quarta-feira, 26 de setembro de 2018

“Antigo ciclista Jan Ullrich implicado em novo caso de violência”

O alemão acabou a carreira em 2007, depois de ter estado envolvido vários casos de doping.

O ex-ciclista alemão Jan Ullrich, implicado em vários casos de violência nos últimos meses, foi acusado de ter agredido um homem no aeroporto de Hamburgo, anunciou hoje a polícia.

Segundo as autoridades, Ullrich, de 44 anos, terá agredido, na terça-feira, de forma repentina um homem de 34 anos na zona do controlo de segurança do aeroporto.

A alegada vítima não apresentou queixa e Jan Ullrich seguiu viagem para os Estados Unidos.

No mês de agosto, Ullrich esteve internado num hospital psiquiátrico, por ordem judicial, depois de ter sido detido por agressão a uma prostituta e de se ter provado que estava sob o efeito de álcool e drogas.

Poucos dias antes, o alemão havia sido detido em Palma de Maiorca (Espanha) por invasão de propriedade e ameaças.

Em 2015, Jan Ullrich foi condenado na Suíça a 18 meses de prisão com pena suspensa por ter provocado um acidente enquanto conduzia sob influência de álcool.

Jan Ullrich tornou-se em 1997 no único ciclista germânico a vencer a Volta a França e, em 2000, arrecadou uma medalha ouro e uma de prata nos Jogos Olímpicos de Sydney.

O alemão acabou a carreira em 2007, depois de ter estado envolvido vários casos de doping.

Fonte: Sapo on-line

“Triatlo de Sines decide Campeões Nacionais distância Standard 2018”

Sines recebeu o Campeonato Nacional Individual na distância standard, incluindo elites e grupos de idade.

Realizou-se no dia 22 de setembro em Sines o Campeonato Nacional Individual de Triatlo na distância standard que incluiu o escalão de elite. Decorreu também o Campeonato Nacional de Grupos de Idade.

Num dia de muito calor, o triatlo teve como núcleo principal a Avenida da praia Vasco da Gama, de onde foi dado o tiro de partida para um percurso de 1,5km a nadar, 40km de ciclismo e 10km de corrida.

Melanie Santos revalidou o título de Campeã Nacional de Triatlo

Melanie Santos, do Sport Lisboa e Benfica, e João Mansos, do Sporting Clube de Portugal, sagraram-se Campeões Nacionais Individuais de Triatlo. Melanie, sem surpresas e revalidando o título do ano anterior, conseguiu gerir a prova e venceu com facilidade com 02:09:07. A revelação foi de João Mansos cuja boa condição física e prova inteligente resultaram na vitória, com a marca de 01:55:16.

Para Melanie «a natação correu bem, conseguimos formar um grupo pequeno que rapidamente se destacou.» No segmento de ciclismo as triatletas quiseram poupar-se, pelo que controlaram o ritmo, acabando por fazer o ciclismo algo lento. «Na corrida fiquei sozinha logo de início e depois foi só gerir o resto da prova».


João Mansos revelou estar em excelente condição física, acabando por vencer a prova de elite

João Mansos foi o primeiro a cortar a meta, conquistando o título de Campeão Nacional Individual: «Nem nos meus melhores sonhos era capaz de prever que iria ter um resultado deste género. Este ano optei por controlar a natação, que é o meu tendão de Aquiles.» No ciclismo João tentou ir na frente, mas houve dois fugitivos, pelo que tentou controlar o ritmo no grupo perseguidor. Caso apanhassem o grupo da frente, a discussão do título estaria lá. «Tive momentos que pensei que iria ficar para trás no ciclismo, o que felizmente não aconteceu. Ao entrar para a transição coloquei-me bem, mas ainda sofri uma queda por causa do toque de uma roda, pelo que saí atrasado». Na corrida o triatleta do Sporting deu tudo, conseguiu ver os quatro triatletas da frente logo na primeira, e acabou mesmo por apanhá-los. «Ataquei a certa altura, mas nunca pensei que o Ricardo Batista e o Tiago Fonseca ficassem para trás. O Danilo Pimentel veio comigo, mas na terceira volta comecei a acreditar que podia mesmo ser Campeão. Apercebi-me da vantagem de 20’’, agradeço ao Sporting este título!»

Madalena Almeida, do Alhandra Sporting e Ricardo Batista, do Clube de Natação de Torres Novas, foram vice-campeões nacionais da modalidade, com os tempos de 02:09:37 e 01:55:44, respetivamente.

A vice-campeã nacional conta-nos que ‘se sentiu muito bem durante toda a prova’. «Estive no grupo da frente desde o início e decidiu-se tudo na corrida. Foi o meu terceiro triatlo na distância olímpica, ainda estou a encontrar o meu ritmo de corrida; decidi começar mais controlada e acelerar nos 5km finais.» A triatleta do ASC ia com ambição de ganhar o título, mesmo sabendo da dificuldade acrescida de ganhar à Campeã Nacional Melanie Santos. «Estou satisfeita com o segundo lugar», afirma Madalena.

Já Ricardo Batista, o primeiro triatleta júnior a passar a meta, elogiou a organização por parte da FTP. «Foi o meu primeiro triatlo olímpico, por isso não tinha definido nenhum objetivo específico. Estou apenas há cinco dias em Portugal e ainda não totalmente adaptado ao fuso horário.» Ricardo partiu confiante na natação e chegou a sair da água no primeiro lugar, com mais dois triatletas. «Cheguei a ter uma vantagem de 1’ em relação ao grupo perseguidor, comecei o ciclismo só com o Miguel Tiago Silva e trabalhamos durante 30km até perdermos grande parte da vantagem e esperarmos pelo grupo». O atleta do Clube de Natação de Torres Novas acusou cansaço por causa da fuga de 30km, mas conseguiu, ainda assim, um ótimo segundo lugar a nível nacional. «Para o ano há mais e melhor!» declarou Ricardo.

A terceira posição foi para Helena Paula Carvalho, do Sporting Clube de Portugal, com 02:13:31  e Danilo Pimentel, do Rio Maior Triatlo, com 01:56:16.

Gil Maia assumiu o terceiro do Campeonato Nacional, com 01:56:39.

Os treinadores dos Campeões Nacionais

Lino Barruncho, treinador, partilha connosco os objetivos para Melanie Santos: «Em relação ao Campeonato Nacional, o objetivo era ganhar com o menor esforço possível, porque a época ainda não terminou, apesar de já não haver provas para a qualificação olímpica; tínhamos em mente a vitória com o mínimo de desgaste para outras competições, o que acabou por acontecer, já que a prova foi gerida da melhor maneira. As competições que se seguem estão mais relacionadas com compromissos anteriores, como foi o caso da Corrida do Tejo, por exemplo.

O objetivo para a última etapa do Campeonato do Mundo, em Gold Coast que era ser top 15 ou 10, foi largamente superado com o 6º lugar, o resultou em muitos pontos de vantagem e, também, com margem para gerir o próximo período de qualificação. «Os próximos objetivos internacionais são, além da Corrida do Tejo, estar na Super League e no Campeonato da Europa sub-23, onde Melanie vai lutar pelo primeiro lugar, já que obteve a medalha de bronze e de prata. Como é o último ano da Melanie como sub-23 vamos ver se conseguimos alcançar o objetivo!»

André Campos, treinador de João Mansos, deixa-nos o seu testemunho. «Não estava à espera que ele ganhasse a prova, mas tinha-lhe dito que ‘menos que pódio não iria interessar’, em tom de motivação. De facto, para o treinador João Mansos superou todas as expetativas, mas a sua determinação e empenho fizeram com que merecesse este resultado. «A competição foi inteligente a juntar a uma boa condição física, com uma atitude positiva de assumir a prova». O triatleta, que estava noutro clube, mudou este ano para o Sporting e conseguiu pela primeira vez ‘mostrar resultados de acordo com as suas capacidades’. «Não conseguiu a qualificação para Quarteira porque teve um problema físico que durou dois meses. Depois apostámos no estágio em altitude onde esteve com uma postura excecional, foi também à Taça em Valência, onde acabou por ter um bom resultado, que acresce ao título nacional merecido».

O Campeonato Nacional Age Groups

A prova de grupos de idade foi também muito disputada com os melhores triatletas AG a marcarem presença, num percurso muito competitivo. Um trajeto bonito, marcado por um algum vento a dificultar o segmento do ciclismo.
 

Abigail Santana, do SFRAA Triatlo, foi a primeira a cortar a meta do CN Grupos de Idade

Escolhemos dois Campeões Nacionais de Grupos de Idade, Abigail Santana e Marco Sousa, que partilharam connosco a sua opinião sobre a prova.

Abigail Santana, Campeã Nacional escalão 20-24: «Foi a primeira vez que estive em Sines, gostei muito da prova, foi muito gira. A água estava perfeita e contámos com o fantástico aplauso do muito público que estava a apoiar os participantes. O vento estava forte e impediu de ver as boias, mas consegui fazer um bom segmento com mais três nadadoras incríveis.» O segmento do ciclismo também contou com algum vento o que tornou o percurso mais difícil do que seria de esperar. «Saí sozinha na primeira volta, mas fui depois apanhada por duas triatletas o que me ajudou bastante a pedalar». Abigail conta que pratica atletismo desde os 12 anos, pelo que este segmento é a ‘sua praia’. «Foi só manter o ritmo na corrida, que para mim é muito fácil, já que estou muito à vontade neste segmento. E estou muito satisfeita com este resultado!», conclui a triatleta.

Marco Sousa foi Campeão Nacional de Triatlo Olímpico, no escalão 40-44, primeiro veterano absoluto. «Foi uma prova muito bem organizada; a natação foi excelente, com uma temperatura e transparência top, seguida de um percurso de ciclismo que fui inserido num grupo onde acabei por me divertir». Marco seguiu com o João Mestre sempre a criar espaço para que o Rui Narigueta não recuperasse para o grupo onde seguia. «No segmento da Corrida deu para gerir a vantagem, para chegar ao fim da posição que ambicionava. Ponderei muito a minha presença em Sines porque estamos a poucos dias do IRONMAN 70.3, mas foi uma aposta ganha! Agora é descansar até lá!»

Na opinião de Marco Sousa ‘para evitar que os age groups ficassem tanto tempo para a entrega dos prémios faria mais sentido a elite competir da parte da manhã e todas as outras provas serem realizadas até às 13h’. «Eu gosto de ficar para ver não me transtornou, mas penso que é de evitar.»

Este campeonato nacional foi organizado pela Federação de Triatlo de Portugal e contou com o apoio da Câmara Municipal de Sines.

Fonte: FTP

“Marco Chagas consultor do Sporting”

Venceu quatro Voltas a Portugal, duas das quais pelos leões

Foto: Paulo Calado

Marco Chagas foi anunciado como consultor do Sporting para o ciclismo. "Sinto-me muito honrando. É uma responsabilidade e estou aqui para ajudar o departamento das modalidades. Só penso em trabalhar para o futuro do ciclismo deste grande clube", referiu o antigo ciclista ao site dos leões, não esquecendo a parceria com o Tavira. "Temos uma união e vamos continuar a trabalhar em conjunto."

Refira-se que o Sporting e o Clube de Ciclismo de Tavira têm acordo por mais um ano (2019), e a partir daí deverão seguir rumos diferentes, ou seja, o clube de Alvalade deverá manter o ciclismo, mas com um projeto próprio, pelo que a ‘contratação’ de Marco Chagas insere-se já neste enquadramento.

Marco Chagas venceu quatro Voltas a Portugal, duas das quais pelos leões.

Fonte: Record on-line

“Equipa Portugal/Nelson Oliveira brilha com quinto lugar em Innsbruck”

Por: José Carlos Gomes

Nelson Oliveira conseguiu hoje o segundo melhor resultado de sempre de Portugal em contrarrelógios de elite do Campeonato do Mundo, sendo o quinto classificado na prova disputada em Innsbruck, Áustria, ganha pelo australiano Rohan Dennis. Domingos Gonçalves foi o 41.º classificado.

O corredor português demonstrou, mais uma vez, ser um dos maiores especialistas mundiais na luta contra o tempo, fazendo uma corrida plena de capacidade física e de inteligência. Sabendo que a fase inicial, com cerca de 30 quilómetros sempre a rolar, não o favorecia, Nelson Oliveira teve o autocontrolo necessário para dosear o esforço, sem perder muito tempo nesse troço para os primeiros. Guardou, assim, reservas para a subida longa e exigente. Na escalada, o bairradino acelerou e manteve o ritmo forte até cortar a meta com 1h05m16s, no final dos 52,5 quilómetros que ligaram Rattenberg a Innsbruck.

A análise aos registos intermédios de cronometragem mostra que Nelson Oliveira conseguiu cumprir à risca a estratégia delineada, fazendo uma prova em crescendo. O corredor da Equipa Portugal foi o nono mais rápido ao quilómetro 16,6, foi o sexto ao quilómetro 35,2 e acabou a corrida na quinta posição.

O resultado hoje alcançado é o segundo melhor de sempre para Portugal, apenas superado pelo quarto lugar que o mesmo Nelson Oliveira rubricou, há um ano, em Bergen. “O Nelson está, de forma consistente, entre os melhores do mundo. Hoje fez uma corrida espectacular num contrarrelógio muito exigente, não só em termos físicos como também táticos e técnicos. Doseou o esforço da melhor forma e utilizou bem os andamentos. A pedaleira de 58 dentes que utilizou revelou-se curta na descida, que fez a perto de 100 km/h, mas foi a escolha acertada, porque um andamento mais pesado iria penalizar a prestação nas outras fases da prova”, explica o selecionador nacional, José Poeira.

O corredor mostrou-se satisfeito com a prestação, que resultou numa classificação excelente, mas que não esgota a ambição para o futuro. “Hoje deixei tudo na estrada. Sabia que tinha de dar o máximo para representar estas cores e estou satisfeito. A condição física é boa e senti-me bem num contrarrelógio em que a primeira parte era muito complicada para mim e na qual era necessário regular bem o esforço para que o troço final me corresse melhor. Foi isso que fiz. Dei o meu máximo, mais do que isto era complicado fazer. Os adversários foram muito mais fortes do que eu, mas vou continuar a sonhar para um dia chegar às tão desejadas medalhas”, promete Nelson Oliveira.

O bicampeão nacional de contrarrelógio, Domingos Gonçalves, também representou Portugal no contrarrelógio desta quarta-feira. O barcelense deu o máximo de si próprio, completando o percurso em 1h09m31s. Domingos Gonçalves quebrou do meio para o final, no contrarrelógio mais longo da carreira. Foi o 41.º classificado.

“Encontrei aqui outra realidade, os adversários têm um ritmo que, de momento, não está ao meu alcance. Senti falta de ritmo e acusei um pouco nunca antes ter feito um contrarrelógio tão extenso. A seguir à subida comecei a ter cãibras”, revela o minhoto.

Na luta pela medalha de ouro, o australiano Rohan Dennis não deu a menor hipótese à concorrência, cumprindo a prova em 1h03m02s, à espantosa média de 49,585 km/h, depois de dobrar o antigo campeão mundial Vasil Kiryienka e o já medalhado Jonathan Castroviejo. O vencedor do mundial de 2017, o holandês Tom Dumoulin, ficou com a medalha de prata, a 1’21’’09 de Dennis. O campeão europeu, o belga Victor Campenaerts, fechou o pódio, a 1’21’’62 do primeiro e apenas a 53 centésimos de segundo da medalha de prata.


Juniores abrem provas de fundo

As provas de fundo do Campeonato Mundial começam nesta quinta-feira. A Equipa Portugal estará representada na corrida masculina de juniores, através de Afonso Silva e Guilherme Mota. São dois corredores completos que se dão bem com as subidas, pelo que as expectativas são boas para a competição desta quinta-feira.

A corrida terá 126,8 quilómetros e um acumulado de subida de 1916 metros. Antes da entrada no duro circuito de Innsbruck, que será percorrido duas vezes, o pelotão vai enfrentar algumas dificuldades. A primeira grande triagem deverá acontecer aos 70 quilómetros de prova, quando se subir Gnadenwald, uma colina com 2,6 quilómetros e uma inclinação média de 10,5 por cento, com vários troços com pendentes superiores a 13 por cento.

As maiores decisões devem, contudo, guardar-se para o chamado "circuito olímpico", a percorrer duas vezes, no encerramento da corrida. Os corredores terão de ultrapassar duas vezes a subida de 7,9 quilómetros com inclinação média de 5,7 por cento, cujo topo fica a 13,9 quilómetros da meta.

A partida, em Kufstein, está marcada para as 13h40, prevendo-se a chegada a Innsbruck para cerca das 17h15 (horas portuguesas).

Fonte: FPC

“Meio de transporte prioritário/Bicicleta inscrita na Constituição suíça”

Por: Pedro Venâncio

Foi aprovada em referendo a introdução da prioridade da bicicleta como meio de transporte na Constituição Federal da Suíça. Desta forma, um dos principais modos de transporte urbano daquele país passará a ter mais políticas públicas com objetivo de melhorar as infraestruturas existentes.

A participação eleitoral contou somente com 37,1% dos eleitores suíços, mas os resultados do referendo foram de 74% a favor da introdução deste novo princípio constitucional. Todos os 26 cantões suíços aprovaram a medida. Uma vez inscrito na Constituição, a prioridade da bicicleta como meio de transporte obrigará as autoridades a aumentar a segurança nas ciclovias, assim como haverá um crescente incentivo ao uso deste modo de transporte sustentável.

Doris Leuthard, ministra dos Transportes da Suíça, mostrou-se satisfeita com os resultados do referendo, ao mesmo tempo que elucidou que a utilização da bicicleta fará diminuir o uso do automóvel pessoal e até dos transportes públicos – comboio e autocarro – sendo mais um passo na redução das emissões de gases nocivos nos centros urbanos.

Fonte: Transportes on-line