quarta-feira, 27 de maio de 2020

“André Greipel propõe circum-navegação coletiva virtual solidária”

Iniciativa teria lugar a 3 de junho, Dia Mundial da Bicicleta

Por: Lusa

Foto: Filipe Farinha

O ciclista alemão André Greipel (Israel StartUp-Nation) anunciou esta quarta-feira a vontade de pedalar, em coletivo, os quilómetros suficientes para uma circum-navegação do globo no dia 3 de junho, para angariar fundos para uma causa solidária.

No dia 3, que é Dia Mundial da Bicicleta, o objetivo de Greipel é juntar, através da plataforma virtual Strava, uma série de participantes que consigam pedalar o suficiente para uma circum-navegação do planeta Terra.

Os fundos angariados com a ação vão reverter para associações que trabalham com consciencialização para a esclerose lateral amiotrófica.

"Tornou-se claro para nós [Greipel, a família e amigos, a equipa e parceiros] que tínhamos de fazer isto, porque a bicicleta é uma invenção agregadora e muito especial. Graças à Katusha e aos utilizadores do Strava por todo o mundo, temos um objetivo comum, e vamos fazer a diferença", explicou o corredor de 37 anos, citado em comunicado.

O alemão é um dos mais conceituados 'sprinters' do pelotão, tendo no palmarés 11 vitórias em etapas no Tour, sete no Giro e quatro na Vuelta.

Fonte: Record on-line

“Emanuel Buchmann diz que Tour sem público não será uma novidade”

Ciclista alemão salienta que é algo que já acontece em várias competições

Por: Lusa

O ciclista alemão Emanuel Buchmann (BORA-hansgrohe) afirmou que a Volta à França sem pessoas na estrada não será uma novidade para os corredores, salientando que é algo que já acontece em várias competições.

Emanuel Buchmann, que foi quarto classificado no Tour em 2019, admitiu que com o calendário definido existe uma "luz ao fundo do túnel", salientando que consegue suportar corridas sem adeptos na estrada "durante um ano".

"Já corremos em várias provas em que não existem muitos espetadores. Na Volta aos Emirados Árabes Unidos, em Abu Dhabi, quase não se vê pessoas na estrada, por isso não será algo completamente novo para nós", disse o ciclista em declarações à agência DPA.

Para a edição deste ano do Tour, que vai decorrer entre 29 de agosto e 20 de setembro, depois de ter sido adiado devido à pandemia de covid-19, Buchmann salienta que o objetivo é um lugar no pódio.

"O objetivo é melhorar e isso significa um lugar no pódio, mas para que isso possa acontecer tudo tem de correr bem", notou o ciclista de 27 anos, que considerou que a distância entre o pódio e a vitória na prova "não é assim tão grande".

O ciclista da BORA-hansgrohe, que considerou que é "monótono" treinar sem competição -- está suspensa até 01 de julho, com o WorldTour a regressar apenas em 01 de agosto -, explicou que não foram só as corridas a parar, lembrando que efetuou o último controlo antidoping em março.

"Fiz o meu último teste em março. Depois desse, não efetuei qualquer teste antidoping" salientou.

Em 05 de maio, a ministra francesa do Desporto, Roxana Maracineanu, disse esperar que a Volta a França em bicicleta, assim como o torneio de ténis de Roland Garros possam decorrer, com ou sem público, sem, contudo, confirmar a sua realização.

O Tour está programado para decorrer entre 29 de agosto a 20 de setembro, mas, em declarações à France Télévisions, a ministra foi cautelosa quanto à realização da corrida.

"Pedem-me para manter o Tour, mesmo à porta fechada. Espero que decorra, mas não tenho a certeza. Ainda é muito cedo para dizer, não sabemos como será a epidemia após o confinamento", referiu a ministra Roxana Maracineanu, sem dar qualquer indicação ou esperança quanto à confirmação das datas.

Caso a Volta a França, originalmente agendada entre 27 de junho e 19 de julho, tenha mesmo que ser realizada sem público, a ministra conta que "as pessoas estejam cientes da crise atual e obedeçam", no que toca a evitar a presença na beira da estrada a incentivar os ciclistas, pois "é a única forma de evitar que a pandemia alastre".

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 350 mil mortos e infetou mais de 5,5 milhões de pessoas em 196 países e territórios. Cerca de 2,2 milhões de doentes foram considerados curados.

França é um dos países mais afetados pelo novo coronavírus, registando 28.530 mortos em cerca de 183 mil casos de infeção.

Fonte: Record on-line

“«O pescoço de Armstrong ficou vermelho como um tomate e ele disse-me o que precisava»”

Fisioterapeuta Richard Huélamo recordou momentos passados com o ciclista, com quem "não era fácil de lidar"

Por: Sérgio Magalhães

Foto: Reuters

Vencedor de sete edições seguidas da Volta a França, entre 1999 e 2005, Lance Armstrong tem estado recentemente em alta nos media muito por culpa da série documental 'Lance', sobre a vida e carreira do ciclista americano.

Esta quarta-feira, Richard Huélamo, fisioterapeuta e assistente de Lance Armstrong recordou alguns dos momentos do ciclista ao longo da sua carreira, que acabou por ficar manchada pelo alegado uso de doping.

Apesar de ser uma pessoa "difícil de lidar", que "não confiava em ninguém", Richard sublinhou o aspeto competitivo e solidário do francês, que sempre ajudou pessoas que precisavam.

"Lance era uma pessoa complicada. Como desportista, era muito metódico e uma máquina a treinar, mas pessoalmente não era fácil de lidar. Não confiava em ninguém", começou por revelar o antigo assistente, em declarações exclusivas ao 'Mundo Deportivo', recordando ainda o dia em que conheceu o ciclista: "Chegou num jate privado desde a Suíça, de onde esperou ainda por um BMW. Apresentaram-mo e ficamos logo amigos."

Profissionalmente, Richard Huélamo diz que Lance Armstrong era como ninguém. "Era uma máquina a treinar. Se nós fazíamos duas subidas a La Molina, ele fazia quatro e era-lhe igual caso chovesse ou não. Nunca estava satisfeito. Conheci mais de 400 ciclistas ao longo de toda a minha vida, mas nenhum é como ele", apontou.


Vida pessoal muito reservada

"Gostava de estar em casa, ficava em sítios onde não o reconhecessem facilmente. Não falava muito. Era uma pessoa complicada. Não confiava em ninguém, era uma pessoa que agia sempre pela defensiva."
 

Solidário para com quem mais necessitava

"Era solidário, ajudou economicamente muitas pessoas. Teve o que teve - cancro nos testículos -, mas ganhou sete Tours. Diziam que tinham sido devido ao doping. Não foi ele quem fez muito ou muito menos, naquela altura o doping era um bar aberto."
 

Polémica em torno das fisioterapeutas e massagistas irlandesas

"Quiseram ficar famosas por contarem mentiras a troco de dinheiro. Disseram que lance tinha em sua casa um sistema completo de dopagem, algo impossível. Nunca deu positivo. Precisaria de uma logística muito boa e não a tinha. Qualquer um que quisesse fazer doping precisava de médicos, uma máquina, sangue e alguém para canalizar tudo."


Sucesso sem o doping? "Difícil de avaliar"

"É difícil avaliar se ele realmente teria ganho tanto sem o doping, mas posso assegurar que ele controlava tudo. Um dia, foi atingido por uma urtiga. O pescoço dele ficou vermelho como um tomate. Eu disse-lhe aquilo que ele precisava de fazer para curar e ele disse-me que era doping", concluiu.

Fonte: Record on-line

“ADoP e Federação de Ciclismo definem controlo da Volta "na próxima semana"”

Apesar da pandemia, Volta a Portugal manteve a sua calendarização inalterada, entre 29 de julho e 9 de agosto

Por: Lusa

Foto: Reuters

A Autoridade Antidopagem de Portugal (ADoP) e a Federação Portuguesa de Ciclismo devem iniciar "na próxima semana" os contactos para a definição de processos para o controlo dos ciclistas na Volta a Portugal em bicicleta.

"Ainda não tivemos oportunidade de coordenar com a Federação Portuguesa de Ciclismo o que se vai fazer. Concretamente, ao contrário do futebol, com o ciclismo ainda não tivemos esse contacto. Creio que na próxima semana teremos ocasião de articular isso, temos as melhores relações com a federação", explicou à Lusa o presidente da ADoP, Manuel Brito.

Apesar de a pandemia de covid-19 ter provocado a suspensão ou o cancelamento de inúmeras competições desportivas, a Volta a Portugal manteve a sua calendarização inalterada, entre 29 de julho e 09 de agosto. A ausência de um protocolo de fiscalização da prova não inquieta o responsável máximo do combate ao doping, que garantiu de forma taxativa a vigilância da ADoP na Volta.

"O controlo é obrigatório e é uma exigência contratual da própria prova. Haverá controlo, certamente, mas temos de saber os percursos, os procedimentos e a acreditação das pessoas que vão acompanhar. Ainda não temos essa informação e é essencial para fazermos o nosso planeamento", frisou.

Após a declaração de pandemia, em 11 de março, as competições desportivas de quase todas as modalidades foram disputadas sem público, adiadas - Jogos Olímpicos Tóquio2020, Euro2020 e Copa América -, suspensas, nos casos dos campeonatos nacionais e provas internacionais, ou mesmo canceladas.

Os campeonatos de futebol de França, Escócia, Bélgica e dos Países Baixos foram cancelados, enquanto outros países preparam o regresso à competição, com fortes restrições, como sucede em Inglaterra, Itália, Espanha e Portugal, que tem o reinício da I Liga previsto para 03 de junho. A Liga alemã foi retomada em 16 de maio.

Fonte: Record on-line