. A Team SD Worx – Protime, uma equipa de referência no pelotão feminino nos últimos quinze anos, não encontra explicação para que a bicicleta de Wiebes tenha sido encontrada abaixo do peso mínimo nesta ocasião”.

“Jonas Vingegaard faz história no ciclismo dinamarquês conquista o Giro e completa tríplice coroação”


O dinamarquês Jonas Vingegaard, da equipa Visma, entrou para o restrito grupo de apenas oito campeões das 3 Grandes Voltas ao vencer a edição deste ano da Volta a Itália. Em lágrimas e visivelmente emocionado, o corredor de 29 anos descreveu o momento como “um sonho de toda a vida”.

Com a voz embargada, Jonas Vingegaard confessou que ainda lutava para encontrar palavras após cruzar a meta em Roma com a camisola rosa:

“É incrível. Sonhei com isto desde criança e conseguir realizálo é algo muito especial.”

O novo campeão do Giro percorreu as ruas da capital italiana sob aplausos intensos, num ambiente que descreveu como “espetacular”. Para o ciclista, vestir a camisola rosa naquele cenário foi “a melhor forma possível de terminar três semanas inesquecíveis”.

A presença da família, que o aguardava na zona de chegada, tornou o momento ainda mais marcante. “Eles estão sempre ali para mim. Tornam tudo mais especial”, afirmou o corredor, emocionado.

Questionado sobre o significado de se tornar o oitavo ciclista da história a conquistar Tour, Vuelta e Giro, Vingegaard resumiu tudo numa única palavra:

“Inacreditável.”

“Resultados 2a etapa da Volta a Itália Feminina 2026 - Elisa Balsamo vence de rosa para vincar posição após expulsão de Lorena Wiebes da Volta a Itália”


Por: Miguel Marques

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Elisa Balsamo transformou um arranque caótico da Volta a Itália Feminina 2026 num fim de semana perfeito para a Lidl - Trek, sprintando para a vitória, de maglia rosa, na 2ª etapa em Caorle.

A italiana herdara tanto a vitória na 1ª etapa como a liderança após Lorena Wiebes ter sido excluída do Giro apesar de cortar a meta em primeiro em Ravenna. A decisão retirou também da prova a principal favorita ao sprint, deixando a etapa de domingo, 157 km entre Roncade e Caorle, com uma disputa final bem mais aberta.

Balsamo tirou pleno proveito disso. Depois de iniciar o dia de rosa, na sequência de uma das decisões noturnas mais dramáticas da recente história da Volta a Itália Feminina, confirmou na estrada, vencendo o sprint do pelotão à frente de Charlotte Kool e Lara Gillespie.

A etapa foi quase totalmente plana, embora o Muro di Ca' del Poggio oferecesse cedo uma luta pela primeira camisola da montanha. Eleonora La Bella, Elisa De Vallier e Sara Luccon formaram a fuga do dia, garantindo à prova mais uma escapada italiana após um guião semelhante na jornada inaugural.

 

La Bella conquista a primeira camisola da montanha antes de Balsamo fechar contas

 

As três líderes construíram uma vantagem máxima de cerca de seis minutos, com o pelotão a impor um ritmo controlado sob calor intenso. Giorgia Serena, Fariba Hashimi e Josie Nelson integraram por momentos a perseguição, mas o grupo principal anulou essa tentativa à aproximação da subida.

Luccon venceu o sprint intermédio a partir da fuga, arrecadando pontos e segundos de bonificação máximos, antes de o Muro di Ca' del Poggio fracionar o trio. La Bella revelou-se a mais forte na curta mas íngreme ascensão, distanciando as companheiras de escapada para assegurar a primeira camisola da montanha da corrida.

Atrás, o pelotão acelerou mas evitou danos de maior na subida de 1,1 km, com média superior a 12%. A diferença caiu rapidamente de seis minutos para cerca de um minuto e meio, antes de o grupo principal voltar a conceder margem às fugitivas quando a corrida estabilizou nas estradas planas rumo a Caorle.

Com as temperaturas acima dos 30°C, a fase intermédia manteve-se calma. As equipas de sprint controlaram sem precipitar a captura, que acabaria por acontecer a 13 km da meta, depois de cerca de 140 km em fuga.

 

A partir daí, a corrida acelerou rumo ao previsível sprint massivo. A Movistar e a Human Powered Health conduziram o pelotão até aos últimos 5 km, enquanto a UAE Team ADQ trabalhou para Gillespie e Elisa Longo Borghini deu um turno a puxar o grupo até ao quilómetro final.

Balsamo posicionou-se bem sob a flamme rouge e concluiu o trabalho no sprint, batendo Kool e Gillespie para reforçar a sua posse da maglia rosa após duas jornadas de abertura turbulentas.

A Volta a Itália Feminina prossegue na segunda-feira com a 3.ª etapa, de Bibione a Buja, uma jornada semi montanhosa mais traiçoeira que pode começar a afastar a corrida das sprinters puras.


“Afonso Eulálio entra para a história: o novo gigante português que abalou a Volta a Itália”


Num Giro d’Itália marcado por surpresas, resistência e maturidade competitiva, Afonso Eulálio escreveu o seu nome entre os maiores do ciclismo português. O jovem da Bahrain Victorious, de apenas 24 anos, terminou a edição de 2026 no sexto lugar da geral, tornandose o terceiro melhor português de sempre na prova apenas atrás de João Almeida e José Azevedo.

 

Um Giro para ajustar contas e fazer história

 

Um ano depois de ter abandonado a sua estreia na corrida italiana, Eulálio regressou com ambição e uma determinação silenciosa. Antes da partida, admitira que tinha “contas por fechar” com a prova. Cumpriu a promessa com estrondo.

A reviravolta começou logo na quinta etapa, quando saltou para a liderança da geral após terminar em segundo lugar atrás do espanhol Igor Arrieta. A partir daí, o pelotão internacional passou a olhar para o português com outra atenção e crescente surpresa.

Durante nove dias, Eulálio carregou a camisola rosa com uma frieza tática que poucos esperavam de um corredor tão jovem. Nem as primeiras etapas de alta montanha, nem o contrarrelógio, nem a pressão mediática o derrubaram. Ao seu lado, o veterano Damiano Caruso assumiu o papel de mentor, ajudando o português a defender-se etapa após etapa.

 

A queda da rosa, mas não da ambição

 

A liderança terminou na 14.ª etapa, quando Jonas Vingegaard assumiu o comando. Ainda assim, Eulálio manteve-se firme na luta pelo pódio durante mais dois dias, até ceder terreno na subida a Carì.

 

Mesmo assim, nem os Dolomitas o travaram. Na etapa rainha, segurou o sexto lugar, posição que confirmou na última jornada de montanha. Além disso, levou para casa a camisola da juventude, símbolo de um talento que promete marcar a próxima década.

 

O novo membro da elite portuguesa

 

Com este resultado, Eulálio junta-se a um grupo restrito: é apenas o 10.º português de sempre a terminar uma grande Volta no top 10 e o terceiro melhor português no Giro, atrás de:

João Almeida, que já foi 3.º (2023), 4.º (2020) e 6.º (2022), além de ter vestido rosa durante 15 dias.

José Azevedo, 5.º em 2001.

O ciclista figueirense supera nomes históricos como Acácio da Silva e aproxima-se rapidamente da elite nacional em grandes Voltas.

 

Quem foram os portugueses que estiveram no top 10 de grandes voltas:

 

Joaquim Agostinho 11 presenças no top 10

2.º Vuelta 1974; 3.º Tour 1978 e 1979; 5.º Tour 1971 e 1980; 6.º Vuelta 1973; 6.º Tour 1974; 7.º Vuelta 1976; 8.º Tour 1969, 1972 e 1973

João Almeida 7 presenças

2.º Vuelta 2025; 3.º Giro 2023; 4.º Tour 2024; 4.º Giro 2020; 4.º Vuelta 2022*; 6.º Giro 2022; 9.º Vuelta 2023

José Azevedo 3 presenças

5.º Giro 2001; 5.º Tour 2004; 6.º Tour 2002

Afonso Eulálio 1 presença

6.º Giro 2026

Acácio da Silva — 7.º Giro 1986

Ribeiro da Silva — 4.º Vuelta 1957

João Rebelo — 6.º Vuelta 1945

Fernando Mendes — 6.º Vuelta 1975

José Martins — 8.º Vuelta 1975

Alves Barbosa — 10.º Tour 1956

“Resultados 3a etapa da Boucles de la Mayenne 2026 - Olav Kooij bate Mads Pedersen em Laval e Benoit Cosnefroy confirma triunfo final”


Por: Miguel Marques

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Olav Kooij venceu a etapa final da Boucles de la Mayenne 2026, em Laval, somando o seu segundo triunfo na corrida, enquanto Benoit Cosnefroy assegurou a vitória na geral para a UAE Team Emirates - XRG.

O sprinter da Decathlon CMA CGM impôs-se no final dos 147,8 km entre Cosse-le-Vivien e Laval, batendo Mads Pedersen e John Degenkolb depois de a Lidl - Trek ter comandado a entrada no último quilómetro.

Maikel Zijlaard foi quarto, com Marijn van den Berg em quinto e Alberto Dainese em sexto.

Cosnefroy assumiu o controlo da prova ao vencer a etapa rainha de sábado, em Pré-en-Pail-Saint-Samson, e defendeu com segurança a liderança no derradeiro dia. O triunfo final coroou uma prestação sólida da UAE Team Emirates - XRG, que também conquistara o prólogo inaugural por intermédio de Julius Johansen.

 

Kooij repete após captura tardia

 

Pierre Thierry, Ethan Hayter, Matthias Schwarzbacher e Edoardo Zamperini formaram a fuga do dia depois de ataques anteriores terem sido neutralizados. Mais tarde, Hayter abandonou o movimento devido a um problema mecânico e troca de bicicleta, deixando Thierry, Schwarzbacher e Zamperini na dianteira.

O trio remanescente entrou no circuito urbano em Laval com uma vantagem curta, já reduzida para 19 segundos a cerca de 20 km da meta e sempre a cair. Soudal Quick-Step, EF Education - EasyPost, Team Visma | Lease a Bike e Tudor Pro Cycling Team estiveram entre as equipas a trabalhar nos quilómetros finais.

A captura consumou-se já dentro dos 5 km finais, com a Lidl - Trek a assumir então o comando do pelotão. Soren Kragh Andersen lançou Pedersen, que abriu o sprint, mas Kooij apareceu para selar a vitória na etapa.

O triunfo de Kooij foi o segundo em três dias, após o sucesso na 1ª etapa, em Château-Gontier-sur-Mayenne, enquanto Cosnefroy fechou a corrida como vencedor da geral depois de redefinir a classificação na jornada mais dura da semana.

“Resultados 21a etapa da Volta a Itália 2026 - Jonathan Milan salva o seu Giro; Afonso Eulálio e Vingegaard coroados em Roma”


Por: Miguel Marques

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Jonathan Milan pôs fim à longa espera por uma vitória de etapa na Volta a Itália 2026 ao impor-se no derradeiro dia em Roma, com uma vitória convincente, enquanto Jonas Vingegaard confirmava com segurança o triunfo final e acrescentava a maglia rosa aos seus títulos na Volta a França e na Volta a Espanha.

Depois de um Giro de quase-acertos, Milan apareceu quando mais importava para a Lidl - Trek, vencendo o sprint final após um desfecho atacado que por momentos ameaçou negar a festa aos velocistas. Paul Magnier e Dylan Groenewegen também estavam bem colocados no último quilómetro, mas Milan encontrou finalmente a arrancada que lhe faltara em grande parte da corrida.

Atrás do sprint, Vingegaard cortou a meta em segurança com os colegas da Team Visma | Lease a Bike para confirmar um dos triunfos mais dominantes em Grandes Voltas dos últimos anos.

O dinamarquês vence o Giro com cinco etapas e torna-se apenas o oitavo corredor da história a conquistar as três Grandes Voltas.

 

Ganna ameaça reescrever o guião do sprint

 

A etapa final começou em modo cerimonial, com Vingegaard, Afonso Eulálio e os restantes líderes das classificações a posarem para as tradicionais fotos antes de a corrida ganhar acutilância no circuito de Roma. A Visma assinalou o dia com um kit preto especial com detalhes em rosa, amarelo e vermelho, enquanto Vingegaard pedalou uma Cervelo rosa rumo à coroação.

Assim que o pelotão entrou nas voltas no centro da cidade, a etapa evoluiu como previsto. O circuito romano, com mistura de asfalto, paralelepípedos, lajes e um último quilómetro em falso plano ascendente, convidou aos ataques, mas as equipas dos sprinters mantiveram os primeiros movimentos sob controlo.

Ben Turner, Andrea Mifsud, Jonas Rutsch e Tim Torn Teutenberg tentaram quebrar o ritmo, sem nunca construir vantagem decisiva. Remy Rochas e Tobias Bayer foram os seguintes a mexer, antes de Rochas ser acompanhado pelo colega da Groupama - FDJ United, Remi Cavagna, por Victor Campenaerts, da Visma, e por Matteo Sobrero, da Lidl - Trek.

Esse movimento obrigou a uma perseguição mais dura, mas o perigo real surgiu quando Filippo Ganna arrancou pela Netcompany INEOS dentro dos últimos 20 quilómetros. Sobrero e Jasper Stuyven seguiram-no, formando um trio poderoso que abriu por instantes a maior diferença do dia no circuito romano.

Ganna fez quase todo o trabalho. Sobrero tinha Milan resguardado atrás para a Lidl - Trek, enquanto Stuyven protegia Magnier no pelotão para a Soudal - Quick-Step. A presença de ambos complicou a perseguição, deixando a Unibet Rose Rockets a assumir grande parte da responsabilidade inicial por Groenewegen, antes de a Team Picnic PostNL e a Groupama - FDJ United também entrarem ao serviço.

Ganna continuou a forçar na última volta, esticando a diferença para perto dos 20 segundos a dado momento. Mas o pelotão começou a fechar já nos quilómetros finais e, com Ganna a acusar o esforço, o trio foi alcançado a pouco mais de três quilómetros da meta. Mirco Maestri ainda atacou de imediato após a captura, mas também ele foi neutralizado antes dos dois quilómetros finais.

 

Milan vence e Vingegaard completa a tripla das Grandes Voltas

 

Com o pelotão reagrupado, a Lidl - Trek mexeu de forma decisiva para Milan. A Soudal - Quick-Step também tinha números em torno de Magnier, com Stuyven a integrar o comboio após ver anulada a sua investida, enquanto Groenewegen seguia de perto o francês.

O último quilómetro trouxe a esperada luta de alta velocidade pela posição, mas Milan transformou finalmente a frustração do Giro em vitória. Após repetidos quase-acertos ao longo da corrida, o italiano concretizou no derradeiro dia para assinar um triunfo de peso em Roma e fechar o Giro com um sucesso muito necessário para a Lidl - Trek. Giovanni Lonardi e Paul Penhoet completaram um pódio surpreendente.

Magnier sai ainda assim com três vitórias de etapa e a classificação por pontos, mas o último sprint pertenceu a Milan. A história maior cruzou a meta instantes depois. Vingegaard rolou em segurança no fundo do pelotão com os seus seis colegas da Visma, concluindo o triunfo geral e selando o seu primeiro título na Volta a Itália.

O resultado coloca-o ao lado de Jacques Anquetil, Felice Gimondi, Eddy Merckx, Bernard Hinault, Alberto Contador, Vincenzo Nibali e Chris Froome como vencedores do Giro, Tour e Vuelta. Após triunfos no Tour em 2022 e 2023 e sucesso na Vuelta em 2025, Roma confirmou o seu lugar nesse clube de elite das Grandes Voltas.

Felix Gall termina em segundo na geral após a melhor Grande Volta da carreira, com Jai Hindley a completar o pódio pela Red Bull - BORA - hansgrohe. Thymen Arensman e Derek Gee fecham o top 5 depois de uma luta apertada nas derradeiras etapas de montanha. Afonso Eulálio é sexto na geral e vence a classificação da juventude, tornando-se o 10º ciclista português a fazer top 10 numa grande volta, parabéns Eulálio!

Para Milan, Roma trouxe alívio. Para Vingegaard, trouxe história.

“Mundial Triatlo: Vilaça de Ouro e Ricardo Batista de bronze em Alghero”


Foi um dia histórico para o triatlo português. Vasco Vilaça venceu a etapa de Alghero, em Itália, a contar para o Campeonato do Mundo de 2026, enquanto Ricardo Batista fechou o pódio. Como se não fosse suficientemente incrível, João Nuno Batista terminou no sétimo posto. Nenhum outro país conseguiu colocar três atletas no top-10.

Vasco Vilaça dominou a prova masculina, terminando isolado com o tempo de 1h45,16. O brasileiro Miguel Hidalgo ficou na segunda posição, a 19 segundos do atleta português. “Foi incrível, foi incrível. Lembro-me muito bem quando o segundo qualificado chegou à meta, estava a cumprimentá-lo e, depois, de repente, só vejo o Ricardo a passar em terceiro e ponho as mãos na cabeça. É surreal! Estou tão, tão contente por ele”, explicou o triatleta português.

Depois da vitória em Samarkand, Vilaça destaca-se na liderança do Mundial com duas medalhas de ouro em outras tantas provas disputadas.

Já Ricardo Batista também não escondeu o entusiasmo “de bronze”: “É muito especial, porque foi o Vasco Vilaça a ganhar a prova, por o pódio todo a falar português, o que é sempre um orgulho imenso, e, também, pelo meu irmão João Nuno ter conseguido o 7.º lugar”, explicou Ricardo Batista, acrescentando que tem o sentimento «de começar o período de qualificação olímpica com o pé direito».

Ricardo frisou ainda que, apesar de ter estado próximo em outras ocasiões, este foi o primeiro pódio numa prova da World Triathlon Championship Series], o que «significa bastante para mim».

A 4.ª etapa do mundial será disputada em Quiberon (França), entre 20 e 21 de junho.

Fonte: Federação Triatlo Portugal

“Dia 1 de Junho Dia da Criança Aires, um dia diferente cheio de demonstrações de elite e meios operacionais”


Por: José Morais

Evento: Dia da Criança Aires 2026

Data: 1 de junho de 2026 Feriado Municipal de Palmela

Horário: 09h00 – 15h00

Local: Jardim e Polidesportivo Manuel Bragadeste, Aires

Organização: Associação Desportiva Palmelense

Participe, traga a sua criança no seu Dia, e proporcione-lhe um dia feliz cheio de animação e muitas surpresas.

 

A Associação Desportiva Palmelense promove um evento especial que contará com a presença de unidades especializadas de reconhecido prestígio:

Marinha Portuguesa (Corpo de Fuzileiros): O Grupo Cinotécnico apresentará demonstrações com cães de intervenção tática, evidenciando a sua utilização como meio não letal na deteção, perseguição e captura.

GNR: Representada pela Unidade de Segurança e Honras de Estado (Cavalaria), pelo Destacamento de Trânsito de Setúbal (motas) e pela Secção Cinotécnica do Destacamento de Intervenção de Setúbal (cães), bem como pelo programa Escola Segura.

Bombeiros Voluntários de Palmela: Exposição de viaturas de combate a incêndios e ambulâncias, com workshops práticos de reanimação e suporte básico de vida.

Outras instituições: Força Aérea Portuguesa, Polícia Judiciária (DIC de Setúbal), Proteção Civil de Palmela, Marzimbra, CROA e o Grupo de Dadores de Sangue de Palmela.

 

Diversão e dinâmica familiar

 

Para além da vertente institucional, o evento contará com várias atividades para toda a família:

GDR Airense: Animação com insufláveis e diversas atividades lúdicas.

Crisanima: Dinamização de passeios inclusivos em bicicleta elétrica adaptada a cadeira de rodas, promovendo a mobilidade, o bem-estar e a inclusão.

Zona alimentar: Espaço dedicado a refeições e ao convívio familiar.

Participe, com os apoios da Revista Notícias do Pedal e Revista País Magazine que vai fazer diretos do evento.

“Ana Caramelo vence na Maia e conquista Taça de Portugal Feminina em Elite”


Fotos: Rodrigo Rodrigues / FPC

Ana Caramelo (Matos Mobility-Flexaco-Ihs) conquistou este domingo a quarta prova pontuável da Taça de Portugal Feminina, na Maia, sagrando-se vencedora da edição de 2026 no escalão Elite. Com a vitória de hoje, Ana Caramelo reforçou a liderança da Taça e garantiu matematicamente a conquista final da classificação Elite, chegando aos 170 pontos, quando falta apenas uma prova para terminar a competição.

Depois das jornadas disputadas em Albufeira, Portimão e Grândola, a luta pelas diferentes classificações apresentava-se particularmente equilibrada. Ana Caramelo chegava à Maia na liderança do escalão Elite, enquanto Marta Carvalho (Cantabria Deporte - Rio Miera), Eva Emídio (Atum General

/ Tavira / Madre Fruta) e Lara Lourenço (Penacova / Race Spirit Cycling Team) lideravam os rankings de Sub-23, Sub-19 e Sub-17, respetivamente.


A uma prova do desfecho da Taça de Portugal Feminina, com a corrida de hoje, do mesmo modo que Ana Caramelo foi encontrada como a vencedora da competição em Elite, também são candidatas ao triunfo final da Taça, em Sub-23, Marta Carvalho, com 160 pontos e em Sub-17, Lara Lourenço, com 157 pontos. Já Patrícia Rosa (Atum General / Tavira / Madre Fruta) é a “virtual” vencedora em Master 30, com 200 pontos e Leontina Palhas (Team Vertentability – JDC) em Master 60, com os mesmos 200 pontos. Deste modo, ficam a faltar apenas apurar as vencedoras nos escalões Sub-19, Master 40 e 50.

A competição de hoje realizou-se na Folgosa, concelho da Maia, integrada no 5.º Circuito Cidade da Maia. Conforme é habitual, as distâncias foram adaptadas aos diferentes escalões, com as Sub-17 e Masters 40, 50 e 60 a enfrentar 54,4 quilómetros e as Juniores e Masters 30 a cumprir um total de 71,2 quilómetros. Para as Sub-23 e Elites ficou reservado o percurso mais desafiante, num total de 86,8 quilómetros, distribuídos por uma volta grande e três voltas ao circuito final.


Aos 16 quilómetros, na subida ao primeiro Prémio de Montanha, Ana Caramelo, Fernanda Garcia (Atum General / Tavira / Madre Fruta), Beatriz Galvez (Maiatos Cycling Team) e Gergana Stoyanova (Matos Mobility-Flexaco-Ihs) destacaram-se na frente da corrida. Atrás do quarteto seguia um grupo de onze corredoras, onde se encontravam algumas das principais protagonistas da Taça, entre elas Marta Carvalho e Eva Emídio.

Aos 32 quilómetros, o pelotão alcançava esse grupo intermédio, mas na frente mantinham-se as quatro corredoras destacadas, que continuavam a aumentar a vantagem para as perseguidoras. Ana Caramelo lançou novo ataque e isolou-se em cabeça de corrida. Fernanda Garcia passou a perseguir, isolada, seguida por Beatriz Galvez e por Gergana Stoyanova, enquanto o pelotão acumulava já um atraso superior a quatro minutos.

No final, Ana Caramelo viria a confirmar o triunfo na Maia, vencendo isolada com o tempo de 2h24m36s. Beatriz Galvez terminou na segunda posição e Beatriz Lopes (Atum General / Tavira / Madre Fruta) completou o pódio em Elite.

No escalão Sub-23, Fernanda Garcia conquistou a vitória, à frente de Gergana Stoyanova e Marta Carvalho. Apesar de ter terminado na terceira posição da categoria, Marta Carvalho manteve a liderança da Taça, com 160 pontos, e depende apenas de si para conquistar o troféu final.

No escalão Sub-19, Marta Esteves (Tensai / Sambiental / Santa Marta) voltou a vencer, superando Eva Emídio, segunda classificada. A vitória permitiu-lhe reduzir praticamente para o mínimo a diferença para a líder da Taça, com Eva Emídio a conservar a liderança por apenas três pontos, quando resta disputar a derradeira prova da competição.

Nas Sub-17, Mariana Peixoto (Landeiro | Matinados | Matias&Araújo) foi a vencedora da jornada, batendo ao sprint Manuella Maciel (Penacova / Race Spirit Cycling Team) e Carolina Bernardo (Cantanhede Cycling / VESAM). Apesar de ter terminado apenas na sexta posição, Lara Lourenço manteve a liderança da Taça e continua a ser a principal candidata ao triunfo final.

Nas categorias Masters, Patrícia Rosa venceu em M30. Em M40, o triunfo pertenceu a Ângela Gonçalves (Korpo Activo / Penacova) e em M50 Sylvia Read (CDASJ / Cyclin´Team / Município Albufeira) voltou a ser a mais forte. Já em M60, Leontina Palhas somou nova vitória. Na classificação coletiva, a vitória na Maia pertenceu à Atum General / Tavira / Madre Fruta.

A Taça de Portugal Feminina regressa no dia 14 de junho, em Albergaria-a-Velha, para a quinta e última prova pontuável de 2026, jornada que vai decidir as classificações ainda em aberto e encerrar mais uma temporada da principal competição nacional feminina de estrada.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Triatlo Cross: François Vie e Beatriz Ferreira campeões nacionais”


François Vie (SFRAA) e Beatriz Ferreira (Sporting CP) sagraram-se este sábado, 30 de maio, na Golegã, campeões nacionais de triatlo cross.

No sector masculino, Vie voltou a não dar muitas hipóteses à concorrência. O jovem do SFRAA completou os 1,5km de natação, 4okm de ciclismo e 10km de corrida em 02:58:42. O pódio ficou completo com Rúben Ribeiro, do Tri Clube Penafiel, e Rui Dolores (AMICICLO Grândola), segundo e terceiro classificados, respetivamente.

Entre as mulheres, Beatriz Ferreira, atleta do Sporting Clube de Portugal, foi a mais rápida, deixando a concorrência bem longe. Alessia Teixeira, do Tri Clube Penafiel foi segunda classificada, e Sheila Azevedo (Individual) encerrou o pódio.

Fonte: Federação Triatlo Portugal

“Seleção Nacional de Sub-23 com dois ciclistas nos 15 primeiros da Corrida da Paz”


Foto: Corrida da Paz

A Seleção Nacional de Sub-23 confirmou o bom momento na Corrida da Paz, na Chéquia, com Rúben Rodrigues e Daniel Lima a garantirem um lugar entre os 15 primeiros da classificação geral na última etapa da prova.

Rúben Rodrigues, jovem ciclista da Feira dos Sofás-Boavista, foi 16.º na derradeira etapa da prova, a quatro segundos do belga Kamiel Eeman (Lotto - Groupe Wanty), vencedor do dia com o mesmo tempo do irlandês Adam Rafferty (Hagens Berman Jayco), segundo classificado.

Também integrado no grupo principal, na 10.ª posição, chegou Daniel Lima. O jovem da Bourg-en-Bresse Ain Cyclisme foi o português mais bem classificado do dia.

Nas contas da classificação geral da prova checa, Rúben Rodrigues cedeu um lugar e terminou como sétimo, a 53 segundos de Kamiel Eeman, que consagrou a vitória na geral com um triunfo na etapa. Daniel Lima subiu a 13.º, a 57 segundos.

“A Seleção Nacional terminou a Corrida da Paz com um balanço muito positivo, colocando dois atletas no top 15 da classificação geral final. Este resultado reflete a qualidade, o compromisso e a capacidade competitiva dos nossos atletas numa prova internacional de elevado nível, onde estiveram presentes algumas das melhores seleções e equipas de desenvolvimento”, começa por referir o Selecionador Nacional.

“Quero dar os parabéns a todos os atletas selecionados pela forma como representaram Portugal ao longo de toda a corrida. Fizeram-no com honra, postura, respeito pela camisola da Seleção Nacional e grande sentido coletivo. Cada um teve um papel importante na defesa dos objetivos da equipa e na construção deste resultado”, acrescenta.

“Saímos desta Corrida da Paz com motivos de satisfação, conscientes do trabalho realizado e também com a ambição de continuar a crescer, dando cada vez mais condições e oportunidades aos jovens ciclistas portugueses para competirem ao mais alto nível internacional”, conclui Valter Sousa.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Clube de Natação de Torres Novas no Campeonato do Mundo de Triatlo em Alghero (Itália)”


RICARDO BATISTA de BRONZE no Mundial

 

Por: Paulo José Catarino Vieira

RICARDO BATISTA conquistou a medalha de bronze na 3ª etapa do Campeonato do Mundo de Triatlo, que se realizou, este sábado, 30 de maio, em Alghero (Itália), na ilha italiana da Sardenha.


O triatleta torrejano voltou a destacar-se entre a elite mundial da modalidade ao conquistar a sua primeira medalha de bronze numa etapa do Campeonato do Mundo de Triatlo (WTCS).

Esta prova disputada no formato de distância olímpica, composta por 1,5km de natação, 40km de ciclismo e 10km de corrida, teve uma enorme importância, uma vez que foi o início do processo de qualificação para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028, contando com a presença dos melhores triatletas do mundo.


Foi na prova masculina que Portugal esteve em grande evidência, ao alcançar a vitória na competição com o atleta do Benfica, Vasco Vilaça, que garantiu a medalha de ouro e a liderança no campeonato mundial, enquanto Ricardo Batista, do Clube de Natação de Torres Novas, garantiu o 3º lugar do pódio e a respetiva medalha de bronze. Também João Nuno Batista, igualmente atleta do clube torrejano, realizou a sua melhor prestação de sempre numa WTCS, terminando no 7º lugar da classificação geral.

Os irmãos Batista contribuíram com um excelente desempenho e reforçaram o estatuto de Portugal como uma das principais potências mundiais do triatlo, voltando a colocar nome de Torres Novas em destaque no panorama desportivo internacional.


Já na competição feminina, a atleta húngara que representa o clube torrejano, Márta Kropkó alcançou o 10º lugar, enquanto Maria Tomé fechou o top 20, depois de um pequeno percalço no segmento de ciclismo, o que a impossibilitou chegar integrada no grupo da frente para a corrida.

Perante os resultados alcançados, o presidente da Câmara Municipal de Torres Novas, José Trincão Marques, felicitou publicamente os atletas do Clube de Natação de Torres Novas e o treinador Paulo Antunes, revelando ter transmitido os parabéns por telefone ao treinador, logo após o final da competição, e sublinhando o trabalho consistente que tem sido desenvolvido pelo treinador Paulo Antunes no clube ao longo dos últimos anos.

“Tenho uma profunda admiração e respeito pelo trabalho desenvolvido e pelos resultados obtidos no triatlo por estes atletas e treinador do Clube de Natação de Torres Novas”, afirmou José Trincão Marques, acrescentando que “mais uma vez o nome de Torres Novas e de Portugal foi honrado e elevado ao mais alto nível”.

A conquista de Ricardo Batista em Alghero representa mais um capítulo de sucesso para o atleta e para o Clube de Natação de Torres Novas, que continua a afirmar-se como uma das principais referências nacionais da modalidade. O resultado alcançado ganha ainda maior relevância por surgir numa etapa decisiva do circuito mundial, onde estão em disputa importantes pontos para a qualificação olímpica.

Com mais esta prestação de excelência, os atletas do Clube de Natação de Torres Novas confirmam a qualidade do trabalho desenvolvido e reforçam a presença portuguesa entre os melhores triatletas do mundo, levando o nome do concelho e do país aos lugares cimeiros do desporto internacional.

Fonte: Clube de Natação de Torres Novas

“A verdade a seu dono”


Por: José Morais

Hoje, realizou-se mais um “Pedala Portugal Bike Tour” e a notícia dada pela TVI e não só, também pela organização, de que seria a primeira vez de que as bicicletas atravessaram a ponte 25 de abril.

É lamentavam esta informação errada, a TVI não tem sem dúvida culpa, nem teria conhecimento, foi a informação que lhes deram, porem, pela parte dos responsáveis pela ponte deveriam ter nos seus arquivos a informação de que em 1993, há 33 anos, as bicicletas atravessaram a Ponte 25 de abril.


Na altura um passeio de Cicloturismo realizado pelo B.I.A.C. - Bairro de Inglaterra Atlético Clube de Lisboa, e que contou com o apoio da Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta fazendo parte do seu calendário anual, o que lamento também esta Federação não ter confirmado de que esta não seria a primeira vez a atravessar a ponte, já que fazendo parte do cartaz do “Pedala Portugal Bike Tour” deveria de relembrar isso, já que só valorizava a instituição por terem sido os primeiros, deixando assim de outros ficarem com os “Louros”.


O Passeio iniciou-se em Almada no Centro Sul, percorreu algumas localidades do Concelho e após percorreu também algumas artérias da Cidade de Lisboa, terminou na Avenida Coronel Eduardo Galhardo na Freguesia da Penha de França em Lisboa.

Eu marquei presença no final desse passeio na altura, não fiz o passeio na totalidade por ter estado a fazer reportagem noutro evento, por isso…

“A verdade a seu dono”

“Seleção Nacional de Sub-23 continua em destaque na Corrida da Paz”


Fotos: Corrida da Paz

A um dia de terminar a Corrida da Paz, a Seleção Nacional de Sub-23 continua a evidenciar-se na prova que decorre na Chéquia até amanhã, onde Rúben Rodrigues recuperou um lugar na Classificação Geral, ocupando agora a 6.ª posição. O corredor voltou a ser o português mais bem classificado na etapa, ao ser o 14.º a concluir a terceira tirada.

A etapa deste sábado prometia decisões. Os 132,4 quilómetros que ligaram Zábřeh e Dlouhé stráně apresentaram 2514 metros de desnível acumulado e uma chegada em alto. Rúben Rodrigues terminou a 28 segundos do vencedor, o belga Kamiel Eeman, que concluiu o percurso em 3h16m53s. Seguiu-se o irlandês Adam Rafferty (Hagens Berman Jayco) e em terceiro lugar, em representação da Eslováquia, ficou Richard Riška. Estes passam, por sua vez, a ser os três primeiros classificados da Geral, pela mesma ordem.


Uma nota também para Daniel Lima, que além de ter estado em bom plano ao longo do dia, foi 16.º classificado, a 31 segundos do vencedor.

“A Seleção Nacional esteve em grande nível na terceira etapa da Peace Race, respondendo muito bem às expetativas e aos objetivos definidos para o dia”, começou por referir Valter Sousa, Selecionador Nacional de Sub-23 masculinos. “A estratégia passava por proteger ao máximo os nossos líderes, mantendo-os bem colocados e resguardados até à subida final, naquela que era uma etapa decisiva e de grande exigência. A equipa cumpriu esse papel com muita responsabilidade, demonstrando organização, compromisso e espírito coletivo”.


Após a penúltima etapa, Rúben Rodrigues fica em 6.º lugar na Classificação Geral, a 39 segundos da liderança, confirmando a sua consistência entre os melhores da corrida. Também Daniel Lima, após realizar uma excelente etapa, subiu na classificação, ocupando agora o 16.º lugar da Geral, a apenas 43 segundos da Camisola Amarela, que passou para um dos representantes da Equipa da Bélgica e vencedor do dia, Kamiel Eeman.

“Amanhã teremos novamente um percurso duro e um circuito seletivo, onde a equipa continuará focada em defender os seus objetivos e procurar melhorar a Classificação Geral”, adiantou Valter Sousa.

Este domingo termina a Corrida da Paz para os Sub-23, com a quarta etapa a partir de Krnov (11h00), rumo a Šternberk (14h30, hora portuguesa), para um percurso de 130,6 quilómetros. As maiores dificuldades do dia vão surgir a partir dos 100 quilómetros, com um circuito técnico que contempla cinco passagens por uma subida de um quilómetro, a uma média de 10% de desnível.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Ivan Loaisa vence em São João de Ver e Gonçalo Amaral mantém liderança da Taça de Esperanças”


Fotos: Marcelo Lopes / FPC

Ivan Loaisa (Technosylva Rower Bembibre Cycling Team) foi o vencedor da terceira prova da Taça de Portugal de Esperanças 2026, disputada este sábado em São João de Ver, integrada na 34.ª Volta às Terras de Santa Maria – Troféu Fernando Mendes. O colega de equipa, Gonçalo Amaral, apesar de ter concluído a etapa na 12.ª posição, manteve a liderança do ranking, ficando reservado para amanhã o derradeiro capítulo da Taça.

Ivan Loaisa foi hoje o mais forte, vencendo a terceira prova da Taça de Portugal de Esperanças com o tempo de 2h44m13s. Oscar Roche e Joan Cadena, também da Technosylva Rower Bembibre Cycling Team, completaram o pódio com o mesmo tempo do vencedor, consumando uma extraordinária tripla da formação espanhola. Sven Van der Werf (Earth Consulters / Maia / Frutas Monte Cristo) terminou na 4.ª posição, a 1m12s, enquanto Guilherme Lino (Santa Maria Feira / Moreira / Bolflex / E.Leclerc) foi 5.º classificado, a 1m50s.


Entre os Juniores, Gustavo Oliveira (Blackjack-Bairrada) foi o melhor classificado, ao terminar na 9.ª posição da Geral. Xabier Bautista (Club Ciclista Teis) ficou em 2.º lugar e Rodrigo Conceição (Blackjack-Bairrada) completou o pódio Júnior.

Depois das duas primeiras provas disputadas em Vila Velha de Ródão e na Sertã, o pelotão dos escalões Sub-23 e Juniores deslocou-se até São João de Ver. Num percurso exigente de 111 quilómetros, com partida e chegada junto ao Pavilhão Municipal de São João de Ver, foram vários os desafios, sobretudo um circuito final com sete passagens pela meta, que prometia endurecer a corrida.

Logo desde o início surgiram sucessivas movimentações e aos 14 quilómetros formou-se a primeira fuga do dia, composta por Guilherme Santos (Blackjack-Bairrada), David Luta (Academia Efapel de Ciclismo), Gonçalo Santos e Pedro Cunha (Porminho Team Sub23), Joan Cadena, Oscar Roche, Ivan Loaisa e Ivan Puentes (Superfroiz).

A fuga rapidamente consolidou uma vantagem importante sobre o pelotão e começou a assumir o protagonismo da corrida. Ivan Loaisa destacou-se dos restantes fugitivos e assumiu a frente da corrida. À entrada do circuito final, o espanhol continuava isolado, com a corrida a manter esta situação durante várias voltas. Loaisa mantinha a liderança, mas era seguido por uma dupla, formada pelos colegas de equipa Oscar Roche e Joan Cadena.


À quinta passagem pela meta, deu-se a junção entre Ivan Loaisa e o duo perseguidor, passando os três corredores a colaborar na frente da corrida, enquanto um grupo os seguia, mas a cerca de 2m50s. Posto isto, a vitória acabaria por ser discutida entre os três corredores da Technosylva Rower Bembibre Cycling Team, que integravam a fuga da frente. Na reta final, Ivan Loaisa mostrou-se o mais forte.

À partida para esta terceira prova, Gonçalo Amaral apresentava-se como líder do ranking da Taça de Portugal de Esperanças, com 115 pontos após as duas primeiras jornadas. No final, conseguiu manter essa liderança, apesar de ter concluído a etapa na 13.ª posição.

Na classificação por equipas, a Technosylva Rower Bembibre Cycling Team dominou e venceu a geral coletiva. Entre as equipas Juniores, a Blackjack-Bairrada foi a mais forte da jornada.

A Taça de Portugal de Esperanças 2026 termina este domingo, com a realização da quarta e última prova pontuável, disputada em Palmeira, Braga, integrada no 23.º Circuito de Palmeira / Prémio Peixoto Alves, jornada que decidirá as contas finais da competição.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

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